Sua visita me deixou muito feliz...

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sábado, 31 de dezembro de 2011

Ano Novo a Esperança chegou...mas fugiu temporariamente!

Ano novo a Esperança chegou... mas já se mostrou fujona, mais uma fuga a sua 3ª, desta vez "furando a cerca", que fora reforçada aquando da 1ª fuga, só que desta vez as portas e janelas estavam abertas, mas ela não procurava a liberdade total, talvez a companhia do canário ou quem sabe tentar atacá-lo uma vez que seu tamanho é superior ao dele, porque foi encontrada em ima da gaiola do mesmo, porém depois retornou para a sua "cela", para novamente entrar no comedouro e espalhar toda a comida, um sinal de protesto? demonstrando seu descontentamento e rebeldia?
Será mesmo que os animais (neste caso passarinhos) tem atitudes e comportamentos semelhantes aos humanos? ou somos nós, humanos, que lhe atribuímos as nossas caracterísiticas, comparando seu comportamento, vendo as semelhanças existentes, traçando um paralelismo com o nosso comportamento ou atitudes?

Nos relatos de reportagens como "National Geographic" BBC Vida Selvagem, o pesquisador de certas espécies quando narra suas pesquisas, observações, enfim o estudo objeto do seu trabalho, o faz como se estivesse falando de um grupo de seres humanos, do seus comportamentos, suas atitudes, acabamos por esquecer que a narrativa é de um animal selvagem ou doméstico, supostamente irracional.

Engraçado, essa interrogação a cerca de ser real ou ser atribuído atitudes e comportamento dos seres humanos aos animais, supostamente irracionais, faz lembrar uma afirmação que ouvi em criança: "os animais não riem, os únicos animais que o fazem são as hienas", mas curiosamente tinha uma cadela que ao ver a minha mãe, abanou o rabo e inclinou o pescoço para o lado e literalmente sorriu, isso na altura em que a minha mãe regressou de uma intervenção cirúrgica e portanto estivera ausente alguns dias, portanto manifestando 2 reações emocionais comum aos seres humanos: alegria por rever alguém de quem gostava e ao mesmo tempo a expressão da saudade que sentiu pela ausência desse alguém, que era quem lhe colocava a comida. Dessa recordação outras cenas se surgem:a de uma outra cadela que tinha uma animosidade com a cadelinha que veio posteriormente, já que esta não só comia-lhe a comida como corria atrás e mordia-lhe o rabo, arrancando novelos de pelo, pelos vistos na brincadeira e atrevimento da "juventude", mas quando a cadelinha estava muito doente, a cadela aproximou-se "pata ante pata", cabisbaixa, silenciosa, olhou para a cadelinha e cheirou-a, voltando em seguida "pata ante pata" como que prestando solidaridade sem querer incomodar e soubesse que o fim daquela criaturinha se aproximava;

Outra cena, esta mostrando gratidão, foi quando , também envolvendo um cachorrinho que fora abandonado e uma funcionária na universidade encontrara e o trouxera naquele momento, sem que ninguém soubesse, como ele estava com uma expressão tão triste, Aproximei-me e colocando as mãos próximas dele, mas sem tocá-lo, apliquei-lhe Reiki, logo após, o cachorrinho lambeu-me as mãos, como se estivesse agradecendo e realmente a sua expressão já não denotava tristeza e sim vivacidade;

Mais uma cena a envolver um cãozinho, desta vez um filhotinho que as minhas afilhadas compraram em substituição ao cão companheiro de muitos anos, que morrera atropelado, porém ele era hiperativo, parecia que a "pilha" não acabava, talvez por isso fosse mais arisco, menos dócil, brincando com ele, ele arranhou-me com o dente, porém quando lhe mostrei o ferimento e lhe disse "está vendo o que fizeste?" ele imediatamente lambeu o local, como se estivesse pedindo desculpas. Passado algum tempo depois, tornei a mostrar-lhe e dizer a mesma frase, ele novamente teve a mesma atitude.

Essas foram as cenas que vi e senti, porém existem muitas outras que são reveladas através de imagens postas na Internet, uma delas inclusive já colocada neste "cantinho" de uma cadela "beijando" (lambendo) um bombeiro, quando este estava cansado, após ter controlado o incêndio e justamente ter salvo essa cadela, como se lhe tivesse demonstrando a gratidão por ele a ter salvo e como se o estivesse recompensando pelo trabalho exaustivo que o deixara cansado.

Contudo a interrogação permanece, os animais, classificados como irracionais, tem comportamentos e atitudes semelhantes aos seres, dito racionais, ou são os seres humanos que fazem uma transferência ou projeção para o animal, atribuindo os sentimentos, emoções, atitudes e comportamentos que são próprios ou inerentes ao ser humano?

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