Sua visita me deixou muito feliz...

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O amor tem a sua razão...mas a nossa razão não compreende!

O amor tem a sua razão, que a nossa razão não compreende, dado as incoerências que nela encerram, segundo a lógica.
Como ele nos faz sair de nós mesmos para ir ao encontro dos outros num momento e no momento seguinte nos faz centrarmos em nós mesmos, principalmente quando a saudade é imensa ou quando há um afastamento?
Se estamos afastados daquele que amamos e este chega não seria mais lógico que quiséssemos ouví-lo ao invés de falarmos? Mas por vezes acontece o contrário, as emoções são tantas que começamos a falar de tudo o que nos aconteceu, de forma exagerada, em resposta a uma simples pergunta que nos faz, só depois da "verborréia"esgotar-se e das emoções serenarem é que percebemos que não demos atenção ao outro, não deixamos o outro falar, dividir os momentos que passou distante de nós, dos sonhos que sonhou, das metas que alcançou, dos problemas ou dificuldades que enfrentou e de como as solucionou. Tarde de mais, ele já se afastou novamente! Acabamos não sendo atenciosos, não estivemos disponível para pessoa, houve uma relação unilateral, de um lado alguém gentil e atencioso, que nos ouviu, do outro, nós que "olhamos para o nosso próprio umbigo" e nossas emoções que muito falamos e pouco ouvimos.

Se o espelho não é mágico, como é possível quando o amor está diante de nós, o espelho mostrar beleza próxima da perfeição, mas quando está distante o espelho mostrar os defeitos e todas as imperfeições que nos deixam perplexos, como pudemos, outrora, enxergar beleza?
Estas "incoerências" mostram que o amor é feito de contrastes, que levam a que a nossa razão apenas comprenda que o amor é simplesmente um mistério tão belo e tão simples quando vivido e tão complexo quando pensado.

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