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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Disse-me-disse... uma praga nas relações humanas

O disse-me-disse é como uma bola de neve vai vai crescendo a medida que vai rodando, por vezes assume uma magnitude de tal ordem que é capaz de derrubar ou destruir muitas pessoas, criar inimizades, por fim a uma amizade, desestruturar famílias, levar a separação e isolamento de elementos de uma família.

O disse-me-disse só prolifera porque as pessoas não usam de sinceridade, não são verdadeiras nas suas relações com os outros, não dizem o que pensam e não pensam antes de dizer, outras vezes porque não querem incomodar ou atrapalhar e por isso tomam decisões erradas, porém bem intencionadas e o outro pouco compreensivo e às vezes até egocêntrico, que só "olha para o seu umbigo" nem pensa que a tal atitude fora pensando no melhor para ele vai logo criticando, sentindo-se excluído, sentindo-se "coitadinho" a família deste "toma as sua dores" julga e condena aquele, que se sente magoado, ofendido por tamanha incompreensão, ingratidão, injustiça que recebeu quando na realidade, agiu por amor, pensando no outro e não em si mesmo como é acusado. Gerando revolta, esta provocará atrito nas relações, conflitos que vão se acumulando podendo mesmo chegar ao rompimento das relações entre os intervenientes.


Como evitar disse-me-disse:


1- dizer o que pensa no momento em que a situação está ocorrendo


2- Não tomar decisões pelo outro


3- Expor o problema com clareza e de forma concreta sem estar pensando em "poupar o outro", facilitar a sua decisão. Deixar que o outro decida mediante o problema apresentado


4- Se tem alguma dúvida a cerca do procedimento do outro expô-la com clareza, sem "dourar a pílula"


5-Se não concorda com uma atitude que alguém tenha deverá expressá-la no momento.


6- Se conhece bem a pessoa e tem um relacionamento muito próximo e se esta pessoa tem uma atitude que não condiz com o que se conhece dela, deve-se esclarecer no momento. Não tem que pensar "não quero melindrar".


7- Situações conflituosas tem que ser resolvida entre os que estão envolvido diretamente, cortando o "fulano disse que tu fizeste ou disseste isso..." por exemplo se surge um impasse a cerca de um convite e pede-se para deixar o recado com alguém, mas esse alguém não está e o recado é dado a outrem, este vem tomar satisfação com quem deixou o recado, gerando desentendimento, para evitar isso é que o recado deve ser dado diretamente, se não o for, não se deve aceitar que terceiros "entrem", deve ser logo cortado de imediato: "você não tem nada a ver com a história isso é comigo e com a pessoa, se quer participar, será com os 3 ao mesmo tempo.


8- Os recados devem ser dados diretamente a quem se destina, porque "quem conta um conto aumenta um ponto" e cada pessoa vai dando a sua interpretação e muitas vezes o recado chega ao destinatário deturpado gerando confusão, atritos, injustiças, mágoas, totalmente inevitáveis, o pior que muita vezes ficam por esclarecer, o emissor pensa que o receptor é o culpado e o receptor pensa que o emissor é o culpado. De primeiro existia uma brincadeira de gupo que se chamava "telefone sem fio" que consistia nas pessoas ficarem sentadas em círculo e alguém conta um segredo ao ouvido do outro, de forma rápida, que passa para quem está ao lado e assim até chegar ao ouvido de quem emitiu, só que chega totalmente deturpado, por vezes completamente diferente do original.


9- Checar sempre as impressões e interpretações, porque muitas vezes a nossa interpretação não corresponde à realidade ou a intenção com que foi realizada. Existiu outrora uma peça teatral, interpretada pelo Ari Fontoura e José Wilker, que se chamava "assim é se lhe parece" onde ocorre um crime e as personagens dão sua versão e o impressionante é que o público que acompanhou a cada versão aceita-a como verdadeira, porque todas acrescentam detalhes que faltava nas outras. Isso mostra que devemos checar todas as hipóteses antes de emitirmos um julgamento ou condenarmos alguém ou uma atitude.


10- Deve-se dizer a verdade mesmo que isso acarrete consequências, como tristeza, frustração, decepção,"é preferível uma verdade sincera do que uma mentira piedosa ". Com a verdade a pessoa pode se defender e se proteger, com uma mentira a pessoa fica vulnerável, indefesa, exposta aos "ataques" e envolvida em conflito sem que nem se quer saiba do porque. Uma vez que, infelizmente, existem pessoas que:


... São autênticas marionetes nas mãos de outras pessoas, principalmente das mais próximas e não se apercebem disso;


... São muito ardilosas conseguem influenciar e manipular os outros, principalmente aqueles que lhe devotam afeto ou um sentimento profundo, de tal forma que estes tomam atitudes, muitas vezes erradas, achando que foi por decisão própria, quando na verdade fora uma idéia "plantada".


... São mais de "pôr lenha na fogueira" do que de "por água na fervura", gostam de ver o "circo pegar fogo", são os "amigos da onça".


... São cínicas, falsas, sonsas, traiçoeiras que armam intrigas para ferir alguém, de forma indireta, sem que seja apontada como a responsável, aproveitando-se de que o outro, ligado afetivamente a elas e a quem pretendem ferir, "ferve em pouca água" e como tal não para para refletir e pensar, vai logo reagindo, tomando atitudes ou proferindo palavras que magoarão justamente aquele que a pessoa queria ferir ou atingir.


Devem existir mais formas de combater o disse-me-disse, de interromper o "telefone sem fio", mas estas dez serão as mais eficazes

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