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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Uma simples palavra...uma cascata de emoção!

Uma simples palavra pode desencadear uma cascata de emoção, quando dois seres estão sintonizados na mesma onda.
Quando existe um profundo sentimento por alguém, basta esse alguém pronunciar uma palavra que literalmente é inofensiva ou inocente, mas se ambos estiverem no mesmo clima, essa mesma palavra assume outro significado, através da cumplicidade na interpretação da mesma, uma conotação erótico sensual capaz de inflamar o desejo que está quiescente, despertar o fogo intenso da paixão pelo outro, conduzindo ao máximo do prazer, outrora sentido, que estava hibernando, embora reprimido, mas na realidade a espera de ser despertado e culminar no estado sublime de êxtase.
Que deliciosa e fascinante sintonia! através de uma simples palavra, um furacão de emoções é despertado , fazendo trepidar toda a nossa estrutura, numa doce agonia que termina com a expulsão da larva criada pela erupção do vulcão inativo.
Que sensação maravilhosa, envolta de magia inexplicável é essa eclosão de emoções a partir de uma simples palavra dita por alguém especial, que no mínimo é o máximo! não existem vocábulos ou expressão que possam defini-lo, muito menos agradecer por momentos tão deliciosos que proporcionou.

2 comentários:

Pedro disse...

Olá Céu!

Desta vez, começo por uma “viagem ao passado” dentro deste blog. A uma página que averigua que a 27 de Abril de 2008, foi defendida que as palavras escritas num email ou numa conversa virtual, eram dotadas (por quem as escrevia e quem as lia) de sentimentos, apurando-se que os sentimentos seriam reais, e não virtuais (nesta última residia a dúvida).

Agora, a temática assume outra perspectiva. A perspectiva de que uma qualquer palavra (certa; bem aplicada), para além da semântica (isto é, o significado lexical a que se reporta), abarca uma emoção sensorial codificada/ descodificada entre dois indivíduos em sintonia. Uma emoção que estava “arquivada”, em “stand by”, e que através da força semântica de uma palavra (certa; bem aplicada), num diálogo, num momento-chave, foi evocada, reactivada, para servir o eclodir de sentimentos entre esses dois indivíduos.

Neste sentido, e utilizando a imaginação, ultimamente, algo voga, as palavras quase que diria que funcionam como bolsas ou sacos para albergar sentimentos dentro de um discurso. Ou seja, uma forma rápida e prática de, dentro de um discurso, embalar/”ensacar” numa simples palavra, uma série de emoções interpretadas como agradáveis, aprazíveis ao ser humano.

Beijinhos.

Pedro

Céu disse...

Obrigada pelo seu comentário Pedro!
Quando comecei a ler o seu comentário, logo o receio de ter sido repetitiva surgiu, o que se revelou ser infundado, porque você fez a distinção de ambos.
Você clarificou o que talvez pudesse estar confuso no texto, porque quando se trata de falar de emoções, se não estávamos no calor de quando aconteceram, acabamos por ficar ao reviver o momento e quando isso acontece por vezes as palavras saiem desordenadas o que pode gerar falta de nexo ou ficar confuso para quem for ler. O seu parágrafo final dá um relevo especial ao texto, porque traduz o que estava implícito, oculto nas entrelinhas, que você captou e que eu não havia percebido na altura, uma nova perspectiva do uso da palavra "a palavra como "chave" que abre o "baú" das emoções guardadas". Gostei desta imagem que acabou de surgir induzida pelo seu comentário :)
Um abraço!