Sua visita me deixou muito feliz...

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sábado, 21 de janeiro de 2012

A Esperança morreu!

A Esperança, a periquita que chegou na véspera de Natal, morreu! levando com ela a esperança (um dos motivos do seu nome, o outro era por ser numa tonalidade verde degrade com amarelo) de que atrairia de alguma forma o fofinho, [o periquito verde inicialmente, nas ficou azul, que "pediu" alojamento algum tempo atrás, ele próprio optou por entrar na gaiola e no dia seguinte lhe foi aberto a porta para ele regressar de onde viera, só que ele recusou-se, só ficava sereno quando a porta da gaiola era fechada, até que foi ganhando confiança e voava livre pelo salão, mas sempre retornava à sua casinha, até que um dia optou pela liberdade, partiu, deixando saudades, um imenso vazio (porque era um companheiro, muito inteligente e desportista fazíamos um "torneio" ele pegava a bola da palma da minha mão e atirava a bola se eu conseguisse apanhá-la era ponto para mim, se caísse na gaiola era ponto para ele, quando isso acontecia ele soltava gritinhos de satisfação enquanto era aplaudido, chegou a vencer várias vezes, o que obrigou a que fosse criada alguma dificuldade, passou a ser uma bola com um sininho dependurado (facilitava a que eu pudesse pegar) não obstante ele chegava a "fintar" fingia que atirava para um lado e soltava no lado oposto e quando eu não conseguia pegar, ele soltava gritinhos semelhantes ao riso do cão do Dick Vigarista no desenho animado "corrida maluca", todas as vezes que o Dick planejava algo contra os concorrentes e que não dava certo), mas com a sensação de que ele estaria por perto e esperto como ele era conseguiria fugir novamente e vir aqui parar como outrora o fizera], mas sem tristeza porque fora "opção" dele, sem lágrimas, ao contrário da Esperança, apesar de no início a ter recebido (fora um presente das afilhadas) sem grande entusiasmo no momento, como se ela fosse uma "intrusa" ou como se eu estivesse traindo o fofinho, porém, ela logo conquistou pela sua beleza, inclusive tinha no rabo uma pena (que destoava do conjunto das suas cores verde e amarela) da cor do fofinho, como se fosse um "sinal" de que ele viria para ser companheiro dela, no dia de Natal ela efetuara a sua primeira fuga, exatamente por onde havia fugido o fofinho da primeira vez, sem que ninguém se apercebesse e quando fora percebido travou-se esse meio de fuga (mas permitindo que ele saísse livremente pela porta que ficava aberta até ele retornar, depois era fechada, ao contrário da Esperança, ele não dava voos de longo alcance), reforçou-se a "trave", ela parecia ter ficado revoltada, porque todos dias espalhava a comida para fora do comedouro (por onde ela conseguia fugir), ela era muito arisca e parecia ser igualmente inteligente, mas rebelde e parecia não gostar de ficar presa, essas características foram marcando o inicio de uma aproximação, mas sem confiança de que podia deixar em liberdade que regressaria, pois no dia seguinte mal abri a porta para voltar a colocar a comida dentro do comedouro, que ela havia espalhado, ela fugiu e foi difícil encontrá-la e depois de muito custo reconduzí-la para a "prisão", como parecia ficar revoltada, inquieta, 2 dias depois resolvi deixar a porta mal fechada para ver a sua atitude, não deu outra fugiu, só que desta vez ficou na estante junto de umas molduras com retratos da família, como se fosse um bibelô, não ofereceu muita resistência quando a peguei e a coloquei na "prisão" (talvez porque já estava escuro), seguiram-se novas fugas facilitadas, mas que ela passou a regressar espontaneamente para a "prisão", até que três dias antes como não facilitei a fuga, ela conseguiu fugir estando a porta bem fechada, o que causou espanto como ela teria conseguido, mas depois abriu-se a porta da gaiola e ela mais uma vez regressou espontaneamente.

Hoje, que tristeza! Quantas lágrimas rolam pelo rosto, olhar aquele corpo inerte no chão da "prisão", quando 2 dias antes plainava em liberdade numa fuga facilitada, mas que rebeldemente recusara-se a voltar para "prisão" como nas fugas anteriores o fizera espontaneamente, regressando ao final da tarde.

De manhã subia e descia numa velocidade estonteante cheia de vida, de tarde tombada inerte no chão da gaiola,com a patinha presa nas grades da gaiola. Uma cena muito triste! seguida da dor da culpa e do arrependimento, se tivesse facilitado a fuga como ela pretendia, pois fazia os mesmo gestos que faziam com que a porta se abrisse, como nas outras fugas facilitadas, onde a porta ficava mal fechada justamente para que pudesse fugir (para o salão, estando as portas e janelas fechadas) ao invés de repreendê-la pela rebeldia de dois dias atrás, talvez ela ainda estivesse "esticando as asinhas" em liberdade. Devia ter compreendido que ela era como eu, rebelde que não gostava de se sentir presa, queria a liberdade e eu não a dei, antes pelo contrário impus-lhe um "castigo corretivo", fui uma carcereira impiedosa (exatamente como o fui comigo mesmo durante anos), ela deve ter se debatido tanto para alcançar a liberdade que das duas uma, ou bateu com a cabeça e teve traumatismo craneano morrendo de imediato, ou teve uma paragem cardíaca pelo esforço excessivo que poderá ter acarretado uma aceleração dos batimentos cardíaco, entrado em fibrilhação ventricular e consequência falência do coração (uma vez o veterinário disse quando levamos um canário para ser examinado, que os passarinhos podem ter um ataque cardíaco se não são conduzidos pelos próprios donos, porque eles ficam com uma taquicardia) se só o fato de serem segurados por alguém que não seja o dono já tem taquicardia, que fará fazendo um esforço acentuado como ela fazia para alcançar a liberdade, devia ter lembrado disso e ter permitido que ela saísse, mesmo que eu não estivesse em casa. Nessa manhã saímos e a imagem da Esperança subindo e descendo na porta, esvoaçando vigorosamente, vinha constantemente a lembrança, foi por isso que de tarde quando cheguei tinha decidido tirá-la do "castigo", mas foi tarde demais, mal cheguei no salão o canário piava insistentemente, olhei para a gaiola e não vi a Esperança, por momentos fiquei satisfeita, ela conseguira fugir novamente, apesar da porta fechada, mas o piar do canário me fez aproximar da gaiola e foi quando deparei com a cena chocante, aquele serzinho tão cheio de vida antes, agora jazia no cantinho da gaiola, a patinha estava agarrada na grade do chão, tive dificuldade em soltar, ainda tentei massagear o seu coraçãozinho, colocar umas gotinhas de água fria, porque tinha a impressão que acabara de acontecer, apliquei Reiki, mas nada, a Esperança estava morta.


Frases do tipo "não se deve esperar para a manhã para dizer o quanto se gosta de alguém, não devemos nos despedir de alguém zangados, magoados porque poderemos não mais ter oportunidade de reconciliar com esse alguém", "nunca devemos deixar de dizer "eu te amo" ou "me perdoa" quando erramos, quando tivemos uma atitude incorreta, ou magoamos e ferimos alguém, principalmente quando gostamos desse alguém, hoje, como há 4 anos e 8 meses atrás, voltaram a assumir um valor extremo, porque num momento a pessoa está cheia de vida e no momento a seguir poderá estar morta.

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