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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Derrapagens da vida....espinhos no mar de rosas!

A vida aparenta-se para alguns como um mar de rosas e para outros como um mar de espinhos. Essa desigualdade nem sempre corresponde á realidade. Há pessoas que parecem tropeçar em problemas, e atrair o azar para junto de si, há outras que parecem que não têm problemas, que a sorte as bafeja e o azar nunca as atingem.
Mas será assim tão linear, de um lado pessoas com sorte e do outro, pessoas sem sorte? Não parece que seja assim, embora, possam existir pessoas que conquistam suas metas com menos esforços e outras com mais, mas isso é inerente às características individuais de cada um e como cada um reage e age frente aos obstáculos da vida. Exemplo disso é a notícia recentemente divulgada na comunicação social a cerca de um número elevado de suicídios de funcionários de uma empresa de telecomunicações na França tendo como origem o clima de stress face a estratégia administrativa implantando o regime de mobilização do s funcionários. O clima de tensão e de stress existente no ambiente de trabalho pode gerar uma tensão psicológica tão elevada que, alguns não conseguem suportar, mas isso está relacionado justamente com as características de cada um, caso contrário o número de suicídios seria em maior número. Todos os funcionários estiveram submetidos ao mesmo clima, mas nem todos foram atingidos de forma fatal., aqui entra a forma individual de cada um lidar com o stress, daí acharmos que alguns são uns azarados e os outros uns felizardos, achando que estes não tiveram obstáculos e que aqueles esbarraram em todos os obstáculos, mas não tem haver com o ter ou não obstáculos e sim como a forma com que se encara os mesmos..



Houve um período na vida em que a frase: “dia de muito véspera de nada” foi muito utilizada, assim como a expressão “ sou azarada, tudo me acontece”, mas cada vez que essas expressões eram utilizadas, parece que mais tinham que ser pronunciadas, até que um dia esse círculo vicioso foi quebrado, através da modificação das expressões: “dia de muito, véspera de muito mais”, substituição da palavra azar para falta de sorte, parecendo que não azar é mais “pesado” do que falta de sorte e a pergunta “que mais falta acontecer?” na sequência de acontecimentos menos favoráveis uma forma de desafio provocatório expressando um grito de desabafo, achando que tudo de ruim já teria esgotado, mas não, essa pergunta não deve ser feita nesse momento, porque sempre pode acontecer algo mais atraído justamente por essa onda negativa instalada.
Porém recentemente houve a tentação de fazer a pergunta numa sequência de episódios desagradáveis num dia só (queda absurda, roubo dos documentos e dinheiro) e de achar que havia uma maré de azar, quando 1 semana depois., se é confrontado com uma situação desfavorável de mudanças radicais em termos laborais no regresso de férias. Apesar disso tudo a expressão não foi dita e a pergunta não foi feita, é claro que no momento há uma explosão de sentimentos de raiva, cólera, revolta, expressando a nossa mágoa e o ferimento profundo que atingiu o âmago do nosso ser, as derrapagens ao longo da vida desfilam no horizonte e vemos que poucas pessoas ou talvez ninguém tenha se apercebido delas e nos olhos como se não tivéssemos tido nenhum obstáculo na vida.
Vendo esses contraste das derrapagens que sofremos no passado, que deixaram marcas nas entranhas do nosso ser, mas que externamente são pouco perceptíveis, uma força interior impulsiona a que nos levantemos do chão em que nos encontramos no presente, sacudamos a poeira, arregacemos as mangas e vamos à luta e tentar reverter em nosso favor, ou minorar os prejuízos, por um lado juntando os pedacinhos que ficaram espalhados no chão”, por outro lado tentar organizar e por ordem ao caos, a bagunça e a desordem com que foi confrontado. Não adianta ficar num canto “lambendo ferida” sentindo-se vítima ou coitadinho (mesmo porque “coitadinho é filho de ratinho que nasce peladinho”, conforme a expressão aprendida e usada na Cidade Maravilhosa) .


As derrapagens (obstáculos) da vida nada mais são que os espinhos no mar de rosas, que por mais contracenso que possa parecer nos protegem e nos fortalecem para enfrentar os obstáculos maiores e nos permitem desabrochar no jardim, por vezes deserto árido da vida.

4 comentários:

dyanna disse...

I like your post.Very interesting.
Have a nice day.

Céu disse...

Obrigada dyanna por ter gostado do post e achado interessante.
Um abraço

Igor Carneiro disse...

Padre Pio disse uma vez: "Se eu acreditar que sou um boi, duvido que crie chifres."

Assim, não acredito em sorte e nem em azar, acreditando em sorte e em e azar. Assim, existe sim a tal da sorte e o tal do azar, mas, no final dá tudo no mesmo.

É como Jesus disse, "a quem muito foi dado, muito será cobrado". Existe o azar da sorte e a sorte do azar. Deu pra entender?

Céu disse...

Obrigada Igor Carneiro por seu comentário. Você gosta de jogar com as palavras, tornando difícil a interpretação ou compreensão, o que entendi é que a sorte pode trazer como consequência o azar e vice versa, por exemplo você ganha na loteria atraindo a cobiça dos outros, ao caminhar tranquilamente de repente você é assaltado porque o ladrão reconheceu que ganhou uma fortuna, perdendo não só o que ganhou como também um objeto pouco valioso em termos de dinheiro, mas muito valioso em termos afetivos. Por outro lado você tem o azar de perder o ônibus por estar atrasado, mas teve a sorte de não ir nesse mesmo ônibus que mais adiante fora assaltado.
Será que a esta interpretação se aproxima daquilo que você transmitiu?
Um abraço