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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Volleyball um esporte completo, elegante, bonito quando bem jogado...uma "paixão"

O Volleyball é um esporte completo, elegante, bonito quando bem jogado com os fundamentos corretamente aplicados, uma das minhas "paixões" sem contacto físico, embora possa causar algumas lesões de contacto, mas por má execução nos fundamentos, quer do remate, quer do bloqueio ou dos dois juntos, como aconteceu alguns anos atrás, cujo resultado foi uma temporada afastada do esporte que um dia já foi o "ar que respirava", tamanha "paixão", com direito à cirurgia, colocação de parafuso de um lado do tornozelo e fio de Kichner no interior da Tíbia, ficando de "molho" por 5 meses, ou como mais recentemente, um colega teve uma fratura no astrágalo, quando foi no bloqueio. No primeiro caso foi erro na execução do fundamento do remate do colega adversário, fui no bloqueio, ele pisou no meu pé, quando caiu desequilibrado do remate, invadindo o meu campo, na altura em que eu desci do bloc, automaticamente o pé virou. Já no segundo episódio foi erro na execução do fundamento do remate do colega que saltou desequilibrado e erro na execução do fundamento do bloqueio, que o adversário também saltou desequilibrado e houve invasão do campo por baixo da rede.


Esses são 2 exemplos mostrando quando há falha na execução dos fundamentos do Volley a principal consequência são as lesões que daí decorrem, refletindo sobre isso percebo que as lesões ocasionadas pelo esporte em sua maioria é por execução incorreta dos fundamentos relativos ao esporte em questão. Claro que existem lesões que são independentes da execução correta dos movimentos, como o "cotovelo do tenista" lesão epitrocleana ou epicondiliana" por movimento de uso repetido muitas vezes.


Contudo, quando se aplica corretamente os fundamentos e se está bem posicionado ou na posição correta, agora voltando ao volley, obtêm-se resultados fabulosos como aconteceu recentemente, quando consegui defender um remate que era um autêntico torpedo, quer pela força, quer pela velocidade, de um colega adversário, o Jorge que possui um remate extremamente potente, que dificilmente é defendido corretamente, de forma a bola recebida passar diretinha para as mãos do levantador para armar o contra-ataque, inclusive alguns até "fogem" desse remate. Os colegas, inclusive o rematador, disseram "boa defesa" e o colega que teve a fratura do astrágalo (lesão essa ocorrida na semana seguinte) perguntou "não doeu ?" e a resposta foi "não senti nada, porque estava corretamente posicionada, por acaso, e apliquei corretamente o fundamento da manchete/recepção, sempre que consigo resultados desses fico em êxtase, depois de muito tempo consegui aquilo que fazia quando jogava numa equipe mista (por minha causa, era a única menina entre 5 rapazes da minha equipe, contra a equipe de 6 rapazes) e que como era de se esperar, era considerado o "ponto fraco" da equipe e portanto, as bolas eram direcionadas para mim, para não fazer feio e assim me deixarem participar dos treinos da equipe ou para me defender, aprimorei a técnica da recepção, assim como por ser a única, era a "levantadora oficial", tive que aprimorar a técnica do toque, de tal forma, que a maior "glória" era quando eu conseguia defender os remates mais potentes ou quando conseguia um bom entrosamento com o atacante e fazíamos jogadas quase que "perfeitas", das raras vezes que consegui passar uma "bola de tempo", foi uma sensação maravilhosamente indescritível.


Passado alguns anos voltei a sentir essa maravilhosa sensação, que havia ficado perdida no tempo, com a recepção mencionada anteriormente, talvez tenha conseguido isso porque no aquecimento de ataque e defesa, nesse dia reproduzi da mesma forma com remates fortes,alternados com jogadas "maliciosas" rente ao chão intercaladas com toques longos, para obrigar a se deslocar e para isso estar com atenção e ao mesmo tempo estar aquecido para o jogo. Nesse dia depois de muitos anos propusera esse tipo de aquecimento e o colega, Miguel com quem fico mais no aquecimento a dois, alinhou. Detesto quando os homens suavizam o remate por ser mulher, de primeiro quando isso acontecia eu fazia por onde o meu remate ser forte e dizia "não suaviza, porque eu não suavizo e de mais a mais quem está na chuva é para se molhar", isto me reporta a um episódio de estar no "ataque e defesa" na praia com um colega, Ricardo que, era canhoto tinha um remate potente e não ligava por eu ser mulher, juntaram-se 2 outros rapazes desconhecidos e comentaram " vocês têm a certeza que estamos em segurança, parecem que vocês estão travando uma batalha"...hummm! que delícia que foi esse momento no Volley, a bola era uma Mikasa de praia oficial, cor de limão, mas com uma textura suave, não caía no chão, apesar da "pancadas/torpedos", ao por do sol na praia junto ao mar, estavam reunidos as 3 paixões: Volley, mar e por do sol...puxa já fazia tempo que não lembrava da "bolinha limão")


Essas recordações fazem tão bem que tudo se modifica dentro e fora, até o sol está brilhando mais intenso, o céu está de um azul límpido, há uma energia maravilhosa à volta e dentro de mim, até parece os momentos vividos com o "príncipe encantado", ou que antecedem a sua chegada ou após uma sintonia maravilhosa com ele, onde parece que os problemas, as decepções, frustrações e as preocupações não existem, como se fosse transportada para outra dimensão. Incrível depois que escrevi eantes de publicar, de repente recordei que parecia os momentos pós sintonia, porque na verdade era, estava na manhã pós sintonia com o "príncipe", embora fugaz, mas muito intensa. Agora fico sem saber se a maravilhosa sensação fora pela sintonia ou pelas lembranças do Volley, ou se ambas.


Disso tudo resulta algumas certezas:


*Quando aplicamos corretamente os fundamentos técnicos pertinentes a atividade que estamos desenvolvendo, seja a nível esportivo, seja a nível profissional tudo resulta na perfeição.


*Para toda a atividade que formos executar devemos ter uma metodologia ou aplicar um método de execução.


*Quando gostamos do que fazemos procuramos aplicar corretamente os fundamentos que nos empenhamos em aprender.


*Quando gostamos de uma atividade gostamos de ver essa atividade executada de forma correta e próximo da perfeição, mas quando vemos que é executada com negligência, displicência, feita por fazer por outros e até por nós mesmos isso nos custa imenso, por vezes procuramos corrigir automaticamente, instintivamente (como eu faço, raras as vezes no volley e mais rara as vezes ainda na profissão, não que eu seja um "ás", até porque não sou, mas pelo menos tenho a teoria e procuro transmití-la a quem eu vejo que não possui os corretos fundamentos teóricos. Porque isso funciona exatamente como a frase que disse a um professor quando este corrigiu um trabalho, cujo o tema estava inserido na tese que ele havia feito,mas eu desconhecia, ele me dera uma nota inferior ao que eu achava que merecia, eu fui falar com ele e lhe disse "entendo, se fez uma tese a cerca é claro que o seu conhecimento era muito mais profundo e eu deveria ter pesquisado a sua tese" ele disse eu procurei corrigir com isenção" e foi então que surgiu a frase "é como um pianista que compôs uma sinfonia, nota logo quando há uma nota desafinada, porque lhe arranha no ouvido" essa teve um efeito tão marcante nesse professor, que me ofereceu um exemplar da tese dele que estava impressa e na dedicatória colocou "...com culpa...").

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