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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Gata Borralheira...Versão Esportiva


O Volley é fascinante, quando bem jogado, opera milagres, como o dissipar de algumas nuvens negras carregadas que o dia a dia coloca no horizonte, transformando a energia negativa que aprisiona o ser numa energia maravilhosa libertadora, até vira um conto de fadas, "a gata borralheira versão esportiva". Já há muito que não experimentava essa sensação e o melhor disso é que não foi planejado, embora desejado e quando tudo apontava no sentido de não voltar a experimentar, mas aconteceu, por momentos parecia que houve recuo do tempo aos "anos dourados do Volley", como que as pessoas do presente fizessem parte do passado, quer pelo gesto de algumas pessoas relembrando que num jogo é fundamental a coesão, a união, o espírito de equipe, a comunicação não verbal expressa e entendida pelos integrantes, o esforço de cada um em salvar ou corrigir alguma falha que fora cometida (um dos colegas foi chamada por outra colega para o aquecimento a dois, mas ele me chamou para juntar a eles, mas não foi possível porque uma colega ficaria sozinha, infelizmente porque o aquecimento com esse colega é ótimo, ele remata com força não suaviza, exatamente como o esquerdino dono da bola limão. No jogo esse colega combinou jogadas e trocas como outrora ocorria, e sempre nas boas jogadas ou jogadas esforçadas o toque das mãos); pelos elogios quando houve boas jogadas, inclusive fazer alusão a ser de profissional (um terceiro toque  no fundo por cima do bloqueio, surpreendendo os adversários e conseguindo fazer o ponto, o colega vibrando exclamou "profissional"); Pela atitude em quadra, fruto de ter feito "o dever de casa" imaginando as possíveis situações e os respectivos posicionamentos na recepção principalmente no contra ataque do adversário, gerando maior concentração, acompanhamento da bola fazendo com que estivesse na posição correta em todas as situações, totalmente abstraída dos problemas que momentos antes existiam, apesar do aquecimento não ter sido muito intenso como deveria ter sido, pois é importante para que haja um bom desempenho no jogo e lembranças de várias "verdades": "o jogo decorre conforme o treino" (um mau treino ou aquecimento prévio ineficaz levará a um mau desempenho no jogo); "Aonde chega os pés chegam as mãos" (ao invés de tentar pegar com os pés, embora isso seja um gesto mecânico, reflexo, há os recursos: rolamentos ou mergulho); "dá abacaxi recebe abacaxi" ( se o receptor defende uma bola má para o levantador, este só com muito esforço conseguirá levantar um bola boa para o atacante rematar); "Deixa que eu deixo não pode ocorrer" (é o que acontece quando alguém vai na bola o outro diz que é dele, mas não chega e o outro que até está mais próximo deixa de executar porque alguém disse para deixar e a bola escorre entre os dois); "ameaçou vai" (se não tem intenção ou não consegue chegar até a bola, não deve se movimentar porque o outro já não vai com a confiança necessária, por receio de chocar com colega); "a segunda é minha em qualquer lugar e eu vou com tudo" (na posição de levantador avisando a todos para não interferir e para que tenham confiança que ele, levantador está concentrado na sua posição e função); "quem está na chuva é para se molhar" (quando no "ataque e defesa" alguém amortece o remate por considerar ser mais frágil ou quando se recebe uma bolada em cheio ou com força e quando perguntam se se machucou ou pedem desculpa essa é a resposta).
Depois do banho, por coincidência  ao aproximar do vestiário masculino saiu o colega do elogio, e ficou segurando a porta esperando que passasse, ao correr para não fazê-lo esperar, o relógio caiu do pulso, só percebendo posteriormente, inicialmente de forma contrariada, mas o astral estava tão alto que logo a fantasia se manifestou, lembrando do filme "Cinderela" uma versão moderna onde ela ao sair correndo, perto da meia noite, perdeu o celular, neste caso a hora era a mesma, faltava cerca de 3 minutos para Meia Noite, tinha um "príncipe" (do Volley) esperando, teve a corrida e a perda não do sapatinho de cristal, não do telemóvel, mas do relógio, só com uma pequena diferença a Cinderela era linda...
Que sensação maravilhosa ocorre após um jogo de Volley bem disputado, com boas ou excelentes jogadas, espírito de equipe, confiança e respeito pela posições de cada um. Tão forte e poderosa que dissipa qualquer nuvem negra que paire no horizonte dando lugar a um céu claro e límpido, com estrelas cintilantes e uma lua brilhante ou com um sol radiante.
Abençoado Volley!

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