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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ciúmes...a erva daninha que corrói o amor!

O ciúmes é uma erva-daninha que começa por ser pequena e aparentemente inofensiva, mas rapidamente se espalha competindo com as outras ervas pelo substrato e acaba por sufocar as demais que estão a sua volta. Assim é o ciúmes, começa por um pequeno sinal de alerta de perigo, nós descodificamos esse sinal de forma amplificada, começamos a criar um "filme" e tudo começa a se encaixar, passamos a descodificar outros sinais, que até não seria importantes e não estariam relacionados, mas acabamos por assumir que estejam relacionados, vamos condicionando o nosso agir de forma a que o "filme projectado" que antes era apenas uma especulação, passe a ser o relato da realidade e aí não tem volta, o "caldo já está entornado", o "leite já está derramado" não há nada a fazer, o coração foi atingido, ficou envenenado.
O ciúme talvez possa ser traduzido por insegurança e falta de confiança:
* Em nós próprios o que gera insegurança, pegando por exemplo no amor Eros, amamos alguém, mas temos uma apreciação a nosso respeito pouco favorável, talvez errónea, da nossa beleza e atributos físicos ou intelectuais, basta que alguém se aproxime de quem amamos, principalmente se reconhecermos atributos que não identificamos em nós, para logo o ciúme se manifestar, ficamos hiper vigilante, até um cordial sorriso transforma-se numa cena romântica e a partir daí o filme está feito, para complicar quem amamos por um imprevisto qualquer chegou mais tarde ou não pode comparecer a algum compromisso, logo é formado em nós a cena de que estaria com aquela pessoa que vimos sorrir, partimos logo para a condenação sem direito a uma explicação.
* No ser amado, quando reconhecemos nele atributos invejáveis ou cobiçados por todas as mulheres, ou este tem um dossier de conquistas passadas, um suposto historial de pouca fidelidade ou de ser aventureiro inconstante, tipo Dom Juan, quando o vimos em contacto com uma mulher, nem que seja estritamente profissional, o ciúme entra logo em ação, já começamos a fazer o filme e logo passamos a agir como se realmente estivesse “rolando” alguma coisa entre eles, passamos a fazer cobranças, acabamos por sufocar com a nossa desconfiança que leva a que sejamos chatos e impertinente crivando de perguntas e caso não as exteriorizemos, deixamos que corroa o nosso espírito e quebremos a magia da sintonia existente.

Neste caso nunca é de mais lembrar que: "quem ama confia", a base do amor e do relacionamento a dois é a confiança. Com a confiança somos tolerantes, pacientes, compreendemos que o que parece pode não ser e para tudo há uma explicação ou uma razão.

O ciúme talvez possa ser traduzido como o receio de perder algo tão bom e maravilhoso que a vida nos tenha ofertado e colocado em nosso caminho ou que conquistamos com sacrifício, trabalho, persistência, dedicação e/ou perseverança. Mas por medo de perder acabamos na verdade agindo de forma a perder justamente aquilo que tínhamos receio de perder.

Uma pitadinha de ciúmes pode ser um tempero do amor, quando somos o alvo do ciúme, porque sentimos que alguém nos ama e isso faz com que a nossa auto estima fique elevada, porém é pimenta que arde na nossa boca quando somos nós que sentimos ciúmes de alguém.

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