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domingo, 30 de setembro de 2007

Cérebro


Como é o nosso cérebro?
Como funciona a nossa mente?
Como se processa a integração de todas as emoções, as sensações que sentimos através dos estímulos que recebemos do meio ambiente e dos próprios estímulos internos?
Como funciona o nosso pensamento?
Como os diversos estímulos, táteis, sensitivos dolorosos, visuais, auditivos, enfim todos os estímulos que vão por caminhos diferentes, são centralizados numa única "central de informação" e depois são emitidos por caminhos diferentes sem haver interferências?
O que mantém a "central de informações" sempre alerta, aonde é que vai buscar a energia necessária para receber, processar e emitir as informações?
De que depende essa "central" de processamento de idéias, pensamentos, informação?
O que faz com que a mensagem seja codificada e descodificada nessa "central geradora de informação" "esse computador" que é o cérebro?
O que faz com que em determinado momento essa "central" falhe e passe a dar informações erradas?
O que faz com que a certa altura o comportamento de uma pessoa modifique, alguma interferência na rede de comunicações?
Como detectar essa falha ou barreira para conseguir corrigir os diversos distúrbios que apresente, seja ele sob a forma de depressão, agressividade, esquizofrenia, excentrismo, euforia, disforia, excitabilidade, demências, psicoses, neuroses, enfim o que fazer para manter essa "central de processamento da informação" sempre atuante, receptiva, integrativa, que transmita a mensagem descodificada de todos os estímulos recebidos, sem alterar o comportamento pessoal e social da pessoa? Para que tire o maior proveito e rendimento dos seus potenciais escondidos ou desconhecidos.
Céu ( 23/1/98)
Passado 9 anos continuo sem obter respostas concretas, objectivas para quase todas as perguntas, exceto talvez para a primeira, a ciência descreve o cérebro em termos morfológico e fisiológico, este último com muitas lacunas. será que alguém pode me ajudar a encontrar as respostas?

6 comentários:

Mar disse...

É o órgao de maior volume do nosso corpo e o que mais pesa. Será por isto que é o mais complexo?? Se a ciencia nao explica podería explicar o sobrenatural ou as ciencias ocultas este mistério??
Os pensamentos fluem diariamente sem cessar um segundo, dizem alguns gurus e praticantes de yoga que devemos serenar a mente atravéz da meditaçao. É necessário que provoquemos um momento de sossego e serenidade mental, um certo tempo, ao dia. Ajuda a diminuir a pressao diária que sofre o nosso cérebro atravéz das informaçoes positivas e sobretudo negativas do nosso entorno.
Perder o controle de nossas emoçoes faz com que o nosso corpo se enferma.
Nao é fácil, mas se todos puséssemos esse graozinho de areia todos os dias poderíamos fazer um pequeno favor ao nosso cérebro e a todo o nosso corpo.
Devemos aprender a controlar os nossos impulsos, nossos sentimentos e emoçoes. Deveríamos aprender a filtrar as informaçoes que nos chegam a diário. Devería reinar a harmonia em nosso interior. É saudável! Devemos procurar ser felizes e sentir-nos satisfeitos com o nosso ser. Poderíamos evitar assim muitas enfermedades e ter uma melhor qualidade de vida.

Céu disse...

Obrigada Mar!
So agora pude ver seu comentário, bonita imagem!
Concordo que devemos aquietar nossa mente, através do controle das nossas emoções, porém que esse controle não seja colocar um freio nas emoções, pois assim estaríamos criando um terreno propício para pormos em risco nossa saúde mental e e consequentemente física e vice-versa. Como cantou um dia Roberto carlos"...Se chorei ou se sorri, o importante as emoções eu vivi...". Como escrevi algures,um ensinamento que obtivo do mar: "há que haver equílíbrio entre a razão e a emoção, porque razão sem emoção é uma "máquina fria", emoção sem razão é loucura ou inconsequência".
Um beijinho com carinho

Mar disse...

De nada, é um auntentico prazer colaborar com o seu blog.
Voce tem razao, temos que conseguir um equilibrio entre a razao e a emoçao e, sobretudo, deixa-la fluir com naturalidade. Ser autenticos!.
Bjs.

Céu disse...

É isso aí Mar... deixar fluir as emoções, porém de comum acordo com a razão, pois o nosso cérebro processa a informação que lhe chega, para ele toda a informação é verdadeira e por isso age consoante essa informação, se mandarmos um dado falso, produto da nossa imaginação ditada pela emoção sem censura (sem o tal comum acordo com a razão) a nossa mente age consoante essa informação e o nosso corpo acompanha. Nessa linha de raciocínio tudo se torna verdadeiro, uma ilusão ou até mesmo uma mentira. Tudo gira em tornos das emoções e sensações que nossos sentidos apuram e a forma como nosso cérebro trabalha essa informação enviada pelos sentidos.
Um beijo com carinho

Céu disse...

Coloco este comentário à pedido do Pedro:
Olá Céu!



Tenho meditado com alguma frequência sobre este texto/tema em especial.

De facto, a Céu tem colocado, segundo o mesmo, questões bastante interessantes, cujas respostas também gostava de ter algum conhecimento (mera curiosidade). Penso que de certa forma, este texto está intimamente ligado com os restantes textos. Contudo, dou mais atenção a um outro processo que impele o cérebro a "comunicar" a um indivíduo de tentar gostar de um outro indivíduo do sexo oposto. Ou seja, um rapaz apaixonar-se por uma rapariga, ou vice-versa. Não me refiro a critérios morais, gosto pessoais ou de cultura que possam balizar a escolha desse indivíduo na selecção de uma possível parceira, mas a(s) parte(s) do cérebro é que é/são responsável(eis) de um qualquer indivíduo de desencadear o mecanismo que conduz ao início de uma dita "química" amorosa. Ou seja, que parte(s) do cérebro é que é/são "iluminada(s)"/ "faíscada(s)" / "electrizada(s)" de forma a despoletar no indivíduo esse impulso tão característico do ser humano? (Penso que apenas do ser humano)!!! Haverá mais do que um "departamento" do cérebro a enfatizar nesse sentido? Havendo mais do que um "departamento", haverá comunicação entre eles? Como se processa essa informação?

Provavelmente não terá resposta também para esta(s) questão(ões), contudo lembrei-me de deixar também o meu comentário sob forma de pergunta. Para além de mais, a forma como o seu texto foi escrito leva-me a reflectir no carácter cientifico profundo para o qual faz alusão. Portanto… muitos parabéns! Gostei muito (tal como dos outros, claro)!



Muitos beijinhos! ;)



Pedro Ascenso

Céu disse...

Pedro, Obrigada pelas suas questões dentro do seu comentário. Vou tentar dizer alguma coisa sobre a sua pergunta relativa à atração. Começo por transcrever uma citação que li em várias partes na net:
Lei da atração:
"Tudo o que entra em sua vida é você quem atrai, por meio das imagens que mantêm em sua mente. É o que você está pensando. Você atrai para si o que estiver se passando na sua mente. Ou seja, seus pensamentos se transformam em coisas"
Transcrevo também algumas perguntas feitas a Dalai Lama na reunião anual da Society for Neuroscience, segundo artigo:
http://www.cerebronosso.bio.br/amor-meditao-e-o-dalai-lama/:

"Amor, paixão e desejo não deveriam ser quantificados ou parametrizados, muito menos explicados, reclamam alguns. Outros protestam indagando o que se ganha sabendo “onde” essas coisas acontecem no cérebro. O que a neurociência faz, além de comprovar e sugerir mecanismos para o que o senso comum já sabia: que a paixão nos cega, nos torna obsessivos, nos tira do rumo? Por outro lado, quanto não se perde da poesia, quando “eu te amo” passa a poder ser trocado por “meu núcleo acumbente quer muito ficar perto de você”? A beleza da música não se torna menor se for decomposta em cumprimento de expectativas e sincronia entre regiões cerebrais? E se o estado de iluminação, normalmente alcançado às custas de anos de meditação, pudesse ser atingido com um único eletrodo situado estrategicamente no cérebro?
Estas e outras tantas questões continuarão a ser alvo de pesquisas e fomentarão novas questões, novas perguntas, porém, nenhumas certezas. Penso que a dificuldade maior é que os nossos pensamentos surgem no cérebro,com isso o que estamos fazendo? é usar o cérebro para estudar a si mesmo, o que acaba entrando num ciclo vicioso, partimos de perguntas, não encontramos respostas ou a resposta é na forma de uma nova pergunta e assim sucessivamente, ficamos girando em torno de um eixo central que é o cérebro, ou como eu o defino, "fantástica fábrica cheia de compartimentos onde há produção de produtos químicos, naturais, que movimentam todo um complexo de reações químicas, físicas,estruturalmente sustentado por um arcabouço arquitetônico, que é o organismo humano". Após esta definição me ocorreu, para variar ;) uma pergunta, será que a resposta que tanto se procura, não estará no descobrir a dinâmica de todos os produtos químicos elaborados nessa " fantástica fábrica" deliciosa (mesmo não produzindo chocolate ;)? mas não com o intuito de fabricar sinteticamente esses produtos, como as drogas psicoactivas, caso do extasy,por exemplo, mas sim com o objectivo de manutenção e/ou reparação quando houver algum defeito nessa " fantástica fábrica".