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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

"Que livro és tu?"

Levanto-me eu para trabalhar arduamente, quando dou com um e-mail de uma amiga, que não vale a pena citar nomes (antes que ela pegue fogo no meu post :), a perguntar “e que livro és tu?”…
Era uma apresentação toda “bem encadernada”, onde fala que o mundo é como uma imensa estante de livraria, e todos somos livros… Uns melhor encadernados, outros com mais conteúdo… Quando vamos conhecer alguém, vemos a capa, e para muitos isso chega, outros procuram pelo conteúdo, mas mesmo assim, podem procurar simplesmente histórias leves, simples “passatempos”, romances breves, histórias de acção que acabam com o virar da última página, para nunca mais nos lembrarmos delas…
No fim, fica a pergunta, que livro sou eu?
Bem, aqui vai a resposta… Se alguém quiser ver a apresentação, que fica muito aquém dos comentários que tenho a certeza iremos ver aqui, peçam!

Que livro sou eu?
Tem muita gente aí que nem dava para encher uma "maria", ou uma "nova gente"...
Tem gente aí que é como "os maias" - tem uma capa mais ou menos, mas lá dentro ninguém se atreve a ir...
Tem gente aí que é como a "abelha na chuva" ou "a sibila" (de Agostina Bessa Luis ou coisa parecida), que eu fui obrigado a ler e achei a maior seca de todos os tempos... talvez não fosse o momento certo...


Se eu fosse um livro, acho que era como a Bíblia... posso ter uma encadernação de ouro, mas só me compreende e sabe realmente o que cá vai dentro, quem tiver capacidade para ler entre as linhas e compreender o que não está escrito em lado nenhum. Muitos podem adorar-me, mas só alguns podem compreender o que quero transmitir (não me estou a gabar, estou a mandar uma indirecta à bíblia, ÓKapa?).
Mais ainda, era a primeira bíblia com secção “faça você mesmo”, "humor de segunda", "National Geographic" nunca antes publicado, "histórias e lendas" desaconselháveis a menores e “dúvidas aos leitores”… bolas, já viram os volumes todos que isto ia dar?

Acho que passei o limite do livro, acho que eu era mesmo uma prateleira de volumes utilidades e inutilidades!
Agora, que revelei os meus sentimentos de megalomania, pergunto eu… E que livro és tu?

5 comentários:

Céu disse...

Ora..ora Nuno, com que então è uma "Biblia", aprecio a sua maior qualidade, a modéstia e a sua megalomania. Realmente esse Slide é interessante, mas eu não saberia dizer que livro sou, talvez não haja nenhum livro que eu possa me enquadrar ou talvez possa ser naquele que tem uma capa discreta, que suscite alguma curiosidade, mas com páginas em branco (por estar escrito com tinta invisível ou por não ter conteúdo ou ainda por escrever).
Como podes notar não existe tal livro, logo....?

Nuno Coelho disse...

bem, há as sebentas, que se usam para escrevermos o que aprendemos... e há os livros de instrução com umas páginas brancas para apontamentos o que nós aprendemos fora do livro... e há os livros de colorir... e há as folhas soltas, sem qualquer tipo de lombada a amarrar... Não era Miguel Ângelo que dizia que só tirava os bocados de pedra que estavam a mais, para fazer surgir as estátuas?
mas ao fim e ao cabo, o que é que vc escrevia no seu livro? um monte de mariquices lamechas? nem ao menos um manual de vólei?

Nuno Coelho disse...

Bem, mais um pouco e podemos acrescentar um manual de auto-reparação ao seu repertório... e um de "des-entorce você mesmo"! que tal um manual de quebras e curativos?
(Aviso aos navegadores: isto era uma piada de duas pessoas, onde só uma ri. Se quiser saber mais pormenores, não perca o próximo post-capítulo)

Céu disse...

Nuno ...Se eu fosse escrever o que aprendi numa palavra eu resumiria "nada" porque tudo não passa de uma ilusão de óptica, uma miragem no deserto, por isso a sebenta não seria.
...Se o que aprendi não passa de uma miragem isso se aplica ao que aprendi fora do livro e que confrontei com o livro que me deu esse conhecimento de que tudo não passa de uma ilusão, portanto ninguém precisa de um livro de instruções para aprender isso...
... os livros de colorir não servem porque seria preciso outro autor para o fazer
... as folhas soltas o vento as leva para bem longe, ao fim ao cabo seria o mesmo que não ter, porém o mais próximo realmente poderia ser este, digo o mais próximo porque entre o poderia ser e o ser vai uma longa distância...
Mas ao fim e ao cabo, o que eu escreveria no livro da vida? se tudo não passa de uma ilusão escreveria sobre o amor, sobre a amizade, sobre a justiça, sobre os direitos humanos, sobre a saúde, sobre o espírito de equipe que existe no volley e noutros "esportes", sobre a solidariedade e a partilha dos bens aos mais necessitados e por fim sobre a confiança e a sinceridade que existe entre os Homens.

Nuno Coelho disse...

Ora, afinal, sempre escrevia qualquer coisa, viu?
Vá, o próximo tópico é seu! vamos ver se vai dar pancadaria?
Abraço
Nuno