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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Verdade da mentira...uma mácula na saúde mental

Verdade da mentira parece ser um paradoxo, mas é apenas a tentativa de entender a mentira. Quem usa buscar a verdade, estranha que a sua volta o que mais encontre sejam pessoas que faltam com a verdade, que parecem agir como se a verdade não tivesse importância ou não existisse, por vezes até eles próprios acreditam que sejam verdades.As razões para mentira são variáveis:

*Receio das consequências (quando tememos que a verdade traga consequência negativas);

* Insegurança ou baixa de auto-estima (quando pretendemos fazer passar uma imagem de nós próprios melhor do que a que verdadeiramente acreditamos);

* Por razões externas (quando o exterior nos pressiona ou por motivos de autoridade superior ou por co-acção);

* Por ganhos e regalias (de acordo com a tragédia dos comuns, se mentir trás ganhos vale a pena mentir já que ficamos em vantagem em relação aos que dizem a verdade);

*Por razões patológicas.

Hoje em dia há uma certa tendência em banalizar e rotular de mentira ligeira considerada como uma forma de facilitar a integração na sociedade e muitas vezes os que não a utilizam são catalogados como ingénuos , mas há que não esquecer que durante toda a história da humanidade a mentira causou muitos sofrimentos e fez derramar muitas lágrimas sobretudo quando projectada sob a forma de calúnia.


Swift e o seu amigo John Arbuthnot, no início do século XVIII, estão entre os primeiros a detectar na linguagem política dos Estados a sua fundamental constituição de embuste para consumo das massas civilizadas. De então para cá, os pregressos neste domínio - os maiores de todos- são colossais. O nosso é já o século da era tecnológica da mentira, aquele em que a impostura veio a ser industrialmente produzida numa dimensão sem precedentes. Agora «a obsolescência instantânea é uma das grandes maravilhas da nova arte da mentira política».
http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=7459


A saúde mental só é compatível com a verdade, de nada adianta querer acreditar que nosso ente querido não faleceu, quando na realidade essa não é a verdade, se não temos asas de que adianta acreditarmos que somos capazes de voar (literalmente falando)? Nos estados neuróticos a mentira pode surgir com base numa incapacidade da consciência aceder a factos recalcados e que se encontram no nosso inconsciente, ou por problemas de auto-estima e auto-imagem que despoletam a necessidade de fazer passar uma auto-imagem melhor do que a que acreditamos ter.

Nos estados limítrofes, a mentira aparece frequentemente devido à falta de barreiras externas que balizem o comportamento. Esta situação surge frequentemente em filhos de pais muito repressivos ou demasiadamente permissivos.

Nas psicoses, a mentira surge na forma de delírio, uma descrição que as próprias pessoas admitem como verdadeira, apesar do seu aspecto frequentemente bizarro, devido a uma quebra de contacto com a realidade.
Pode ser uma dependência, mentira dita de forma compulsiva, em que a pessoa sabe que é mentira, mas não consegue controlar, semelhante ao vício do jogo ou ao consumo de drogas pelos dependentes.
Na infância mentimos para nos isentarmos das culpas. Muitas vezes os adolescentes descobrem que a mentira pode ser aceite em certas ocasiões e até ilibá-los de responsabilidade e ajudar a sua aceitação pelos colegas.

Durante os primeiros anos as crianças não distinguem a realidade da fantasia, mas cedo começam a utilizar a mentira por proveito próprio. Sensivelmente por volta dos 7 anos as crianças já têm capacidade para distinguir claramente o verdadeiro do falso, e os adolescentes passam a conseguir discernir com relativa facilidade quem está a mentir ou a ser sincero. http://www.psicologia.com.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0220


Swift diz: «Quem conta uma mentira raramente se apercebe do pesado fardo que toma sobre si; é que, para manter uma mentira, tem de inventar outras vinte».


A. Aleixo disse «Para a mentira ser segura, E atingir profundidadeTem que trazer à misturaQualquer coisa de verdade».
http://citador.weblog.com.pt/arquivo/231347.html

Três situações nefastas que ocorrem na sociedade e estão implicadas ou intimamente relacionadas com a mentira (Afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade)O velho pecado da mentira está muito atuante entre os aqueles que se professam crentes em Deus. O diabo tem plantado a idéia que é muito mais fácil falar inverdades, a fazer uso da palavra reta. A sociedade atual tem a mentira como uma necessidade no dia-a-dia, nós como servos jamais devemos compactuar com esta visão distorcida implantada pelo diabo. Nossa palavra deve ser sempre verdadeira, esta condição se aplica em todos os aspectos da vida; seja profissional, pessoal e ou religioso. Há um conceito errôneo que a mentira tem tamanho, mas, para o povo de Deus seja qual for o tamanho, constitui-se em pecado, passível, portanto de condenação:

*Fofoca / Mexerico => intriga, bisbilhotice

*Calúnia (Falsa imputação (a alguém) de um fato definido como crime. Mentira, falsidade, invenção

*Difamar (Tirar a boa fama ou o crédito a; desacreditar publicamente; infamar, de trair; Imputar a (alguém) um fato concreto e circunstanciado, ofensivo de sua reputação, conquanto não definido como crime).


Tudo isso revela que na verdade a mentira é:

* uma mácula na saúde mental

* uma escoriação no amor

*um arranhão no relacionamento com Deus

*uma laceração na dignidade humana

*Uma chaga na sociedade.

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