Sua visita me deixou muito feliz...

Sua visita me deixou  muito feliz...

sábado, 31 de janeiro de 2009

Chegada de um amigo...emoção e ansiedade!

A perspectiva da chegada de um amigo é sempre acompanhada de muita emoção e ansiedade. Só nessa hora é que temos a real noção de que a saudade e a falta que sentimos com a sua partida, é muito maior do que supúnhamos. Graças, lá está, aos nossos mecanismos de defesa que entraram em ação, para que pudéssemos ultrapassar essa ausência, sem que se tornasse insuportável e originasse comportamentos inadequados que não fossem bem aceites pelo amigo.
Na partida de uma amigo,uma tristeza nos invade, as lágrimas rolam quando vemos que ele já não as vê, porque está de costas para nós, rumo ao horizonte.

Ante a sua chegada, uma alegria imensa faz com que nosso coração dispare e a nossa cabeça fique a mil por hora, para saber como correu, o que fez enquanto esteve ausente, que aventuras teve, que emoções viveu, se houve mudanças na aparência, na forma de pensar, que planos tem, que metas visa alcançar, se conheceu lugares bonitos, se visitou lugares já conhecidos, enfim, tudo que aconteceu ou que viveu nesse tempo em que esteve ausente. Ouvir as histórias, os relatos, é o reviver das aventuras e emoções, de quem as viveu, e para quem as ouve, a oportunidade de sentir as mesmas sensações vividas por quem as conta.

Além das emoções, da ansiedade, a perspectiva da chegada do amigo é acompanhada de um profundo desejo de o abraçar para lhe dizer: Amigo querido que tenha um bom regresso! Que a rotina do seu dia-a-dia seja suave e tranquila! Que haja muitos sorrisos, poucas preocupações e nenhuma contrariedade ou aborrecimento. Se precisar eu estou aqui, conta comigo sempre!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Eu interior nas fases da vida

Na infância o eu interior é indivisível com o eu exterior=> a criança é o que pensa que é, não tem limites, barreiras, fronteiras, estes são colocados pelos adultos que a cercam. Um exemplo, uma criança deficiente não o é para si mesma e nem para as outras crianças, até que é incutido na cabeças delas essa deficiência. Muitas vezes na tentativa dos adultos de protegê-las, acabam acentuando e reforçando a deficiência ou limitação existente e assim as crianças passam a ter essa percepção.

"O bebê nasce com um self que é um fenômeno biológico, não psicológico, acredita ele. O ego, em contrapartida, é uma organização mental que se desenvolve à medida que a criança cresce. O senso de self ou a consciência do self nasce quando o ego (o “eu” mental) passa a estar definido através da autoconsciência, da auto-expressão e do autocontrole. Mas esses termos referem-se à sensibilidade – à consciência, expressão e domínio das sensações. O self, portanto, pode ser definido como um aspecto sensível do corpo".
Na adolescência o eu interior é suplantado pelo eu exterior => é um período de muita mudança, principalmente a nível exterior; O egoísmo e o egocentrismo vigoram, os adolescentes são voltados para si mesmos, porém não são voltados para dentro de si, pouco ou nada param para "ouvir a voz" do seu interior, escutam apenas a voz do eu pertencente ao grupo em que estão inseridos ou tentam estar inseridos.
"Os obstáculos interiores são a ignorância e a fraqueza. O que não sabe o que tem de fazer só tem liberdade para errar, mas não para acertar. E aquele que é fraco, deixa que a desordem dos seus sentimentos ou a coacção externa lhe arrebatem a liberdade. A ignorância deixa a consciência às escuras: não pode decidir bem porque lhe faltam as bases, porque está deformada ou porque foi pouca formada, fica condicionada por qualquer influência ou ideia. Também as várias manifestações da fraqueza pressionam ou abafam a voz da consciência, quer por acção das paixões desordenadas, quer por causa da preguiça". http://artedeviver.no.sapo.pt/amorverdade.htm

Na vida adulta o eu interior começa a se manifestar=> Passado o "furor", a superficialidade, a crise de identidade da adolescência, o jovem adulto começa a se ouvir mais, já não sente o pertencer ao grupo como sendo prioritário, procura "ouvir" mais o seu eu interior do que propriamente o "eu" do grupo, passa a ser o seu "eu" e o "eu" do grupo, o eu interior mais o eu exterior, este último acaba prevalecendo, diferente do eu exterior da adolescência, para atender as exigências feitas pela sociedade, onde está inserido, obrigando a assumir responsabilidades cada vez maiores: Formação profissional, absorção no mercado de trabalho, aquisição de bens materiais, conquista de sua independência, progressão laboral, em alguns casos, constituição de sua família.

"Para alcançar a liberdade interior é preciso vencer a ignorância e as diferentes manifestações de fraqueza. Assim a consciência vai descobrindo a verdade e pondo em ordem os bens e os deveres. Daí a importância de ter verdadeiro amor à verdade".http://artedeviver.no.sapo.pt/amorverdade.htm

Na meia idade o eu interior supera o eu exterior =>tempo de balanço de vida, faz-se um apanhado do passado; Contraste entre o passado e o presente, se houve algum acontecimento negativo marcante no presente, surge uma melancolia ou saudade do passado e uma falta de perspectivas para o futuro. Cada vez mais o eu interior é "ouvido", muitas vezes gerando conflitos, porque o eu interior que se vai conhecendo contrasta com o eu exterior, como se aquele não passasse de um mero desconhecido, há uma incongruência entre os dois, interior e exterior, como se existissem duas pessoas numa mesma pessoa, a que se conheceu ou pensasse que se conheceu a vida inteira e a que vamos conhecendo ou pensasse que se vai conhecendo. ora perplexos pela descoberta dos horizontes que estavam latentes, ora decepcionados por estar iludido em relação a si mesmo.
"A nossa identidade dual assenta em nossa capacidade para formar uma imagem do self em nossa percepção consciente do self corporal. Numa pessoa saudável, as duas identidades são congruentes. A imagem ajusta-se à realidade do corpo como uma luva à mão de seu dono. Quando existe falta de congruência entre a imagem do self e o self, ocorre então um distúrbio de personalidade. A seriedade desse distúrbio está em proporção direta ao grau de incongruência. A discrepância é extremamente marcada na esquizofrenia, onde a imagem quase não tem relação alguma com a realidade. “As instituições psiquiátricas abrigam muitas pessoas que se consideram Jesus Cristo, Napoleão ou alguma outra figura célebre". (Lowen, 1993, p. 39)http://www.ligare.psc.br/leituras/self_des_saudavel_pg7.htm
"O nosso eu interior ou a nossa identidade pofunda se esconde atrás de muitas máscaras que a vida nos impõe. Pois a vida é um teatro no qual desempenhamos muitos papéis.Mas há um momento em que tudo isso é relativizado e vira pura palha. Então deixamos o palco, tiramos as máscaras e nos perguntamos: Afinal, quem sou eu? Que sonhos me movem? Que anjos que habitam? Que demônios me atormentam? Qual é o meu lugar no desígnio do Mistério? Na medida em que tentamos, com temor e tremor, responder a estas indagações vem à lume o homem interior. A resposta nunca é conclusiva; perde-se para dentro do Inefável".http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=650&class=06

Na velhice existe somente o eu sozinho => o eu exterior passa a ter muitas limitações que também vão limitando o eu interior, tornando -se isolado, solitário, muitos são considerados inúteis para a sociedade, que acha que o velho não é produtivo; Estorvo ou um peso para algumas famílias. Todo o seu conhecimento, sua experiência ao longo da vida, cai no esquecimento, originando um mergulhar forçado no seu interior, ficando cada vez mais submerso e perdido nos seus pensamentos. Talvez por isso a demência se instale e daí que muitos associam a velhice com a demência.

Contudo, seria bom se pudéssemos encarar essa etapa assim:"A velhice é a última chance que a vida nos oferece para acabar de crescer, madurar e finalmente terminar de nascer. Neste contexto, é iluminadora a palavra de São Paulo: "na medida em que definha o homem exterior, nesta mesma medida rejuvenesce o homem interior"(2Cor 4,16). A velhice é uma exigência do homem interior. Que é o homem interior? É o nosso eu profundo, o nosso modo singular de ser e de agir, a nossa marca registrada, a nossa identidade mais radical. Esta identidade devemos encará-la face a face.

O importante é preparar o grande Encontro. A vida não é estruturada para terminar na morte, mas para se transfigurar através da morte. Morremos para viver mais e melhor, para mergulhar na eternidade e encontrar a Última Realidade, feita de amor e de misericórdia. Aí saberemos finalmente quem somos e qual é o nosso verdadeiro nome". - Leonardo Boff http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=650&class=06


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Esquecimento ... um mecanismo psicológico de defesa

O ser humano possui mecanismos de defesa para poder superar situações de angústia, estes, são :
Ações subconscientes ou inconscientes que são ativadas quando algum tipo de manifestação é tido como ameaça para o ego. São utilizados como fuga da realidade quando o indivíduo está frente a angústias.(http://www.brasilescola.com/psicologia/mecanismos-defesa.htm)
Os mecanismos de defesa podem ser considerados as ações que têm por finalidade, reduzir qualquer manifestação que possa colocar em perigo a integridade do indivíduo, ou seja, o Ego procura se proteger de situações ameaçadoras.http://www.tiosam.net/enciclopedia/index.asp?q=Mecanismos_de_defesa
Os mecanismos de defesa bem estudados são: Sublimação; Repressão; Racionalização; Projeção; Deslocamento; Identificação; Regressão; Isolamento; Formação Reativa; Substituição; Fantasia; Compensação; Expiação;Negação;Introjeção.http://fundamentosfreud.vilabol.uol.com.br/mecanismosdedefesa.html

O esquecimento, ou melhor o não lembrar de determinados fatos ou situações, também pode ser um mecanismo de defesa, em especial quando a vida ou a morte, nos afasta do nosso ente querido... primeiramente sofremos com a ausência, depois com a saudade e quando esta se torna sufocante e angustiante, para nossa perplexidade, deixamos de lembrar das cenas que envolviam esse ente querido, passamos a viver como se ele não tivesse se afastado ou então como se não fizesse parte da nossa vida e sim parte de um sonho ou de uma fantasia, de um mundo paralelo, acabamos por nos deixar envolver pela nossa realidade, porque independente da nossa vontade ou do nosso querer, a vida continua e segue o seu rumo.

Essa cisão da realidade em duas não é permanente, pelo contrário é muito inconstante, faz com que haja uma flutuação no sentir, ora estamos em equilíbrio, sufocamos a angústia, ora desmoronamos, sufocados pela angústia que ressurge na crista da onda de uma lembrança, como um castelo de cartas que recebe uma lufada de vento.
É curioso, intrigante e desconcertante, quando no meio do lufa-lufa do dia-a-dia, por segundos paramos e pensamos que estivemos vivendo, como se não tivéssemos sofrido a dor da separação, da perda, da saudade, da culpa, que eventualmente carregamos, que pensamos existir e, às vezes, não passa de uma deturpação da nossa própria mente. Nesse momento nos sentimos culpados como se nos tivéssemos tornado insensíveis a ponto de excluir da nossa mente as lembranças do ente querido que se foi, como se o nosso sentimento por ele tenha deixado de existir ou pior acabamos por achar que para agir assim é porque nunca tenha existido, originando uma nova sensação angustiante, porém a nossa mente vem em nosso auxílio, desviando o nosso pensamento focando a nossa atenção em algo diferente, cortando a nossa percepção dessa situação e aí nos envolvemos novamente na nossa realidade e tudo parece voltar ao normal, ao equilíbrio.
Outro acontecimento, embora não haja estudos a comprovar, que possa ser um mecanismo de defesa lançado pelo organismo é a perda da consciência após uma situação traumatizante e até o estado de coma em determinadas situações, neste caso é como se o organismo fizesse uma "retirada estratégica" ganhando tempo para lançar mão das vias alternativas e dos "sobressalentes" para se recompor e poder combater o trauma ou agressão a que foi submetido.
Contudo, quando falham os mecanismo de defesa ou de estabilização, quer por ausência ou por exagero dos mesmos, a angústia pode acabar por se transformar em neurose ou noutro distúrbio mental.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Ser humano esse complexo, contraditório, desconhecido ser da natureza!



O ser humano é complexo, desconhecido, porém fascinante, como o é a natureza!
A complexidade começa na sua própria constituição: Matéria orgânica (corpo+ mente) e material etéreo (espírito); Passa pela constituição estrutural (sua anatomia, um conjunto de estruturas formadas a partir de sua unidade básica a célula que se reúne formando os tecidos, que se agrupam e formam os órgãos, que por sua vez se organizam formando os aparelhos e sistemas: nervoso, endócrino, circulatório, respiratório, imunitário, digestivo, urinário e reprodutor) e funcional (sua fisiologia, um complexo mecanismo de reações químicas, interligadas e interrelacionadas sob o comando do sistema nervoso e endócrino, que lançam seus produtos no sistema de canais e canalículos, os vasos sanguíneos, que os levam a todo o organismo, como se fosse uma montagem em série de uma fábrica ou indústria.
Apesar de todo o avanço tecnológico e científico, o ser humano ainda continua sendo um desconhecido em si mesmo, se assim não fosse não existiriam uma infinidade de doenças, umas raras, como a distrofia muscular e outras doenças genéticas , outras mais vulgares, como a gripe (provocada por um vírus), sendo raras ou vulgares, não apresentam um padrão uniforme de manifestações, porque vai depender do estado nutricional, constitucional, imunitário, psíquico de cada indivíduo para responder a agressão quer do próprio interior, como do exterior, da intensidade da agressão sofrida e do tempo a que ficou submetido à agressão. Exemplificando, quando sofre uma agressão, principalmente de um microrganismo, o organismo envia seus "soldados", os glóbulos brancos, para combater o agressor, mas para isso acontecer é necessário que os "vigilantes" sinalizem para o sistema nervoso e deste para o sistema endócrino, imunitário, hematopoietico e depois surgir a ordem de "atacar", numa cascata de reações químicas. Conforme o agressor assim é ativada uma determinada cascata de reações. São várias as cascatas que ocorrem no organismo, existem as principais vias e as vias alternativas ou sobressalentes.
Por isso que se diz, com muita razão, que "cada caso é um caso", porque cada ser humano é único. Cada gravidez, para uma mesma mulher, é sempre única, embora siga um padrão comum: fecundação (fusão dos gâmetas masculino e feminino, formando o ovo)-nidação (ovo se fixa no útero)-aumento do útero-desenvolvimento embrionário-desenvolvimento fetal-parto-involução uterina;
Tudo isso mostra como o ser humano é fascinante em termos de estrutura, de função, desse equilíbrio corpo e mente (mens sana in corporeo sano), dessa "teia" de reações químicas interligadas que decorrem da interação com o meio ambiente e com o próprio meio interno, essa homeostasia.
Contudo em termos sociais ou do seu comportamento em sociedade, ou nas relações sociais, esse fascínio se desvanesce porque o que prevalece é o oposto da sua essência, ou seja o seu lado escuro ou das trevas, representado pela mentira, falsidade, inveja, cinismo, hipocrisia, intriga, ofensa. injúria, calúnia, falta de respeito pelo semelhante e por toda a natureza, traição, infidelidade, desonestidade, corrupção, luta desenfreada pelo poder não importando que métodos são utilizados, afastando-se assim, cada vez mais, da sua natureza divina, repleta de luz e de amor, em consequência, afastando-se daquilo que todos almejam, a felicidade, que nada mais é do que o amor em toda a sua plenitude e magnitude.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Prazer uma expressão psícossomática de bem-estar

O prazer, particularmente falando, é uma expressão psicossomática de bem estar.
Para Aristóteles, na chamada Magna moralia (*) prazer é "um certo movimento da alma e um regresso total e sensível ao estado natural" Aristótesles (1998). Retórica. (Tradução e notas de Manuel Júnior, Paulo Alberto e Abel Pena). Lisboa: INCM, 1370 a, p. 83
"Os gregos usavam a palavra hedone, para dizer prazer e hedesthai, para tirar prazer O prazer é, também, um bem. Se o não fosse, como é que todos os seres vivos, e não apenas os seres humanos, o desejam? As coisas agradáveis e belas são necessariamente boas, pois as agradáveis produzem prazer, e as belas são agradáveis. Além disso, quando os prazeres provêm de fontes vis, não podem ser procurados pela pessoa virtuosa. É o caso da riqueza, que é um bem desejável, mas que o deixa de ser se resulta de uma traição. Decorre de tudo isto que "o prazer não é o bem, que nem todo o prazer merece ser escolhido, que alguns prazeres são intrinsecamente dignos de escolha, diferindo em espécie ou nas sua fontes dos que o não são" Aristóteles (1985). Nichomachean Etichs. (Introdução, tradução e notas de Terence Irwin). Indianapolis: Hackett, 1174 a 10, p. 273 .

O Ser humano desde os primórdios centra a sua existência na obtenção do prazer, sob as mais diversas formas, maneiras e aspectos; Isolado, a dois, ou em grupo.
O prazer isolado, geralmente é somático (soma= corpo), utiliza os 5 sentidos, um de cada vez ou todos em conjunto. Através da degustação de uma comida ou bebida, apreciação da beleza existente na natureza e nos seus entes, da fragrância de um perfume ou aroma, do desenvolvimento de um hobbie, da pratica de um desporto, da leitura de um livro, da audição de um som ou ainda na estimulação das zonas erógenas do seu próprio corpo. Contudo, o prazer isolado, pode ser Psicossomático, utiliza a força da mente (uma lembrança, uma visualização, uma fantasia) que reproduz no soma sensações semelhantes àquelas desencadeadas pelo estímulo dos 5 sentidos.
O prazer a dois, da mesma forma que o isolado, pode ser apenas somático, porém fugaz, logo "varrido", esquecido, porque só o corpo ficou impregnado dele, ou pode ser psicossomático (quando é expressão de um sentimento profundo, o amor), duradouro, divino, um autêntico "manjar dos deuses", que permanece para sempre armazenado na mente, impregnado no espírito de tal forma que, pode desencadear o prazer isolado, quando não estão juntos, num momento de grande saudade ou simplesmente numa pequena lembrança, como por exemplo, uma fragrância que surge de repente vindo do nada, mas que está de algum modo associado ou em relação com o outro e com os momentos de prazer a dois que tiveram juntos, desencadeando assim, as mesmas sensações maravilhosas outrora sentidas.

O prazer em grupo (orgias, bacanais, swing, etc..) basicamente é somático, acaba sendo a perversão dos sentidos ou valores morais e pode desencadear, após o prazer, o seu oposto, o sofrimento ou ter repercussões física, moral, espiritual, social e/ou psíquicas reversíveis, mas em alguns casos irreversíveis, como numa overdose.

Em sites, visitados por acaso (um deles referenciado, o outro não, por não ter ficado gravado), de onde transcreve-se, a título ilustrativo, o prazer descrito de forma dicotômica ou dualista, sendo corroborado pela psicologia como legítimos ou ilegítimos:
"Aristóteles identifica diferentes espécies de prazer. Quanto mais prazer temos com uma actividade, mais aumenta a nossa vontade de continuar a actividade. Cada prazer aumenta a actividade que lhe está associado. E pode, inclusivamente, torná-la mais longa, exacta e melhor. É o caso do músico que tira prazer a fazer música e que, quanto mais prazer tem na actividade, melhor músico se torna. O mesmo poderíamos dizer do romancista, do poeta, do filósofo ou do matemático. Mas o prazer não é o bem em si mesmo. Só é o bem quando é consequente com uma actividade boa. O prazer é muito importante na educação ética porque ele pode enganar-nos acerca do bem e destruir a nossa concepção do bem. Mesmo quando possuímos uma concepção correcta do bem, o apetite pelos prazeres pode conduzir-nos à incontinência e é, por isso, que a educação ética requer a competência para deliberar e decidir sobre os prazeres e as dores correctas. Desde que usufruídos com moderação, os prazeres são necessários à virtude e, embora não sejam o supremo bem, são necessários para que o homem possa alcançar o bem supremo: a felicidade Aristóteles (1995). Les Grands Livres D`Éthique (Magna Moralia). Évreux: Arléa, 1206 a.
"Pode-se falar de prazer negativo e de prazer positivo. Prazer negativo é todo aquele gerado por situações alheias ao ser, vindas de fora, contingentes, aderentes, consequentemente alienantes. O prazer, neste contexto, é sinonimo de hábito, de vício, de repetição, de fixação, de perda da liberdade, de alívio desde que totalmente endereçado para aplacar necessidades e desejos. Prazeres positivos seriam os subjetivos, os da inteligência, os do espírito. Esses dualismos valorativos estão presentes também na visão de Sto. Agostinho, quando em uma tentativa de trazer para a Idade Média os ideais platônicos, diz que só existe prazer na virtude, separando assim os prazeres pecaminosos (da carne) dos virtuosos (do espírito). Deus é o que se encontra depois de enveredar pelo caminho da virtude. Auto-controle, sacrifício são os luzeiros orientadores deste caminho. A humanidade está crivada: pecadores e virtuosos. Evidências e dogmas. Mais tarde, a psicologia veio em socorro deste homem cravejado. Prazer é prazer, é bom. Entretanto o bom não basta, será que é sinônimo do que não é ruim? Será que é uma repetição habitual de mecanismos despersonalizadores ou é a realização legítima de desejos e encontros? Socorro questionador pois que ao admitir o prazer buscava integrar a personalidade. Com a psicologia aparece uma nova divisão: prazeres legítimos e prazeres ilegítimos. O prazer da droga, do vício são ilegítimos, negativos, existem, mas devem ser abolidos, transformados. Da banalidade à complexidade surge também a legitimidade do prazer. Descobre-se que o prazer poderia provir de doenças, começou-se a estudar sua patologia. Fenomenologicamente, pensamos que prazer é o que resulta do encontro, é a faísca, luz e calor. Sempre que isso ocorre, há prazer, é bom, é simples, é legítimo. O difícil é exatamente existir o encontro. Via de regra, artefatos e instrumentos, aderências e construções é que levam ao encontro, transformando-o em um encaixe de peças de quebra-cabeça. Disponibilidade e aceitação estruturam autonomia, possibilidade de relacionamento. É aí, neste horizonte de possibilidades que nasce o prazer criador de infinito, atemporal, mágico e eterno, merecedor de mitos. Não é por acaso que sempre o prazer vem acompanhado do amor, de Eros. Só no contexto de disponibilidade e autonomia é que se evita a repetição, o hábito e a escravização muitas vezes confundidos com prazer". - (desconheço a autoria)
(*) pertencente ao chamado Corpus aristotelicum (conjunto de escritos deixados por Aristóteles
o magna moralia está inserido nos textos metafísicos)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ainda a fascinante mente humana

A troca de ideias é muito enriquecedora porque cada ponto de vista gera uma nova reflexão e um aprofundar do próprio conhecimento, que gera novos questionamentos e novas tentativas de respostas.
Numa dessas trocas, a cerca de um comentário feito pelo Carlos sobre a mente, isto é, sobre as pessoas não se aperceberem do poder infinito da mente sobre o próprio corpo, surgiram 3 situações possíveis:
1-Algumas pessoas, não só tem consciência do poder da mente, como usam e usufruem desse poder.

2- Já muitas outras têm essa percepção mas não utilizam tal poder.
3- Outras ainda utilizam esse poder de forma instintiva, sem terem a consciência disso
No 1º caso talvez essas pessoas tenham se "debruçado" sobre a mente e foram investigando, experimentando com base na tentativa de erro e acerto e assim criando postulados para si próprios, ou seja foram suas próprias "cobaias" como se fosse um aventureiro, destemido que "embrenha na mata virgem" da mente, enfrentando todos os perigos e armadilhas que possam encontrar pela frente. Dentro deste contexto surge dois nomes de autores consagrados, ambos médicos especialistas em Psiquiatria: Brian Weiss que foca a regressão à vida passada, como no livro "Muitas vidas muitos mestres" ou "só o amor é real"; E Augusto Cury, voltado para a inteligência como no livro "os códigos da inteligência" ou influência da mente na vida, no próprio corpo, uma visão diferente da psiquiatria como no livro "Saga de um Pensador", livro este que deveria ser lido por todo o aluno de medicina, assim que entra para a faculdade.

No 2º caso as pessoas não apliquem por medo de não saber controlar esse poder e por isso vão cautelosamente "seguindo as pegadas" dos desbravadores destemidos. Vão avançando lentamente, talvez nunca cheguem a utilizar esse poder e muito menos usufruir dele., porque a vida gira numa velocidade estonteante, mas é breve, chegando mesmo a ser fugaz ou efémera para alguns e não espera por aqueles pouco destemidos.

No 3º caso, talvez mais perigoso, porque a pessoa não tem noção do próprio poder e se for aliado à falta de valores ou princípios éticos e morais, poderá ser uma ameaça a si própria e ao universo que a rodeia. O primeiro caso também pode ser perigoso para terceiros, se os destemidos não forem imbuídos de valores éticos, morais, se não forem do bem.

Seria um mundo perfeito se todos fossem do bem e estivessem enquadrados no 1º caso, porque o impossível deixaria de existir; O conhecimento teria como limite o infinito; A Humanidade teria um futuro brilhante.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Mente humana...uma enigmática fonte de poder!

A mente humana é uma enigmática, porém, ilimitada fonte de poder. Alguns estudiosos da mente afirmam que através da mente consegue-se curar uma doença física, mediante algumas técnicas, uma delas é a chamada visualização, isto é, criar na sua mente uma imagem onde visualiza a parte do corpo que está doente como se esta estivesse saudável, concentra-se nessa imagem de forma repetida e o corpo trabalhará para alcançar ou reproduzir a imagem criada. Um exemplo disso, embora de forma contrária, encontra-se na medicina, na chamada dor "fantasma", onde a pessoa que sofre mutilação de m membro, refere dor no membro que já não existe, porque a mente dessa pessoa manteve a imagem de antes da mutilação. Outra técnica dentro da visualização é imaginar uma luz curadora que vem do Universo entra através do chackra coroa (no ponto mais elevado da cabeça) e dirigindo-se para o local afetado promovendo a sua recuperação.

A técnica de visualização também é um componente da técnica de hipnose (indução da alteração do estado de consciência através de um profundo relaxamento) uma técnica usada terapeuticamente em algumas doenças psicossomáticas, como as fobias, alguns tipos de depressão, de neuroses, tics nervosos,entre outras situações.


A mente embora enigmática, um autêntico labirinto cheio de armadilhas, artimanhas, é fascinante, exatamente como o amor/amizade o é, porque, dependendo dos pensamentos, princípios e valores ou da relação que a pessoa tenha com ela, pode:

*...Transformar a realidade adversa numa fantasia maravilhosa ou uma fantasia numa linda realidade;

*...Tanto abrir a porta que conduz ao paraíso/céu como a a porta para o inferno, sem que se tenha atingido o crepúsculo da vida, dentro de nós, dependendo se caímos ou não nas armadilhas colocadas em cada momento;

* ...Tanto ser fonte de inspiração, motivação, quanto ser fonte de desalento e desânimo:

* ...Tanto levar a vencer obstáculos como ser ela mesma a colocar obstáculos onde na realidade não existem; As pessoas confrontadas com decisões difíceis de serem tomadas diante de uma situação de risco, têm a serenidade, o "sangue frio" necessário para agir de acordo como a situação exigir, como no caso da aterrizagem forçada de um "air bus" num lago, recentemente divulgada pela comunicação social, onde o piloto que teve orientações para se dirigir a dois aeroportos pela torre de comando, com serenidade, perícia, rapidez optou por outra hipótese, a qual evitou não só a morte dos passageiros e tripulação, como de outras pessoas residentes próximas dos aeroportos sugeridos. Com toda a certeza utilizou o poder da sua mente para ultrapassar esse grande e catastrófico obstáculo.

(Abro um parênteses para parabenizar esse piloto que soube tomar a decisão correta num momento de grande tensão onde centenas de vidas estavam em suas mãos e as hipóteses eram desfavoráveis e usar toda a sua perícia profissional para evitar uma catástrofe).

*...Tanto ser libertadora como castradora/frenadora;

*... Mostrar a realidade da forma como ela se apresenta ou pode esconder a realidade de nós próprios, criando uma ilusão que não corresponde à realidade. É o que acontece por exemplo na anorexia nervosa, a pessoa sente-se gorda e vê-se no espelho como tal, mas na verdade, objectivamente ela está magra. Um outro exemplo é quando a nossa aparência no momento não nos agrada (achamos que somos feios, ou gordos, etc...) e passado algum tempo vemos uma foto desse momento e concluímos que estávamos enganados, a final até éramos bonitos ou magros, etc...);

*... Conduzir ao sucesso ou ao fracasso;

*... Alargar nossos horizontes, como nos tornar limitados:

Tudo isto e mais o que aqui não foi descrito mostram como a nossa mente é fascinante , embora enigmaticamente poderosa e perigosa.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Amizade...uma força que derruba barreiras!



A amizade gera dentro de nós uma força invisível que nos ajuda a derrubar as barreiras, transpor os obstáculos, ultrapassar nossos limites.

Força que transcende a nossa razão, escapa a nossa compreensão, amplia nossos horizontes, nos fortalece, nos torna confiantes para enfrentar seja o que for que vier ao nosso encontro.

Por vezes a rotina do dia-a-dia afasta e chega mesmo a excluir ou colocar de lado a amizade, uns estão tão envolvidos nessa roda viva que até nem se apercebem desse afastamento, como se não fosse importante em suas vidas, outros sofrem quando a amizade se torna distante, justamente por saberem da importância que ela tem em suas vidas, mas procuram não "desmoronar" ou dar a perceber para não aprisioná-la, pois a amizade, assim como o amor só pode existir verdadeiramente se houver a liberdade de ir e vir sem nenhum tipo de "amarras"ou cobranças.

Algumas vezes estamos tão absorvidos com o trabalho, com as preocupações e com os problemas, que nem "ouvimos" o nosso coração clamando pela amizade, ou justamente nos embrenhamos nessa roda viva para suportar a saudade de não termos a amizade por perto, porém, ante a sua proximidade, nem que seja através de uma mensagem, sentimos, sem que disso nos apercebêssemos, o quanto o nosso ser estava carente antes e o quanto ficou regozijado depois, tal como se estivéssemos num deserto escaldante e sentíssemos a brisa fresca e suave proveniente de um oásis.

Assim é a amizade: Uma força poderosa para derrubar as barreiras e um oásis que nos permite abrandar o ritmo alucinado da rotina do dia-a-dia da nossa vida.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Homem & Mulher...dois mundos complementares!



A natureza é sábia , tudo se encaixa de forma perfeita obedecendo a vários princípios, um deles o da complementaridade, o exemplo maior é a existência de 2 organismos de géneros diferentes, feminino e masculino, mas semelhantes em termos funcionais, todos os aparelhos e sistemas funcionam de forma similar, excepto, é aí que marca a diferença, o aparelho reprodutor, totalmente diferente, porém concebido de tal forma que um completa o outro, um é a chave o outro a fechadura, um é o cabo o outro a vassoura, um é o botão o outro a casa, daí o símbolo Yin e Yang.
Contudo como então surgiu o homossexual?
*Porque o amor é cego alguns responderão, já que os espíritos não possuem sexo e essas pessoas amam o espírito do outro.
*Porque há uma busca desenfreada pelo prazer e algumas pessoas se decepcionaram com o sexo oposto e vão buscar o prazer nos do mesmo sexo, responderão outros;
*Porque alguns não se sentem bem no corpo que têm, gostariam de ser do sexo oposto e como tal comportam-se como se o fossem, daí envolverem-se com os do mesmo sexo, responderão alguns;
*Como uma aberração da natureza, responderão uns poucos;
*Como um distúrbio da personalidade, afirmarão outros;
*Como uma doença afirmarão alguns.

As pessoas têm liberdade de fazer suas opções, contudo, parece que o homossexualismo é contra natura, o homem e a mulher, são 2 mundos incompletos, que se unem, se complementam e completam para formar um universo, a família, que poderá gerar ou não outros mundos, os filhos. Já com o homossexualismo isso não é possível. Porém, alguns discordarão dizendo que podem adotar uma criança, mas que referências esta criança terá, quem é o pai (a figura masculina)? e quem é a mãe ( a figura feminina)?
Não é por mero acaso que Vítor Hugo tão bem sintetizou a diferença complementar entre o homem e a mulher:

"O Homem é a mais elevada das criaturas...A Mulher é o mais sublime dos ideais...
Deus fez para o Homem um trono, para a Mulher um altar....O trono exalta, o altar santifica...
O Homem é o cérebro, a Mulher, o coração...O cérebro produz a luz, o coração, amor...A luz fecunda, o amor ressuscita...
O Homem é o gênio, a Mulher é o anjo...O gênio é imensurável, o anjo indefinível...
A aspiração do Homem é suprema glória, a aspiração da Mulher, a virtude suprema...
A glória traduz grandeza, a virtude traduz divindade...O Homem tem a supremacia, a Mulher, a preferência...
A supremacia representa a força, a preferência representa o direito...O Homem é forte pela razão, a mulher é invencível pela lágrima...
A razão convence, a lágrima comove...O Homem é capaz de todos os heroísmos, a Mulher, de todos os martírios...
O heroísmo enobrece, o martírio sublima...O Homem é o código, a Mulher, o evangelho...O código corrige, o evangelho aperfeiçoa!...
O Homem é o templo, a Mulher, um sacrário...Ante o templo, nós descobrimos, ante o sacrário, ajoelhamo-nos...
O Homem pensa, a Mulher sonha...Pensar é ter cérebro; sonhar, é ter na frente uma auréola...
O Homem é um oceano, a mulher, um lago...O oceano tem a pérola que o embeleza, o lago tem a poesia que o deslumbra...
O Homem é a águia que voa, a Mulher, o rouxinol que canta...Voar é dominar o espaço, cantar é conquistar a alma...
O Homem tem um farol, a experiência, a Mulher tem uma estrela, a esperança...O farol guia, a esperança salva..." ( Vítor Hugo)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Neve ... beleza perigosa!


Neve...que espectáculo maravilhoso de se ver e de se sentir, mas quão perigosa e trágica pode se tornar.

Que sensação maravilhosa andar de encontro aos flocos de neve caindo, este quando toca na nossa pele é suave e transmite calor, inicialmente uma sensação agradável, mesmo mágica, nos invade, tanto ao ver quanto ao sentir, porém depois essa sensação torna-se desconfortante, sente-se o corpo gelado interiormente, principalmente nas costas, mesmo que estejamos bem agasalhados e os flocos só tenham tocado o nosso rosto. Os pés ficam gelados, apesar do calçado.
Num instante os telhados ficam branquinhos, os carros ficam como se tivessem uma capa branca fofinha, as ruas parecem um tapete igualmente branquinho e fofinho, visão espetacular uma beleza que transmite uma sensação mágica de paz, serenidade e de luz, fica-se em estado de êxtase, parecendo o paraíso, porém, embebecidos com tão belo cenário que nem imaginamos o quão perigosa essa beleza pode ser: os carros não obedecem ao nosso comando deslizando seguindo o seu próprio rumo, indo de encontro a outros carros, indo "abraçar" um poste ou dar um "beijo" no muro, a intensidade desses "carinhos" vai depender da velocidade que possuía antes de resolver "patinar", do espaço para se expandir, das condições do pavimento onde se encontra, se foi numa curva ou numa reta, numa subida ou descida, se resolve "patinar numa descida em plena curva" é capaz de fazer uma pirueta incrível com resultados, por vezes, catastróficos para os ocupantes do carro, outras vezes, somente para o veículo, como no "Nissan Sunny" que no 1º dia que experimentou ficar coberto de neve, resolveu fazer uma "patinagem artística", perdeu o controle e foi abraçar um muro, ficando com sua frente direita um pouco deformada, felizmente seu condutor nada sofreu, nem teve tempo de se assustar, apenas ficou perplexo como a beleza pode ser perigosa.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Amor...uma mágica e misteriosa energia que aquece o coração




O amor é imbuído de uma mágica e misteriosa energia tão poderosa, que às vezes, surge de repente, aquece e preenche o nosso coração, fazendo com que fiquemos conectados profundamente com o ser amado e ao universo por um feixe de luz, invisível aos olhos terrenos, mas visível aos olhos do espírito como que por um passe de mágica.


Essa energia é um mistério, proporciona emoções maravilhosas e desencadeia sensações alucinantes, quando há o encontro dos corpos amados, mas também na ausência desse contacto físico, neste caso é ajudada pela mente que, a partir de um estímulo (real ou imaginário, criado pela fantasia) assume, como este sendo real e envia a informação para o corpo originando sensações e emoções iguais aquelas gerada pela união física , sem que na realidade exista nenhum tipo de contacto físico no seu corpo, mas deixando estigmas como se houvesse.

É da junção desses 2 misteriosos e como tal, desconhecidos, o amor e a mente , que se gera um poder tão fantástico que pode, por exemplo, aquecer todo o ser numa noite gélida de inverno, mesmo que dormindo sozinhos, apenas pela mente receber, criar um estímulo como que fosse o outro ou como se dele viesse, ou simplesmente evocar uma lembrança do passado, para que o corpo reaja exatamente como se tivesse sido estimulado.
Abençoado seja aquele que consegue estar presente no momento certo, mesmo estando ausente.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Vandalismo, guerras, terrorismo, simplesmente ausência do Amor


No blog "Sinapse Moderna" foi ressaltado a lamentável onda de vandalismo cometido nas festas de fim de ano, na praia Grande em São Paulo, Brasil, então pergunta-se porque alguns seres humanos têm um comportamento dessa natureza, destruindo os bens materiais de utilidade pública e os bens daqueles que muitas vezes conseguiram à custa de sacrifícios, muito trabalho? Nessa hora o que será que passa na cabeça dessas pessoas? Provavelmente nada, porque devem estar "pedrados" pelo consumo de drogas ou abuso do álcool e depois que o efeito passa de nada se recordam.
A droga ou o álcool podem ser o estopim de todo esse comportamento bizarro, ou pode ser o fósforo e o rastilho, mas o "barril de pólvora" mesmo, aquele que explode quando o fogo chega perto, está dentro de cada um deles, que pode ser traduzido pela ausência do amor dentro de si mesmo, associado à falta da formação de princípios éticos, morais e religiosos, que levam a que não tenham respeito por si próprio e muito menos pelos outros ou pelas autoridades; levam também a infingirem às leis; pertubem a ordem pública, sem nenhuma razão ou obtenção de algum ganho com esse comportamento, revelando apenas a estupidez de que é capaz.

Estupidez semelhante a que ocorre nas guerras, nomeadamente nessa que preenche os noticiários e os jornais diariamente, entre Israel e a Palestina, que ao fim e ao cabo fica-se sem perceber o que alegadamente tanto um quanto outro está protegendo, com toda a certeza não serão os seus filhos, seus pais, seus amigos, pois estes morrem sem nem ao menos se aperceberem do que se passa, atingidos por um "rocket" de um lado, ou por um míssel do outro. Se a vida e as pessoas não são valiosas, então o que é valioso para eles? talvez nem eles próprios saibam responder.
Mais uma vez a ausência do amor se faz presente retratado nas 700 mortes, segundo notícias, provocadas pela ofensiva de Israel, expressando assim, novamente, a estupidez do Homem.

Assim como não se compreende os atentados terroristas, os homens suicidas que exterminam a própria vida e a de milhares de vítimas, que na maioria das vezes são inocentes, alheias aos motivos e propósitos de tal acto bárbaro, como no caso das "torres gêmeas" (World Trade Center), nos Estados Unidos. Neste caso o que levou a isso? Um fanatismo religioso? Mas que religião é essa que tira a vida de alguém ou a própria vida? Que religião é essa que só destrói?

O termo religião vem do latin e significa:"Prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar"=> restabelecer a ligação perdida com o mundo que nos cerca ou com o nosso interior, mas isso só será possível aonde existir o amor. Então se é este o significado como um ato terrorista, uma guerra podem evocar a religião como motivação?

Internet veiculadora de emoções ...e de armadilhas também!



A troca ou partilha da informação que se pode ter hoje em dia é muito rápida e numa quantidade astronômica graças ao advento da Internet.

Com a Internet as distâncias são encurtadas, ganha-se muito tempo, as notícias do mundo todo são divulgadas em tempo real, pode-se "bater papo" através dos "chats", expor ideias num blog, debater opiniões ou tirar dúvidas num fórum, formar redes de contactos como no orkut, soltar a criatividade através de "web sites", trocar correspondência nos correios eletrônicos, divulgar imagens nos fotlog, tudo isso a distância de um "click".


Tudo isto mostra a Internet como veiculadora de emoções, mas...cuidado! porque também é geradora de armadilhas e potencialmente perigosa, porque sofre influência das artimanhas da mente humana, que por vezes é muito ardilosa, principalmente no domínio das emoções, especialmente no "papo" online, quando só se conhece o outro virtualmente. Neste caso quando a pessoa começa a se envolver mais profundamente, apesar de ser à distância e justamente por isso, fica vulnerável e a mercê de pessoas que por vezes possam ter mentes distorcidas, doentias que "vestem" a pele de cordeiro, mas que na verdade são lobos maus esperando a oportunidade de atacarem as suas presas, deixado-as desfeitas.


Infelizmente, além das armadilhas emocionais, existem as armadilhas que arruínam financeiramente quem nelas caiem desprevenidas e também existem pessoas com mentes perversas ou pervertidas, porém inteligentes, que conseguem "entrar" nos computadores de grandes empresas ou instituições financeira, militares, quebrando a segurança existente, conseguem alterar programas, resultados ou criam "cavalos de Tróia" que no interior possuem artefactos (software), os vírus , que podem danificar o hardware e com isso perder tudo que nele estava armazenado.


Esses "génios do mal" deveriam canalizar essa inteligência para a construção e não para a destruição para que a Internet fosse apenas veiculadora de emoções, informações e não de armadilhas.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Um toque, uma mensagem...uma mágica energia!


Despertar, de um estado misto de sonolência e estado de êxtase, após ter atingido o paraíso, com um toque sinalizando o envio de uma mensagem pelo autor do "voo", faz com que adormeçamos, sem dar por ela, porque o estado de êxtase conduziu aos "braços de Morpheu" que faz com que uma mágica energia nos aguarde, quando acordarmos na manhã seguinte, ainda meios confusos sem saber se foi um lindo sonho ou uma deliciosa realidade, nos envolvendo de tal forma, que executamos as tarefas que temos com rapidez e sem ficarmos cansados.
Que fascinante e ao mesmo tempo intrigante, como uma mensagem pode vir envolta numa magia contagiante, numa sincronia perfeita, fruto de uma maravilhosa sintonia existente entre dois espíritos, como que se encontrassem e passeassem de mãos dadas, independente dos seus corpos se tocarem ou da percepção e autorização da consciência. Contudo isso só acontece quando há um forte sentimento de amor ou amizade ligando duas pessoas.
Alguns poderiam dizer que isso seria somente numa relação segura ou estável, porém não existe relação segura ou estável, toda a relação vai sofrendo modificações, porque as pessoas envolvidas vão mudando, a segurança e a estabilidade de uma relação vai se firmando, quando as pessoas vão se adaptando as modificações do outro. Contudo existe a segurança que os sentimentos fornecem, a certeza que uma vez sentidos, será para sempre, independente de ser uma relação permitida, ou socialmente aceite, de ser uma relação real ou virtual, de ser uma relação efémera ou duradoura.
Que sensação deliciosa ser envolvida por essa mágica energia! que revitaliza, torna a nossa mente iluminada, estimula a nossa criatividade, o nosso empenho na realização das tarefas rotineiras ou novas, abre os nossos horizontes e nos deixa flutuando, a todo instante agradecendo ao responsável por essa sensação maravilhosa e louvando ao Sr. do Universo por ter permitido que isso se desse.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A Paz é possível...se houver Amor!




Paz ...palavra tão pequena, tão simples, tão necessária ao Homem, mas porque tão difícil de ser alcançada? Se quando: amamos alguém; nos sentimos amados por alguém; amamos e somos amados, nos sentimos feliz, em paz e que gostaríamos que todos fossem felizes, em especial quem nos faz feliz e que a paz reinasse no Universo!

No passado existiam algumas músicas cantadas na catequese ou cantadas por época de Natal e Ano Novo, expressando Amor, amizade, que só de as cantar já nos sentíamos em paz:

1- "Paz, Paz de Cristo, Paz, Paz que vem do amor, te desejo irmão,
Paz que é felicidade de ver em você Cristo nosso irmão. (refrão)
Se algum dia na vida você de mim precisar, saiba que sou seu amigo, podes comigo contar, o mundo dá muitas voltas, a gente vai se encontrar, quero nas voltas da vida a sua mão apertar.
( repete o refrão)";
2- "Para ser feliz é preciso crer neste céu azul na imensidão e fazer das tristezas estrelas a mais e do pranto uma canção.
Há um mundo bem melhor todo feito pra você, é um mundo pequenino que a ternura fez".
3- A oração de São Francisco de Assis, que pode ser considera, o hino do amor;
4- "Este ano quero paz no meu coração, quem quiser ter um amigo que me dê a mão, o tempo passa e com ele caminhamos juntos, sem parar, nossos passos pelo chão vão ficar....marcas do que se foi, sonho s que vamos ter como todo dia nasce novo em cada amanhecer".
5- "Quero ver você não chorar não se arrepender do que faz, quero ver o amor nascer mas, se a dor surgir você resistir e sorrir... e você pode ser assim, não é nada assim sem você...que o natal existe e no mundo alguém para dar bom natal e feliz natal, muito amor e paz pra você";

Talvez seja justamente por isso, porque o amor, embora muito divulgado, comentado, retratado em poesia, nas telas da televisão e do cinema, no palco do teatro, parece só existir na ficção e não na realidade, porque só mesmo a falta de amor na vida pode permitir que:
...Haja violência doméstica;

...Predomine a violência urbana;

... Aconteçam as injustiças, principalmente as injustiças sociais, com a má distribuição da renda, os ricos cada vez mais ricos e o pobres cada vez mais pobres;

...Haja a miséria por um lado, crianças passando fome, sem terem o que vestir, numa zona do planeta e ostentação, opulência e esbanjamento por outro, quando em outras regiões, muitas crianças fazem birras porque não querem comer a sopa ou porque querem um ténis de marca.

... A justiça seja adulterada, ou fique muda pela corrupção falar mais alto;

...Crianças sejam mau tratadas até ficarem sem vida, e o mais horrível disso é que sejam os próprios pais a fazê-los;

...Haja pedofilia e abusos sexuais de jovens

...A droga prolifere e junto com ela, a delinquência e a prostituição juvenil;

...Os direitos humanos sejam frequentemente desrespeitados.
...Predomine a falsidade, a mentira, a injúria, a ofensa, a difamação, a inveja, a desconfiança, a desonestidade e a falta de respeito entre os Homens e a natureza.

Contudo, a Paz começa dentro de cada um e será possível de ser alcançada um dia, desde que o amor floresça no coração dos Homens.

Quando isto acontecer, os Homens estarão sentindo, dentro de si mesmo, a força propulsora da vida, que gera um estado de serenidade, bem estar e plenitude que é incompatível com a guerra ou a violência e, então, enfim surgirá a tão sonhada, proclamada e desejada, Paz na Terra.