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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Vida após o Crepúsculo da Vida!

Alguns livros tratam de temas tão interessantes que nos deixam fascinadamente envolvidos, o mais recente livro que li “A luz do além” de Raymond A. Moody, Jr. E Paul Perry é um desses, trata de um tema muito polémico, controverso e contraditório, a morte, ou melhor as experiências daqueles que cruzaram a fronteira Vida/Morte, mas que regressaram à vida, porque ainda não era chegada a sua hora de partir. Esses que experimentam a chamada EQM (experiência quase morte) revelam pontos em comum, como o vislumbre de uma escuridão com a luz ao fundo e muitos se sentem tão bem que não gostariam de regressar ou sair do próprio corpo e observar do teto o que se passa em torno do corpo. Por coincidência durante o tempo em que estava lendo o livro foi passado num canal televisivo o filme “Espírito do Amor” em que o personagem morre assassinado e tenta proteger a mulher que ama, através de uma médium que inicialmente desconhecia ser médium, no fim vê-se uma luz ao fundo, o próprio personagem fica revestido de luz e afirma “o amor que vivemos dentro de nós nos acompanha sempre”.
Esse tema é fascinante, mas gera muita polémica em cima, por um lado a ciência racional como é precisa reproduzir o fenómeno para poder provar a sua existência cientificamente, mas como provar esse fenómeno, que instrumentos poderiam ser utilizados para captar e mensurar tal fenômeno? Talvez se inventasse uma câmara fotográfica que pudesse ser introduzida no cérebro da pessoa para registrar tudo que se passa com a mente. Se isso fosse viável aonde seria colocada? Em que parte do cérebro ocorreria tais fenómenos?
Outras perguntas surgem: Qual é a finalidade de se reproduzir esse fenómeno? Ou de se provar cientificamente a sua existência? Seria em última instância provar cientificamente a existência de Deus? Se fosse conseguido provar e reproduzir tais fenómenos, o Homem não acabaria por transformá-lo numa poderosa e potente arma para utilizar contra o próprio Homem, pondo em risco toda a Humanidade?
Mais questionamentos: Provar, conhecer o mecanismo originador da experiência quase morte e reproduzi-lo, não representará um grande salto na evolução da Humanidade? Não representará um avanço na escala evolutiva “dos corpos do Homem”, ultrapassando o 5º Corpo, como é descrito por alguns como sendo o nível que conseguimos atingir voluntariamente?
Estes questionamentos reportam aos outros questionamentos outrora feitos sobre a consciência, o estado modificado da consciência, para as quais ainda não consegui respostas, associando-se a outro particularmente inquietante para mim, supondo que as experiências quase morte, sejam um vislumbre do que acontecerá quando o crepúsculo chegar pondo fim a existência terrena na dimensão física e terem em comum o fato de serem positivas, promotoras de paz interior, alívio do sofrimento, então porque o último olhar de minha mãe foi de pavor, terror e não de serenidade?

No momento só interrogações talvez no amanhã as respostas surjam.


2 comentários:

Experiencias de uma vida disse...

Oi Céu
Deus te abençoe e proteja
Sobre a utima pergunta te questiono:
Será que o ultimo olhar não seria de sofrimento por uma saudade vindoura dos ntes queridos?
O amôr faz dessas coisas...
Paz contigo
Namastê

Céu disse...

Deus a abençoe e proteja, assim você continuará interagindo. Obrigada pelo seu comentário e pergunta. Penso que a resposta é sim quanto ao sofrimento, porém é não em relação a ser de saudade, dado ao contexto em que estava inserido.
Valeu pelo bálsamo que fez surgir um fiozinho, mesmo que tênue, de esperança
Nemastê!