Seja Bem Vindo!


Sua visita me deixou muito feliz...

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Amor & Emoção x Razão


terça-feira, 15 de julho de 2008

Mágico Prazer


Mágico prazer... capaz de teletransportar, a quem tem a felicidade de o sentir, a uma dimensão para além dos limites da realidade, da razão, da imaginação. Teletransportar, porque o corpo permanece na realidade, o espírito é que alcança dimensões superiores, que a razão, o conhecimento científico não conseguem alcançar.
Na teoria, o prazer é o resultado de estímulos físicos reais, especificamente falando do prazer obtido através de um relacionamento a dois, da entrega total de dois seres, que desencadeiam reações químicas e físicas a nível do corpo e do cérebro, seguindo 4 etapas (adaptado de http://www.terapiadosexo.med.br/html/marron_durante.asp:)
1- O DESEJO=> a vontade de tocar , de sentir o outro e até de fazer sexo com o outro. Essa etapa acontece no cérebro humano. Pode ser provocada pela simples presença do outro, porque você viu ele(a), sentiu o cheiro, ouviu a voz, porque ele(a) a beijou ou tocou. Também pode acontecer se você está vendo um filme e ou está pensando em algo erótico que viu, fez ou lhe contaram.
2- A EXCITAÇÃO =>Aqui o seu corpo já foi positivamente influenciado pelo desejo e responde preparando-se para a "transa" . As transformações dessa etapa são mais visíveis nos homens, mas eventos similares vão acontecer no corpo das mulheres. Essa fase é involuntária
3- ORGASMO=> Também é chamado de clímax sexual. É o ponto do relacionamento sexual em que o prazer é máximo e dura poucos segundos.
4- RESOLUÇÃO:=>Há uma sensação de relaxamento e as modificações provocadas pelas carícias e o coito vão desaparecer
O chamado diencéfalo ou cérebro primitivo, comum a todos os mamíferos, intervém, através do hipotálamo, no desejo, no interesse sexual e também recolhe as informações que chegam do exterior e dos hormônios, controlando-os e dando as respostas da excitação sexual, ejaculação, sensações de prazer e regulando as respostas emocionais e afetivas no comportamento sexual.
Os neurotransmissores cumprem uma função indispensável na ativação do impulso sexual, como por exemplo, quando as carícias e beijos levam a lubrificação vaginal e à ereção peniana.
A feniletilamina (um dos mais simples neurotransmissores) é conhecida há cerca de 100 anos, mas só recentemente começaram a associá-la à paixão. Ela é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos. (compilado do artigo "fisiologia da paixão")
Razão, fantasia, emoção e aprendizagem se misturam em nosso cérebro dando respostas curiosas no dia a dia sexual do ser humano. Aqui está a razão porque, embora o prazer ocorra em etapas bem definidas a cerca do que acontece em cada uma delas, uma relação sexual é única, mesmo que não haja troca de protagonistas.
Por tudo isso é que o prazer por vezes é mágico (nem sempre parte da dimensão física), principalmente quando entre os dois existe algo mais para além da atração física ou desejo sexual, ou seja, o estabelecimento de uma sintonia fundamentada na confiança mútua, gerando uma entrega total de ambos, ao sabor das emoções e sensações do momento, cujo o único objectivo é proporcionar ao outro alcançar o máximo do prazer. No universo existe a lei do retorno, aquilo que se dá retorna para quem o deu , só que de forma abundante ou duplicada: O prazer de dar, de ver e sentir o prazer do outro, um prazer generoso. Como disse um querido amigo "Dar prazer a quem gostamos é extremamente sublime".
A troca mútua de prazer, cada um pensando no prazer do outro e não no seu próprio prazer, gera emoções que transcendem a razão, pois libertam o espírito, este flutua até outra dimensão espacial e temporal, de tal forma, quando voltamos a realidade, por breves frações de segundos, ficamos confusos, sem saber aonde estamos, o que tínhamos para fazer, não sabemos a data e nem as horas, ficamos sem compreender o que se passou.
Esse momento mágico, de estarmos para lá das fronteiras da realidade, da razão, também pode ser encontrado no livro "crônicas de Narnia" onde as crianças entram num guarda roupa mágico, vão parar ao reino de Narnia, comandado pelo Aslan, um leão, neste reino passam-se anos, vivem-se aventuras fantásticas, porém quando voltam à realidade, não se passaram mais do que alguns segundos. As crianças têm facilidade em cruzar as fronteiras entre a realidade e a fantasia, porque ainda não se tornaram racionais como os adultos e para transpor esse limite temporo espacial entre a realidade e outra dimensão, a razão não pode interferir.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Fantasia: Fuga ou libertação de si mesmo?


A fantasia é a fuga ou a libertação de si mesmo?
A fantasia tanto pode ser uma fuga, quando a realidade a volta é difícil de ser suportada, daí lança-se mão da fantasia para poder escapar a essa realidade, ou pode ser a libertação do nosso eu aprisionado dentro de nós pela realidade circundante, que impede a sua expressão.
A estória da cinderela/gata borralheira, exemplifica essa dualidade, por um lado a fantasia é uma fuga da realidade dela, onde uma abóbora, por magia, transforma-se numa carruagem transportando-a para um mundo completamente diferente da sua realidade. Por outro lado, nessa fantasia, Cinderela liberta o seu eu, uma princesa que pelas circunstâncias da realidade encontra-se aprisionada no interior de uma criada, contudo ao soar as 12 badaladas, Cinderela foge da fantasia para realidade, porém cria um elo entre a fantasia e a realidade, ao perder seu sapatinho de cristal, possibilitando que a fantasia torne-se realidade, quando o príncipe a encontra, por meio dele, sapatinho, mesmo sendo a última das pessoas que imaginaria que fosse a sua bela princesa, com quem se encontrou, dançou e se apaixonou, visto a realidade em que se encontrava, ao mesmo tempo que a realidade transforma-se numa linda fantasia ou sonho de amor que ambos carregavam dentro si.
Contudo nem sempre a fantasia é uma fuga e nem sempre é uma libertação, porque muitas vezes a própria fantasia é uma prisão, onde o nosso eu se mantém alheio á realidade, daí gerando conflitos existenciais e até manifestando um certo desequílibrio mental que pode mesmo conduzir a um distúrbio mental.
Segundo relatos ..."O mundo interno é composto de fantasias inconscientes... O que determina o caráter da psicologia do indivíduo é a natureza dessas fantasias inconscientes e o modo como se relacionam com a realidade ...Para Klein, a fantasia inconsciente é a expressão mental dos instintos, estes buscam objetos e existe desde o começo da vida ...A formação da fantasia é uma função do ego...Existe desde o nascimento um ego capaz de formar relações de objeto primitivas(na fantasia e na realidade) · A experiência do nascimento leva a criança a lidar com uma realidade gratificante e frustrante, provocando uma influência mútua entre fantasia e realidade ... Além de expressão mental dos instintos, as fantasias tem uma importante função defensiva ...A gratificação derivada da fantasia é uma defesa contra uma realidade externa de privação ...O mecanismo de defesa é o processo usado pelo ego, enquanto a fantasia inconsciente é a representação mental pormenorizada ...Mecanismos de introjeção e projeção contribuem para a formação do ego e de objetos internos com os quais o próprio ego se relaciona(superego)".

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Nada Acontece por Acaso....


Shaeskpeare estava correto ao afirmar "existe mais coisas entre o céu e a terra do que nossa vã filosofia pode alcançar".
Muitas vezes nos acontecem situações que nos deixam perplexos, revoltados, ansiosos, fascinados, enfeitiçados, incrédulos, dependendo do momento, porque queríamos algo e não conseguimos, por exemplo, só que nos esquecemos de que tudo na vida tem uma razão de existir, nada acontece por acaso. Tudo faz parte de um "puzzle", individual, que diz respeito à vida de cada um, que está inserido num puzzle maior, a família e os amigos, que reúne outros "puzzle" individuais, que por sua vez está inserido num puzzle maior, a comunidade e assim sucessivamente até chegar ao "puzzle" maior de todos, o universo, como tal existe uma "matriz" original, onde todas as peças são únicas e se encaixam perfeitamente uma nas outras, nem sempre o que queremos, buscamos, desejamos corresponde a uma dessas peças, portanto não se encaixam, não fazem parte do plano superior que administra o "puzzle" chamado universo com todos os "sub-puzzles" que o compõe.
Além de necessitar das peças certas para a montagem do "Puzzle", que nada mais é do que a nossa vida, precisa de ser no momento certo de encaixar, porque a vida é uma roda em constante movimento e não para a espera que as peças sejam encaixadas e nem para esperar que nos dispusemos a "encaixar as peças" (não espera que sequemos nossas lágrimas, nos levantemos de uma queda ou "trambolhão" ou rasteira, que superemos nossas dificuldades, medos, receios, frustrações, ou ainda que ultrapassemos os obstáculos e limitações), quem é que não passou pela experiência de estar conversando com alguém através da Internet e de repente "cai"? ou então está conectado tudo funcionando a espera de um encontro marcado e no momento de acontecer ou fica desconectado ou falta energia elétrica, claro que ficamos revoltados, desesperados, tentando fazer tudo para conseguir aquilo que esperava ou desejava, só que talvez não fosse o momento, por alguma razão que desconhecemos, por nós, pelo outro ou por ambos. Tudo que tentamos e não conseguimos , pode ser que não seja o momento certo para acontecer, não ser para o nosso bem , ou não se encaixar no nosso "puzzle", ou porque faz parte de algo que precisamos aprender, ou ainda faz parte de uma engrenagem para que outras situações melhores no futuro possam acontecer, mas nós nem nos apercebemos que quando essas situações melhores aconteceram estão relacionadas com aquela situação que não conseguimos que nos frustrou, magoou, decepcionou ou causou sofrimento e desespero. Daí o fascínio pela vida....quando estamos mais "atento" ao universo nós conseguimos entender as razões no momento em que aconteceram, ou no futuro conseguimos fazer a ligação do que aconteceu e sua relação com o passado, mas se ficamos lamentando, chorando pelo "leite derramado" não conseguimos captar "essas mensagens" que a todo o instante o Universo nos envia. Devemos lembrar uma outra frase (de um ente querido) que disse uma vez, no momento em que uma sucessão de acontecimentos ruins assombraram a vida "tudo de ruim que nos acontece é para evitar que coisas piores nos venha a acontecer" ele estava certo. Acrescento a essa frase: E para que preparemos o caminho para o melhor que virá, porque tudo no universo "conspira" para o nosso bem, logo convém ter sempre presente que "Deus escreve certo por linhas tortas", mesmo que no momento, acreditemos justamente o contrário, porque temos uma visão muito limitada do nosso próprio horizonte, que fará do universo.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Mistério do Prazer


O prazer é tão difundido, tão proclamado e tão procurado, como se fosse simples de entender, apesar de que todos sentem-no de diversas formas, mas de maneira geral está associado aos 7 pecados, difundidos pela igreja católica e dentre esses, aquele que é o mais procurado pelos homens e as mulheres é o pecado da luxúria, seguido pela gula, embora a ordem possa variar em termos de importância de pessoa para pessoa. O prazer proporcionado pelo sexo é descrito de forma exaustiva na literatura, científica ou não, mas apesar de ser muito retratado em filmes, romances, fantasias, poesia, prosa, ser cobiçado pela maioria, ainda assim permanece envolto em mistério, inclusive, o pecado original, um místico que igreja católica conta de geração em geração e que todos sabem, mas relembrar não ocupa muito espaço e nem muito tempo: Adão e Eva encontravam-se no paraíso (jardim do Éden)podiam usufruir de tudo que lá existia exceto da árvore da Sabedoria e do bem e do mal, porém a serpente tentou Eva esta não só comeu do fruto proibido como ofereceu a Adão e quando Deus se aproximou eles perceberam que estavam nus e tiveram vergonha.... essa cena poderia muito bem representar o prazer fruto do amor e o prazer fruto do sexo... Adão e Eva viviam sob a regência do amor estavam no paraíso sem se aperceberem disso, inclusive desconheciam que tinham sexo, porque segundo dizem os anjos não têm sexo, porém a serpente, sob a regência do maligno ao tentar Eva fez com que ela descobrisse o sexo, mas que só tem sentido se for a dois e daí ela tentar Adão, fazendo com que ele também descobrisse o sexo e ambos conheceram o prazer que dele advém, sem se darem conta que antes já sentiam o prazer, porém não tinham consciência desse prazer. Talvez por isso que, através dos tempos, a serpente tornou-se o símbolo do sexo e este tornou-se o representante do maligno e como tal do pecado, a mulher passou a ser considerada a tentação e em consequência a perdição dos homens, já que por "detrás dos grandes homens existe sempre uma grande mulher" e o paraíso passou a representar o estado de êxtase provocado pela explosão do prazer. Esta é uma interpretação como outra qualquer. Apenas uma tentativa de desvendar o mistério do prazer, se fosse tão simples obter prazer todos alcançariam o êxtase em toda a relação sexual que realizasse, mas na verdade não é isso que acontece com todos.
Existem pessoas que têm relações sexuais com uma frequência elevada e diversificada em termos de parceiros e de técnicas, mas nem por isso obtém o prazer máximo, que leva a sensação de êxtase, de ter alcançado o paraíso, portanto não é a frequência, diversificação que garante a obtenção do prazer.
A busca desenfreada pelo prazer, através do sexo, é tanta, que existem objectos criados justamente para desencadear esse prazer, esquecendo-se de que o prazer em si é fugaz, daí gerar insatisfação permanente que leva a buscar mais e mais incremento e formas de obtenção de prazer, isto tudo é um ato de puro egoísmo, pois visa única e exclusivamente o próprio prazer, tal e qual se o próprio se auto excitasse, um prazer solitário.
Todas as vezes que o Homem buscar dar prazer ao invés de buscar receber, atingirá o êxtase do prazer, porque foi vivido a dois, será conduzido a um estado de plenitude, de leveza tal e qual Adão e Eva no paraíso antes do pecado original, êxtase que é fruto de uma entrega total de ambos, união dos corpos e dos espíritos, visando proporcionar prazer a outro, que retornará para si em dobro: prazer por sentir o prazer do outro e o prazer que o outro devolve em resposta ao prazer que recebeu deste.
O mistério do prazer pode ser resumido em perguntas: Porque o prazer físico, somente a partir do sexo, é fugaz e no momento seguinte nada ficou? porque quando duas almas gêmeas complementares se encontram, obtém um prazer duradouro e uma sensação de querer mais e mais, mas com a mesma pessoa e quando não estão fisicamente presentes, continuam a obter quase que a mesma intensidade de prazer apenas com o pensamento?

terça-feira, 1 de julho de 2008

Amor e Loucura

O amor é o mais nobre dos sentimentos, capaz de levar pessoas a cometerem "loucuras", por vezes inofensivas:

Como comprar lembranças, presentes, mimos para o ser amado, guardando-os numa gaveta, ou armazenar em pasta todos os contactos escritos dos encontros realizados, após o ser amado ter partido, mantendo viva a lembrança. o amor não termina quando o ser amado parte e nem tão pouco termina quando a distância física se interpõe. O amor só termina quando não é cuidado e renovado, quando é pautado numa ilusão e não na realidade.

Como dedicar todos os seus pensamentos ao ser amado, como se nada mais existisse na vida a não ser ele, ser amado e a mágica sintonia que os unem, que só o amor é capaz de oferecer.
Como travar diálogos, em pensamento, com o ser amado.


Como "sentir" o perfume / o cheiro do ser amado ou a sua proximidade, sem que este esteja presente fisicamente.
Como atingir o máximo do prazer apenas com a lembrança, a imaginação ou o pensamento no ser amado em qualquer lugar ou momento.

O amor não tem explicação lógica, vai mais além da beleza física, da aparência, ou da razão, simplesmente, sente-se.

Por vezes as pessoas são acometidas de "loucuras doentias" que as levam a tirar a vida do ser amado e a própria vida, ou cometerem crimes hediondos, bárbaros e chocantes em nome do amor, como o relato de um homem que esfaqueou a mulher que dizia amar, assistindo a sua agonia, não se comovendo com seu sofrimento e pedido de socorro, virando-lhe as costas, deixando-a morrer, sem dó nem piedade, isto jamais poderá ser considerado amor, não o amor com "A" maiúsculo, pois este não suporta ver ou sentir o sofrimento do ser amado.

Um texto de como o amor se tornou cego e a loucura sua companhia:
"Loucura resolveu convidar os amigos para tomarem um café em sua casa.Todos os convidados foram. Após tomarem o café a loucura propôs:
- Vamos brincar de esconde-esconde?
O que é isso? - perguntou a curiosidade. Esconde-esconde é uma brincadeira que eu conto até cem e vou procurar, o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar. Todos aceitaram, menos o medo e a preguiça.
- 1,2,3..., a loucura começou a contar. A pressa escondeu-se primeiro, em qualquer lugar. A timidez, tímida como sempre escondeu-se na capa da árvore.
A alegria correu para o meio do jardim, já a tristeza começou a chorar pois não achava um local apropriado para se esconder. A inveja acompanhou o triunfo e escondeu-se perto dele, debaixo de uma pedra. A loucura continuava a contar e os seus amigos iam-se escondendo.
O desespero ficou desesperado ao ver a loucura que já estava no noventa e nove, cem... Gritou a loucura:- Vou começar a procurar.
O primeiro a aparecer foi a curiosidade já que não aguentava mais querendo saber quem seria o próximo a contar. Ao olhar para o lado a loucura viu a dúvida em cima do muro sem saber em qual dos lados se escondia melhor. E assim foram aparecendo, a alegria, a tristeza, a timidez ... Quando estavam todos reunidos a curiosidade perguntou: -Onde está o amor?
Ninguém o tinha visto. A loucura começou a procurar. Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do amor aparecer. Procurando por todos os lados a loucura viu uma roseira, pegou num pauzinho, começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito. Era o amor, gritando por ter furado o olho com o espinho. Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do amor e até prometeu servir-lo para sempre.
O amor aceitou as desculpas. Desde então e até hoje..... "o amor é cego e a loucura sempre o acompanha".
(Retirado de uma apresentação em Powerpoint, recebida por correio eletrônico, de autor desconhecido)

sábado, 28 de junho de 2008

Horizonte da Mente


O ser humano possuiu uma complexa unidade, a mente, intocável por nossas mãos, cujo o mecanismo do seu funcionamento ainda é um mistério por desvendar, porém comanda todo o organismo: "mens sana in corpóreo sano", por mais que um corpo seja próximo da perfeição (próximo porque a perfeição não existe, sempre que se atinge o patamar que seria a perfeição, logo vislumbramos no horizonte outro patamar de perfeição) anatômica e funcionalmente falando, saudável, se não tiver uma mente igualmente saudável, este organismo acaba por adoecer.
Quando o horizonte da mente está iluminado por raios de sol, onde a amizade e/ou o amor resplandece, tendo como base sólida a confiança que deixa marcada a linguagem única comum existente, onde os sonhos e a fantasia florescem dando lugar a uma mágica sintonia nesse maravilhoso relacionamento estabelecido.
Porém, uma mente que apresente em seu horizonte nuvens negras, atormentada pelas dúvidas, medos, receios, geram desconfiança, acabando por "minar" e abalar um relacionamento, quebrando a sintonia existente, provocando um distanciamento, mas de tal forma ardilosa que acaba por atribuir ao outro a responsabilidade desse afastamento, quando na verdade foi gerada pela própria.
Qual o mecanismo que faz com que de repente a magia de uma sintonia seja abalada?
Será que foi uma dúvida, não esclarecida, surgida por um gesto, por uma palavra que ficou envenenando o espírito e levou à quebra de sintonia, até mesmo o levantamento de uma barreira no relacionamento?
Ou foi uma sensibilidade em captar a quebra dessa sintonia, sem conseguir entender o que a motivou e daí surgirem interrogações e questionamentos sobre a quem imputar a responsabilidade dessa ruptura, gerando a desconfortável sensação de se estar perdido, sem saber como agir, o que dizer o que fazer, como que "pisando em ovos" e com isso vão surgindo barreiras, pois a cada palavra ou gesto pode desencadear reações no outro, impedindo o restabelecimento da mágica sintonia existente outrora no relacionamento.
Tanto num como no outro caso o passo deve ser dado no sentido de esclarecer a dúvida ou se realmente a sensação está correta, porque às vezes temos sensações que achamos corresponder à verdade, porém, quando confrontamos com a realidade, não passam de erros dos "sensores" que "captaram mal a mensagem", por motivos vários, até um simples cansaço físico pode levar a que os nossos"sensores"captem erradamente uma "mensagem" vinda do outro, mas se não formos conferir, acabamos sendo nós próprios o responsável pela quebra da magia ou afastamento, deixando de falar a mesma linguagem única e comum que gerou a sintonia, porém atribuindo ao outro essa responsabilidade, que acaba por não entender o que de concreto aconteceu.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O prazer do amor


Ahhh o amor.... como é belo! Quanta magia e encanto espalha no horizonte de quem tem a felicidade de o sentir e vivê-lo em toda a sua magnitude!
Ahhh o amor...capaz de despertar a mais bela e maravilhosa das sensações, o da leveza do espírito, de flutuar no espaço, tamanha plenitude que proporciona.
Ahhh o amor...quanto prazer pode proporcionar, principalmente se vivido a dois com a mesma intensidade e entrega total de ambos ao momento das inebriantes sensações que esse encontro proporciona. Prazer esse que difere do prazer fugaz obtido apenas pela união dos corpos, na busca intencional do prazer através do instinto sexual, que é efêmero.
O prazer obtido pelo amor é duradouro, porque são duas almas gêmeas que se encontram e se tocam, ficando, por isso mesmo, marcado nas entranhas dos seres envolvidos, de tal forma tão intenso e profundo esse sentir, que basta uma simples palavra, um simples gesto de carinho, ambos desprovidos de qualquer intenção ou alusão ao sexo, a não ser o de fazer o outro feliz, ou somente a proximidade do outro, para desencadear uma cascata de emoções, gerando uma reação química com resposta automática de intensa vibração do corpo, conduzindo ao êxtase, ao clímax do prazer, sem que seja necessário estimular os órgãos sensoriais ou as zonas erógenas localizadas na superfície corporal.
A diferença mais marcante entre o prazer sexual e o prazer do amor (com ou sem união dos corpos) é que naquele busca-se o próprio prazer e neste busca-se o prazer do outro, daí o primeiro ser efêmero (pode ser até mais intenso no momento, porém passa e não fica marcado no ser, como se de uma aventura se tratasse, principalmente se necessitou de estímulos externos, como álcool ou outra droga que intensificasse esse prazer, nos dias que se seguem pouco resta do momento) e o segundo ser eterno (porque foram dois mundos que se uniram, corpo e alma, num universo único, onde os espíritos caminharam livres de mãos dadas, daí a sensação de plenitude, de leveza do ser, como se o corpo flutuasse, quando o universo volta a se transformar nos dois mundos de antes, porque os espíritos voltam para dentro dos respectivos corpos, por isso nos dias que se seguem as emoções e sensações permanecem).