Sua visita me deixou muito feliz...

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domingo, 10 de junho de 2018

Inspiração...Sussurro de Deus!



O título acabado de criar, ao contrário do habitual, foi o primeiro, no momento em que pela primeira diante da página em branco as palavras não surgiram, pelo contrário parecia que o cérebro havia parado, simplesmente um vazio, um silêncio ensurdecedor, a partir daí parece que tudo se modificou, tipo brincadeira de estátua, um movimento  e de repente, fica-se estático e depois volta ao movimento, neste caso, porém houve mudança de rumo, pela manhã surgiu alguns temas para reflexão: O consumo  dos recursos da natureza e os desperdícios como se fossem inesgotáveis; Passar pela vida de forma alienada da realidade, dentro de um mundo paralelo, sendo parte integrante, mas sem pertencer; Porém o título, mudou o curso dos pensamentos, para aprofundar sobre a inspiração ser um sussurro de Deus, entretanto é com perplexidade, surpresa, descobrir que essa ideia, uma criação própria, concebida há alguns anos atrás, inclusive já referida em outros post elaborados no passado, está descrito  no dicionário, embora  com outras palavras:
"1. Movimento pelo qual se leva o ar aos pulmões.EXPIRAÇÃO
2. Ideia ou pensamento que surge de repente; estro.
3. Insinuação, conselho.
4. Coisa inspirada.
5. [Teologia]  Infusão da vontade divina na consciência humana.
6. [Música]  Pausa de um quarto de compasso.

verbo transitivo
1. Atrair (o ar) aos pulmões.EXPIRAR
2. [Figurado]  Causar inspiração a; sugerir.
3. [Teologia]  Iluminar o espírito

"inspiração", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/inspira%C3%A7%C3%A3o [consultado em 09-06-2018].
A perplexidade não parou no conceito no dia seguinte à criação do título, um dos cânticos da missa foi "...nunca estamos só é Deus que está connosco…" seguida do Evangelho com a passagem que fala de Adão e Eva terem comido do fruto proibido, sempre que alguém não assume a sua culpa ou culpa outros quando a culpa é do próprio, mais uma criação:"...desde o tempo de Adão e Eva que sempre a culpa é do outro, Adão culpou a Eva, Eva culpou a serpente, a serpente foi obrigada a assumir porque não tinha a quem culpar, a perplexidade surge quando na Homilia o padre expressa exatamente a mesma frase e  fala sobre  a ação do homem ser pela verdade e que muitas vezes  é preciso ter coragem para agir pela verdade, em algumas situações requer sacrifício e a pessoa manter-se firme. O cântico, o Evangelho e a Homília parecia que era uma mensagem dirigida para fortalecer, na semana passada mesmo, no trabalho, por causa de fazer prevalecer a verdade, surgiram conflitos desgastantes e desmotivantes, aliás, nos últimos tempos, essas situações passaram a ser frequentes, chegando mesmo a ter períodos em que chegaram a ser todos os dias, a sensação de estar só, já que recebia críticas e julgamento desfavoráveis não tendo ninguém a favor, por vezes chegando a duvidar que estivesse com a verdade, este era mais um destes momentos, mas Deus "sussurrou! no ouvido do coro  e eles tiveram a inspiração de entoar o cântico que entoaram, primeira parte da mensagem "não estás só" depois "sussurrou" no ouvido do padre, que falou sobre a verdade, o desfecho da mensagem "continua no caminho da verdade eu estou contigo como sempre estive", olhando para o passado, realmente é notória essa verdade "Nunca estive só Deus esteve sempre comigo, sussurrando no meu ouvido o que dizer  ou fazer, que rumo seguir para que a verdade sempre prevalecesse, mesmo só contra uma multidão (como outrora aconteceu).
Ontem a criação do título, hoje a experiência que o reforça! Ontem sem direção, mas com sugestão de um rumo,  hoje um rumo diferente, pelo "sussurro de Deus". Louvado Seja! 

sábado, 7 de abril de 2018

Volley...Mais do que um Esporte.. É Paixão e Vício Saudável!




Volley é mais do que um simples esporte, quando bem jogado, isto é bem disputado, é uma fonte renovável de prazer sustentado e sensação de bem-estar, efeito ocasionado pela libertação de neurotransmissores, as endorfinas, efeitos esses que podem conduzir ao vício, só que saudável, não causa “ressaca” ou sofrimento psicológico como as drogas ilícitas ou lícitas, embora possa causar sofrimento físico (lesões). A bola de Volley encontrada retrata bem essa enorme paixão. Durante muito tempo essa paixão esteve latente, “morna”, porém, nos 2 últimos treinos, em especial o último,  essa paixão aflorou com a intensidade de outrora, pelos gestos reproduzidos: “ataque e defesa” prévio ao jogo com emoção e descontração, ambos os jogadores tentando tudo para que a bola não caísse no chão, inclusive a frase em resposta ao  “desculpa” quando saiu uma jogada menos boa “desculpa, não, corre atrás” por conseguir corrigir a jogada e a bola não cair no chão obrigando que o parceiro “corresse atrás do prejuízo” esforçando-se por não perder a jogada; na hora da formação da equipe, a cada elemento que era selecionado era recebido com entusiasmo pelos toques nas mãos, uma delas um encaixe perfeito reproduzindo uma sonoridade harmônica, batida forte, mas sem magoar; Equipe internacional (2 brasileiros, 3 portugueses, 1 japonês, 1 chinês e um coreano do sul x equipe nacional (21 x 25; 25 x 23; 25 X 19);  a contagem alta dos pontos; Alto astral no ambiente com comemoração dos pontos, aplausos das belas jogadas e o empenho, esforço, garra em ir em todas as bolas tentando que a bola não caísse mesmo quando o passe ou a recepção não saíra como o esperado ou desejado; O emprego da frase “no meu tempo dava direito  a 50” (flexões) quando um companheiro de equipe falhou o Sac. Encontrar essa Bola gigante dois dias depois do aflorar da intensidade da paixão de outrora, é uma coincidência engraçada, passa a ser o símbolo do último renascimento da Fênix no Volley e recarga energética, quando  se aproxima o culminar da cinza profissional e quando se aproxima a operação de resolução da Estrela -Guia.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Adeus ao companheiro Sunny




Uma despedida é sempre penosa,  é uma parte de nós que se vai, independentemente de ser um amigo  ou, neste caso, ser um carro.
Se alguém lesse  o que foi escrito no parágrafo anterior iria dar gargalhadas e dizer "quem escreveu isso não deve bater bem da cabeça, onde já se viu despedir-se de um carro que provavelmente terá sido substituído por um carro mais novo", se alguém disser isso não está errado, mas também não está certo, um carro é uma máquina e neste ponto a pessoa estaria certo, porém quando se estuda e/ou trabalha distante de casa e utilizamos um carro para nos deslocar, acabamos por criar uma ligação com o carro, por vezes, sem nos apercebermos, verbalizamos nossos pensamentos, planos, frustrações, raiva e outras emoções, como se estivesse alguém connosco nos ouvindo e quando se repete por muitos anos e as viagens são seguras, mesmo quando por frações de segundos adormecemos ao volante, como acontece a quem faz turno noturno e pega a estrada, os primeiros raios de sol conduzem a uma sensação de leveza, acabamos por "sair de órbita" sem sentir e por breves instantes adormecemos e somos despertados pelo carro antes de cometer algum acidente, por exemplo despertar antes do carro bater no separador da estrada, é claro que não foi o carro e sim Deus que impediu que houvesse o acidente, mas o instrumento utilizado foi o carro.
A ligação com o carro torna-se mais forte, quanto mais situações existirem envolvendo esse binômio motorista-carro, ao ponto de haver uma comunicação não verbal  entre ambos, o estabelecimento de uma espécie de código, por exemplo, é necessário calibrar os pneus, mas naquele momento não é possível, há uma promessa muda de o fazer em outra altura e o carro "entende" e "espera" "manifestando-se" de alguma forma quando chega a altura combinada e logo surge o pensamento "tem razão eu fiquei de verificar os pneus"
São tantas lembranças, tantos momentos , tantas emoções tendo como testemunha o carro, inclusive momentos em que ambos, carro e motorista, foram alvo de violência,  aquele sofreu vandalismo,  este, dias depois sofreu danos morais, psicológicos e profissionais, na mesma localidade, que é impossível que a separação desse binômio motorista - carro não seja penosa. Mas, teve que ser, devido a idade, já ultrapassara um quarto de século, já não podia circular em determinadas localidades e além disso já começava a apresentar algumas deficiências que poderia causar algum acidente e antes que isso acontecesse foi entregue para "abate" e substituído pelo "neto", um carro cheio de "frescura", digo, de botões , com tecnologia avançada, possibilita ver o nome das ruas por onde vai passando, as luzes acendem automaticamente quando entra num túnel ou na garagem, entre outras tecnologias, entretanto,  com tudo isso, se deficiências que o outro apresentava pudessem ser resolvidas, a preferência recairia no"velhinho", no momento nenhum carro se compara, pois ele era um carro elegante, harmonioso, com ampla visibilidade, entra em qualquer vaga, não precisa de sensores, seguro nas curvas, força no arranque e na subida, uma mala grande, oferecia conforto aos passageiros, etc... sem contar que nenhum carro que vier será um autêntico companheiro como o "velhinho" foi...
Adeus e obrigada Sunny, companheiro de parte da vida, ficará para sempre guardado no coração e na memória, principalmente porque fez parte da concretização de um sonho, assim como sofreu junto quando esse sonho transformou-se em pesadelo.

domingo, 14 de janeiro de 2018

13º/14º Dia do Novo Ano o fogo volta a causar tragédia em Tondela



O concelho de Tondela no Ano Novo volta a sofrer uma tragédia consequente ao fogo, desta vez não  teve início nas matas ou florestas, mas numa associação onde as pessoas participavam de um Torneio de Sueca, porém, infelizmente com elevado número de vítimas,dois quais 8 foram vítimas mortais, e várias distribuídos por vários hospitais dado a gravidade das mesmas. Deve ter sido momentos de grande sofrimento, esse pensamento origina uma angústia e um sofrimento atroz ,  talvez não chegue a 10% do que as pessoas que lá estiveram viveram.
Essa tragédia reforça aquilo que todos dizem mas que na prática não se consegue evitar: "é nos momentos críticos que devemos manter a calma, não entrar em pânico e procurar uma saída", principalmente quando envolve muitas pessoas confinadas num lugar, o pânico coletivo se instala mais depressa do que até, neste caso, ao próprio fogo. Talvez se alguém, que visse o início do incêndio desse o alerta, conseguisse manter a calma e procurasse abrir a porta, o número de vítimas seria menor. entretanto, essa atitude é muito difícil de acontecer, principalmente tendo na memória o passado recente das tragédias dos incêndios que marcaram o ano de 2017
Recordo que no último dia da Expo 98, estando na estação de Metro e observando do alto, da bilheteira, a multidão que estava na plataforma a espera para  também se dirigir à Expo, desistimos de ir porque houve o pensamento " tanta gente amontoada neste recinto basta alguém  soltar um grito, por exemplo alguém que tem medo de ratos, avista um e  até involuntariamente pelo susto do inesperado solta um grito, é o  suficiente para levar ao pânico coletivo e todos começarem a gritar e correr desesperados, uns empurrando os outros, alguns tropeçam são pisados, todos querendo deixar o recinto para salvar a própria vida, mesmo que exista alguém que não entre em pânico, estando no meio acaba, por vezes sendo "atropelado" e "massacrado" pela reação  de pânico da multidão" não valia arriscar, principalmente por já ter ido nos primeiros dias. Esta foi apenas uma situação hipotética, mas explica como o pânico amplifica as consequências trágicas de um incidente/acidente.
Deus conduza para a Luz Perpétua as almas dos que partiram na  tragédia de Tondela, dê força  e ajude  as famílias a superarem esse momento trágico, de sofrimento e dor pela perda de seus entes queridos que partiram.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Final de Ano Tempo de Balanço e Dar as Boas-Vindas ao Ano Novo


O ano de 2017 está chegando ao fim levando com ele tudo que aconteceu de bom ou de ruim, deixando no ar a esperança de que o Novo Ano seja próspero, repleto de Paz, Luz, Amor ,  Saúde, para todos e que haja o "pão nosso de cada dia" para todos.
Os momentos que antecedem ao fim de algo originam retrospectivas onde contabilizamos os bons e maus momentos, tomamos consciência:
Dos nossos erros, mas sem esquecer dos acertos; 
Dos nossos fracassos, sem esquecer dos êxitos alcançados; 
Dos pesadelos vividos, sem esquecer dos sonhos realizados; 
Da Energia Vital afetada permitindo que a doença se instalasse, sem esquecer a Saúde que nos acompanhou; 
Dos gastos e desperdícios que tivemos, sem esquecer das receitas, riqueza e abundância que obtivemos com o suor do nosso trabalho; 
Das nossas lágrimas que escorreram pela nossa face,sem esquecer dos sorrisos que iluminaram o nosso rosto;
Dos dias de stress que padecemos, sem esquecer dos momentos de relaxamento que conseguimos ter;
Das tristezas que passamos, sem esquecer das alegrias que tivemos;
Das injustiças que sofremos, sem esquecer da justiça que obtivemos;
Das lutas que travamos, sem esquecer  da concórdia que estabelecemos;
Das preocupações que nos assolaram, sem esquecer dos alívios que sentimos;
O saldo resultante do balanço realizado apesar dos pesares (stress, preocupações, fracassos, pesadelos, Energia Vital baixa em desarmonia, das muitas lágrimas que rolaram, das tristezas,  falta de esperança, de nada fazer sentido, etc..) o saldo foi positivo, com a Graça de Deus: A "estrela" da minha vida esteve presente (que Deus a conserve por muito tempo, que o seu "Crepúsculo da Vida" demore a chegar); A saúde prevaleceu sobre a doença; O emprego manteve-se; Houve o "pão nosso de cada dia", o abrigo de um teto, uma cama para descansar, agasalho para proteger do frio;  O Voley continuou; O amor e a amizade conservaram-se; houve progresso na reposição da verdade e punição daqueles que praticaram injúrias, ofensas e danos morais; Inclusive houve  avanço na aquisição de novas tecnologias de comunicação; Houve harmonia no encontro da família no Natal  (realização de amigo oculto com a participação de todos, cada um  fez uma lista do que gostaria de receber dentro de uma faixa estipulada, a todos foi entregue um conjunto: uma pedra  com a "Constelação Familiar" cada elemento pintado com a respectiva cor do signo e posição na "órbita da Constelação Familiar"+um "Caçador de Sonhos" com a cor do signo correspondente + um lápis/semente; possibilidade de cada elemento obter respostas às suas indagações  através do Pêndulo ou do I Ching colocados ao lado  Presépio em baixo da Árvore de Natal, bem como agradecer ou fazer pedidos ao Menino Jesus, colocando por cada agradecimento ou pedido um enfeite na pequena Árvore de Natal em cristal junto ao Presépio, tentando que o verdadeiro espírito do Natal prevalecesse e que o homenageado desse dia não fosse esquecido).


Cabe recordar  o poema: 
"Fazer como a Águia"
Quando as tempestades da vida
Surgem escuras à minha frente,
Me recordo de maravilhosas palavras
Que uma vez eu li.
E digo a mim mesmo:
Quando pairarem nuvens ameaçadoras,
Não dobre suas asas
E não fuja para o abrigo.

Mas, faça como a águia,
Abra largamente as suas asas
E decole para bem alto,
Acima dos problemas que a vida traz.

Pois a águia sabe
Que quanto mais alto voar,
Mais tranqüilos e mais brilhantes
Tornam-se os céus.

E não há nada na vida
Que Deus nos peça para carregar
Que nós não possamos levar planando
Com as asas da oração.

E ao olhar para trás
Verá que a tempestade passou,
Você encontrará novas forças
E ganhará coragem também.

É  tempo de dizer adeus  ao Ano Velho, saudar e dar as boas-vindas ao Ano Novo e desejar:
Feliz e próspero Ano Novo



sábado, 25 de novembro de 2017

2017 Um Ano de Vibração 1...






O regente universal de 2017, segundo a Numerologia, é 1. "Um ano de vibração 1 é sempre o ano que marca a abertura ou o início de um ciclo. Em termos individuais, estaremos sob a influência dos trânsitos numerológicos que implicam, entre outros Números: o Número da Vibração Universal do Ano, o Número do nosso Ano Pessoal e o Número do nosso Ciclo de Aniversário". Por Falar em Ciclo de Aniversário, este ano é o ponto de equilíbrio de duas vidas distintas passadas nesta passagem pela Terra. Até 2017 "primeira" vida superava a "segunda" vida em termos de anos, onde, os anos igualaram-se, inevitavelmente surge a "balança do tempo", estando de frente para a balança, o prato esquerdo (coração/emoção) corresponde à "primeira"  vida: A construção de um sonho e o prato direito (cérebro/razão)  corresponde à "segunda " vida: A transformação do sonho em pesadelo.
Segundo a Numerologia "todos responderemos ao chamado, mais ou menos subtil deste poderoso Número 1, que rege os novos começos, os novos inícios, mas também os recomeços e a possibilidade de começar do zero". O final deste ano aponta que será isso que acontecerá no próximo ano, a "terceira" vida: A incerteza. Por um lado a descoberta ou conclusão: 
Nada faz sentido nesta vida!
Por outro lado, a "balança do tempo" mostra um encadeamento de eventos,  que permite concluir que:
Tudo  tem uma razão de existir ou de acontecer na Vida!
Contudo, esta segunda ilação torna-se polêmica, à luz dos atos terroristas que assolaram o mundo, em especial o ataque terrorista ocorrido nos últimos dias no Egito...pausa, para fazer uma oração pelas vítimas desse massacre... continuando... onde não se consegue vislumbrar nenhuma razão para a sua existência, muito pelo contrário, lança uma questão:
Que religião é essa que mata e destrói tudo e todos indistintamente ? 
O que faz com que  a primeira ilação tenha cada vez mais sentido, embora essa expressão seja um paradoxo.

https://lifestyle.sapo.pt/astral/espiritualidade/numerologia/artigos/numerologia-o-ano-de-2017

sábado, 2 de setembro de 2017

Cérebro e a Meditação


A meditação é uma técnica que exerce influência em diferentes funções cognitivas. Meditar é refletir, divagar, porém essa prática tem como objetico: evitar a corrente de pensamentos, deixando que a mente foque apenas um objeto, símbolo ou mantra. Assim, durante a meditação, o esforço executado pelo cérebro para se concentrar em um único ponto torna-o ativo, ao contrário da crença comum de que a meditação nada mais é do que um estado de repouso.  
Navegando sobre as ondas da Internet,  as ondas cerebrais se destacam principalmente em se tratando de meditação:
Estudos utilizando eletroencefalograma vêm demonstrando que a concentração, uma das etapas iniciais da prática meditativa, é um processo cognitivo que requer treinamento e integração de diferentes redes neuronais. O aumento de atividade de ondas alfa (ondas de 9 a 13 Hz, que refletem estados de relaxamento) e a redução de ondas teta (ondas de 4 a 8 Hz, que indicam tanto estado de sonolência quanto de atenção), durante a meditação, mostram que o cérebro se encontra mais orientado internamente, alerta e atento – ou mais vigilante.   Os autores observaram o aparecimento de ondas cerebrais amplas, conhecidas como ondas gama (de 27 Hz em diante), somente em indivíduos que meditavam diariamente, mostrando grande concentração e aumento de atividade neuronal.


Durante a meditação são  várias as áreas cerebrais que são ativadas:



Após a prática da meditação, essas ondas continuavam presentes no cérebro das pessoas, como se elas estivessem sempre muito focadas e concentradas, mesmo quando não estavam meditando. Em uma segunda etapa do estudo, os mesmos autores concluíram que a melhoria na concentração pode resultar em um estado mental menos ativo cognitivamente, no qual a execução de tarefas exija menos esforço cognitivo. As implicações clínicas podem favorecer indivíduos com déficit de atenção, que apresentam dificuldades em se concentrar. Esses processos estão relacionados a um aumento de atividade de redes de atenção dos lobos frontais anteriores, incluindo uma estrutura chamada córtex cingulado anterior (CCA), resultando em melhora crônica da atenção e da capacidade de concentração. O CCA é uma região envolvida tanto em processos de atenção quanto em processos afetivos e alterações autonômicas. O CCA e o córtex pré-frontal (CPF) modulam então respostas emocionais, provavelmente controlando a atividade neuronal dos componentes do sistema límbico, como a amígdala (hipoativada).
A ativação dessas áreas cerebrais específicas durante a meditação contribui para a sensação de bem-estar e conforto. Além dos efeitos na cognição e no humor, a prática da meditação é capaz de influenciar o sistema imunológico por meio da redução de pensamentos prejudiciais, muitas vezes eliminados durante o processo. O pensamento “gerado” no CPF projeta-se para o sistema límbico, envolvido no procesamento das emoções. Se o pensamento for prejudicial, o hipotálamo e, conseqüentemente, o eixo HPA são ativados, liberando uma cascata neuroendócrina que resulta na secreção do cortisol, o hormônio do stress. Se essa secreção é contínua, o sistema imune acaba se enfraquecendo.
A meditação também pode atenuar sensações de desconforto. A redução dos níveis plasmáticos do ACTH (hormônio precursor do cortisol), TSH (hormônio estimulador da tireóide) e do próprio cortisol, por exemplo, aumenta a síntese de neurotransmissores como GABA (efeito inibitório da ansiedade), dopamina (envolvida no sistema de recompensa e na sensação de satisfação), serotonina (afeto positivo), endorfinas (que aumentam a síntese de glutamato no cérebro, o que estimula o hipotálamo a liberar beta-endorfinas, reduzindo medo e dor, produzindo uma sensação de bem-estar e alegria), acetilcolina (relação com o aumento nos sistemas de atenção nos lobos frontais). Cientistas sabem que a percepção corporal depende da ativação dos lobos parietais superiores. O hipocampo modula o nível de excitação cortical e de responsividade, por meio de conexões com o córtex pré-frontal, amígdala e hipotálamo. Essas estruturas estão implicadas na capacidade de atenção e nas emoções e são fundamentais para a percepção de imagens.
A ativação da amígdala direita resulta em estimulação do hipotálamo, com subseqüente ativação do sistema nervoso parassimpático; que é responsável por proporcionar uma sensação de relaxamento e de profunda quietude, diminuindo a frequência cardíaca, a taxa respiratória e, consequentemente, a atividade do locus coeruleus (onde a norepinefrina é sintetizada). A queda na produção de norepinefrina diminuiria a estimulação do hipotálamo, reduzindo também a produção de hormônios do stress como ACTH e cortisol. Além disso, o hormônio argenina-vasopressina (AVP), que se encontra também rebaixado durante a meditação, contribui para a manutenção de afetos positivos, reduzindo fadiga e excitação, e é significativamente importante na consolidação de novas memórias e no aprendizado.
http://institutodeneurocienciasdecuritiba.blogspot.pt/2012_05_01_archive.html

Após essa "onda" surgiram no horizonte outra ondas em forma de interrogação: Será que a meditação só tem benefícios? será que  meditação pode acarretar algum malefício ou  dano ao cérebro? se a meditação ativa algumas zonas cerebrais  será que estas zonas quando ativadas frequentemente não poderão entrar em exaustão ou em colapso?
Tudo tem dois lados como uma moeda tem duas faces:Cara e coroa. Assim como tudo que for em excesso prejudica. Há que haver bom senso, peso e medida. existem estudos que demonstram que a pratica de meditação prolongada em termos de tempo ou forçada para gerar determinado efeito pode causar alguns efeitos colaterais, como surto psicótico, contudo, alguns pesquisadores garantem:
"São muito incomuns os efeitos colaterais. Com exceção dos psicóticos, eles só acontecem naqueles que querem forçosamente "conduzir" os efeitos, "gerar" as consequências da meditação, ao invés de apenas praticá-la tranquilamente. Meditação não é auto-hipnose. Meditação não é imaginação criativa. Ela é prática, sossegada, sem expectativas e sem violentar o processo. O fenômeno não precisa ser buscado, pois ela já é o próprio fenômeno, quando leva ao seu típico estado modificado de consciência. Na meditação, o imponderável já está presente, em si mesmo, e apenas ele levará a saltos quânticos de consciência, quando e como for oportuno. Basta, apenas, meditar, meditar, meditar… …e confiar."
Portanto, meditar é serenar o espírito, abrandar os pensamentos para libertar a mente de todas as suas amarras, naturalmente, em harmonia com o corpo.