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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Arte de calar...uma arte difícil de executar!

Uma mensagem , recebida pelo correio eletrônico, provocou uma revolução interna profunda:
Arte de calar
Calar sobre sua própria pessoa é humildade. Calar sobre os defeitos dos outros é caridade.
Calar quando a gente está sofrendo é heroísmo. Calar diante do sofrimento alheio é covardia.
Calar diante da injustiça é fraqueza.
Calar quando o outro está falando é delicadeza.
Calar quando o outro espera uma palavra é omissão.
Calar e não falar palavras inúteis é penitência.
Calar quando não há necessidade de falar é prudência.
Calar quando Deus nos fala no coração é silêncio.

Na tentativa de encontrar o autor do texto anterior, encontrei mais sobre essa difícil arte de calar e sobre o silêncio:"É sinal de inteligência e sabedoria falar pouco, falar bem e não falar mal de ninguém. Contudo, calar-se é ainda mais importante, quando calar-se é dizer tudo. Há quem se cale por não ter realmente nada para nos dizer, mas há também quem se cale por omissão, quando seria um dever falar, escrever, gritar, colocar a boca no trombone, como se dizia antigamente. Calar-se na hora certa e pelos motivos certos é uma verdadeira arte cujas regras um pequeno livro do Abade Dinouart quer nos transmitir. Autor francês do século XVIII, suas admoestações para que façamos silêncio ainda hoje são pertinentes. Sutileza não lhe falta. Ao mesmo tempo que recomenda o silêncio, lembra que há silêncios falsos, aqueles que simulam uma sabedoria que, de fato, inexiste.

Nem sempre calar-se significa profundidade de pensamentos. Pelo contrário, é camada de verniz que recobre um vazio sepulcral. Mas há ainda outros silêncios, e alguns deles diabólicos. Há o silêncio manipulador, o silêncio torturante, o silêncio chantagista, o silêncio rancoroso, o silêncio conivente, o silêncio da zombaria, o silêncio imbecil, o silêncio do desprezo. Há pessoas que matam com seu silêncio. Há silêncios que esmagam a justiça e a bondade, na calada da noite. Por isso o silêncio rico de significado é ainda mais apreciável e luminoso.

Falo do silêncio que...

... prenuncia novas palavras.

... é solidariedade na dor.

...soluciona cisões.

... pergunta.

...perdoa.

...ama.

O silêncio mais puro é aquele que guarda a confidência. Este silêncio jamais é excessivo. Não se deve apregoar aos quatro ventos o que foi murmurado na intimidade da amizade e do amor.

O silêncio mais sábio é aquele que fazemos diante dos impertinentes, intolerantes e desbocados. É o silêncio do Cristo inocente diante dos acusadores, o silêncio dos espaços infinitos diante da quase infinita capacidade nossa de falar ou escrever sem razão.

Calar da maneira certa é deixar que uma voz mais profunda seja ouvida. A voz severa, a voz serena, a voz suave e firme da verdade. O verdadeiro silêncio diz a verdade que não se pode calar. O verdadeiro silêncio nunca será cedo demais. Quero ouvir o silêncio que tudo explica." (Gabriel Perissé, escritor e doutor em Filosofia da Educação. Texto publicado no site Kplus.)

Esta é uma arte difícil de ser executada, porque é a verdadeira arte do saber viver, como ouvi dizer várias vezes ao meu pai “a vida é um ofício tão difícil de se aprender, quando se chega a aprender está prestes morrer”, principalmente para uma pessoa que seja “pavio curto” e que “ferve em pouca água”.
É um ser admirável aquele que pratica a arte de calar durante à vida, porque consegue evitar ferir ou magoar alguém com palavras proferidas na explosão irracional, desmedida do momento de explosão de emoções ditadas pela mágoa, injustiça, revolta, contrariedade ou preocupação infundada. Uma palavra depois de pronunciada nada mais se pode fazer, seus efeitos logo são notados e ficam marcados, exatamente quando se prega um prego numa madeira ou numa parede, podemos retirá-lo, porém a sua marca permanece.

2 comentários:

Igor Carneiro disse...

Nossa! Vou procurar este livro o mais cedo possível! Muito obrigado por este texto, me fez acordar para muita coisa! Caramba... tem esse livro da Martin Claret, sempre com bons preços.

De fato, eu não tenho muito o que falar sobre o silêncio, já que preciso, sim, é aprender sobre ele.

Deus a abençoe!

Shalom!

Céu disse...

Obrigada Igor pelo seu comentário!
senti uma vibração maravilhosa nas suas palavras que denotam entusiasmo. Fico feliz que tenha contribuído para "me fez acordar para muitas coisas"
Que Deus Te abençoe
Shalom!