
A nossa mente nos submete a momentos que por vezes são estranhos como o ser despertado durante a madrugada com a sensação de estar no meio de uma relação prestes a atingir o clímax, o corpo reagindo dessa forma, mas a razão não tendo essa percepção, como que estivesse entorpecida, sendo guiada e comandada por uma força exterior alheio a nossa vontade, desejo e percepção da consciência, exatamente como que tivesse tido essa relação e tivesse adormecido no exato momento de atingir o clímax e portanto este tenha acontecido sem que a consciência o percebesse e ao despertar estaríamos no ponto exato onde interrompemos ao adormecermos sem sentir. Será que não passou de um sonho sem que lembremos do sonho e ao despertarmos ainda estamos meio adormecidos e sentimos no corpo como se na realidade estivesse acontecendo?
Talvez seja o mesmo mecanismo que acontece quando se toma algum ansilítico do tipo benzodiazepínico que pode gerar amnésia para os acontecimentos recentes do tipo entrar num avião e lembrar do momento em que tomou esse ansiolítico e depois despertar no quarto do hotel, sem lembrar como desembarcou e chegou ao hotel com a sua bagagem tudo normal, sem que tivesse sido auxiliado por alguém.
Tudo isso é muito estranho, difícil de compreender a luz da nossa razão, o que demonstra mais uma vez o quanto a mente humana é complexa e levanta questionamentos do tipo:O prazer é uma sensação real física ou uma criação da mente do imaginário tendo como ponto de partida o físico?
O prazer é consequência de uma estimulação direta dos sentidos (visão, audição, tato, paladar e olfato) e portanto uma ação reflexa ou reflexo condicionado sem que passa pela mente ou é um mecanismo de resposta da informação processada a nível mental? ou os dois dependendo da fonte de origem?
Essa perguntas são fruto do momento vivido, uma reflexão mais emocional do que racional (porque esta apontaria para a complexidade das ligações existentes entre a região responsável pelas emoções, o sistema límbico, especialmente o hipotálamo que recebe as aferências sensitivas e de onde partem as eferências motoras, etc. como há muito tempo já foi descrito noutro post, neste mesmo "cantinho"e como tal dependendo das respostas anteriores pode-se tirar as seguintes elações ou hipóteses (deixando o lado racional, técnico e científico de lado, apenas deixando fluir os pensamentos e reflexões livremente):
Se o prazer puder ser "fabricado" pela nossa mente , então teremos dificuldade em discernir o que é real do que é imaginário e isso poderá acarretar uma ruptura com a realidade e por em risco a sanidade mental.
Se o prazer depender da resposta do processamento da informação a nível mental, então sentir prazer poderá ser um ato voluntário, cabendo a pessoa decidir se sentirá ou não prazer independentemente do estímulo recebido a nível físico ou dos sentidos.
Se o prazer depender exclusivamente do estímulo dos sentidos então quando se tem prazer sem que haja esse estímulo poderá ser um alerta de que a sanidade mental está alterada ou um excesso de imaginação e fantasia o que em última instância poderá comprometer a sanidade mental porque poderá originar alienação da realidade.
Se os sonhos não são realidade, o prazer que sentimos ao despertar de um sonho será uma alienação da realidade, um desejo reprimido ou o processamento da resposta mental que não fez a distinção entre a realidade e a fantasia.
O prazer podendo ser criado pela mente justificaria ou fundamentaria o sexo virtual onde através dos outros sentidos que não o tato, paladar e olfato, a informação seria processada na mente e esta desencadearia no corpo a resposta exatamente como se tivesse sido realizado sexo real sem que houvesse auto estimulação das zonas erógenas.
Mais tarde retornarei a estas questões mas tentando que seja com fundamentos técnicos e científicos, por agora ficam estas, tolices para alguns, para outros e nestes me incluo, dúvidas lançadas pela curiosidade e interesse em descobrir o fascinante mundo da mente humana, das emoções e comportamentos do ser humano, para tentar descortinar a minha própria mente e quem sabe o sentido da minha própria existência, a partir de viver uma experiência fantástica, mas estranha, de acordar sentindo um prazer surgido do nada como se o sonho fosse uma realidade e esta a continuação de um sonho não sonhado conscientemente, talvez sob influência do que acabara de escrever e descrever antes de adormecer.