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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Velhice...apogeu ou declínio do ser humano?



O Homem passa pela fase de menino (a), jovem, homem(mulher), velho (a) desde a aurora até ao crespúsculo de sua vida.
Em cada fase vai somando experiências, sensações, emoções, descobertas, vai subindo nos vários níveis do desenvolvimento, assim como vai adquirindo capacidades, competências, ampliando seus horizontes no vasto campo do conhecimento, alargando seus limites e aprimorando seu raciocínio, como que subindo os degraus de uma escada. Deveria ir galgando os degraus dessa escada até chegar ao crepúsculo, mas não é isso que ocorre na generalidade quando chega na velhice, poucos são aqueles em que a velhice é o continuar da escalada rumo ao apogeu.

Porque será que isso não é verdade para muitos? O que se verifica não são somas e sim subtrações: Da visão, audição e dos demais sentidos, da força muscular, do raciocínio, do bom funcionamento das articulções e dos orgãos em geral, da memória, da potência, da motivação pela vida, da auto estima, da capacidade, do juízo críticos e até da riqueza que juntou, muitas vezes com enorme sacrifício. Esta é a incoerência no desenvolvimento humano.

Haveria alguma coerência se na velhice as subtrações fossem ao nível físico (mais lentidão no caminhar, diminuição da força musculo esquelética, os órgãos funcionariam com menos velocidade) pelo desgaste ao longo dos anos, mas não ao nível cognitivo e do intelecto. Porque o as funções cerebrais superiores sofrem degeneração e entram em declínio , como no número cada vez maior de casos de demências, em especial do alzheimer?

Talvez no ínicio a humanidade estivesse programada para que a velhice fosse o apogeu da existência e não o seu declínio, mas o Homem em sua arrogância de achar que é um ser superior talvez possa ter alterado esse curso e o que era para ser o apogeu passou a ser o declínio para muitos.

Será que envelhecer significa ter poliartroses ou reumatismo, hipertensão arterial, diabetes, ficar cego, surdo, mudo, sem paladar, dificuldade na marcha, ficar demente, necessitar de ajuda para realizar suas atividades de vida diária, inclusive a higiene pessoal, falto de raciocínio e de memória, com perda do controle dos esfíncteres (urinando e evacuando sem sentir, sem controle) , viver se queixando, lamuriando e esperar a morte chegar?

Será que envelhecer é esse terror todo?Que tristeza ver um ser humano que foi um lutador, superou muitos obstáculos, dono de uma capacidade de raciocínio invejável, dotado de grande inteligência, generoso, na velhice transformar-se num ser dependente, com pouca audição e talvez daí o enfraquecimento do raciocínio e da memória e/ou perder o juízo por estar demente.
Qual será o segredo das pessoas que atingem > 100 anos bastando-se a si próprios, no seu perfeito juízo? será porque são idosos e não velhos, no primeiro são pessoas que atingiram um número de anos vividos, mas conservaram o espírito jovial, têm rugas deixadas pelo sorriso e alegria de viver, no segundo são pessoas que deixaram o espírito envelhecer, têm rugas de amarguras, lamúrias e queixumes acumulados na vida? Será porque mantiveram a agilidade física e mental, vivendo o presente e o dia a dia de acordo como ele se apresentava, sem contabilizar os anos ou pensar na velhice?
Talvez o Homem tenha o livre arbítrio de decidir como será a sua velhice, o apogeu ou o declínio, de acordo como encara e se prepara para ela:
1-Se acreditar que o espírito não envelhece, que as pessoas só envelhecem quando pensam que são velhas e conservar a jovialidade do seu espírito sem contabilizar os anos, vivendo o dia a dia, então a sua velhice será o apogeu da sua vida.
ou
2-Se for contabilizando os anos e aceitando como o destino de todo o velho é ter todas as doenças de A a Z e ficar demente, então a velhice será o declínio da sua vida, porque entregar-se-á às doenças aceitando que são próprias da velhice e que não restará mais nada do que esperar que a morte venha.
Olhe o retrato da mulher (que é uma ilusão de óptica) na imagem inicial e o que vê primeiro a jovem ou a velha? de acordo com o que vir primeiro assim estará tendo a percepção do seu espírito e pode perspectivar como será a sua velhice o apogeu ou o declínio da sua vida=> Não esqueça que é apenas uma brincadeira!!! :) (embora possa levar a refletir como realmente perspectiva a sua velhice e como sente o seu espírito jovial ou envelhecido?)




4 comentários:

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Céu disse...

Obrigada Dario Dutra, pelos parabéns e por colocar o site no veja blog :)
Um abraço
Céu

Pedro disse...

Olá Céu! Bem disposta?

Outro tema cativante! :) … Velhice! Terceira idade? Nada disso!
O apogeu da vida, … sim! Já diz o velho ditado: «Há medida que o tempo passa, mais sábio se torna o ser humano». É na colheita de muitos anos de experiência vivida, que o ser humano se deveria moldar de alguma perfeição (mas isso nem sempre se constata). É normalíssimo e racional que o ser humano ao crescer se vá metamorfoseando de formas e feições. Urgem as rugas acompanhadas das “novas” texturas da pele, vítima da acção solar, de tristezas, agonias, enfim, … toda uma máscara natural que regista as responsabilidades assumidas pelo ser humano. Contudo, (e a meu ver) é no cabelo grisalho ou branco que mais se destaca o “diploma” da responsabilidade e da maturidade outorgadas ao longo da vida.
As dores, a doença, o cansaço, são vestígios das energias positivas gastas por esse mesmo corpo outrora jovial, sólido e resoluto, mas que o corpo agora se regista como menos abonado e que a medicina vai tentando aliviar e amparar.
Mas… o corpo humano nunca deixou de ser poesia. Este apogeu de vida que agora se aborda é uma poesia mais refinada. É um néctar, apurado, cujo pólen é delicioso. Faz-se ver, ouvir e sentir. Vê-se em toda a anatomia humana (olhos, lábios, feições, estrutura do corpo); ouve-se na voz rouca e cansada como se de um violino antigo se se trata-se (e o “timbre” de um violino é algo de maravilhoso); sente-se na textura da pele, que apesar de enrugada, é macia ou é dura. É no “mapa” já gasto das mãos (quiromancia) que tentamos adivinhar se o futuro reservado e escrito nas mesmas havia sido fiel.
Tomaram muito de nós ainda jovens, chegar-mos a um patamar humano tão doce e de carácter quanto este pôr do sol, ainda a crepitar de calor!
Diria mais… velhos são os trapos! Os seniores são veteranos da vida, forjados pela experiência dura e enriquecidos com sapiência ancestral.

Beijinhos!

Pedro

Céu disse...

Obrigada Pedro pelo seu comentário!
Como sempre fruto de uma profunda reflexão sua expresa numa linguagem rebuscada, parabéns!
Concordo que o passar dos anos a sabedoria vai se fortalecendo e a perfeição se torna mais próxima, embora a perfeição não exista, mas que nem sempre é assim, também estou de acordo.
Que bela a sua frase:"Mas… o corpo humano nunca deixou de ser poesia". Você passa uma imagem de alguém que sente fascínio pelo corpo humano e uma atenção especial à velhice, que bom sentir isso!
Você acrescentou uma visão poética e cheia de esperança a essa fase da vida onde o que mais se encontra é justamente a falta de poesia e de esperança, o sentir-se um "trapo" que é largado num canto (às vezes, infelizmente essa é a raalidade de muitos idosos, tantos sacrifícios passaram para criar os filhos, quantas noites perdidas para aconchegar os filhos, para depois serem abandonados num asilo, sem nem se quer uma visita receber dos filhos :(
Gostei muito do seu comentário!
Um abraço