Sua visita me deixou muito feliz...

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domingo, 30 de novembro de 2008

Linha da Vida



A quiromancia, a arte de "ler" a mão, fundamenta-se em observar e interpretar as características de 7 linhas existentes na palma da mão, uma delas é a linha da vida. Por curiosidade observando com mais atenção essa linha, observa-se que ela é interceptada por várias linhas curtas, ao longo do seu trajecto. Fazendo uma retrospectiva da vida (já que aproxima-se o final do ano) pode-se constatar que:
*Provavelmente as linhas que interceptam a "linha da vida" são os marcos na trajetória da vida.
* espantosamente os marcos positivos significativos são quase sobreponíveis aos marcos negativos de maior significado (7 e 8, respectivamente), revelando que tudo tende ao equilíbrio. Após 1 marco negativo, surge um marco positivo, refletindo a polaridade da vida.
* Coincidentemente, os marcos positivos de maior relevo, estão relacionados com a vivência ou a plenitude do amor.
* Sem sombra de dúvida os marcos negativos mais significativos estão relacionados com a morte interior, são ferimentos profundos que atingiram a alma, o âmago ou a essência do ser.
Impressionante como tudo está relacionado, nada acontece por acaso e como tudo na vida é relativo, dependendo do referencial que utilizamos e tudo é finito, até a própria vida (pelo menos nesta dimensão que a razão consegue alcançar), por isso é que devemos viver intensamente o aqui e o agora, sem pensar no tempo que vai durar, que seja eterno, nem que seja por um minuto, afinal o sopro da vida pode terminar num segundo.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A força das palavras



As palavras têm muita força e muito poder mas o curioso e intrigante é que nem sempre é assim...depende do grau de segurança, confiança e convicção com que são transmitidas.
Uma palavra pode ...
...ser alívio de um sofrimento;
...ser companhia num momento de solidão;
...ser consolo e conforto numa fatalidade;
...ser um alento e um alívio perante uma preocupação
...restabelecer a paz;
...servir de estímulo num momento de dificuldade;
...apagar o sorriso;
...secar a lágrima que rola pelo rosto;
...manifestar um carinho, uma emoção;
...iniciar um sonho;
..dar início a um romance;
...levar ao paraíso;
...salvar uma vida;
...ser esclarecedora e reveladora ;
... ser a condenação ou absolvição de alguém;
...destruir a vida de alguém;
...desencadear a guerra;
...levar ao rompimento de uma relação;

...empurrar alguém para um abismo;

...gerar uma tragédia;
...originar conflitos pessoais, familiares e sociais;
...semear a discórdia e fomentar uma discussão;
...impedir que uma meta seja alcançada. Neste caso , existe um exemplo, ou melhor uma estória, que ilustra bem como uma palavra pode impedir de se alcançar uma meta: Havia uma corrida de sapos onde o objectivo era ver qual o sapo que conseguia chegar ao topo de uma montanha, a multidão de fora gritava: "é impossível um sapo conseguir isso", um a um os sapos foram desistindo, ficando apenas 1 sapo que conseguiu chegar ao topo. Todos curiosos foram ver qual era a fórmula que o sapo utilizou para alcançar tal feito, quando descobriram que o sapo era surdo, portanto não ouviu que era impossível um sapo realizar tal feito". Aqui não são preciso mais palavras em relação ao que se ouve, ou melhor cabe aqui uma frase pronunciada muitas vezes pelo meu pai, que ouviu muitas vezes da mãe dele: "palavras loucas, orelhas moucas".
Uma palavra, mesmo que apenas mentalizada, é poderosa. Um exemplo, num jogo de volley quando o adversário vai "sacar"/ "servir", mentaliza-se que ele vai falhar e ele acaba falhando, às vezes chegamos mesmo a dizer "vai falhar" e ele falha. Assim como aceitamos um desafio e dizemos "vai perder" e estamos tão convictos que até acrescentamos: "vale uma aposta?" e no fim ganhamos mesmo e o outro perdeu. Isso depende da convicção que temos dentro de nós. Contudo, nem sempre isso acontece, talvez justamente porque dentro de nós acabamos por duvidar e abalar nossa convicção, como na passagem da Bíblia, onde Pedro caminha sobre as águas, quando Jesus o chama "vem", porém duvida e começa a afundar-se nas águas.
As palavras são poderosas e têm força para ser construtora ou devastadora dependendo as circunstâncias e de quem as pronuncia, ou a forma como são ditas e percebidas.



sábado, 22 de novembro de 2008

Internet...a realidade no mundo virtual!



A Internet, fruto do desenvolvimento tecnológico da sociedade contemporânea, embora virtual, expressa a realidade, possibilitando ao Homem desenvolver suas habilidades, potencialidades, criatividade ilimitada, embora também seja fonte geradora de perigo para os menos cautelosos, uma vez que serve para propagar ideias nocivas à sociedade como o terrorismo, seitas onde prolifera o fanatismo, associações marginais e criminosas que incentivam a violência e espalham o mal e fazem com que as trevas se fortaleçam, porque, como se observa na natureza erva daninha cresce mais rápido do que a semente boa.
Deixando de lado os prós e os contras da Internet e observando os sites elaborados (15 URL, sendo 3 Blogs) de repente, surgem várias inquietações, entre elas:
*Como é possível haver tanto espaço para alojar a quantidade de "sites"?
*Como isso funciona? por exemplo olhando para este próprio Blog, este é o 110º "post", todos eles contendo imagens, como, automaticamente, o espaço vai sendo ampliado?
*Nos programas que são Online, como por exemplo o "SAM" (sistema de apoio ao médico), utilizado pelos médicos do Sistema Nacional de Saúde, onde os processos dos utentes estão inserido e a cada consulta do utente há registros no mesmo, ora o mínimo de utentes por ficheiro, por exemplo, de um médico de família é de 1500 utentes, por si só já implica uma quantidade alargada de registros, agora imaginemos esse número multiplicado pelo nº de médicos de família, com o agravante de estarem ao mesmo tempo utilizando tal programa, diariamente, (claro que cada médico tem sua "área" a qual tem uma senha) a informação registrada assume cifras inimagináveis, então como isso é possível?
*Como pode haver tanto espaço para permitir a quantidade de correios eletrônicos existentes? Muitas vezes as pessoas possuem mais do que um Web mail, tem pessoas que possuem até 10 endereços eletrônicos.
Observando a linguagem de programação, por exemplo, BASIC, tudo tem que ter uma "fórmula", isto é instruções e às vezes muito extensa, apenas para criar uma figura, recordo que para criar a imagem de um barco simples, as instruções ocupavam várias folhas, para no fim sair uma imagem até nem muito grande. Se for editar em Html, por exemplo, para que surja um parágrafo num texto, é necessário que se utilize um código.
A título de curiosidade para mostrar essa complexidade, para que a imagem do início apareça, olha só as instruções que automaticamente foram dadas em Html: [div a hrefhttp://2.bp.blogspot.com/_JHbY1eZmCI4/SSiHAyc0kCI/AAAAAAAAAdA/Vo1x0nFOUnM/s1600h/Imagem1.png"imgid"BLOGGER_PHOTO_ID_5271611811449573410 style"FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 283px; CURSOR: hand;HEIGHT:185px"alt""srchttp://2.bp.blogspot.com/_JHbY1eZmCI4/SSiHAyc0kCI/AAAAAAAAAdA/Vo1x0nFOUnM/s200/Imagem1.png" border="0" //a]=> para poder ser plubicadas estas instruções todos os sinais "<" ">", assim como os sinais "=" e as próprias aspas tiveram que ser retirados, porque caso contrário dava um sinal de erro e não deixava prossseguir, automaticamente apagando o que está a vermelho e inserindo a figura novamente. Isso é ou não complexo e complicado?
Os responsáveis pela elaboração, de raiz, isto é partindo do conhecimento zero, de todos esses códigos, instruções e "fórmulas" na informática, são autênticos génios.
Um brinde a esses "génios" que, com a sua criação, possibilitam aos "normais" navegarem no mundo virtual, percorrendo os quatro cantos do mundo, sem sair do lugar, apenas com um "clik" e poderem viver emoções, dar asas à criatividade, à fantasia e ao sonho.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Amizade...uma energia mágica!


A amizade comprovadamente é uma expressão do amor, se alguma dúvida ainda restasse, essa diluiu-se. Se assim não fosse, a amizade não seria uma energia mágica.

Energia essa que incendeia todo o nosso ser, simplesmente com a sua aproximação: Quando estamos nos sentindo "down" até mesmo sem energia, basta um amigo, que estivesse afastado regressar, para que novamente ,voltemos a nos sentir com energia, com motivação e "pra cima".


Essa energia é mágica porque opera mudanças bruscas no humor, antes triste e deprimido, para automaticamente passar a um estado de euforia ou excitação, os mais entendidos, irão dizer friamente "isso não passa de uma doença, bipolar", até tem semelhanças, só que no caso da amizade, esta mudança dá-se porque existe uma forte ligação, um sentimento profundo, que aquece o coração e aconchega o espírito, daí operar a transformação do humor. Já na doença não é isso que se passa, independente de ter ou não coração aquecido e o espírito aconchegado, há variações do humor.


Porque mágica? porque ocorre a transformação de forma imediata, como se tivesse chegado um fósforo aceso num barril de pólvora, há uma explosão de alegria e de emoções, num minuto passamos...


*...da tristeza para a alegria;


*...do desânimo para a motivação;


*...da irriquietude e irritação para a serenidade do ser;


*...do deserto para o paraíso;


*...do desespero para a esperança;


*...da morte para a vida


*... da guerra para a paz interior


*... da solidão para a companhia, mesmo que fisicamente não exista ninguém à volta de nós.


*...de um céu nublado para um céu límpido, ensolarado


*... de um ser sombrio para um ser radiante


*...da tempestade para a bonança


*...da agitação para a calmaria


*...do inferno para o céu


*...das trevas para a luz!


Um brinde a essa energia mágica que se chama amizade!


Um brinde a você meu amigo, sua presença é um raio de sol que afasta as nuvens negras do horizonte da vida.

domingo, 16 de novembro de 2008

Solidão... silêncio interior



Solidão, não é sinónimo de estar só, isto é, não é a falta de pessoas à volta, porque podemos estar só, mesmo estando rodeado de pessoas. Assim como podemos estar só e não estarmos em solidão, por exemplo quando estamos fazendo meditação.

Solidão ocorre quando há um silêncio interior. Quando não conseguimos ouvir nossas emoções. e nem a nossa razão, existindo apenas um vazio dentro de nós, que só conseguimos preencher com lembranças desagradáveis principalmente dos erros cometidos, povoados por dúvidas e incertezas. Cada contratempo assume proporções gigantescas e serve para ratificar ou corroborar as dúvidas já existentes, que levam a super dimensionar os nossos possíveis erros ou falhas, embora, às vezes, até nem sejam reais, mas criados por esse silêncio interior, baixando a nossa auto-estima.

O que leva a existência desse silêncio interior? a nossa própria mente, que é ardilosa, muitas vezes, cria armadilhas e nós acabamos por cair nelas. Constrói uma trama tão bem elaborada que ludibria a nossa própria razão, de tal forma, que, esta acaba assumindo o comando, partindo de premissas falsas constrói postulados como sendo verdadeiros, a partir daí entra num circulo vicioso, reverberativo, ditando verdades, que surgiram de premissas falsas, mas que o nosso comportamento e atitudes, tornaram-nas verdadeiras.

Por exemplo, quando surge o afastamento de um amigo de forma repentina, os dias vão passando e nada que nos tranquilize ou nos deixe preocupado, apenas ausência prolongada no tempo, quando esteve sempre presente, até então. A nossa mente vai mandando mensagens, mas que o nosso coração vai resistindo bravamente, porém com o passar dos dias, ele vai se tornando fragilizado e começa a ser "envenenado" pelas dúvidas que a mente lança e que a razão as aceita, com isso, os pensamentos vão se modificando e a energia positiva, que gera a confiança e a esperança, vai se transformando em negativa, gerando decréscimo da esperança, abalando a confiança, dando lugar a um pessimismo e uma tristeza profunda, pronto está instalado o caos interior, quanto mais os dias passam, mais o espírito se atormenta.

Um espírito atormentado, deixa-se "envenenar" facilmente, ainda mais quando a razão apresenta argumentos convincentes, embora ela própria tenha sido influenciada e tenha partido de premissas falsas, permitindo uma percepção maior de tudo que é negativo e passa a mergulhar ,cada vez mais fundo, nas trevas, distanciando-se da luz.

Em resposta a esse caos interior, o comportamento da pessoa vai se modificando, para pior, fazendo com que os erros e as falhas se acentuem e com isso mais se aproxima das trevas. Quanto mais nos aproximamos das trevas, mais o nosso interior emudece, de tal forma que não conseguimos sorrir, sonhar ou ter prazer. O dia ensolarado que tanta alegria transmite, não consegue dar alento ao espírito atormentado, que cada vez mais mergulha nas trevas.

Há que devolver a serenidade ao espírito e romper com o silêncio interior, mas como? Talvez fazer um brainstorm, deixar todos os pensamentos fluírem, sem tentar influenciar com uma falsa lógica ou com hipocrisia para connosco, cortando-o porque somos "bonzinhos" e esse pensamento não podem existir nos "bonzinhos".

Devemos esgotar todas as hipóteses para cada pensamento, de forma crítica, imparcial, sem que nos deixemos atraiçoar pela nossa mente ardilosa, sem sermos bonzinhos ou mauzinhos, apenas justos, confrontando cada pensamento com a realidade exterior que nos rodeia, saindo de dentro de nós mesmos. Quando não conseguirmos encontrar a resposta, devemos lembrar que tudo tem uma razão para acontecer e como tal, uma explicação e que tudo na vida tem o momento certo de ocorrer. Até o silêncio interior tem uma razão de ser.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Amor...Fonte Inesgotável de Inspiração e Mistério!



O amor é uma fonte inesgotável de inspiração. É um tema muito debatido, muito discursado, muito comentado, tema de vários filmes e romances literários, ao longo de toda a existência da Humanidade. Contudo, continua a ser um autêntico mistério!
O que faz com que num momento haja uma mágica sintonia entre dois seres, tão profunda que muitas vezes não é preciso usar palavras, como que adivinhasse o pensamento do outro, mas no momento seguinte há um silêncio, mesmo que muitas palavras sejam utilizadas, a sintonia não se faz notar?
Que mecanismo existe que a razão não consegue descortinar, que num momento a nossa realidade assume um arco-íris de cores e brilho, na presença da sintonia mágica do amor, para logo em seguida, sem que haja mudanças, essa mesma realidade outrora radiante se torne cinzenta, nublada e sem brilho exatamente como ela na verdade sempre foi, na ausência dessa sintonia?
Como explicar essa sintonia que vence distâncias, trazendo para bem próximo de nós quem está distante, através de uma comunicação não verbal, que se sente para além dos sentidos e da razão?
Como explicar que num dia nossos pensamentos são todos dedicados ao outro e noutro lembramos apenas por breves minutos?
Como explicar todas as sensações despertadas dentro de nós num dado momento como se o outro estivesse presente, quando na verdade encontra-se distante?
Como explicar a finitude dessa sintonia mágica, como se num momento fôssemos envolvidos por um encanto ou feitiço, vivendo como se flutuássemos, como se fôssemos outra pessoa e de repente passamos a ver a pessoa que sempre fomos?
Como explicar que num momento estamos no paraíso, no mundo da fantasia transportado pelo êxtase provocado pela sintonia estabelecida, no momento a seguir temos os "pés assentes na terra" vemos a realidade como ela é e noutro a seguir vivemos no inferno causados pelas saudades que nos consome, pelas dúvidas que nos atormenta e tira a paz de espírito ao pensar que possamos ter feito ou ter dito algo errado que provocasse o término da sintonia? Para logo em seguida as lembranças dos momentos vividos nos fazer sentir novamente próximos do paraíso, as saudades aumentarem e criar um círculo vicioso: Céu-terra- inferno reverberativo até que o tempo, a distância e a realidade se encarregue de cortá-lo e guardá-lo no cofre do coração, principalmente a primeira parte do círculo, o paraíso alcançado, deixando em seu lugar um exasperante silêncio de um profundo vazio existencial.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Preocupação...Desperdício de Energia!



A preocupação é uma palavra muito proferida, reflete sempre um medo ou um receio, uma angústia, embora desmembrando a palavra teríamos pré ocupação, o prefixo "pré" significa antes de, "ao pé da letra" seria antes da ocupação, o que não teria nenhum sentido e nem equivaleria ao significado que imprimimos ao expressar uma preocupação.


Segundo encontra-se descrito a "preocupação é, num certo sentido, um ensaio do que pode dar errado e como lidar com isso. Há na preocupação, pelo menos para o cérebro límbico primitivo, alguma coisa de mágico. Como um amuleto que afasta um mal previsto, a preocupação ganha psicologicamente o crédito de prevenir o perigo com o que se está obcecado". Se por um lado possa funcionar como amuleto, por outro pode funcionar como imã que atrai justamente o que não queremos. Por exemplo quando vamos para um exame a nível dos estudos e temos consciência de que não estudamos determinado tema, ficamos receosos que saia no exame exatamente aquilo que não estudamos e não dá outra coisa, no exame lá está exatamente aquilo que receávamos.


"Debruçando" sobre o assunto não há sentido algum na preocupação como uma angústia ou um medo que sentimos em relação principalmente para com quem amamos, menos ainda se houver uma distância se interpondo. É um desperdício de energia.


Não é por nos preocuparmos que evitaremos que os nossos medos e receios deixarão de acontecer e muito menos resolveremos nada com a preocupação. Porque o que tiver que ser será.


Assim como não tem sentido expressar ao outro a nossa preocupação, apenas estamos gerando preocupações aonde até nem existiam ou nos tornando cansativos e sufocantes para o outro.


Há um provérbio oriental que diz mais ou menos assim: " Se há solução para que serve a preocupação, se não há solução de que adianta a preocupação?"


Exemplificando: Se gostamos de alguém e esse alguém está distante, embora próximo pela comunicação entre ambos, se por alguma razão essa comunicação deixa de existir, logo surge a preocupação que possa ter acontecido alguma coisa, uma angústia por achar que possa estar precisando de ajuda e não estamos próximos para ajudar, amparar, confortar, aliviar algum sofrimento ou dor que possa existir, além da angústia maior de sabê-lo doente ou o receio de ter chegado a hora de partir.


Nunca nos passa pela cabeça que a pessoa possa estar bem, mas levando uma vida muito atribulada e que não sobra tempo para se comunicar mas está tranquilo porque que a outra pessoa confia que se não comunicou foi porque não houve possibilidades de o fazer. Também não pensamos que pode não ter acesso aos meios de comunicação (acesso dificultado a Internet, problemas com o servidor, avaria nos aparelhos, problemas de informática a qualquer nível. Enfim nada que diga respeito ao bem estar, a segurança ou ao estado de saúde do outro e sim circunstâncias externas e muitas vezes alheias à vontade do doutro.


Neste caso a única solução, embora difícil de por em prática, é aguardar paciente e serenamente que a comunicação seja restabelecida, lembrando que para tudo há uma explicação e uma razão de existir, além de tentar controlar os pensamentos negativos que surgem e que possam abalar essa serenidade e paz de espírito.


Se o motivo de preocupação estiver relacionado connosco (emprego, situação financeira, dívidas, projetos, etc) também não tem sentido a preocupação, de nada adiante só serve para atrapalhar e dificultar a resolução. Um exemplo de preocupação ou medo inútil, absurdo e sem sentido, é o doente em véspera de uma cirurgia não conseguir dormir com a preocupação de não acordar da anestesia, "ficar na mesa de operação", ora ir para a cirurgia é o mesmo que ir dormir, quando vamos dormir dizemos sempre até amanhã, sem nos preocupar que poderemos não acordar no dia seguinte, se não acordarmos não sentiremos, da mesma forma se não acordar da anestesia, não sentiremos. Contudo, esse pode ser motivo de preocupação ou medo da família, que se interroga como será se isso acontecer.
Há que equacionar a preocupação e buscar a solução, "dar tempo ao tempo", embora isso seja ´mais fácil de dizer do que de fazer, mas como disse alguém um dia "tudo dá certo no fim, se não deu é porque ainda não chegou o fim".
Devemos transformar a preocupação em ação ou ocupação útl, canalizando e direcionando a nossa energia evitando, assim, o seu desperdício.

domingo, 2 de novembro de 2008

Um Homem...Uma Ilha!




Um Homem por analogia com a geografia é um autêntico arquipélago, conjunto de ilhas (órgãos), banhados e cercados por água. Tal como o planeta terra o corpo humano é composto por 70% de água. Daí a necessidade de se beber água em quantidade suficiente. Quando se é jovem o organismo "pede" a água, através da sede, porém o idoso não sente sede, mas continua tendo necessidade da mesma quantidade de água, por isso desidrata com facilidade.

Dentro da sociedade o Homem inicialmente também é uma ilha, neste caso, simbolicamente a sociedade, a família seria a água.
Continuando a analogia com acidentes geográficos enquanto embrião, o Homem é uma península cercado por todos os lados pelo líquido amniótico e conectado pelo istmo, cordão umbilical, ao continente, a mãe. Depois que nasce transforma-se numa ilha que junto com as demais ilhas, irmãos, pai, mãe, avós, tios primos, formam o arquipélago família. À medida que vai se desenvolvendo vai sendo parte de outros arquipélagos, escola, universidade, trabalho.
A maioria vai construindo pontes e aproximando-se de outras ilhas, constituindo assim duas penínsulas ligadas pelo istmo, casamento, constituindo outros arquipélagos, embora continuem pertencendo aos respectivos arquipélagos anteriores e mantendo sua atividade no arquipélago maior, a sociedade, só que de forma ampliada.
Outros porém, por opção ou porque são levados a isso, continuam ilhas dentro de vários arquipélagos que constituem o arquipélago maior, a sociedade. Destes, alguns são acessíveis, comunicáveis, alcançáveis outros são isolados, inacessíveis ou não alcançáveis. Uns são rodeados por "águas serenas" outros são rodeados por "águas turbulentas". Uns vivem em constante transformações e geram transformações nos outros. Alguns permanecem inalterados, estáticos ao longo do tempo, outros são autênticos furacões ou vulcões prestes a entrarem em erupção. Uns são autênticos paraísos tropicais, repletos de cor, muito férteis, dão frutos diversificados, outros são autênticos desertos, infrutíferos. Uns brilham à distância, outros vivem nas sombras a espera do brilho emprestado. Uns são hospitaleiros e receptivos, outros são agrestes e pouco receptivos.
Além de serem ilhas no arquipélago sociedade, alguns são ilhas isoladas dentro de si mesmo, embora, às vezes, exercendo uma atividade dentro do arquipélago ou arquipélagos a que pertence, outras vezes inativos, perdidos ou aprisionados dentro do terreno pantanoso e cheios de armadilhas que é a mente, composta por rede moinhos de pensamentos reverberativos, como os que apresentam insanidade mental ou distúrbio da psiquê ou da função cerebral, entre aqueles o exemplo é o da esquizofrenia e deste a depressão.