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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Fotografia...magia da tecnologia

Se existisse um portal do tempo que permitisse regressar ao passado, levando, por exemplo uma máquina fotográfica digital e uma impressora portátil de bolso (se existisse) antes da criação da fotografia, numa época onde magia, feitiçaria, bruxas estivessem presentes na cabeça de um povo, quando, tirássemos uma fotografia e a mostrássemos, logo seria considerado como magia, e nós seríamos acusados de sermos bruxos ou feiticeiros.
Mas não é preciso viajarmos no tempo para considerarmos a fotografia como a "magia" da tecnologia, com a máquina fotográfica gravamos momentos do tempo real percebido pela nossa lente (cristalino do nosso olho), muitas vezes sem que tenhamos a consciência do que foi percebido, ao mesmo tempo que registramos o exterior registramos o nosso momento interior também. Prova disso é que estando no mesmo cenários 2 ou 3 pessoas tirando fotografia, quando vamos ver as fotografias, teremos o mesmo cenário mas com detalhes diferentes em cada uma delas.
A magia está nas emoções que revivemos quando olhamos para uma foto. Cada foto que tiramos é um pedacinho de emoção que guardamos, principalmente quando tiramos uma foto de algo incomum, com um efeito diferente, ou simplesmente belo, que gostaríamos de partilhar com algum ente querido, que não está presente no momento para ver. É como que "emprestássemos" as nossas lentes para esse ente querido, ao mesmo tempo é como se esse ente querido estivesse presente, porque o nosso pensamento está dirigido a ele no momento do "click" ao tirarmos a foto.
A magia acontece quando ao olharmos para uma foto que tiramos conseguimos captar as emoções que sentimos no momento em que a tiramos, na nossa mente o cenário ganha vida, movimento, é como se de repente estivéssemos lá. Igual a magia da lembrança de uma cena que nossa lente captou e arquivou na memória, quando esta surge é capaz de reproduzir as mesmas sensações e emoções sentidas, às vezes até amplificando-as. Por exemplo se uma cena despertou uma onda de prazer dentro de nós, quando a recordamos em outro momento, voltamos a sentir uma onda de prazer até mesmo mais acentuada, porque está somada à saudade deixada.

A magia também acontece quando uma foto faz com que sintamos a presença forte de alguém muito querido dentro de nós, embora fisicamente não esteja.

Por tudo isso podemos afirmar que uma fotografia é a magia da tecnologia, que registra não só o palpável e visível, como também o invisível aos nossos olhos, que escapa a razão, mas que o coração sente ou percebe para além do que a foto mostra.
Obrigada ao inventor da fotografia ( "O primeiro inventor a obter a uma imagem fixada pela acção da luz (que é o princípio da fotografia) foi o francês Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) que, em 1827, demorou mais de oito horas para conseguir a primeira "fotografia". Captada numa lâmina de estanho e feita com a luz do Sol, a imagem mostrava parte de um celeiro e uma árvore, a visão que Niépce tinha da sua oficina", embora 350 a.C., aproximadamente na época em que viveu Aristóteles na Grécia antiga, já se conhecia o fenômeno da produção de imagens pela passagem da luz através de um pequeno orifício)

Obrigado querido amigo, abençoado seja, pela emoção dos momentos vividos ao tirar uma fotografia e após a partilha da mesma.

2 comentários:

Pedro disse...

Olá Céu!


«Se existisse um portal do tempo…», começa a Céu este artigo. Talvez esse portal do tempo exista, não de forma a que nós possamos viajar de corpo e alma (pois não seria correcto do ponto de vista existencial), mas sim “virtualmente” na nossa memória.
Considerando uma pequena analogia, em que uma recta não é mais do que uma sequência (finita ou infinita) de pontos diferentes entre si, por comparação, a recta do tempo, é exactamente o mesmo, uma sequência de momentos diferentes entre si. Ao fotografarmos um dado momento, seguido de tantos outros, teríamos uma sequência de momentos similares entre si, que atribuindo uma certa animação entre eles, “revela-se” o conceito de película de cinema. Ora, visto que a nossa memória pode ser considerada como álbum de recordações (o seu famoso banco da memória :) com a desvantagem de que com o passar do tempo, estas imagens guardadas vão perdendo nitidez e pormenor), a fotografia é o portal (passivo, entenda-se) do tempo e que sempre que queiramos recordar esses momentos com cores mais vivas, recorremos a essas memórias mais físicas, evocando em nós as réplicas das emoções já vividas.

Beijinhos.

Pedro

Céu disse...

Obrigada Pedro por seu comentário!
A sua analogia com uma reta veio confirmar a instantaneidade de uma fotografia e depois você dá um enfoque novo a fotografia o de ser um portal do tempo, que eu concordo, porque através da fotografia nós "viajamos" do presente para o passado.Gostei desse realce.
O Pedro com seus comentários faz com que o texto deixe de ser um monólogo o que possibilita retificar, ratificar, clarificar ou reformular os próprios conceitos.´Isso faz com que o o horizonte se torne mais amplo Obrigada. :)
Um abraço