Sua visita me deixou muito feliz...

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A tecnologia tão avançada não consegue fazer frente à Natureza

Diante de calamidades como ocorreu nos últimos dias no arquipélago da Madeira ou das muitas catástrofes que ficaram no passado, a primeira reação é de choque, tristeza, seguida de compaixão e dó, ímpeto de solidariedade, mas depois nem nos lembramos de agradecer a Deus porque estamos à salvo na nossa casa, abrigados da chuva, vento e frio, temos agasalhos, o que comer, o que vestir, todo o conforto e condições que as vítimas não têm.
Outros pontos de reflexão são:
*Tantas notícias seguidas das intempéries da Natureza? Será a resposta da Natureza à agressão sofrida pelo homem, ou o número aumentou justamente porque antes não havia tanta divulgação, mas que sempre existiram?
*A tecnologia tão avançada não consegue fazer frente à Natureza?
*Será que a magnitude das repercussões das catástrofes naturais não é tão chocante devido justamente a falta de infra estrutura como são realizadas as urbanizações, a construção das cidades, sem levar em consideração às consequências da força da Natureza, por exemplo, a urbanização planejada junto ao mar, será que foi feita uma projeção no futuro de como seria se houvesse um maremoto?
*Será que uma população ribeirinha foi planejada levando em consideração se houvesse chuva torrencial que elevariam o nível das águas dos rios e ribeiras para onde seria o escoamento da água? Ou são projetos mal elaborados que não contemplam as possibilidades de ocorrências adversas? Não há preocupação com a prevenção e nem com a manutenção, só com a “fotografia” e com os lucros que advirão dos mesmos?
Que Deus leve para junto de si os que morreram, dê conforto e consolo aos seus entes queridos que ficaram vivos, ajuda e força para a reconstrução e recuperação dos estragados físicos e psíquicos que muitos sofreram.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Adolecência e Meia Idade, crise ou momento de reflexão?

O ser humano passa por diversas crises durante as várias fases da vida, as mais referidas são:
1- Crise da adolescência
Até a 2ª infância, a criança vai descobrindo o mundo pela experimentação, através dos sentidos, nomeadamente do tato e do paladar, para ela o mundo gira em torno dela, tudo existe para servi-la, como se fosse o rei e o seu reinado. Quando entra para a escola, continua reinando, porém seu reino começa a ter limites, regras, seu mundo já não é o único, começa a ver que existe outros Reis com os seus reinados.
A adolescência é a fase de transição da infância para a vida adulta, é o passar de um horizonte amplo, sem limites para um horizonte restrito pelos limites imposto pelo mundo que outrora era seu. Por isso mesmo um momento de crise, existencial, porque ocorre mudanças no corpo, há um desequilíbrio hormonal que gerará alterações no seu organismo, a o despertar do sexo, da atracão física, por vezes a descoberta do amor, seu reino de outrora deixa de existir, começa o peso das responsabilidades sobre os ombros, antes era o centro das atenções, agora parece que é invisível, principalmente se houver irmãos menores. Antes brincava livremente, as interrupções eram para tomar banho, comer e dormir, depois foi acrescentada os estudos. Outrora não haviam dúvidas, questionamentos, agora nada faz sentido, aquilo em que acreditava como real na verdade era pura fantasia ou ilusão, o mundo deixou de ser um lugar mágico para ser uma selva cheia de armadilhas e perigos. Tudo isso gera um emaranhado de emoções, pensamentos e sentimentos, que resulta no comportamento característico: Rebeldia sem causa (rebelar-se contra todo o tipo de autoridade, agir sempre de forma contrária aquela imposta, a começar pelos pais), agressividade (culpa os pais, o mundo por estar privado da liberdade de outrora), formação de grupos, todos “estão no mesmo barco”, como se fossem órfãos passando as mesmas carências, onde existem “códigos”, vestuário peculiar, que permitem a seleção ou exclusão dos elementos, alguns grupos enveredam pela marginalidade (roubos, assaltos, drogas, vandalismo) muitos dos elementos fazem coisas que contrariam a formação que receberam e violentam o próprio ser, para fazer parte do grupo, para não se sentir excluído, como fumar, beber ou outros hábitos nocivos.
Apesar de ser um período de crise, também é o período de preparo do futuro, é o presente do amanhã, a ponte de ligação do passado ao futuro, na escala do tempo, pois é nessa fase que cada um traça o rumo que seguirá: Escolha da profissão, constituição da família, produtividade, ascensão económica, política, social, religiosa e espiritual.
Essa crise dificilmente será evitada, mas será mais fácil de ser superada e sem consequências nefastas para o futuro, se houver uma base familiar sólida de confiança, carinho, respeito, que forneça os elementos necessários para que a personalidade e o caráter sejam moldados por princípios éticos e morais bem estruturados que possibilite discernir entre o bem e o mal e agir com respeito pelo Homem, pela Natureza, pelo Universo e por si mesmo.

2- Crise da Meia Idade
É o período em que o Homem, já adulto, família constituída, profissão definida, ainda em fase produtiva, apercebe-se que a vida passou, começa a olhar para trás e ver que na sua trajetória pela vida, muitos sonhos ficaram por realizar, esquecidos no passado, muito daquilo que lhe dava prazer foi ficando ao longo do caminho, esteve num corre-corre, sem tempo para brincar com os filhos, sem acompanhar o seu desenvolvimento, sem tempo para namorar e dar atenção ao cônjuge, sem tempo de bater papo com os amigos, sem tempo de apoiar aos pais, sem tempo para si mesmo, para fazer aquilo que gosta, apenas correndo atrás dos bens materiais, de ter condições para ter um carro último modelo de causar inveja por onde passa , uma casa imponente e luxuosa, iate de luxo, num consumismo desenfreado, cada vez trabalhando mais para possuir mais, mas que acaba por não desfrutar dos mesmos, servindo apenas como exibição para os outros. Sem contar que começa a ser aperceber que a outra fase, a velhice se aproxima numa velocidade galopante e com ela o crepúsculo da vida.
É a nova crise existencial, onde se questiona sobre o real sentido da sua existência pela vida na dimensão terrena, onde há uma maior aproximação à espiritualidade, há um ouvir mais atento de si mesmo, do seu sentir, das suas emoções, há uma maior interiorização, introspecção, questionamentos dos valores e do que realmente é importante na vida. Também é o olhar para trás e pensar que se pudesse voltar no tempo talvez teria escolhido outra opção e tomado outro rumo na vida
É nessa fase também que as relações extra conjugais se evidenciam, pela tentativa de auto afirmação de que a idade não deixou marcas, não diminuiu a performance, daí procurar um parceiro (a) mais jovem, estabelecendo uma relação que dificilmente se tornará duradoura porque não existe interesses em comum de ambas as partes e principalmente, não existe amor unindo-os, de um lado um procura auto afirmar-se ou resgatar aquilo que perdeu com o passar do tempo, o outro procura obter ascensão econômico social, contudo convém lembrar que isso não é regra e mesmo que fosse, toda regra tem exceção.

A diferença maior entre as duas crises existenciais, é que na adolescência tem-se a cabeça povoada de sonhos, incertezas, medos e dúvidas, mas com esperança, força, energia e motivação para ir ao encontro do futuro. Na meia-idade tem-se a cabeça fervilhando de preocupações, frustrações e decepções acumuladas, os ombros vergados pelo peso das responsabilidades adquiridas durante o passar dos anos, sem ânimo, quando a realidade é muito adversa e causa muito stress que rouba a energia e a força de viver, a única motivação é a esperança ou a ilusão de quando estiver aposentado possa fazer tudo aquilo que deixou para trás que gostava ou lhe fazia bem, tentando não lembrar que terá o tempo livre, mas não terá o vigor e nem a saúde de outrora.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O amor está no ar!

O amor está sempre na berlinda, porque, ora …
…Estamos vivendo-o no momento ;
…As lembranças do amor romântico e/ou acompanhado pelo Eros, que vivemos, experimentamos ou fantasiamos, povoam a nossa mente e nos enchem de emoções, fazendo o nosso coração bater num ritmo alucinado, como o ritmo da bateria de uma escola de samba no Carnaval e nos fazem ver imagens de corações nas nuvens no céu, nas ondas do mar ou para qualquer direção que olhemos.
…O dia consagrado ao amor, dia dos namorados aproxima-se, (não no Brasil, pois estes é no dia 12 de Junho, mas em outros países que o comemoram a 14/2, dia de São Valentim) e por isso há uma onda de amor no ar que se propaga nas asas do vento alcançando todos os corações, intensificando o amor para aqueles que o estão vivendo, despertando aquele que estava adormecido ou latente a espera de um “clik”, dando asas a imaginação e fantasia dos românticos sonhadores, criando uma atmosfera rodeada de energia positiva, colorida, alegre e festiva.
…Pensamos, refletimos, escrevemos sobre o amor, seja para responder a um comentário, seja porque interpretamos um texto onde figurava como tema central, seja porque reconhecemos no fundo de nós mesmos que Deus, sinônimo Amor, é o maior e melhor presente que recebemos na vida., quando estamos unidos a Ele o nosso horizonte torna-se amplo, tendo como limite o infinito.
Quando nos sentimos unidos a Deus parece que tudo se torna possível, nem bem formulamos uma pergunta logo de imediato obtemos a resposta, tudo se encaixa na perfeição, se for o momento certo de acontecer e se for da vontade Dele, até o que a primeira vista parece obstáculo, na verdade é uma porta que se abre a nosso favor e para o nosso bem, ou o que parece ser um porblema na verdade é a solução do problema que está mais adiante, mas que a nossa visão estreita não conseguia ver. Contudo, nem sempre nossa ligação com ele é assim tão forte, ou melhor nossa confiança não é total e absoluta, por vezes fraquejamos e deixamos que haja alguma interferência externa, como dúvidas, inquietações, medos, frustrações, abale essa confiança e a paz ou serenidade que sentimos outrora dá lugar às preocupações, tristezas e até mesmo revolta que acabam por gerar insônia ou transformar a vida momentaneamente num inferno onde nada dá certo, há muitas perguntas mas nenhuma resposta, muitos poblemas sem soluções a priori ou nada se encaixa na perfeição.

O amor está sempre no ar por isso é impossível que não esteja constantemente na berlinda!

(literalmente Berlinda é um pequeno coche de quatro rodas suspenso por dois varais, porém em termos figurados "o centro das atenções").

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Irmão Sol, Irmã Lua! a vida de São Francisco de Assis

No momento em que estava escrevendo sobre o comentário do Igor deixado no post "Universalidade do Amor" as palavras foram surgindo sem nenhum esforço, então percebi que estava se tornado longo de mais para um comentário, resolvi publicar num novo post .
O tema surgiu a partir da sugestão do livro deixado "o Irmão de Assis", uma transmissão de pensamento, porque ao escrever o texto "Universalidade do Amor", que originou o comentário, durante todo o tempo esteve presente em minha mente a história fascinante de São Francisco de Assis, que vi no filme muito antigo "Irmão Sol Irmã Lua" e que ouvi uma vez numa Homilia, momento preciso em que passei a admirá-lo, porque dizia que os animaizinhos faziam fila aonde ele vivia, buscando sua ajuda, seu conforto e amparo. Eu não sou devota dos santos (utilizo sempre DDD "discagem direta para Deus), porém o único que recorro é São Francisco de Assis, quando se trata justamente de animais, por exemplo quando vou dirigindo e vejo um cão na rua ou na estrada, fico aflita porque sei que será atropelado, imediatamente faço uma oração a São Francisco de Assis pedindo que afaste o cão da estrada, impedindo-o de ser atropelado ou quando sinto que um cão se aproxima pedindo comida e eu não tenho no momento nada para lhe dar, digo baixinho (de forma que só o cão ouça"):"São francisco de Assis vai te dar o que comer", mostrando-lhe as mãos vazias e ao mesmo tempo dirijo uma prece a pedir que lhe dê o que comer.


A vida de São Francisco de Assis, retratada no filme referido, teve muitas passagens interessantes que ficaram registradas no meu ser:


1- O tratar tudo e todos como irmãos: Irmão sol, irmã lua, etc


2- A humildade- No filme tem a cena que São Francisco é recebido pelo Papa e quando se ajoelha diante dele, o Papa lhe diz que ele é que deveria se ajoelhar diante dele, que estava mais próximo de Jesus do que o Papa que vivia cercado de ouro e ostentação de riqueza.


3- O mostrar que há várias formas de amar e seguir a Deus, uma delas é o celibato, sua opção, outra é o casamento, ou seja amar a Deus através do amor ao outro


4- O trocar os seus bens materiais (ele era rico) pelos bens espirituais (fazendo o voto de pobreza, um dos votos que caracterizou os franciscanos através dos tempos).


5- Dele ter sido um homem que cometeu erros, como todos nós cometemos, antes de encontrar o caminho que o conduziu a santidade.


Além disso a sua oração muito conhecida que poderia se chamar a Oração do Amor, que gosto muito, sempre canto quando é tocada na igreja e até mesmo fora dela e por isso mesmo volto a escrevê-la:


Senhor Fazei-me um instrumento de vossa paz!


Onde houver ódio, que eu leve o amor!


Onde Houver ofensa, que eu leve o perdão!


Onde houver discórdia, que eu leve a união!


Onde houver dúvida, que eu leve a fé!


Onde houver erro, que eu leve a verdade!


onde houver desespero, que eu leve a esperança!


Onde houver trevas que eu leve a luz!


Oh Mestre! Fazei que eu procure mais...


Consolar, que ser consolado,


Compreender que ser compreendido,


Amar que ser amado,


Pois é dando, que se recebe,


É perdoando que se é perdoado,


E é morrendo que se vive para a vida eterna!


Essa oração deveria ser a norma orientadora da vida de todos nós seres humanos, para que pudéssemos construir um mundo melhor justo e fraterno, sem violência, guerra, terrorismo, miséria ou desigualdades sociais.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Universalidade do Amor

Ainda o amor… e na sequência das suas três expressões, em especial na sua característica Universal, recentemente recebi um mail contendo várias fotos envolvendo gestos de ternura e carinho entre filhotes de animais, nomeadamente cachorrinhos e gatinhos, por si só qualquer bebê humano ou não já é fofinho e desperta ternura dentro do nosso coração, porém junto vinha uma foto emocionante na sequência de um episódio de incêndio: Um fotógrafo presenciou a atuação de um bombeiro salvando uma cadela Doberman, grávida da casa em chamas e notou que a cadela observava o bombeiro, quando este parou para descansar ela se aproximou e manifestou seu agradecimento, conforme mostra a foto. Um gesto de amor trocado entre um animal tido com irracional e o Homem.
Recentemente no “Sinapse Moderna”, seu autor colocou um vídeo mostrando uma entrevista com o Padre Marcelo Rossi, onde dizia que diante de um cão desviava o olhar e elevava em forma de Prece a Deus e que o cão não atacava, porém algum tempo depois aparece com o olho tapado porque fora atacado pelo cão da família, por questão de comida. Essa imagem e outras chocantes contrastam com a imagem de ternura de uma cadela que demonstra gratidão por aquele que a salvou juntamente com a sua prole que ainda não nascera.
O ser humano tem a tendência de considerar os animais como irracionais, digo considerar, porque tenho dúvidas a cerca de alguns animais não serem capazes de raciocinar, isso a propósito de ter presenciado um momento em que uma gata, na sequência de uma brincadeira de ir apanhar um objeto, mostrou ter parado e raciocinado antes de agir, quando alterei o lugar do objeto que até então era sempre no mesmo sítio com a finalidade única de fazer exercícios saltando os obstáculos, porque ela havia sofrido uma fratura numa das patas, ao mudar de sítio, as dificuldades aumentaram, a gata parou olhou nas duas direções possíveis e depois optou por um caminho diferente daquele que fizera antes.
Os animais tido como irracionais também são considerados como incapazes de ter sentimentos, novamente, tenho dúvidas a cerca desse considerar, porque ao longo do caminho tenho presenciado cenas de carinho, lealdade, fidelidade, gratidão, amizade dos animais entre si e pelos Homens, independentemente de serem ou não seus donos, inclusive tivemos uma cadela, que por incrível que possa parecer, sorria para a minha mãe (só para ela, talvez porque fosse ela que lhe colocava a comida), também tenho presente a imagem de um cachorrinho que tinha uma expressão triste em que pela primeira vez apliquei Reiki em público (embora discretamente sem que ninguém percebesse) e quando terminei o cachorrinho lambeu a minha mão e a sua expressão já não era de tristeza, esse comportamento deixou comovida, emocionada, naquele momento existiu uma sintonia, que causou uma sensação tão maravilhosa, mas difícil de ser descrita.
Estes são alguns dos muitos exemplos, que provavelmente muitas pessoas já tenham presenciado ou vivenciado que mostram a grandeza, a Universalidade do amor, que transpõe a fronteira do racional ou o limiar da razão .

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

As três expressões do amor

A homilia no Domingo feita pelo padre versou sobre o amor, onde referiu as 3 expressões gregas que o caracterizam, Gerou a reflexão sobre essa o amor nas suas 3 vertentes físico, espiritual e comunitário ou universal:
Eros (amor sexual/conjugal/carnal) => é o amor de dois seres, manifestado através do corpo, são dois corpos que se unem num só, por isso existe os dois sexos diferentes, seus corpos apresentam semelhanças, ambos apresentam configuração anatómica idênticas, tanto é que até surgirem os caracteres sexuais secundários, na puberdade e adolescência, se rasparem os cabelos, ou cortarem bem curtinho não se consegue diferenciar o menino da menina se não for ver suas características sexuais, justamente o que os distinguem são os órgãos genitais, diferentes mas complementares, formam um conjunto tipo chave e fechadura, portanto homem e mulher foram concebidos como complementares, ambos com a mesma dignidade e no mesmo patamar da escala hierárquica., nenhum é superior ou inferior ao outro, não é o sexo que os distingue nessa escala e sim o grau de desenvolvimento cultural, técnico científico, social, religioso, económico e político. É a emoção que ultrapassa os limites da razão e da individualidade.

Platónico (amor amizade/ideal/espiritual) => É o amor vivido dentro de cada um despertado pela natureza, por toda a espécie de vida, por alguém, mas sem contacto físico com esse alguém, pelo menos não como expressão desse amor, é claro que contato físico poderá existir, um beijo é físico, mas neste caso, em princípio é uma manifestação de carinho, ternura, e não a expressão da libido no caso do Eros. É um amor idealizado, fantasiado, mas ao mesmo tempo vivido na realidade, é o amor espiritual, puro sentimento, emoção com razão. É a emoção sem ultrapassar os limites da razão, mantendo a individualidade. É o que confere o status de ser humano ao Homem.

Caridade (amor sublime/incondicional/Universal) => É o amor platónico que se estende ao Universo, é a expressão da essência divina que existe no ser humano, é o amor sem limites ou fronteiras, o amor altruísta, pouco seletivo, não faz distinção entre os seres, é a aplicação prática e seguimento do preceito deixado por Jesus “Amai-vos uns aos outros como irmãos”, daí hver a partilha dos bens, não como esmola, mas como justiça social: Dar de beber a quem tem sede, dar de comer a quem tem fome, dar de vestir a quem está nu, confortar os aflitos e aqueles que sofrem, dar um teto ou abrigo a quem está desabrigado, é a aplicação pratica da oração que o próprio Jesus nos ensinou: Pai Nosso…o pão nosso de cada dia nos dai hoje (se eu tenho um pedaço de pão porque Deus assim me deu, e ao meu lado existir alguém que não tenha será que Deus ao me dar o pão com fartura já não será justamente para repartir com quem não tem)…
Ouvi muitas vezes meus pais usarem a expressão “mãos que não dás porque esperais receber?” É o amor doação, não só em termos materiais, mas principalmente de nós próprios. É esse amor que está implícito quando fazemos algum tipo de sacrifício, não importando a sua dimensão em prol de alguém ou de uma vida., como o de Jesus morrer pregado na cruz, humilhado, injuriado, como se fosse um mal feitor, em expiação dos nossos pecados, conforme a crença de quem é católico e como diz na música que se ouve na altura da Páscoa: “…prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão…”

Cada uma das três vertentes por si só conduz ao estado sublime de êxtase, sua intensidade e duração vai variar em função de como o amor é sentido, expresso ou vivido no nosso dia-a-dia.