Sua visita me deixou muito feliz...

Sua visita me deixou  muito feliz...

domingo, 30 de março de 2014

Meio século de existência...um marco para ser celebrado...



Meio século de existência um marco para ser celebrado, mesmo que o momento por vezes não seja propício a celebrações, quando , o coração carrega uma tristeza que parece não ter fim, em lugar de um Arco-Íris,a cor predominante é a negritude do luto pela perda de um ente querido, da estrela da vida, mas tudo tem o seu momento certo de  acontecer, depois que passa não volta mais...a vida segue seu curso...o momento assim como as oportunidades quando passam não volta mais. 
A distância tem muitos contra, principalmente quando queremos estar presente  para abraçarmos a quem gostamos nos momentos mais difíceis ou oferecer um bolo criado especialmente para alguém especial, um guerreiro, quando sabemos o dia  que completa meio século de existência e tomarmos uma taça de champagne brindando a mais essa batalha vencida, ou ainda para enviarmos uma lembrança , de acordo com a nossa criatividade que possa acrescentar um momento a mais de emoção, ou surpresa, das muitas que um marco como este desencadeia, ficamos sem saber se chegará ou não, chegando se será antes ou terá passado o  dia, qual a reação da pessoa ao abrir, bem um ponto positivo para a distância, não vemos a expressão de decepção ou desagrado caso a pessoa não goste do que enviamos.
Ainda bem que a tecnologia (SMS,  mail, skype, etc...) encurta as distâncias, (se bem que por vezes esta também falha, como parece ter sido o caso recente, de ter enviado um cartão de parabéns a uma amiga, já que não houve nenhum comentário a respeito, o que é de estranhar pois sempre disse alguma coisa das outras vezes  em que isso aconteceu) aproximando as pessoas e podemos pelo menos mostrar a imagem do que preparamos e, assim podermos estar presente, fazendo parte desse momento único, mesmo estando a muitos Km de distância.
Parabéns Guerreiro!n 50 anos de muitas batalhas vencidas com garra! Força para superar as batalhas que estão por vir e para aquelas que já estiver travando no momento.
Tim....Tim um brinde formulando  o desejo de que seja feliz, que os sonhos se tornem realidade, principalmente aquele formulado ao apagar a velinha no bolo...
Que Deus te Abençoe!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Paixão na mira da razão


Dualidade razão x emoção ...voley na balança, colocou a paixão na mira da razão, quando isso acontece significa um olhar mais atento à realidade sem o véu da ilusão, disso resultou a triste constatação, depois de muitos anos sendo titular nas equipes, fazendo parte, obtendo prazer nos jogos bem disputados, aqueles em que tudo sai de forma automática, reflexa, absorto de tudo e de todos, sem ter tempo para pensar nos erros ou fazer auto críticas durante o jogo, no momento isso já não acontece: Às equipes são escolhidas, ficar por último para ser escolhido mostra  a dimensão do reflexo da atuação, simplesmente somos tolerados e não desejados e a partir daí, surge o "efeito dominó" desmotivação leva a auto crítica e auto censura, em consequência fica-se mais parado, toca-se menos na bola, não se acredita que a bola virá, quando ela chega está-se mal posicionado, gerando falhas, reforçando que está a mais, o prazer deixa de existir. Para cortar esse efeito dominó e voltar a sentir prazer nessa paixão, é claro que há que modificar a postura e atitude em quadra:
1- Olhos sempre postos na bola, acompanhando-a, sem perdê-la um segundo de vista
2- Pés e mãos sempre em movimento pronto a agir
3- Não "criar raízes" isto é não ficar colado ao chão, estar liberto para poder se deslocar consoante a trajetória da bola, numa atitude de expectativa preparado para agir.
4- Lembrar a frase que a primeira professora de voley  dizia "dá abacaxi recebe abacaxi" a propósito do mau passe para o levantador, pois este teria dificuldade em levantar/distribuir e devolveria uma bola ruim para ser cortada no ataque.
5- Procurar aplicar corretamente os fundamentos, afinal eles existem para tornarem as jogadas perfeitas
6- Fazer um bom aquecimento antes e conservar esse aquecimento enquanto se espera para jogar
Conseguir ter essa postura e atitude em quadra com toda a certeza não sobrará tempo para "fazer  balanço" dos erros, nem auto censura ou auto crítica e conduzirá ao aprimoramento e novamente ao prazer que sempre despertou, essa paixão de longa data, uma das poucas que se manteve inabalável através dos anos e das circunstâncias.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Dualidade razão/emoção...Voley na balança

A dualidade Razão/Emoção sempre foi um marco nos caminhos pela vida, mas no voley (paixão de longa data) quase não se punha, olhando para trás o que sobressai é justamente a falta dessa dualidade, ou melhor a razão  teve pouca chance de mostrar, a emoção predominou, se assim não fosse essa paixão não sobreviveria chegando aos dias de hoje como chegou,  mas nestes quase 2 meses de regresso ( após 14 meses de afastamento) a dualidade  começou a surgir e eclodiu neste final de semana:
Semana diferente, 1 jogo com 2 colegas da equipe passada que chamaram para completar a equipe que estava participando num torneio de pais e professores, foi a oportunidade de fechar oficialmente o ciclo anterior (16 meses de afastamento), comunicando que um novo ciclo foi iniciado. Um elemento da equipe adversária perguntou se já tinha jogado, para minha própria surpresa a resposta foi "a paixão é maior do que a habilidade", pela primeira vez consegui resumir a minha atuação no voley de forma simples e correspondente a realidade, já me fizeram essa pergunta várias vezes e a resposta era um misto de falsa modéstia, convencimento "digamos que brinco" mas também fruto de não saber o que responder porque aprendi os fundamentos, sempre joguei durante anos, só que  poucas vezes em jogos de competição (torneios), a maior parte foi em "peladas" e por onde passei marquei alguma presença, pessoas que jogavam a primeira vez diziam que jogava bem, inclusive alguns anos atrás, no início da nova vida longe da  terra natal, numa conversa ocasional, na praia, quando acabara de ficar batendo bola com banhistas desconhecidos (nessa altura estava em recuperação da cirurgia ao tornozelo, de uma fratura provocada pelo voley, na descida de um  bloqueio, a fisioterapia recomendada fora caminhar na areia fofa da praia com sol, eu caminhava até ver uma bola rolando aí eu pedia para entrar para ficar batendo bola, começava doer, parava e continuava caminhando),com o técnico de uma equipe feminina profissional, que estava de férias, comentou "se você fosse de mais perto eu ia te contratar, porque você tem uma boa técnica", na altura estava iniciando uma vida nova, recuperando da saúde, sem emprego, iria iniciar um estágio de equiparação de estudos para depois procurar emprego na profissão, não havia como cogitar essa hipótese. Isso fez com que ficasse convencida de que jogava alguma coisa, daí a resposta de sempre de outrora. Esse mesmo "adversário" durante o jogo comentou "você joga bem" desta vez a resposta foi simples "obrigada, sabe bem ouvir, mesmo que não corresponda a realidade", essa resposta só foi possível, justamente porque no último contato surgiu a necessidade de colocar o voley numa balança, isto porque, novamente foram 3 equipes, (no início só tinha chegado 1 compatriota e  depois de aquecermos individualmente, como ele estava na rede sugeri joguinho na linha dos 3 mestros, depois chegou o outro compatriota e juntou-se, foram chegando os outros, fomos para o ataque e defesa a três, entretanto a colega estava sozinha eu passei ao ataque e defesa com ela) última a ser escolhida, mas isso já não conta mais, ficamos de fora no primeiro jogo, fui toda lançada para bater contra a parede, quando vi que estavam sentados o treinador da equipe feminina que treina antes e outro fora da quadra mas na entrada,, isso fez com que eu ficasse inibida e não o fiz, fiquei quicando a bola fora do ângulo de visão deles (se bem que depois do primeiro jogo, nem me lembrei e fui bater na parede). a equipe foi jogar, a minha atuação foi fraca, porque estava racionalizando aonde devia estar e a velocidade de reação ficava reduzida, percebi que dois colegas (os que jogam bem) estavam falando e detectei pela expressão que era justamente sobre essa má atuação, isso me incomodou e desmotivou, mais ainda quando numa jogada em que fiz um esfoço para salvar uma bola, o colega zuniu a bola, depois noutra jogada que consegui pegar a bola "pingada" na linha dos 3 metros, mas saindo uma péssima jogada, o passador, o outro que estava falando, mandou de qualquer maneira porque nitidamente não acreitou que eu fosse pegar ressaltando que estava mal (atitude que eu chamo de estrelismo, se a bola não está boa não corrige prefere perder o ponto mandando de forma displicente para fora), engraçado que ambos, perderam sac um mandando na rede e o outro mandando bem  fora. Esses acontecimentos fizeram refletir  e a conclusão é mesmo essa: A paixão é maior do que a habilidade de jogar e depois? vou deixar de jogar por causa disso ou da opinião dos outros? Ficar como um cão"lambendo ferida" num canto? Não, tenho é que praticar mais, ter mais concentração no jogo e não ficar parada na quadra, agir automaticamente e reflexamente ao invés de ficar tentando pensar com lógica para onde ir na quadra, porque cada jogada exige uma ação rápida, ir com convicção na bola, mas prestando atenção aos movimentos dos outros para não acontecer "trombadas" e não tirar a bola dos outros ou  deixar de pegar a bola que é minha e também ter noção de quando o erro é meu, em que circunstâncias , que atenuantes ou quando é dos outros, deixar de prestar atenção aos outros e aos seus erros, porque os erros dos outros não apagam os nossos erros. 
Voley é um jogo de equipe e não estrelas individuais, trabalhar em equipe é o esforçar para  que todos cumpram a sua parte, é corrigir as falhas que surjam, se uma bola foi mal passada, cabe o outro tentar corrigir e salvar a jogada. Se um elemento detecta a falha do outro deve mostrar o que falhou sem criticar, ou fazer "panelinha" excluindo quem falhou, é dar oportunidade a todos de jogar independentemente de ser um "ás" ou um "nabo" no Voley, porque um "ás" também falha e um "nabo" também acerta e por vezes faz uma boa jogada. Olha só a paixão falando mais alto!