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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Imaginação...o limiar entre a razão e a loucura do amor

A nossa imaginação é muito fértil, principalmente nas pessoas tímidas, introvertidas e/ou românticas, anda de mãos dadas com a criatividade e com a genialidade, mas também está presente em algumas doenças mentais, quando se distanciam muito da realidade, embora nem sempre por estar fora da realidade seja um distúrbio mental, às vezes está fora do contexto do momento, mas pode estar bem inserida num outro contexto no amanhã, pois a ficção científica de hoje poderá ser a realidade ou o futuro do amanhã.
Segundo o fruto colhido no pomar Internet:

AS MODALIDADES DE IMAGINAÇÃO
Partindo da diferença entre imaginação reprodutora e imaginação criadora, podemos distinguir várias modalidades de imaginação:
1-imaginação reprodutora propriamente dita, isto é, a imaginação que toma suas imagens da percepção e da memória;
2-imaginação evocadora, que presentifica o ausente por meio de imagens com forte tonalidade afetiva;
3-imaginação irrealizadora, que torna ausente o presente e nos coloca vivendo numa outra realidade que é só nossa, como no sonho, no devaneio e no brinquedo. Esta imaginação tem forte tonalidade mágica;
4-imaginação fabulosa, de caráter social ou coletivo, que cria os mitos e as lendas pelos quais uma sociedade, um grupo social ou uma comunidade imaginam sua própria origem e a origem de todas as coisas, oferecendo uma explicação para seu presente e sobretudo para a morte. Aqui, a imaginação cria imagens simbólicas para o bem e o mal, o justo e o injusto, o puro e o impuro, o belo e o feio, o mortal e o imortal, o tempo e a Natureza pela referência às divindades e aos heróis criadores; explica os males desta vida por faltas originárias cometidas pelos humanos [o pecado original, por exemplo] e promete uma vida futura feliz, após a morte. É a imaginação religiosa;
5-imaginação criadora, que inventa ou cria o novo nas artes, nas ciências, nas técnicas e na Filosofia. Aqui, combinam-se elementos afetivos, intelectuais e culturais que preparam as condições para que algo novo seja criado e que só existia, primeiro, como imagem prospectiva ou como possibilidade aberta. A imaginação criadora pede auxílio à percepção, à memória, às idéias existentes, à imaginação reprodutora e evocadora para cumprir-se como criação ou invenção.
http://www.discursus.hpg.ig.com.br/javanes/imaginac.htm


É lógico que, na óptica da Razão, se toco sua pele, te sinto... É REAL!Mas a Loucura vai mais além e diz: Nossos corações nos momentos de minhas loucuras fantasiosas, pulsam forte... É REAL!
O AMOR foi feito para ser vivido, não pensado e menos ainda analisado...É o maior de todos os sentimentos e merece um colorido especial que vem da loucura e suas fantasias... A Razão, na maioria das vezes desconhece a loucura que é o verdadeiro AMOR!A RAZÃO não conhece todas as armadilhas da loucura, ela se opõe a imaginação da LOUCURA, buscando raciocínio em tudo. Sempre preocupada com o que vai acontecer, ponderando as situações, planejando cada instante.


A LOUCURA EM SUAS FANTASIAS É ADRENALINA, É COMBUSTÍVEL,É A MAIS PURA RAZÃO QUE AGRADA AO CORAÇÃO E FAZ BEM À ALMA
O limite da Razão não é loucura é o tempero exato, sempre que a razão se deixa levar pelas imprudências exageradas é ai que a loucura se instala.Então, VIVA A LOUCURA! Porque é ela quem faz seu coração pulsar mais forte...É em nome dela que os amantes saem cantando na chuva, fazendo serenatas, gritando ao mundo sua paixão... Sem medo, sem vergonha!!!!A Loucura no Amor é nada mais que as fantasias, os sonhos, os desejos...A Razão é centrada, 100% ajuizada e sensatez demais estraga. Por isso a necessidade vital das fantasias vindo do íntimo dos desejos com grande imaginação...Maria Barros e José Araújo dos Santos
O Amor Lírico É Ilusão e Loucura Abundam na literatura as referências ao carácter louco do amor. «Aquele que tiver o amor dentro de si, é louco», diz Sófocles. E, na mesma linha, Shakespeare: «Amantes e loucos têm cérebros tão fervilhantes, tão cheios de fantasias, que superam tudo o que a fria razão pode entender.» Ou William Congreve: «Se não é amor, é loucura, logo é perdoável». Insensatez, declarações impensáveis, embriaguez sentimental, visão colorida da realidade. Ilusão. É sobre isso que também Marcel Proust escreveu: «Quando o amor é muito grande, é inimaginavelmente pequeno o papel da mulher real.». Ou: «O amor é um exemplo flagrante do pouco que a realidade é para nós». Mas há outra perspectiva, em que ele deixa de ser loucura. O amor pode ser poesia extrema, enamoramento, capacidade de ver a vida e o ser amado à luz do maravilhoso. «O sol chamejante mostra que sobre todos, ó Amor, tu és o único governante», diz Eurípedes. «A vida mundana é um reflexo insignificante do que se passa no amor», diz Proust. «O amor é a suprema poesia da natureza», diz Novalis. «Ficar apaixonado corresponde ao desejo de ver o mundo com outros olhos», diz Alberoni. O problema, e a verdadeira loucura, estão noutro tipo de amores: no amor ao dinheiro e ao poder, no amor ao superficial, no amor deslocado ao eu (egoísmo), no amor a certas ideias de Deus (fonte de actos terroristas como o 11 de Setembro)…


Citações:


1-"O Amor é Louco Os limites de uma parede são incapazes de conter o amor, e o que o amor pode fazer, o amor não deixa de ousar".
William Shakespeare, 1564-1616, poeta e dramaturgo inglês, Romeu e Julieta
2-Sabíamos que as paixões podiam alucinar, mas convém também dizer que podem iluminar".

E. Morin, sociólogo e filósofo francês, Método V; edição portuguesa: Europa-América
3- "Amantes e loucos têm cérebros tão fervilhantes, tão cheios de fantasias, que superam tudo o que a fria razão pode entender".
William Shakespeare, 1564-1616, poeta e dramaturgo inglês, Sonho de Uma noite de Verão
4- "O louco, o enamorado e o poeta são filhos da imaginação. Um vê mais demónios do que aqueles que o inferno pode conter: é o louco. O apaixonado, igualmente frenético, vê a beleza de Helena num frontispício egípcio; o olhar do poeta, esse, animado por um belo delírio, transporta o céu para a Terra e a Terra para o céu.
William Shakespeare, 1564-1616, poeta e dramaturgo inglês, Sonho de uma noite de Verão
5- "O desejo do amor enfeitiça e enlouquece o coração da vítima sobre a qual se lança. Enfeitiça os leões caçadores da montanha, os animais do mar, o homem, e todas as criaturas que a Terra alimenta".
Eurípedes, 480-406 a. C., poeta e dramaturgo grego, Hipólito
http://www.loveessaysbook.com/Amor-Romantico/Amor-Loucura.htm

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