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domingo, 26 de abril de 2009

Inteligência emocional resultado da educação do cérebro

Uma pergunta lançada num comentário sobre auto ajuda, ficou martelando, "como educar o cérebro? e a resposta mais próxima é através da inteligência emocional, que acaba sendo o resultado do educar do cérebro, um gera o outro, num circuito reverberativo.

A inteligência emocional, segundo Daniel Goleman, possui cinco áreas de habilidades, (embora numa perspectiva de marketing, possa ser adapatada aos relacionamentos de uma forma geral):
1-Auto-Conhecimento Emocional - reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre é a chave da inteligência emocional . A falta de habilidade em reconhecer nossos verdadeiros sentimentos deixa-nos a merce de nossas emoções. Pessoas com esta habilidade são melhores pilotos de suas vidas.
2-Controle Emocional, a habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação. Pessoas pobres nesta habilidade afundam constantemente em sentimentos de incerteza, enquanto aquelas com melhor controle emocional tendem a recuperar-se mais rapidamente dos reveses e contratempos da vida.
3-Auto-Motivação. Dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca, para a automotivação, para manter-se sempre no controle e para manter a mente criativa na busca de soluções. Auto-controle emocional, sabendo praticar gratificação prorrogada e contorlando impulsos, favorece aperfeiçoamento de todos os tipos. Pessoas que tem esta habilidade tendem a ser mais produtivas e eficazes, qualquer que seja seu empreendimento.
4-Reconhecimento de emoções em outras pessoas. Empatia, outra habilidade que constrói auto-conhecimento emocional. Esta habilidade permite as pessoas reconhecer necessidades e desejos de outros, permitindo-lhes relacionamentos mais eficazes.
5-Habilidade em relacionamentos inter-pessoais. A arte do relacionamento é, em grande parte, a habilidade de gerenciar sentimentos em outros. Esta habilidade é a base de sustentação de popularidade, liderança e eficiência interpessoal . Pessoas com esta habilidade são mais eficazes em tudo que é baseado na interação entre pessoas. São estrelas sociais.
As três primeiras acima referem-se a Inteligência Intra-Pessoal (É a capacidade de formar um modelo verdadeiro e preciso de si mesmo e usá-lo de forma efetiva e construtiva.. As duas últimas, a Inteligência Inter-Pessoal (é a habilidade de entender outras pessoas: o que as motiva, como trabalham, como trabalhar cooperativamente com elas).

Em síntese, a inteligência emocional é:
*Auto consciência;
*Administração de sentimentos aflitivos;
*Manutenção do otimismo;
*Perseverança, apesar das frustrações;
*Aumento da empatia;
*Cooperação, envolvimento e
*Capacidade de motivar a si mesmo.

As emoções possuem significados próprios:
*Ira - sensação de perigo, de injustiça, de humilhação, de ameaça à autoestima, à dignidade
*Medo - os centros emocionais disparam hormônios, o sangue vai para os músculos do esqueleto, impulsionando-o a correr, fugir
*Felicidade - a pessoa experimenta a tranqüilidade, o repouso, o entusiasmo e mostra disposição para tarefas imediatas, para marchar rumo às metas
*Paixão - uma sensação de descontrole total, não somos donos de nossos atos, entorpecimento.
*Amor - sentimentos afetuosos, de relaxamento, calma e satisfação, facilitando especialmente a cooperação
*Surpresa - que permite ver mais, aumentando a quantidade de luz na retina
*Tristeza - faz fixar a atenção no que se perdeu, mina a energia para começar coisas novas
*Depressão - gera um senso de inutilidade, a ausência de alegria, confusão, falta de memória, incapacidade de dormir, desalento, apatia


As lições aprendidas na infância vão modelar os circuitos emocionais, porém estes podem ser moldadados, através da educação do cérebro, de forma a transformar uma emoção negativa em positiva, ou equilibrá-la, porque a emoção negativa interfere com a atenção, concentração, afeta a capacidade de aprender, afeta a compreensão (pessoas ansiosas, zangadas ou deprimidas não refletem) e baixa o rendimento, como a preocupação faz.
As emoções negativas geram alterações no organismo, segundo alguns pesquisadores:
*O pânico e a ansiedade aumentam a pressão sanguínea
*Tristeza, pessimismo, hostilidade, ceticismo e desconfiança aumentam o risco de doenças como artrite, asma, úlcera, dor de cabeça. *A hostilidade faz aumentar a propensão à doença cardíaca.
Para combater estes danos, por exemplo a hostilidade deve-se aprender a amaciar a atitude, regulando a raiva no começo, a ira através da empatia, o sorriso é o maior e mais barato remédio que existe.(compilado e adaptado de http://www.veiga.net/aulas/emocional.htm)


O cérebro humano é composto por 2 hemisférios:

1- Esquerdo=> Racional, lógico, dá ênfase a Linguagem, a lógica, aos números, a Matemática, sequência, as plalavras.

2- Direito => Emocional, pouco lógico, enfatiza a rima, o ritmo, a pintura, imaginação, modelos
A teoria da dominância dos hemisférios cerebrais pressupõe que umas pessoas desenvolvem mais o esquerdo, outras o direito, mas o ideal é que não haja um predomínio, que ambos os hemisférios sejam estimulados e desenvolvidos, daí a educação emocional, através do reconhecimento dos sentimentos, da empatia, do autocontrole das emoções, da reparação dos danos emocionais (conflito) e da integração emocional e interatividade. a propósito disso há alguns anos atrás a UERJ ministrava um curso de inglês baseado no método de aprendizagem acelerativa, através da motivação, num simpósio internacional que sediou, proporcionou um evento, Maratona de Motivação, onde os interessados tiveram um dia com vários exercícios de relaxamento, alguns tiveram facilidade em entrar em transe (estado modificado da consciência) um dos participantes viveu com tamanho realismo, que no percurso induzido mentalmente, escorregou e quando "regressou" sentiu dor sobre o braço que havia sofrido traumatismo na queda, sendo reconduzido pelo orientador ao percurso, que o orientou para que voltasse até antes da queda e imaginasse que saltou por cima do obstáculo, quando foi "trazido de volta", já não sentia nenhuma dor. Também proporcionou uma sessão de Musicoterapia, onde os participantes apresentavam os respectivos nomes num ritmo musical de sua preferência, que traduzisse instantaneamente suas características, depois o orientador dizia as características de cada nome pronunciado, acertando em todos. Nessa sessão houve relatos de como pessoas haviam combatido doenças, inclusive de câncer, com sessões de musicoterapia.

Foi uma experiência fascinante!

Tudo isso reforça que as emoções tanto podem gerar saúde como doença, da mesma forma que a razão pode gerar saúde quando em comunhão com as emoções, porém igualmente pode gerar doenças se sufocar as emoções. Assim a inteligência emocional é o resultado de uma educação do cérebro, sendo ela fonte geradora dessa mesma educação.

4 comentários:

Pedro disse...

Olá Céu!

Quando foi oportunamente introduzido no comentário, a expressão «educar o cérebro», lembrei-me do conceito de coeficiente emocional (Q. e.), contudo não o referi sob a hesitação de não saber se se deveria falar no conceito. Mais ainda, quando aludi a mesma expressão, pensei igualmente numa outra: «disciplinar o cérebro». Foi então que me questionei: «Quem sou eu para colocar estas temáticas?», «Que atrevimento é o meu em tender ir mais longe?». Quando li este seu artigo, continuei a reflectir: Será que temas ou expressões como estas («educar o cérebro» e «disciplinar o cérebro») são expressões sinónimas, complementares ou concepções algo distintas uma da outra?
Peço que me desculpe pelo meu atrevimento, mas uma abordagem subordinada a este tema, requer, a meu ver, uma análise ainda mais cuidada, isto é, a uma análise “física” ainda mais “funda”, mais radical, como se tentássemos observar o fenómeno com efeito “zoom” (como se se tratasse da visão de um microscópico), logo uma observação mais incisiva, na origem. Ou seja, onde tudo “cintila”. Deixo-me de rodeios. Aponto, discriminadamente o dedo à escala subatómica dos impulsos eléctricos que regem ( inadvertidamente e sem consciência humana possível) a comunicação neuronal de cada ser humano, onde o ADN psicológico / psiquiátrico deve ser lido, interpretado (descodificado?) de forma a poder-se ler nessa linguagem emocional “nano-eléctrica” (refiro-me à rede de impulsos eléctricos, engendrados no e pelo nosso cérebro, onde se comunicam os neurónios, para descreverem e determinarem a natureza da nossa auto-estima).
Não sei se me fiz entender…

Beijinhos.

Pedro

Céu disse...

Obrigada pelo seu comentário Pedro!
Penso que os termos educar e disciplinar sejam equivalentes, porque educar é: “Processo que consiste numa ou várias funções que se desenvolvem gradualmente pelo exercício e se aperfeiçoam. Resultado desse processo.” e disciplinar consiste em treinar hábitos e habilidades.
A parte final do seu comentário ficou um pouco confusa, se puder clarificar, seria ótimo.
Um abraço

Pedro disse...

Olá Céu!

Tentando explicar a parte final do meu comentário, o que eu queria dizer era que, tal como uma qualquer forma de percepcionar o mundo exterior através dos cinco sentidos é interpretado no cérebro como impulsos eléctricos percorridos através dos tendões e extensões nervosas, (dos cinco sentidos até ao cérebro), tentei analisar a auto estima do mesmo ponto de vista. Ou seja, a auto estima, ter como origens esses impulsos eléctricos observados a uma escala microscópica ou nanoescópica. Ainda havia referido no mesmo comentário que esses impulsos eléctricos se processariam sem a percepção possível do ser humano. Penso que até aqui expliquei-me melhor. Contudo, só agora me apercebi de que estava-me a contradizer nos comentários, porque se no primeiro (comentário) a ideia era educar o cérebro, no segundo (comentário) refiro que os impulsos eléctricos responsáveis pela auto-estima processam-se de forma imperceptível. Reconhecendo o antagonismo que desenvolvi, é meu dever rejeitar a ideologia descrita no meu primeiro comentário, concordando com as definições do seu artigo.

Beijinhos.

Pedro

Céu disse...

Obrigada Pedro por esclarecer, penso que você está querendo objetivar em termos de lógica, tentando aplicar um método semelhante ao da avaliação do coeficiente de inteligência, mas não se esqueça que a avaliação do Q.I. é quantitativa e do Q_E. é qualitativa.
Um abraço