Sua visita me deixou muito feliz...

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domingo, 4 de dezembro de 2011

É no silêncio que ouvimos Deus

É no silêncio que ouvimos Deus. Mas não é no silêncio dos ruídos e sim no silêncio dos nossos pensamentos.

Silenciar os nossos pensamentos é tão difícil, principalmente quando constantemente temos um turbilhão, um rede moinho de pensamentos ditados por pequenos "nada" (preocupações, frustrações, mágoas, etc..) que vamos acumulando na nossa mente, fazendo com que nossos pensamentos se tornem repetitivos, reverberativo, tirando a nossa atenção e concentração ao momento. Além de querermos fazer de Deus um comandado por nós, pedimos para Ele fazer a nossa vontade, realizar o nosso desejo, sempre o "nosso" ao invés de pedir que nos dê condição para seguir a vontade e o desejo Dele.

Constantemente vivo num "monólogo" interior com Deus, eu falo, falo e parece que não o deixo falar, de primeiro eu dava como razão para ir somente ao Domingo à Missa, o de falar 6 dias e reservar 1 dia para ouví-Lo, e até era assim porque ouvia as Leituras e ao Evangelho, supostamente, tradução da Palavra de Deus, porém percebo que não é assim, os pensamentos continuam impedindo que haja concentração naquilo que está sendo transmitido, de tal forma, que passado um segundo já não sei de que tratavam as Leituras, acabando por resgatar prestando atenção na Homília, quando o padre faz referência às mesmas.

Só quando estou diante do mar é que consigo silenciar os pensamentos (depois de algum tempo de "descarrego" dos pensamentos todos que estão incomodando) e aí sim, em sintonia com o mar, ouço o que Ele tem a dizer no som da água produzido pelo vai e vem do movimento das ondas. Tem vezes que vou preparada para receber uns valentes "puxões de orelhas" é quando para meu espanto me sinto acarinhada, embalada, como se fosse uma criança no colo de um pai ou de uma mãe a receber um carinho, um afago na cabeça, dizendo "não tivestes culpa" ou "não te martirizes" ou ainda "estás certa" ou ainda "não te preocupes, tudo aconteceu por uma razão".

Outras vezes as preocupações se desvanecem, as dúvidas dão lugar à certezas. Outras vezes encontro as respostas aos questionamentos, ou seja tudo aquilo que outrora tirara à paz ao espiríto diluí-se como a areia da água que escorre pela mão junto com a água do mar.

Deus está sempre falando connosco, nós é que preferimos ouvir a nós mesmos do que a Ele.

Ouvimos a Deus quando silenciamos o nosso egocentrismo, os nossos pensamentos, a nossa razão e aquietamos o nosso coração.

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