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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Fantasia ...uma realidade paralela


Imagens

A mente humana é simplesmente fantástica, nela coexiste a realidade, a fantasia, a imaginação, a ilusão, sob o pseudo domínio da razão e da consciência. Por mais racional que se seja, certas vivências conseguem nos deixar perplexos, ora maravilhados ora assustados, ora surpreendidos, ora incrédulos, porque nos deixa sem noção desses limites ou fronteiras, como se a fantasia fosse uma realidade paralela a realidade. Cientistas, pensadores, estudiosos não conseguem  chegar a um consenso sobre a fantasia: 
O conceito de Freud relaciona a fantasia a um mecanismo ligado ao princípio do prazer e distanciado do mundo externo, que o indivíduo utiliza como uma busca da satisfação por meio da ilusão.
Para Jung a fantasia expressa o fluxo ou agregado de imagens e idéias vindas do inconsciente, e que produz uma atividade imaginativa, espontânea e criativa da psiquê.
Para alguns a fantasia é a imaginação mecânica formada pelos resíduos da memória e a imaginação dirigida seria a imaginação consciente que é o meio translúcido que reflete o firmamento, os mistérios da vida e da morte, o Ser, o Real.
A noção de realidade tem um estatuto curioso na psicanálise, pois significa tanto o campo no qual o sujeito age e sofre a ação, encontrando um limite para seus desejos imperiosos e onipotentes, quanto os meios para, justamente, “realizá-los”, isto é, torná-los real. Freud se referia a essa cena como realidade “exterior”, realidade “material”, ou, às vezes, realidade “histórica”. A ela se opõe a realidade psíquica, o universo do inconsciente, das fantasias e desejos que cercam e povoam o sujeito, e que são, para ele, tão reais quanto os seus sentidos captam o mundo à sua volta.-
 .Deste último parágrafo poderia simplificar dizendo que a realidade teria como ponto de partida ação e reação decorrente da ação, algo de concreto, visível e mensurável, que ocorre no exterior e a fantasia seria algo, imensurável, invisível que ocorre no interior. Mas não é tão simples assim, pelo menos com limites bem definidos. Exemplificando, quando se ama alguém há uma sintonia que chega a ser inexplicável, que faz com que estando distante conseguimos sentir a sua proximidade, isto pode ser  real, mas também pode ser uma fantasia, o nosso desejo que isso aconteça. E o que dizer de termos a consciência de estarmos sozinhos, mas o nosso corpo reagir como se estivesse recebendo carinho ou carícias de alguém? neste caso não houve uma ação exterior, mas houve uma reação a uma ação que na verdade não existiu. 
Como entender isso?  os que nunca sentiram isso irão dizer que é loucura, outros irão dizer que é imaginação, outros que é fantasia outros ainda arriscam dizer que não passa de um delírio, ou talvez uma ilusão.. Porém quem conseguir ter essa experiência irá considerar como sendo uma realidade paralela, fantástica, fascinante, duas realidades coexistindo juntas, a realidade da razão e a realidade da emoção para além da razão.
 

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