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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Prazer espiritual ...consciência tranquila,paz de espírito, Deus em nós!

O conhecimento, a reflexão, vai gerando mais conhecimento e mais reflexão, como aconteceu após ler o comentário do Igor ao comentário feito num dos seus post no "Linha de Consciência" e após fazer outro comentário, uma frase dele ficou martelando na cabeça "prazeres espirituais" por isso resolvi aprofundar mais o tema:
A Bíblia nos apresenta o homem como um ser capaz de obter nesta vida com a ajuda de Deus uma infinidade de prazeres físicos. Há promessas nas Escrituras que nos dão conta do interesse de Deus em satisfazer os desejos do corpo. Vemos estas promessas de um modo especial no Antigo Testamento.Há prazeres, no entanto, que são de cunho eminentemente espiritual. Há o prazer estético, por exemplo. A emoção espiritual de se estar diante do que é belo. Há o prazer de cunho intelectual, que tem a ver com a alegria da descoberta da verdade. E há o prazer teológico, que corresponde ao gozo de se ver na presença do que é perfeitamente pessoal, verdadeiro e belo.

Epicuro distingue três tipos de necessidades: 1) Necessidades naturais e essenciais, a serem saciadas sempre (por exemplo, a fome, a sede, o sono). Dependem das necessidades biológicas do corpo e, se não forem satisfeitas, produzem a morte. 2) Necessidades naturais e não essenciais, a serem buscadas com moderação ou nem mesmo assim (por exemplo, comer bem ou demais, exceder-se nas práticas sexuais). 3) Necessidades não naturais e não essenciais, que nunca devem ser buscadas, pela sua natureza artificial (glória, sucesso, riqueza, riqueza, beleza).

Na Magna Moralia, o filósofo Aristóteles defende a tese da existência de prazeres de múltiplas espécies: prazeres da alma (os prazeres superiores, os quais nunca pecam por excesso), os prazeres exteriores (riqueza e beleza) e os prazeres do corpo (prazeres da mesa e do sexo, por exemplo). Desde que usufruídos com moderação, os prazeres são necessários à virtude e, embora não sejam o supremo bem, são necessários para que o homem possa alcançar o bem supremo: a felicidade. Na Magna Moralia, o filósofo defende a tese de que a virtude implica prazer.
Aristóteles define prazer como "um certo movimento da alma e um regresso total e sensível ao estado natural". A dor é o seu contrário. O que produz a disposição para o prazer é agradável e o que a destrói é doloroso. É agradável e, portanto, dá prazer, o que tende para o estado natural e os hábitos também são igualmente agradáveis porque o que é habitual assemelha-se ao que é natural. É, também, agradável o que não resulta da coacção. Por outro lado, é doloroso o que obriga ao esforço não querido ou não habitual e, de uma maneira geral, tudo o que traz preocupações ou envolve a necessidade e a coacção. É essa a razão pela qual o descanso, os jogos e o sono são agradáveis, pois ninguém descansa, joga ou dorme por obrigação. Discorda dos estóicos, mas também não concorda com os epicuristas, porque os primeiros identificam o prazer com o que é vil e os segundos confundem incondicionalmente o prazer com o bem. Ora, a verdade é que não podemos nem exagerar a bondade nem a maldade do prazer. Se é certo que a dor deve ser evitada e aquilo que dá prazer deve ser procurado, importa, num caso e noutro, combinar as nossas escolhas com a inteligência, a compreensão e a sabedoria. Por outro lado, embora o prazer seja um elemento da vida feliz, a felicidade não se confunde com o prazer. Além disso, quando os prazeres provêm de fontes vis, não podem ser procurados pela pessoa virtuosa. É o caso da riqueza, que é um bem desejável, mas que o deixa de ser se resulta de uma traição. Decorre de tudo isto que "o prazer não é o bem, que nem todo o prazer merece ser escolhido, que alguns prazeres são intrinsecamente dignos de escolha, diferindo em espécie ou nas sua fontes dos que o não são"

Os Cabalistas referem-se à soma de nossos desejos como "o coração", e ao desejo pelo plano espiritual mais elevado, como "o ponto no coração". Este desejo evoca uma sensação de “falta de sentido” e cria uma necessidade inerente de busca por um propósito em nossas vidas. Uma pessoa cujo ponto no coração despertou repentinamente se pergunta: "Qual é o sentido em minha vida?". E nenhuma resposta relacionada ao plano material responderá aquela pergunta.
Você pode oferecer a essa pessoa muito dinheiro, honra, poder e conhecimento, mas uma pessoa com um ponto no coração permanecerá, contudo, frustrada. Tal desejo se origina de um nível mais elevado que este mundo; conseqüentemente, a satisfação deste desejo também deve vir daquele nível. A sabedoria Cabalística explica como podemos satisfazer este desejo.
Nos últimos anos, testemunhamos o despertar do ponto no coração em muitas pessoas. Esta é a razão para a popularidade atual da Cabala – as pessoas têm se voltado a ela para saber como podem satisfazer este desejo despertado recentemente nelas.
PREENCHENDO O VAZIO
Uma pessoa cujo ponto no coração já despertou busca prazeres espirituais, que os Cabalistas descrevem como a satisfação eterna e completa. Como dissemos acima, nós podemos satisfazer os desejos por nossas necessidades terrestres e humanas com coisas que já conhecemos, mas quando o desejo pela espiritualidade desperta, nós já não sabemos como acalmá-lo.
Além disso, muitas pessoas são frustradas porque ainda não perceberam que o desejo pela espiritualidade despertou nelas. Elas não têm consciência de que esta é a razão para o seu descontentamento. A incapacidade de satisfazer o desejo pela espiritualidade evoca sensações de desamparo, desespero, frustração e falta de sentido na vida. Esta é a razão principal para o aumento contínuo no abuso de drogas e álcool, bem como outros meios de fuga da realidade.
Como crianças, muitas pessoas se perguntam: "Para que estou vivendo?". Mas, com o passar dos anos, somos inundados por desejos e tentações que nos desviam desta pergunta, e a necessidade de achar uma resposta genuína definha.
No entanto, em algum momento o ponto no coração desperta, e com ele as perguntas. Aqueles que insistem em achar as respostas se voltam para a Cabala, onde encontram a satisfação espiritual, satisfazendo a necessidade do seu ponto no coração. Satisfazer o desejo espiritual nos dá uma sensação além da existência física. Conseqüentemente, uma pessoa conectada ao espiritual, experimenta a vida de modo eterno e completo. Esta é uma sensação tão poderosa, que quando o corpo físico da pessoa morre, ela não experimenta a separação da vida, pois já sente a satisfação mais elevada que existe – o ponto no coração


Hedonismo - Corresponde à doutrina do Epicurismo, pela qual o prazer é o fim e o princípio de uma vida feliz, objetivo em direção ao qual todo indivíduo orienta a própria ação. No entanto, segundo Epicuro, é preciso distinguir entre prazer efêmero (felicidade, alegria) e prazer estável, definido pela negativa, como ausência de dor. Dado que somente o segundo tipo de prazer é perseguido pele sábio, o Epicurismo condena a tentativa de satisfazer indiscriminadamente todo desejo, defendendo a necessidade do racionalismo ético, ou seja, um sensato controle da razão sobre as emoções e as pulsões do espírito.


Os vícios são, sem dúvida alguma, a maior chaga moral da humanidade, nos tempos atuais. Segundo o neurocientista Stefen Clein, em seu livro A Fórmula da Felicidade, quando enveredamos na obtenção dos prazeres grosseiros, a área cerebral estimulada é exatamente a mesma, com larga produção de serotonina e dopamina, que nos dão uma sensação transitória de prazer. A má notícia é que, imediatamente após, os hormônios contrarreguladores são liberados, dando-nos uma sensação de mal-estar e indisposição. Quando ingerimos bebidas alcoólicas, buscamos a sexolatria sem afetividade, comemos doces exageradamente ou nos drogamos, estamos, portanto, estimulando a mesma área do sistema límbico, numa busca desenfreada por serotonina em nosso organismo. O problema é que, após a bebida, vem a ressaca; após os lautos banquetes, a indigestão e a sonolência; após o sexo sem amor, a melancolia e o desinteresse. No longo prazo, destruímos prematuramente o nosso templo físico, pois, como diz Paulo de Tarso, “o salário do pecado (vício) é a morte” (Romanos 6:23). Esta é a diferença básica entre os prazeres materiais e espirituais: os primeiros são transitórios e imediatamente sucedidos pela dor, levando-nos lentamente à desencarnação prematura; os segundos, embora mais sutis, têm maior durabilidade e nenhuma dor, pois tudo o que se refere ao espírito se eterniza e vivifica por si, pela vinculação intrínseca à Fonte de Tudo. Esses prazeres espirituais a que me refiro são o bem que fazemos aos outros e a nós mesmos, através da caridade, da oração e da meditação.Quando fazemos, por exemplo, uma campanha do quilo ou visitamos um hospital ou abrigo de idosos, sentimos uma agradável sensação que, muitas vezes, persiste a semana inteira. Uma forma simples, portanto, de vencermos as tendências inferiores é substituirmos os prazeres materiais pelos espirituais. Substituirmos os pensamentos negativos por positivos. Na pergunta 917 de O Livro dos Espíritos, Fénelon nos orienta que a predominância da vida moral sobre a vida material é um poderoso instrumento para enfraquecermos o nosso egoísmo, causa de todos os vícios (p. 913). Ocuparmos o nosso tempo com leituras edificantes, palestras esclarecedoras e tarefas evangélicas é instrumento valioso para bem empregarmos a nossa libido e direcionarmos nossos pensamentos, preenchendo com sabedoria os horários vagos.


No primeiro mandamento “Ama a Deus sobre todas as coisas”, Jesus nos orienta, com exatidão, sobre como nos libertarmos da escravidão material. Como tudo, no universo, está impregnado da Divina Presença, segundo nos esclarece o mestre de Lyon no capítulo II da gênese kardequiana (a Providência Divina) ao nos apegarmos a algo material, estamos substituindo o Todo pela parte e isso nos causa dor e dependência. Quando direcionamos nossas mentes para a Fonte, fazemos o processo contrário e, portanto, plenificamos o nosso vazio psicológico pela consciência de plenitude, a solidão pelo Amor Maior, a parte pelo todo, o sofrimento pela felicidade da percepção do contato íntimo com o Cristo, numa forma de prazer infinitamente maior e mais duradoura. http://www.amebrasil.org.br/html/viciosaluzdoutrina.html


Nas últimas décadas, com o avanço tecnológico que trouxe a modernidade às nossas vidas, trazendo consigo valores relacionados ao consumo e ao prazer imediato, temos observado um aumento considerável no que diz respeito ao índice de desequilíbrios psíquicos relacionados, principalmente, aos casos que envolvem características compulsivas. Parece que o indivíduo, cada vez mais influenciado por modelos consumistas, neuroticamente começa a perder o discernimento entre o que significa "sentir prazer" e "buscar" compulsivamente formas de prazer que lhe dêem alívio imediato satisfazendo forças ocultas de seu inconsciente.A tendência cada vez mais acentuada à compulsão via oral através de "alimentos", da bebida alcóolica, assim como a prática do sexo compulsivo e do uso de drogas, são evidências que sinalizam uma sociedade contaminada por distorcidos valores e que necessita, urgentemente, reverter esse doentio estado de coisas. Por outro lado, à medida que reprimem o "sentir prazer" como uma opção de viver, algumas religiões ou seitas contribuem para que não se firme na sociedade dos homens uma orientação no sentido de termos, principalmente entre os jovens, uma referência saudável e equilibrada na experiência vital do prazer. O homem, por influência dos excessos dos dois polos antagônicos entre o sentir saudável e o não-sentir patológico, está, gradativamente, perdendo o prazer em ouvir uma boa música, saborear uma boa comida e uma boa bebida e fazer sexo com qualidade.Estamos perdendo também o bom senso ou o senso de limite, porque à medida que exageramos na busca do prazer imediato, podemos nos tornar - nem que seja transitoriamente - indivíduos compulsivos. E se repetimos e repetimos a dose, corremos o sério risco de tornarmo-nos compulsivos crônicos e nos distanciarmos, a passos largos, do "sentir" a vida com prazer.Em suma, o que estamos perdendo é o que não deveríamos perder: a lucidez. Porque à medida que perdemos a lucidez deixamos escapar o nosso mais importante referencial de equilíbrio para que funcione a capacidade de discernimento tão necessária nas diversas situações da vida.Portanto, o prazer é uma necessidade humana e não deve ser entendida como "pecado", nem tampouco como uma neurótica e desenfreada busca, e sim como uma natural e indispensável opção de referência equilibrada e saudável de vida. Porém, sem jamais perder o foco da lucidez e do discernimento. Somente assim podemos sair do nosso "abrigo anti-aéreo" com segurança e sem a preocupação em saber qual dos dois lados da guerra está com a razão ou a verdade. Tudo por um simples motivo: o nosso interior estará pacificado.Flávio Bastos(Psicanalista Clínico e Interdimensional).


Deus criou o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias” (Eclesiastes7.29). Deus nos criou e nos deu liberdade para agir, para pensar, para escolher. Se Ele fosse controlar tudo, inclusive nossos atos e escolhas, então não passaríamos de fantoches em suas mãos. Mas a liberdade traz, paralelamente, a responsabilidade. Cada decisão humana tem uma conseqüência, boa ou má, pois aquilo que o homem plantar, isso também colherá (Gálatas 6.7).http://www.toquesdeluz.com.br/lertexto.php?texto=21


Diante de tudo o que foi pesquisado e a reflexão sobre o assunto devolveram o equilíbrio interior que ficara abalado ao fazer um "exame" de consciência, muitas dúvidas surgiram relativas a ações realizadas, que poderiam ser enquadradas unicamente como prazeres corporais, mundanos, portanto distantes de Deus, mas não o foram, porque o mais importante , como em todas as nossas ações, é a intenção com que as realizamos e sempre tendo Deus no coração. Neste ponto ainda perdura uma pergunta quais são os prazeres espirituais? Talvez a resposta esteja nas Bem-Aventuranças:


Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus=Jesus proclama que Deus quer espíritos ricos de amor e pobres de orgulho:Os "pobres de espírito" são os que não têm orgulho. São os humildes, que não se envaidecem pelo que sabem, e que nunca exibem o que têm. A modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são aqueles que têm idéia do quanto não sabem. Por isso a humildade é considerada requisito indispensável para alcançar-se "o reino dos céus". Sem a humildade nenhuma virtude se mantém. A humildade é o propulsor de todas as grandes ações em todas as esferas de atuação do homem. Os humildes são simples no falar. São sinceros e francos no agir. Não fazem ostentação de saber, nem de santidade. A humildade, tolerante em sua singeleza, compadece-se dos que pretendem afrontá-la com o seu orgulho. Cala-se diante de palavras loucas. Suporta a injustiça. Vibra com a verdade. A humildade respeita o homem não pelos seus haveres, mas por suas reais virtudes. A pobreza de paixões e de vícios é a que deve amparar o viajor que busca sinceramente a perfeição. Foi esta a pobreza que Jesus proclamou: a pobreza de sentimentos baixos, representada pelo desapego às glórias efêmeras, ao egoísmo e ao orgulho. Bem aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados sereis, quando vos insultarem, vos perseguirem, e disserem, falsamente, toda a espécie de mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois também assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

O prazer espiritual será o somatório de seguirmos os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha (as Bem-Aventuranças), de desenvolvermos os talentos que Deus nos deu e de desfrutarmos de tudo que Deus colocou em nossas mãos e ao nosso redor, sem perder de vista os mandamentos de Deus, que se resumem em dois "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo", logo é tudo que nos conduz a sublime sensação de plenitude, êxtase, de bem-estar só alcançado quando estamos com a nossa consciência tranquila, temos paz de espírito e sentimos a presença de Deus em nosso coração.


Portanto: ...Quando o amor acenar, siga-o ainda que por caminhos ásperos e íngremes... E quando suas asas o envolverem, renda-se a ele ainda que a lâmina escondida sob suas asas possa feri-lo... E quando ele falar a você, acredite no que ele diz, ainda que sua voz possa destroçar seus sonhos, assim como o vento norte devasta o jardim... Pois, se o amor o coroa, ele também o crucifica... Se o ajuda a crescer, também o diminui... Se o faz subir às alturas e acaricia seus ramos mais tenros que tremem ao sol, também o faz descer às raízes e abala a sua ligação com a terra... Como os feixes de trigo, ele o mantém íntegro... Debulha-o até deixá-lo nu... Transforma-o, livrando-o de sua palha... Tritura-o, até torná-lo branco... Amassa-o, até deixá-lo macio; e então submete ao fogo para que se transforme em pão no banquete sagrado de Deus... Todas essas coisas pode o amor fazer para que você conheça os segredos do seu coração, e com esse conhecimento se torne um fragmento do coração da Vida... - Khalil Gibran

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