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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Amor...ópio da vida!



O vício é um hábito gerlmente causador de danos e malefícios ao organismo, porém o amor romântico ou erótico pode se tornar num vício gostoso, até saudável, desde que não ultrapasse os limites da normalidade, assim como o chocolate, um jogo de voley, um hobby, enfim tudo que cause a sublime sensação de prazer.

A diferença entre o vício do amor e o vício das drogas ilícitas ( o verdadeiro e nefasto vício) em termos do prazer reside no fato de que naquele o prazer vem como recompensa após a dor da "doce agonia" que ocorre desde o desejo até ao clímax e no segundo a dor surge após o prazer.
O amor é o "ópio" da vida porque a vida sem o amor é vazia, sem brilho, sem prazer. Talvez os vícios nefastos provocados pelas drogas ilícitas, inclusive o ópio=suco, um líquido leitoso que escorre do botão da papoula (Papaver somniferum) e contém a morfina e a codeína, opiáceos naturais que são potentes analgésicos, porém depressores do sistema respiratório (a partir da morfina é produzida a heroína que no fígado é metabolizada transforma-se em morfina)(*), sejam introduzidos nas vidas daqueles que não têm amor e como tal buscam o prazer nessas drogas, que induzem ao prazer que escraviza (é preciso consumir para não entrar em síndrome de abstinência, só que doses cada vez mais elevadas para continuar obtendo o prazer, que é fugaz como o prazer obtido somente pela união dos corpos, sem a união dos espíritos, só que deixa um rastro de dor, sofrimento e destruição do proprio ser e desestruturação da família e da sociedade levando à criminalidade, a violência para poder consumir e ter o proclamado prazer.
O prazer é uma sensação oferecida pelo cérebro, originada através de substâncias "drogas" endógenas (endorfina, serotonina) que o próprio cérebro sintetiza e veicula entre as sinapses ou ligações de neurônios. As drogas ilícitas, tendo mecanismo de ação fisiológico potencializam a endorfina, mas destróiem o mecanismo da recompensa. Em consequência o organismo fica dependente dessas drogas, o mecanismo natural é interrompido, e fica subestimado. Situações que antes eram prazerosas, não são mais, a menos que o superestímulo das drogas ocorra. É por isto que muitas drogas como a heroína e cocaína, requerem do usuário doses cada vez maiores, para garantir maiores estímulos, e a morte por superdosagens ou overdoses acabam sendo o destino de muitos. A maconha confere mudanças de comportamento como letargia, desmotivação, queda no desempenho intelectual. (**)
Mecanismos de ação de algumas drogas ilícitas:
*A cocaína e o crack => Estimulam a produção de dopamina e impedem que seja reabsorvida permanecendo mais tempo nas sinapses oferecendo o estímulo do prazer.
* A heroína, o ópio e a morfina, assim como as anfetaminas, o speed e o ice=> simulam a dopamina, e se ligam aos receptores da endorfina nos neurônios, como são estimulantes, levam a um estado de euforia.
*O Ecstasy=> simulam a serotonina para obter o prazer
*A maconha => manipula a Dopamina e a Serotonina nos neurônios, gerando um efeito sedativo, relaxante e desinibidor.
Talvez se os seres humanos, em especial os jovens cultivassem o amor ao invés de maconha, heroína ou outra droga ilícita ou de uso abusivo e se empenhassem em aprender os mecanismos geradores de prazer, que estão dentro de nós mesmos, ao invés de procurá-lo desenfreadamente fora deles mesmos, talvez tivéssemos um mundo livre da violência urbana que gera medo insegurança e até mesmo terror que vai roubando a serenidade, a beleza e o prazer de viver para muitos em alguns lugares, onde sai de casa sem saber se volta ou se recebe uma bala perdida ou se é assaltado e morto com projétil de arma de fogo ou por uma arma branca.
O Amor, o "ópio" da vida, é um potente estimulante do sistema nervoso que origina a produção de um coquetel de substâncias que vão gerar no organismo, como recompensa, a sublime sensação de prazer, por isso torna-se viciante e causa dependência, porém sem causar malefícios ao próprio organismo e à sociedade. É um vício tão gostoso, principalmente saudável, porque faz com que todo o organismo funcione na perfeição e está sempre despertando novas sensações prazerosas a cada momento. Justamente este ponto que marca a diferença entre o prazer do amor, um mecanismo intrínseco, natural de recompensa cuja a sensação final é o êxtase, a liberdade, a luz e o prazer das drogas ilícitas, mecanismo artificial que compete e bloqueia o mecanismo natural gerando como sensação final o sofrimento, a dor, escravidão e as trevas.



(*)oficina.cienciaviva.pt/.../imagens/heroina2.jpg e aed.one2one.com.br/.../drogas_opiaceos_1.jpg
(**) IVAIR AUGUS

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