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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Crepúsculo da vida



Uma forma suave e natural de encarar aquilo que é inevitável, a única certeza que temos na vida, a morte.


Esta analogia justifica-se porque o crepúsculo é o fim de um dia, a passagem do dia para a noite. A morte é o fim da vida (pelo menos nesta dimensão terrena) e para muitos a passagem para a vida eterna.


Passamos pela vida sem pensarmos ou procurando evitar pensar que um dia ela cessará, talvez seja por isso que muitos, antes de partir ficam um tempo doente. isso explicaria a evolução das doenças em tempos diferentes, está certo que cada organismo é diferente, mas talvez não esteja relacionado com o organismo de cada um e sim ao tempo que precisa para se preparar para a passagem.


Por exemplo pessoas em que lhe são diagnosticados um câncer, uns levam anos, outro meses e alguns até semanas, até a chegada do crepúsculo da vida. Será que não é esse tempo que a pessoa precisa para se preparar? Esse preparo englobaria a resolução das coisas pendentes para poder partir em paz.


Nesse período será que as pessoas, mesmo que não lhe sejam revelados o diagnóstico de doença terminal, não se apercebem que a hora se aproxima e vão se preparando e despedindo desta vida? como por exemplo um abraço mais demorado na hora de se despedir para ir dormir como se estivesse se despedindo para sempre e depois chega um tempo em que elas fisicamente estão, mas mentalmente já não estão, mostram uma indiferença pela vida terrena, como se estivesse recolhida dentro de si, talvez seja o início do caminho, uma espécie de túnel, que conduzirá a passagem.


Se assim for será que ao cometer a eutanásia ou suicídio assistido para evitar o sofrimento, ou mesmo se induzir ao coma com analgésicos potentes para tirar a dor, mas que deprimem o centro respiratório, não estaremos interrompendo e tirando a chance do doente em questão se preparar para a sua passagem e com isso não estaremos impedindo de ter uma passagem tranquila, serena e em paz por ter chegado a hora e a "missão" ter terminado?


Continuando nesta linha de raciocínio, se a passagem não for em paz, será que não seria por isso que escutamos dizer "almas penadas" "assombrações", não será o espírito que se libertou do corpo mortal de forma tumultuada, sem ter tido consciência de que já não pertence a dimensão terrena, mas tendo consciência de que ficou algo pendente ou não concluíram a sua missão na terra .


Isso poderia ser a fonte que inspirou diversos autores a escrever roteiros cinematográficos envolvendo pessoas que já morreram e que permanecem na terra como se não tivessem morrido, como na série televisiva "entre vidas" onde as pessoas que morreram não concluíram a "sua missão" e por isso não seguiram em direção à luz e vivem "vagando entre mundos". Neste caso não seria essa a finalidade dos católicos de rezar ou mandar rezar missa pela alma dos que já partiram, ou seja para ajudar o espírito, que vagueia na escuridão, a encontrar o caminho da luz Divina?


Aqui põe-se outro questionamento: E os que morrem subitamente de forma natural ou por acidente, será que não precisavam de se preparar? e por isso partiram sem ter esse "tempo de espera", especificamente no 1º caso em que teriam a chamada "morte santa" um dia estão conversando tranquilamente e depois caem sem vida, serenamente ou então adormecem e nunca mais acordam. No segundo caso não ficariam "vagando" até encontrarem o rumo?


Outra questão se coloca: E porque tanto sofrimento que alguns padecem antes do desfecho final?


Os religiosos e os teólogos dizem que o sofrimento seria uma forma de purificação, de expiação dos pecados. Que seja assim, pois essa é a esperança que dá forças para suportar o sofrimento dando-lhe um sentido para a sua existência.

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