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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Hipnose tanto fascina como assusta!

Richard Bach, autor de vários livros, entre os quais: “Fernão Capelo Gaivota”, “ilusões”, excelentes livros, escreveu um novo livro “o Hipnotizador de Maria” que aborda o tema da hipnose, mas na óptica do hipnotizado, dando um enfoque de que ao longo da vida as pessoas são hipnotizadas por si mesmos e pelos outros ao mesmo tempo que são hipnotizadores.

Refletindo um pouco mais sobre o tema, o que está escrito nesse livro pode ter fundamento lógico, quem lida com marketing, constantemente vive hipnotizando, de forma consciente ou subconsciente, determinado público-alvo, de forma a conseguir sucesso de venda do seu produto. Outro exemplo são os estilistas, designer de modas e os modelos que na passarela da moda, “ditam” o que algumas mulheres e homens irão usar. Muitos exemplos mais poderiam ser utilizados como reforço de como somos diariamente e a todo instante hipnotizados pelos outros, mas também existem exemplos de como nós próprios nos hipnotizamos, quando fazemos meditação, exercícios de relaxamento e outros.


Além disso podemos recordar às vezes que fomos hipnotizadores de alguém (na maioria das vezes sem termos consciência disso), por exemplo quando encontramos alguém e dizemos “está pálido aconteceu alguma coisa?” e a pessoa vai se olhar no espelho e realmente se vê pálida, quando na verdade até nem estava, foi um reflexo ou má iluminação que gerou uma percepção errada, mas que a pessoa aceitou como sendo verdade.


A hipnose é um tema fascinante, mas ao mesmo tempo assustador, apesar de ser difundida pela comunicação social como um espetáculo teatral, onde os hipnotizados fazem figuras ridículas, na medicina ela tem uma vasta gama de aplicação: Crise de pânico, fobias, alguns casos de depressão, doenças psicossomáticas, desabituação tabágica. Há alguns anos atrás conheci um dentista que hipnotizava seus pacientes e não precisava de anestesia para poder executar o seu trabalho. Também tive oportunidade de presenciar um gago que sob transe hipnótico falava fluentemente.

Recordo um evento em que participei "Maratona da motivação" (parte integrante do programa do Seminário Internacional de Aprendizagem Acelerativa, realizado na UERJ), onde o grupo realizou várias técnicas de relaxamento, lidando com as emoções, guiados por um mestre na arte da meditação e relaxamento, na altura não percebi que na realidade houve hipnose em grupo, num dos exercícios, um elemento do grupo que era praticante de meditação, ao "voltar" queixou-se de dor numa perna, porque durante o exercício, imaginário, sofreu uma queda. O orientador fez com que ele repetisse o exercício, regressasse ao ponto aonde havia sofrido a queda, nessa altura sugeriu que ele saltasse o obstáculo evitando a queda , quando "voltou" já não sentia dor. No final do dia após tantos exercícios de interiorização, o grupo formou uma roda e todos ficaram de olhos fechados e mãos dadas, quando o ciclo se fechou, subitamente senti uma forte dor de cabeça como se tivesse sido atingida por uma descarga elétrica, que melhorou subitamente quando eu soltei as mãos. Nunca consegui saber o que aconteceu, isto é, o porquê da dor de cabeça súbita? excesso de energia talvez. Essa hipótese foi reforçada quando fui sintonizada no Nível I do Reiki, além de sentir uma forte dor de cabeça, acompanhou uma sensação de náuseas, um mal estar indefinido, que atenuou, quando saí do recinto aonde estava, ali havia muita energia concentrada, embora fosse positiva.
Todos estes exemplos onde direta ou indiretamente a hipnose esteve relacionada, reforça o quanto o tema é fascinante, mas ao mesmo tempo assustador, porque a hipnose significa um estado modificado da consciência, como tal, tanto pode ser benéfico, como maléfico para a pessoa dependendo da sua vulnerabilidade em termos mentais.

2 comentários:

Igor Carneiro disse...

Li "Fernão Capelo Gaivota" duas vezes, uma quando pequeno e outra depois de "grande".
Depois de crescido, notei um tom espírita no livro que não tinha notado quando pequeno, e como sou católico, mudei um pouco minha opinião.

Mas, falando sobre hipnose, acredito que seja que nem tudo, serve tanto para o bem como para o mal. É como diz São Paulo, "Examinai tudo: abraçai o que é bom." (I Tessalonicenses 5,21)

Grande abraço.

Céu disse...

Obrigado Igor pelo seu comentário. Você mudou um pouco a sua opinião em que sentido? Engraçado como um livro gera interpretações diferentes, sempre o interpretei como uma evolução espiritual, mas sem conotação religiosa.
Concordo que a hipnose tanto pode ser usada para o bem quanto para o mal, e as pessoas que a praticam deveriam ser espiritualmente desenvolvidas (não me refiro a religião)e serem regidos por elevados princípios etico morais, no caso da hipnose para o bem,a hipnose clínica, caso contrário poderiam causar danos psíquicos e por vezes morais de difícil recuperação.
Um abraço