Sua visita me deixou feliz...


terça-feira, 16 de março de 2010

Razão ou coração a quem seguir?

Tem períodos na vida em que há uma sucessão de lágrimas, seguida de sorrisos e novamente as lágrimas dominarem.
Num momento nos encontramos no fundo do poço pelo conflito entre a razão e a emoção: Atender ao pedido do pai ou agir profissionalmente, a quem seguir: A razão (profissional) ou ao coração (amor e respeito ao pai)? gerando lágrimas de profundo sofrimento ao seguir a razão causando abalo na confiança do pai em nós, que interiormente sentirá que não terá um porto seguro aonde possa recorrer quando necessitar, causando abalo na nossa estrutura interna, quando gostaríamos de ser um porto seguro e na verdade acabamos por não inspirar confiança ao deixarmos de atender ao pedido, embora estivéssemos agindo corretamente para evitar danos ou prejuízo que poderia ocorrer caso o atendêssemos.
No momento seguinte, este é inundado de luz pela presença daquele que faz o coração bater a mil por hora, gerando sorrisos de profunda felicidade, libertando a fantasia, alcançando o paraíso no estado de êxtase, travando uma luta entre a razão e a emoção, onde aquela faz com que esta abrande o ritmo galopante de antes, sem contudo, conseguir interferir com os seus benéficos efeitos: Energia renovada, disposição retomada, motivação incrementada, estrutura interna fortalecida, confiança restaurada, auto estima elevada.

Noutro momento a seguir, novamente as lágrimas brotam, por se ver diante de um precipício profissional, armadilhas que foram sendo colocadas no caminho,culminando com uma tomada de decisão que tem um leque de hipóteses hipóteses, todas com grandes riscos e malefícios, um salto no escuro, porém aceitar o que lhe foi imposto pelo superior de mudar de setor para cobrir a saída do funcionário que outrora quis impor condições para trabalhar em conjunto e manifestou o seu desagrado por trabalhar connosco e onde existe um colega que nos dirigiu ofensas moral, pessoal e profissional, num passado, fato esse do conhecimento do superior? Jamais!!! Há um limite para tudo, principalmente quando envolve a nossa honra e dignidade pessoal e profissional, aqui o ditado "manda quem pode, obedece quem tem juízo", não tem como ser cumprido. Até aqui tudo foi suportado, os obstáculos derrubados, as injustiças toleradas a custa de muita mágoa, do sangrar do coração e de muitas lágrimas silenciosas que rolaram pelo rosto. A decisão é difícil, no momento só há escuridão diante dos olhos, interiormente trava-se uma luta interior intensa entre a Fé em Deus que requer confiança absoluta e a razão que a nossa consciência humana interpõe "alfinetando" essa confiança, mostrando que o momento da tomada de posição se aproxima e que não se vislumbra nenhum feixe de luz, não se ouve nenhum ruído, somente o vazio e a escuridão nos rodeia, para complicar a situação vemos que afinal a Fé que tanto proclamamos não passa de mera palavra, que na verdade ela é pouco consistente, ao menor vento nós vergamos, a dúvida se instala e começamos a "meter os pés pelas mãos" dificultando a tarefa de Deus, acabamos por obstruir ou dificultar o seu agir tentando direcioná-lo, querendo uma resposta rápida, imediata, que nos atenda segundo a nossa vontade, fruto da visão estreita e limitada da nossa razão. Desta batalha de incertezas, algumas certezas acabam por surgir e fortalecer a Fé:
1-A Fé, tal como o Amor,exige confiança cega e absoluta mesmo que tudo aponte na direção contrária daquilo que pretendíamos ou gostaríamos.
2-A Fé vai além da razão, por vezes quando a razão prevalece a Fé fica abalada.
3-Ter Fé não é sentar, cruzar os braços e "dar ordens" a Deus para agir.
4-Ter Fé é "irmos à luta" e quando esgotarem-se as "nossas munições"ou ficarmos "encurralados sem saída" a beira do precipício, entregarmos a Deus e confiarmos que Ele virá em nosso socorro, mesmo que a razão teime em dizer que não há saída.
5- Ter Fé é termos paciência de esperarmos pelo momento certo,
6- Ter Fé é confiarmos que "Deus escreve certo por linhas tortas".

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