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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Explosão interior


Na vida existem momentos ou acontecimentos que nos fazem reagir de forma violenta, é um explodir de pensamentos, geralmente negativos, de ira, revolta, um discurso muitas vezes desconexo ou sem nexo, uma tempestade de palavras para nos defender, chegando mesmo a ser irracional, mas para quê? se nada conseguimos a não ser magoar e ferir aos outros e a nós mesmos. Se a cada momento ou acontecimento desfavorável, sentássemos e refletíssemos sobre o acontecimento em si, sem reagirmos impulsivamente, acabaríamos por ver aonde está o problema e poderíamos centrar nos esforços na solução, porque acredito que se existe um problema é porque existe a solução, mas não temos o auto domínio suficiente para equacionar o problema, extravasamos apenas a nossa revolta, indignação, assumimos a posição de vítima, de "coitadinhos" (Se bem que como se diz no meu querido Brasil: "coitadinho é filho de ratinho que nasce peladinho " ;) só depois é que "esfriamos a cabeça" e vamos equacionar o problema e aí chegamos a conclusão que tivemos uma reação inapropriada, talvez acusemos injustamente alguém, ofendemos alguém, mesmo que só em pensamentos ou através das nossa "verborreia" implacável, quando na verdade até teríamos uma parcela de culpa no ocorrido, ou estamos nos defendendo de um imaginário ataque pessoal.
Seria tão mais simples se fizéssemos como alguns orientais, diante de um acontecimento desfavorável, deveríamos preparar um chá, sorvermos e apreciarmos gole a gole, somente concentrados no sentir do seu aroma e do seu gosto. Quando terminássemos o chá estaríamos preparados para equacionar o problema e poder buscar a solução, sem termos desperdiçado nossa energia, sem que tenhamos magoado, ofendido ou agredido ninguém e nem a nós próprios, muito menos termos motivos de nos envergonhar pela atitude desequilibrada, feroz com que reagimos perante o acontecimento.
Diante de um acontecimento desfavorável devemos agir ao invés de reagir, porém, nem sempre isso é fácil, é necessário primeiro tomar consciência da diferença entre agir e reagir, depois é necessário ir exercitando o domínio de saber o momento certo de liberar e deixar fluir as emoções ou o momento de contê-las. Isso só se consegue com empenho, persistência e sabedoria para discernir se a solução está em nós ou fora de nós e ao mesmo tempo é necessário que não deixemos problemas se acumularem sem solução, porque muitas vezes é esse acumular de situações não resolvidas, mas que ficam o tempo todo "roubando" nossos pensamentos, energia e serenidade interior, que desencadeiam essa reação de "ferver em pouca água" como reflexo dessa explosão interior.

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