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domingo, 27 de abril de 2008

Emoção: real ou virtual?


Será possível que através de uma "maquininha fria", como o computador, mais especificamente a Internet (mails ou conversas online) possa ser veículo de transmissão de emoções?
Não tenho a mínima dúvida de que a resposta é sim, porque atrás do teclado e do monitor estão pessoas, dotadas de corpo, mente e espírito, o corpo pode não sair do local, porém a mente e o espírito têm "asas para voarem".
Para que simples palavras desencadeiem uma cascata de emoções, basta que transmissor e receptor estejam em sintonia, que ocorre quando um está dedicado em "ouvir" o outro, tentando de algum modo tornar o outro feliz, falando de coração para coração, quando isso acontece é magnífico: O espírito fica feliz de tal modo que a mente capta essa felicidade e transmite ao corpo que reage vibrando de emoção e impregna o teclado com essa vibração em consequência as palavras "tecladas" são percebidas pelo espírito do outro e todo o processo se repete, estabelecendo assim uma sintonia mágica, inexplicável pela razão, onde não parece haver distâncias, a sensação que temos é que conseguiríamos sentir até o calor do outro, como se estivéssemos tão próximos.
Essa mágica sintonia faz com que sejamos envolvidos por tanta emoção que, por breves momentos, somos tele transportados para além da nossa realidade, de tal forma que nos sentimos "aéreos" no "mundo da lua", até mesmo "perdidos" quando cessa essa sintonia e voltamos a realidade. Ficamos mesmo na dúvida e nos perguntamos: O que sentimos foi real ou virtual, não passando de uma fantasia criada por nós mesmos?
O nosso cérebro recebe milhões de informações e as processa, para ele não faz diferença se a informação que mandamos para ele é real ou imaginária, ele as processa da mesma forma, daí o real poder tornar-se virtual e o virtual poder tornar-se real.
A nossa mente é muito poderosa, porém nem todos conseguem utilizar ou conhecer esse poder, quando temos um sentimento muito forte por alguém, estamos constantemente em sintonia, de tal forma que somos capazes de "ler os pensamentos" desse alguém e vice -versa, porque a nossa mente entra em sintonia com a mente desse alguém. Quem nunca sentiu um aperto no coração no exato momento em que a pessoa com quem temos uma forte ligação está em perigo ou necessitando de ajuda?quem diz isso, diz quem nunca teve um pensamento de telefonar para alguém e ao telefonar, ouvir a resposta "como adivinhou estava mesmo agora pensando em você".
Seja magia, encanto, poder da mente, sintonia, ou que quer que seja que a nossa razão não alcança, seja o virtual despertando o real ou o real despertando o virtual, não importa, porque as emoções que se sente por detrás dessa "maquininha fria" são verdadeiras e o nosso corpo assim o demonstra com a aceleração do coração, a sensação de leveza como se flutuássemos, o corpo tremendo e outras sensações mais, mesmo que a outra pessoa esteja além do horizonte.
E você concorda? Já alguma vez experimentou o virtual tão real ?

4 comentários:

Pedro disse...

Olá Céu!

Como hei-de eu comentar este seu texto, hum?? (Se é que vou escrever alguma coisa com cabeça, tronco e membros!!!). Será que falar em coeficiente emocional (q.e.) neste contexto é válido, permitido ou correcto? Esta minha questão reporta-me para monólogos os quais já divaguei imensas vezes sob alguns prismas. Mas comecemos por um desses meus “inícios”.
Como salienta a Céu, e bem, ao comunicarmos na virtual aldeia global da Internet, fazemos veicular neste “universo” as emoções primárias, nativas, do ser humano. Ao teclarmos essas palavras, transmitimos ao(s) nosso(s) interlocutor(es) toda uma torrente de emoções e sensações que permitem descrever desde o nosso estado de espírito e de ânimo, até à forma de como pensamos. Transmitimos, uns de uma forma superficial, outros de uma forma mais cuidada, a personalidade de cada um nós. Aqui, penso que é importante frisar que, a forma como um indivíduo escreve (desde o léxico que usa, à forma da construção frásica que utiliza) ajuda a perceber/ “receber”, ao indivíduo que lê, o estado quase “genuíno” da emoção sentida pelo indivíduo que escreve e quer transmitir essas emoções.
Ora, escrevia eu, ao teclar-se/ digitar-se emoções nessa “máquina fria” que é o computador e no habitat virtual que é a Internet não estaremos a conquistar meios não humanos de se fazer propagar essas nossas emoções? Estaremos a criar tentáculos virtuais razoavelmente fiáveis de transmitir as emoções humanas (mesmo aceitando que os programas de conversação, vêm dotados de bonequinhos/ “emotions” que facilitem a representação dessas emoções?).
As emoções cambiadas na Internet penso que não passam apenas pela interpretação de serem reais ou virtuais. Digo isto, visto que antes da Internet, escreviam-se cartas e postais, pelo que as emoções já eram “retratadas”. Neste contexto, dou novamente razão à Céu quando afirma que a Internet veio encurtar distâncias, permitindo, desta forma, “conservar com mais frescura” as emoções sentidas. Então, que “presença” assumirão as emoções no ser humano? Penso que a resposta partirá, primeiramente, daquilo que de verdadeiro e sincero sentimos dentro de nós mesmos. Partindo, não direi da certeza, mas da convicção de que ao sermos verdadeiros e sinceros com o que sentimos dentro de nós por uma situação ou pessoas, estaremos a ser verdadeiros e sinceros ao transmitirmos essas emoções às pessoas. (Faço notar que o termo «convicção» em estreita intimidade com o termo «certeza» pode suscitar atrito de interpretação, pelo que, neste contexto, defino por mim, «convicção» como uma palavra que converge para «certeza», sem ser «certeza absoluta»… se é que me faço entender)…. (E até nestes mínimos pormenores de explicação, as minuciosas “emoções” se fazem explorar!!).
Outro ponto de vista para saborear emoções: o facto de se ligar para alguém, quando esse alguém está a pensar em nós ou outras situações similares que nos insuflem sentimentos prazenteiros ou não, devemos falar de emoções ou intuições? Estas palavras em termos de significado serão sinónimas, complementares… ou serão distintas?
Vou um pouco ainda mais longe: e o “universo” intimista de cada um de nós, que nem mesmo nós sabemos controlar ao nível do subconsciente, que é a psicologia dos sonhos/pesadelos? E aqui, as emoções processadas no nosso cérebro, serão reais ou virtuais?
Para concluir o meu comentário, retomemos o início deste: Coeficiente emocional. Será válido, permitido ou correcto considerar esta temática?
Já gora, e exagerando nas palavras de um grande senhor francês da Química, Antoine Lavoisier (pai da Química moderna) ficou célebre pela sua citação «Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma»…. Até que ponto as emoções são “tele-portadas” na integra para o “universo” virtual, perdendo, ou não, parte da carga emotiva a elas inerente?

Beijinhos Céu!

Pedro

Céu disse...

Obrigada Pedro pelo seu comentário!
antes demais o Pedro usa muito a razão, a lógica, porém nem sempre a razão pode falar mais alto, principalmente quando se trata de emoções e sensações já ouviu a frase "o coração tem razões que a própria razão desconhece"?
Seja mais claro no seu objectivo em falar de quoeficiente emocional, desenvolva mais para poder dizer se neste contexto seria empregue correctamente.
Ao referir que "sentimos" o outro não me refiro as expressões que induzem a interpretação do estado da pessoa, como os "emotions", estes apesar de tentarem traduzir estados de espírito, ainda assim precisa do estabelecimento da "sintonia" e percepção de quem os lê, o que me refiro é a "carga emocional" transformada em energia que acompanham as palavras que só é percebida quando se estabelece uma sintonia, isto é "estarem na mesma frequência" ao escrever uma palavra no momento o outro percebe que houve alguma mudança na "energia", percepção essa que para quem estivesse fora dessa sintonia leria apenas a palavra e seu significado semântico e nada mais.
Não percebo que necessidade teríamos de "criar tentáculos virtuais razoavelmente fiáveis de transmitir emoções", precisamos é saber como estamos e com quem estamos, porque transmitir emoções e outro captar as emoções é preciso apenas realmente querer sentir o outro, interessar-se realmente pelo outro e pelo seu momento interior e ás vezes até ajudar sem que nos peça ajuda, mas que conseguimos captar esse "pedido de ajuda" por detrás da comunicação escrita.
Para que definir se são intuições ou emoções ou sensações, o fato é que quando isso ocorre é porque existe uma sintonia e como tal uma percepção do outro que gera sensações, que traduzem emoções que são intuídas pelo outro, no caso do exemplo do telefonema ou do aperto no coração.
Quando tentamos racionalizar as emoções lançamos dados de confusão para o cérebro. As emoções sentem-se ou extravasam-se. Se as tentamos enquadrar sob a óptica da razão perdemos muito da sua essência.
As emoções por serem energia se propagam pelo universo e podem ser ou não sentidas ou captadas, dependendo de como estamos diante delas, se usando a razão ou o coração. Se estamos de forma egoísta ou altruísta. Isso é que vai marcar a diferença entre o real e o virtual

Pedro disse...

Olá Céu!

Quando me referi à “criação de tentáculos virtuais razoavelmente fiáveis de transmitir emoções” estava, alegoricamente, a falar da Internet como meio digital de qualquer pessoa se poder expressar. E com essa frase, subcrevi a sua opinião sobre as pessoas deverem estarem em sintonia para receberem a dita “carga emotiva” sob forma de energia. Portanto, concordo em tudo consigo.
De facto conheço o ditado «O coração tem razões que a própria razão desconhece».O que eu concluo desta premissa é que, se a própria razão desconhece as razões do coração, isso significa que as razões do coração nem sequer são consideradas pela razão. Mas gostava que me explicasse o que se entende por «racionalizar emoções». É possível que eu o faça sem dar por isso, ou dito por outras palavras, é possível que eu o faça sem estar consciente de o estar a fazer.
Outra dúvida minha e talvez fosse aqui o meu erro de interpretação do título e respectivo texto. As emoções existem, mas não têm presença, apesar de se manifestarem no nosso corpo! Recorrendo a uma comparação, elas fazem parte do “software” do ser humano…. penso eu (posso estar errado, não é verdade?) Daí a minha questão no primeiro comentário… «Que presença assumirão elas no nosso corpo?». Visto que as emoções pertencerem ao “universo” do não tangível, do não palpável. A minha dúvida é: Como deverei interpretar o “real” e o “virtual”?

Pedro

Céu disse...

Pedro obrigada pelo seu comentário e perguntas.
1- "...Mas gostava que me explicasse o que se entende por «racionalizar emoções»"

As emoções não são para serem entendidas, são apenas para serem sentidas e vividas através dos sentidos (visão, tato, audição olfato e paladar)quando você tenta entender as emoções você não as está sentindo com os sentidos e sim com a razão e acaba por perder o momento e acabando por não sentir e não deixá-las fluirem através de você.

2-"...«Que presença assumirão elas no nosso corpo?»".

Ao manifestarem-se através do corpo elas são reais porque você toma consciência delas, mesmo que tenham surgido do nada, do virtual.

3- "... Como deverei interpretar o “real” e o “virtual”?"

Não existe uma maneira de interpretar o real ou o virtual, como tudo na vida, depende do referencial que se usa e das convicções próprias e pessoais de cada um.

Espero ter ajudado a clarificar mais, embora não se esqueça que não estou me expressando em nome do conhecimento científico, e sim utilizando o meu raciocínio.