Sua visita me deixou muito feliz...

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sábado, 2 de fevereiro de 2008

Tempo


Tempo esse "pau para toda obra" que serve de desculpa para não realizarmos nada: "não tenho tempo de escrever", "não tenho tempo de ler um bom livro" ,"não tenho tempo de praticar um desporto", "não tenho tempo de cuidar da saúde", "não tenho tempo de ir ao cinema"; "não tenho tempo para nada", não temos tempo para cuidar de nós, mas temos todo o tempo para a doença, porque quando ela chega, se instala em nossa vida e tem toda a nossa agenda só para ela, quanto mais tempo dedicarmos a nós e a nossa saúde, menos tempo daremos para a doença.
O tempo também é solução, é remédio, é limite, é motivo de preocupação e causador de tensão, mas na realidade o tempo não existe, engraçado quando ouvi o TóMané dizer isso, na altura eu rebati, porém hoje concordo com ele. O tempo foi uma criação do Homem, que tanto tenta superar os limites, mas é o primeiro a impor limites, como tal, limitou a vida humana, colocando um tempo, criando as horas, os minutos, os segundos, os dias, os anos, os séculos, os milênios. Na passagem do ano há todo um ritual de despedida do ano velho e acolhimento do novo ano, porém, a passagem do dia 31 de Dezembro para o dia 1 de Janeiro, nada difere da passagem do dia 31 de Janeiro para o dia 1 de Fevereiro, a não ser o ritual que o Homem inventou, ritual esse que não é universal.
Quando usamos o tempo como desculpa para não realizarmos algo, não estamos querendo assumir que não queremos fazer algo, não estamos sendo honestos, o mais grave é que não somos sinceros para connosco, acreditamos que não realizamos porque não temos tempo, porém, tudo é questão de saber gerir o tempo, não é um contra censo gerir algo que não existe, conforme referi anteriormente, o tempo não existe, mas existe a limitação temporal criada pelo Homem, da qual somos escravos e que tornam o tempo algo concreto, prova dessa existência é o relógio, embora este também sirva para mostrar que o tempo não existe, haja vista as mudanças das horas no inverno e no verão. É a essa limitação temporal que me refiro que devemos aprender a gerir melhor, através de priorizarmos as necessidades, as tarefas a desempenhar, sabermos dar prioridade aquilo que realmente é importante para nós. É claro que não é fácil, às vezes nos deixamos envolver pela engrenagem do cotidiano: Acordar, fazer a higiene pessoal, tomar o café da manhã ou até nem tomar, para chegar a tempo no trabalho, onde acumulamos tarefas e mais tarefas que nos ocupam o tempo todo, voltamos para casa, alguns ainda têm que cuidar da casa, preparar a comida, cuidar dos filhos, jantar, dormir e novamente acordar no dia seguinte e no outro e, assim por diante, sem nos lembrarmos que o amanhã pode não chegar para nós e tudo o que nos escravizou dia após dia, que nos impediu de fazermos aquilo que nos dava prazer, alegria, descontração, motivação e ânimo para superar os obstáculos, será feito por outro alguém ou então não será feito, então porque abdicarmos disso com a desculpa de não termos tempo? Há que perguntar a nós próprios se não estamos nos escravizando em função de ganância e ambição desmedida de ter cada vez mais, para além da nossa real necessidade? será que no final não nos perguntaremos: "para que corri tanto? para que serviu deixar de viver ou fazer aquilo que me fazia bem?" chegaremos a conclusão que a vida passou por nós, que poderíamos ter vivido e desfrutado dela, mas simplesmente não o fizemos por falta de tempo! Aí tentaremos recuperar o tempo perdido, mas já será tarde, porque o amanhã não mais virá!

5 comentários:

Mar disse...

Eu sería mais amena na definiçao do "Tempo". Creio que o Tempo foi delimitado pelo homem para que pudéssemos organizar-nos melhor e aproveitar ao máximo nossa vida. O tempo nao tem limite mas a nosa vida sim. Se nao nos organizamos bem, vamos deixar de fazer coisas muito importante neste "Tempo-Espaço" que nos tocou viver.
Agora, isto é verdade e estou de acordo contigo: "utilizamos o tempo como desculpa para nao realizarmos algo", que no fundo, simplesmente, nao queremos realizar e para nao ferir a outras pessoas e a nós mesmos, simplesmente dizemos que nao temos tempo. Por outro lado, existe também o problema da "Preguiça". Podemos classificar-la em Preguiça Mental ou Preguiça Física.
Todos temos que trabalhar, é um fato real e necessário, estudar, cuidar da família e tentar dentro do possível, desfrutar dos amigos e de um momento de descanso. Por isto, afortunadamente, existe os fins de semana, os feriados, as férias de trabalho e de estudo. Outra coisa, é que a "Preguiça" possa conosco. Como o típico:
Hoje, nao estou a fim de sair!
Hoje, nao quero fazer ginástica e taopouco vou começar uma dieta!
Quero dormir durante um mes e nao quero ver ninguém! E deixamos para realizar tudo isto, amanha, em outra hora, em outro momento, que seguramente nao chegará.
Ou bem, temos outras prioridades para o nosso ego que sao mais importantes, como por exemplo:
Quero trabalhar 24 horas por dia porque quero juntar um dinheiro para fazer uma viagem a Lua ou simplesmente, dar a volta ao mundo em um cruzeiro, ou ainda, colaborar economicamente para a reconstruçao de uma cidade assolada pela miséria.
Definitivamente, cabe a cada um de nós valorar o que realmente é mais importante na nossa vida e marcar as nossas próprias prioridades, por mais absurdas que possam parecer aos olhos das demais pessoas.
A eleiçao é pessoal, íntima e secreta. Seremos os únicos responsáveis do nosso "TEMPO". Tomara que todos nós podamos perceber e lutar por estas prioridades da maneira mais saudável possivel.
E claro está, que seja enquanto estivermos vivos!...

Céu disse...

Ora..ora!
falando em tempo, já faz algum tempo ;)que você não me presenteava com seus magníficos comentários...justamente para falar do tempo!
Sabe a coincidência eu coloquei este tema num dia e no dia seguinte numa reportagem o tema era justamente "gerir o tempo", algumas frases empregues na reportagem eram iguais as que eu havia escrito um dia antes, não é interessante?
Você tocou em outro tópico que é aliado à falta de tempo, ou seja a preguiça, muitas vezes algumas pessoas dizem não ter tempo para não confessarem aos outros e até a si próprio que tem preguiça de o fazer e por isso usa a desculpa de "não tenho tempo". Eu durante estes anos todos, que eu me lembre só usei a frase "não tenho tempo", mas no contexto de tomar um antialérgico e perguntar ao médico se daria sono "porque não tenho tempo para dormir" (foi na época em que tinha o estatuto de trabalhador/ estudante, onde pegava o transporte às 6:35 para ir para o trabalho e faculdade e voltava no transporte das 20 horas, ou 22hs quando perdia aquele, percorrendo uma distância de 94 Km ida e volta).
Engraçado recordando esse "tempo" eu vejo que nem aí eu usava a expressão "não tenho tempo" e me pergunto como eu consegui concluir a faculdade, se matematicamente eu realmente não tinha tempo para estudar (A faculdade de manhã e a tarde, aulas teóricas e prácticas, conseguindo articular de tal forma que a maioria das aulas eu frequentasse de manhã, de tarde no trabalho, inclusive sábados, por vezes domingos e feriados, sendo que 2 tardes tinha autorização para frequentar por 1h as aulas que tinham duração de 1h30 minutos), porém, eu mesma respondo, foi tudo uma questão de gerir, adequadamente, o tempo, mas com ajuda de Deus, sem ela eu nada conseguiria.
Até ao ano passado a palavra preguiça não fazia parte do meu vocabulário, mas de lá para cá passou a fazer parte, ou melhor, não é bem preguiça e sim falta de vontade de fazer as coisas, mas nem assim eu uso a desculpa para mim mesma que não tenho tempo, confesso para mim mesmo e assumo que "não me apetece fazer neste momento, embora tenha tempo para isso".
Se alguém ler este comentário vai pensar que eu sou uma "faroleira" de primeira linha, que vive contando vantagens, não é mesmo?

Mar disse...

Eh!..Posso dizer: Quem está vivo, sempre aparece. Ou: Melhor tarde do que nunca. Ou: Cheguei justo a tempo!!
Muito obrigada pelo elogio aos meus comentários. Foi bastante interessante que tenham abordado este tema em uma reportagem.
O bonito nesta vida é ter as idéias claras e as prioridades bem definidas. Com fé, somos capazes de fazer coisas imagináveis.
Nao creio que ninguém pense que voce seja uma "farolera", simplesmente eres autentica. Comigo, as vezes, acontece a mesma coisa: vem a preguiça em alguns momentos e, em outros, simplesmente nao quero fazer determinada coisa e pronto. O certo é que, mais que preguiça é falta de vontade. Enfim,aos poucos vamos descifrando as mensagens das nossas vontades interiores.

Céu disse...

Pois é tudo está relacionado ao tempo...inclusive seus comentários, pois requer que você arranje uma "brechinha" no seu tempo, para os fazer :)
Lembrei de uma curiosidade sobre o tempo, que já refleti várias veze, inclusive já comentei algumas vezes: quando estava nos primeiros anos escolares parecia que o tempo era "movido a manivela", o natal custava a chegar, depois que entrei para a faculdade no Brasil, o tempo passou a ser "movido à carvão", o natal já chegava mais depressa, quando comecei a trabalhar durante o dia e a noite estudava, o tempo passou a ser movido a "cavalo vapor", o natal chegava com mais rapidez.
quanto mais vamos ocupando o tempo, mais velocidade ele adquire, atingindo velocidades vertiginosas, mal deitamos já está na hora de acordar, num piscar de olhos a manhã já passou, a tarde aproxima-se com rapidez, quando damos por ela já está na hora de dormir; mal termina o Natal, o carnaval já espreita, logo a seguir vem a páscoa e num esfregar dos olhos já está o natal novamente as portas.Com isso tornamos nossa passagem pela vida tão rápida que pouco desfrutamos dela...e a vida é tão fugaz, tão breve e tão curta, mesmo que tenhamos vivido 100 anos.
Concordo que aos poucos vamos decifrando nossas verdades interiores, isso que faz com que existam níveis espirituais diferentes ou seres mais ou menos desenvolvidos espiritualmente, justamente de acordo com o decifrar mais ou menos as nossas verdades interiores, porém,ouvir o nosso interior demanda tempo, paciência, concentração, vontade de se desenvolver e, acima de tudo estar preparado para desvendar verdades que as vezes possam abalar a nossa estrutura interna e por, por terra, tudo aquilo em que até então acreditávamos como sendo uma realidade, a nossa verdade,não passa de uma simples ilusão.

Céu disse...

O Pedro pede para transcrever o seu comentário:
Olá Céu!



De facto, o tempo é um conceito inventado pelo Homem. Como quer hei-de interpretar melhor esta frase? Poder-se-á considerar o tempo como um intervalo psicológico que baliza, delimita ou norteia a actividade humana de forma a que esta se reja num relógio, (qual "bússola", alegoricamente falando, cronometrada pelas horas, minutos e segundos), orientando o Homem, nesse(s) intervalo(s) de tempo que "medem"/quantificam a actividades temporal de cada indivíduo na sociedade?



Concordo com a Céu quando afirma que as pessoas defendem-se com a "falta de tempo", quando muitas vezes o factor responsável seja mais a falta de vontade/ falta de motivação.



Por outro lado, também concordo com Mar, quando alega que a vida (de cada um de nós) está delimitada pelo tempo que não é delimitado. Ou seja, apesar de usarmos relógios, a gestão do tempo é muitas vezes mal gerida por nós.



Dando nova interpretação sobre o velho ditado «Tempo é dinheiro», podemos e deveríamos reconsiderar gastarmos mais tempo com actividades mais "lucrativas" ao bem-estar do ser humano.



Beijinhos!