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Sua visita me deixou muito feliz...

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Amor & Emoção x Razão


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Riqueza interior ou beleza exterior o que prevalece?

Na natureza há uma diversidade de características conforme a espécie, porém dentro de uma mesma espécie essa diversidade não é muito pronunciada, ao contrário da espécie humana que têm uma variedade de características fenotípicas para além das genotípicas que ditam os traços de personalidade, o caráter e todas as características de cada indivíduo.
Todas as espécies da natureza vivem em grupo e seguem as regras do grupo a que pertencem, o ser humano pertence a vários grupos com regras e normas próprias e peculiares: Família (o 1º grupo de sua existência, igual as demais espécies, claro que guardando as devidas diferenças existentes); Amigos; Escola (dentro deste grupo forma subgrupos de colegas); Religião (alguns não pertencem a este grupo, outros formam subgrupos dentro do grupo, por exemplo na católica, pastoral da saúde, da comunhão, da liturgia, sócio-caritativa etc); Profissional (aqui também formando subgrupos, as especialidades dentro da mesma profissão e instituições laborais) Sócio-cultural (formando vários subgrupos: ativistas e sindicalistas, associações profissionais, caritativas ou filantrópicas, desportivas e artísticas) político-partidárias.
Os grupos são formados a partir de objectivos comuns, excepto o grupo de amigos, este além do objetivo comum é formado através das características individuais dos integrantes. Qual é o pólo de atração, a fascinante riqueza interior ou fascínio da beleza exterior?
Esta seleção é ditada pela própria pessoa de acordo cm o que considera ser fundamental e que acaba por ser sua marca pessoal.
Por isso alguns, principalmente mulheres, se bem que agora começa a existir os metrossexuais (homens que se dedicam a beleza exterior, inclusive depilação) que gastam muito tempo e dinheiro em cosméticos e outros tratamentos estéticos, para ter um corpo escultural, uma pele lisa, sem as marcas deixadas pelo envelhecimento e não tem tempo de cultivar e armazenar tesouros interiores, neste grupo alguns foram premiados pelo universo e não precisam fazer grandes esforços, porque naturalmente já possuem a beleza física , outros precisam de maiores esforços para conseguir. Neste grupo o pólo de atração é o fascínio do corpo e da beleza exterior.
Para outros o fundamental é a beleza que não salta aos olhos, os valores, os princípios éticos e morais, os tesouros internos como a nobreza dos sentimentos, a generosidade, a grandeza de espíritos, cultura e conhecimento. Nestes alguns já foram beneficiados pelo universo com grandes tesouros, apenas precisam mantê-los ou aprimorá-los. Mas outros são diamantes brutos que precisam de muito trabalho e esforço para serem lapidados e tornarem-se numa pedra preciosa. Neste grupo o pólo de atração é a fascinante riqueza interior, o espírito e o Universo.
Entre esses dois grupos extremos, há aqueles que não possuindo beleza física natural são fundamentalistas de que o importante é a riqueza interior e desdenham da beleza exterior, mas na verdade agem como a raposa e as uvas da fábula de La Fointaine, neste há uma certa dificuldade em definir o pólo de atração, porque estão entre a inveja ou desdém da beleza física e são pobres interiormente. Há também aqueles que por considerarem a beleza exterior como não fundamental não acreditam na sua própria beleza, por outro lado também não foram dotados de tesouros interiores, quando muito diamantes brutos e por isso passam pela vida tentando lapidá-los e tarde percebem que estão no mundo errado, onde tudo gira em torno da aparência, da superficialidade e da futilidade, onde o ter sobrepõem-se ao ser e sentem-se perdidos quando socialmente são requisitados, neste o pólo de atração é o mesmo do segundo grupo, fascinação e admiração pelo conhecimento, pelo espírito enfim, pela riqueza interior que alguns seres humanos exibem.
Seria interessante saber qual dos 4 grupos descritos prevalece na sociedade contemporânea, depois saber se a constituição desses grupos está relacionada com o Status social, com a cultura dos povos e por fim, saber como foi a sua evolução através dos tempos. Os resultados obtidos, no mínimo, seriam reveladores da própria evolução do ser humano e poderiam desvendar muito a cerca dos mistérios sobre a origem da Humanidade, quiçá sobre o maior dos mistérios, a vida e a morte.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Emoção...instabilidade temporal!

Emoção, emoção...mas o que é a emoção?
Uma instabilidade temporal do ser humano de acordo com a sua interação com o meio exterior e a sua reação interior a essa interação.
Porém, há que certificar se esta resposta ou tentativa de resposta pode ser uma hipótese viável ou não.
Etimologicamente, a palavra emoção provém do Latim emotionem, "movimento, comoção, acto de mover". É derivado tardio duma forma composta de duas palavras latinas: ex, "fora, para fora", e motio, "movimento, ação", "comoção" e "gesto". Esta formação latina será tomada como empréstimo por todas as línguas modernas européias. A primeira documentação do francês émotion é de 1538. A do inglês emotion é de 1579. O italiano emozione, o português emoção datam do começo do século XVII. Nas duas primeiras línguas, a acepção mais antiga é a de "agitação popular, desordem". Posteriormente, é documentada no sentido de "agitação da mente ou do espírito". http://pt.wikipedia.org/wiki
Como não haveria deixar de ser, visto que somos seres racionais, há que olhar para emoção com olhos da razão, buscando conhecimento fora de nós mesmos, daquilo que a nossa razão nos mostra, para não ficarmos girando em torno de um círculo vicioso, emoção levando a reflexão e esta gerando emoção, assim agindo, "navegando" por este vasto oceano de informações , a Internet, podemos encontrar alguns pontos interessantes, embora um pouco extenso, focados por aqueles que têm-se debruçado, de forma racional e objectiva, sobre a emoção:

"Emoção é um impulso neural que move um organismo para a ação. A emoção se diferencia do sentimento, é um estado neuropsicofisiológico. O sentimento, por outro lado, é a emoção filtrada através dos centros cognitivos do cérebro, especificamente o lobo frontal, produzindo uma mudança fisiológica em acréscimo à mudança psico-fisiológica. Daniel Goleman, em seu livro Inteligência Emocional, discute esta diferenciação por extenso:
- Emoção : É um estado temporário, marcado por modificações fisiológicas. Trata-se de uma reacção primitiva do organismo.
-Sentimento : É um estado mais durável que a emoção. As modificações fisiológicas são menos acentuadas e apresentam mais matize, mas as repercussões mentais são muito mais importantes. O sentimento apresenta-se como algo possuído uma significação muito forte para quem o experimenta, mas também como uma necessidade.
A palavra tem relação com o verbo latino emovere: deslocar-se, sair de. Uma pessoa emocionada, por exemplo, colérica ou em pânico é alguém que perdeu o domínio da situação, mas também de si próprio ("Está fora de si").
O psicólogos behavioristas distinguiram três fases no comportamento emocional:
- Reacção Imediata: A situação ou o estímulo desencadeia de imediato no individuo uma resposta global, de curta duração e acompanhada modificações orgânicas. Formas características destas reacções imediatas: surpresa, alegria, medo, cólera, vergonha, síncope, etc.
- Reacção Secundária: Nesta fase, o indivíduo prepara-se já para a adaptação às circunstâncias. Às reacções emotivas agradáveis, sucedem-se sentimentos de repouso, tranquilidade e satisfação; Às reacções desagradáveis, sucedem-se sentimentos de abatimento e depois de recuperação.
- Consequências permanentes: O organismo, nesta fase, perpetua apenas as emoções agradáveis sob a forma de sentimentos ou paixões anulando ou suprimindo as emoções desagradáveis.
Nesta perspectiva, a emoção aparece definida como uma resposta imediata a um estímulo inicial, do qual se acabam por originar posteriormente condutas estáveis, hábitos emocionais como sentimentos ou paixões.

As emoções produzem sempre modificações físicas como paragens ou aceleração da respiração, dos batimentos do coração, etc.
Nestas manifestações, em que indivíduo chora ou ri, por exemplo, liberta a tensão em que está a viver.

Ao longo da vida qualquer indivíduo aprende a lidar com uma enorme diversidade de situações emocionais, criando um conjunto de hábitos emocionais para as situações que se adapta melhor ou pior .Muitas reacções emotivas dependem da aprendizagem, da educação, do ambiente sócio-cultural e da idade de quem as experimenta.
A timidez desenvolve-se, por vezes, como resultado de uma conduta inadaptada que procura evitar os efeitos da ansiedade face a situações que o sujeito não sabe como reagir"
http://blog.kutova.com/2006/11/15/o-que-e-emocao/
"A emoção é uma reação neural provocada por estímulos psico-fisiológicos. A unidade responsável é chamada de sistema límbico que é constituída por neurônios e pelo lobo límbico. A emoção acontece quando o córtex cerebral recebe informações fisiológicas, ao término desses recebimentos, o organismo continua reagindo emocionalmente durante algum período fazendo com que se acredite no envolvimento de outros fatores relacionados à emoção. Há dois tipos de emoção: • Emoção-choque: caracterizada por um curto período, relacionada a um imprevisto. • Emoção-sentimento: caracterizada por períodos duradouros e intensos designados apenas por sentimentos. ". http://www.brasilescola.com/psicologia/emocao.htm

Depois de tanta objectividade, a sensação é que emoção fica reduzida a um processo neurofisiológico estudado e comprovado cientificamente, porém é conveniente ter sempre presente que a emoção é subjetiva e que cada ser humano apesar de ser constituído pela mesma matéria orgânica e das mesmas reações orgânicas, é único e como tal, o que é verdade científica para uns, não o será para outros, além do que, as emoções muitas vezes transcendem à própria razão, como alguém já disse um dia: "A emoção tem razões que a própria razão desconhece". Prova disso é o vulcão de emoções que o amor provoca, causando uma explosão de sensações permanentes, mesmo que não esteja presente fisicamente no momento, como reflexo das emoções, outrora ,vividas a dois.
Portanto, há somente que senti-la, não importando se é negativa ou positiva, se causa lágrimas ou sorrisos, o importante é encará-la como a música do Roberto Carlos: "...são momentos que eu não esqueci...Amigos eu ganhei, saudades eu senti partindo, ...não importa se chorei ou se sorri, O importante é que emoções eu vivi......"


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Encontro de dois corações...concentração de energia cósmica

Willian Shaekspeare estava certo ao afirmar : ...
*..."Há mais coisas entre o céu e a terra que a nossa vã filosofia pode alcançar"
Um bom exemplo é toda a mágica energia que provém do Universo quando dois corações se encontram, há uma modificação de todo o ambiente, mesmo antes deles se encontrarem, o sol surge com uma tonalidade mais viva e incandescente, o dia adquire uma luminosidade, um brilho radiante, os passarinhos chilream entoando um canto harmonioso de felicidade. Durante o encontro nada mais existe a não ser o bater descompassado ditado pela emoção de sentir o calor e a energia transmitida pelo outro. Após o encontro nova modificação surge, só que desta vez é interna, fazendo com que a pessoa sinta-se com uma vitalidade diferente, chegando mesmo a se surpreender com suas atitudes e reações, de levar na esportiva, inclusive até rir da situação, sem se deixar abater ou afetar pela mesma, mantendo o equilíbrio e a paz interior, que em outras ocasiões seriam motivos de stress, de irritação, de uma "trovoada" ou "tempestade furiosa" ou de perder a "estribeira".
O mais surpreendente de tudo isso, é que a pessoa está envolvida na sua rotina sem que haja nenhum tipo de lembrança ou pensamento que possa originar tal transformação, só quando se apercebe da mudança é que toma consciência da relação causa e efeito produzido pelo encontro de outrora e aí sim as lembranças afloram em sua mente, confirmando esse pressuposto, porque:

*..."Quando fala o amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia"

*..."O tempo é muito lento para os que esperam. Muito rápido para os que tem medo. Muito longo para os que lamentam. Muito curto para os que festejam. Mas, para os que amam, o tempo é eterno".
Realmente estas frases sintetizam bem a velocidade do tempo de acordo com a perspectiva utilizada...como o tempo demora a passar, quando se espera por alguém, parece que os ponteiros do relógio não andam, mas quando dois corações se encontram o tempo deixa de existir momentaneamente, para depois se tornar eterno, porque ficarão para sempre unidos por um fio invisível, mesmo quando estiverem afastados.
*..."Guarda teu amigo sob a chave de tua própria vida".
O amigo entra na nossa vida de forma inesperada, pouco a pouco passa a ser uma parte de nós mesmos, tem um cantinho reservado no nosso coração, por isso quando sorri nós sorrimos, quando chora, nós choramos, quando ele sofre, nós também sofremos, se o magoarmos ou ferirmos estamos ferindo a nós próprios.

Como explicar tudo isso a luz da razão?
Impossível faz parte dos mistérios que a vida encerra, aliás, a própria vida já é um mistério que a nossa razão não consegue desvendar.


sábado, 31 de janeiro de 2009

Chegada de um amigo...emoção e ansiedade!

A perspectiva da chegada de um amigo é sempre acompanhada de muita emoção e ansiedade. Só nessa hora é que temos a real noção de que a saudade e a falta que sentimos com a sua partida, é muito maior do que supúnhamos. Graças, lá está, aos nossos mecanismos de defesa que entraram em ação, para que pudéssemos ultrapassar essa ausência, sem que se tornasse insuportável e originasse comportamentos inadequados que não fossem bem aceites pelo amigo.
Na partida de uma amigo,uma tristeza nos invade, as lágrimas rolam quando vemos que ele já não as vê, porque está de costas para nós, rumo ao horizonte.

Ante a sua chegada, uma alegria imensa faz com que nosso coração dispare e a nossa cabeça fique a mil por hora, para saber como correu, o que fez enquanto esteve ausente, que aventuras teve, que emoções viveu, se houve mudanças na aparência, na forma de pensar, que planos tem, que metas visa alcançar, se conheceu lugares bonitos, se visitou lugares já conhecidos, enfim, tudo que aconteceu ou que viveu nesse tempo em que esteve ausente. Ouvir as histórias, os relatos, é o reviver das aventuras e emoções, de quem as viveu, e para quem as ouve, a oportunidade de sentir as mesmas sensações vividas por quem as conta.

Além das emoções, da ansiedade, a perspectiva da chegada do amigo é acompanhada de um profundo desejo de o abraçar para lhe dizer: Amigo querido que tenha um bom regresso! Que a rotina do seu dia-a-dia seja suave e tranquila! Que haja muitos sorrisos, poucas preocupações e nenhuma contrariedade ou aborrecimento. Se precisar eu estou aqui, conta comigo sempre!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Eu interior nas fases da vida

Na infância o eu interior é indivisível com o eu exterior=> a criança é o que pensa que é, não tem limites, barreiras, fronteiras, estes são colocados pelos adultos que a cercam. Um exemplo, uma criança deficiente não o é para si mesma e nem para as outras crianças, até que é incutido na cabeças delas essa deficiência. Muitas vezes na tentativa dos adultos de protegê-las, acabam acentuando e reforçando a deficiência ou limitação existente e assim as crianças passam a ter essa percepção.

"O bebê nasce com um self que é um fenômeno biológico, não psicológico, acredita ele. O ego, em contrapartida, é uma organização mental que se desenvolve à medida que a criança cresce. O senso de self ou a consciência do self nasce quando o ego (o “eu” mental) passa a estar definido através da autoconsciência, da auto-expressão e do autocontrole. Mas esses termos referem-se à sensibilidade – à consciência, expressão e domínio das sensações. O self, portanto, pode ser definido como um aspecto sensível do corpo".
Na adolescência o eu interior é suplantado pelo eu exterior => é um período de muita mudança, principalmente a nível exterior; O egoísmo e o egocentrismo vigoram, os adolescentes são voltados para si mesmos, porém não são voltados para dentro de si, pouco ou nada param para "ouvir a voz" do seu interior, escutam apenas a voz do eu pertencente ao grupo em que estão inseridos ou tentam estar inseridos.
"Os obstáculos interiores são a ignorância e a fraqueza. O que não sabe o que tem de fazer só tem liberdade para errar, mas não para acertar. E aquele que é fraco, deixa que a desordem dos seus sentimentos ou a coacção externa lhe arrebatem a liberdade. A ignorância deixa a consciência às escuras: não pode decidir bem porque lhe faltam as bases, porque está deformada ou porque foi pouca formada, fica condicionada por qualquer influência ou ideia. Também as várias manifestações da fraqueza pressionam ou abafam a voz da consciência, quer por acção das paixões desordenadas, quer por causa da preguiça". http://artedeviver.no.sapo.pt/amorverdade.htm

Na vida adulta o eu interior começa a se manifestar=> Passado o "furor", a superficialidade, a crise de identidade da adolescência, o jovem adulto começa a se ouvir mais, já não sente o pertencer ao grupo como sendo prioritário, procura "ouvir" mais o seu eu interior do que propriamente o "eu" do grupo, passa a ser o seu "eu" e o "eu" do grupo, o eu interior mais o eu exterior, este último acaba prevalecendo, diferente do eu exterior da adolescência, para atender as exigências feitas pela sociedade, onde está inserido, obrigando a assumir responsabilidades cada vez maiores: Formação profissional, absorção no mercado de trabalho, aquisição de bens materiais, conquista de sua independência, progressão laboral, em alguns casos, constituição de sua família.

"Para alcançar a liberdade interior é preciso vencer a ignorância e as diferentes manifestações de fraqueza. Assim a consciência vai descobrindo a verdade e pondo em ordem os bens e os deveres. Daí a importância de ter verdadeiro amor à verdade".http://artedeviver.no.sapo.pt/amorverdade.htm

Na meia idade o eu interior supera o eu exterior =>tempo de balanço de vida, faz-se um apanhado do passado; Contraste entre o passado e o presente, se houve algum acontecimento negativo marcante no presente, surge uma melancolia ou saudade do passado e uma falta de perspectivas para o futuro. Cada vez mais o eu interior é "ouvido", muitas vezes gerando conflitos, porque o eu interior que se vai conhecendo contrasta com o eu exterior, como se aquele não passasse de um mero desconhecido, há uma incongruência entre os dois, interior e exterior, como se existissem duas pessoas numa mesma pessoa, a que se conheceu ou pensasse que se conheceu a vida inteira e a que vamos conhecendo ou pensasse que se vai conhecendo. ora perplexos pela descoberta dos horizontes que estavam latentes, ora decepcionados por estar iludido em relação a si mesmo.
"A nossa identidade dual assenta em nossa capacidade para formar uma imagem do self em nossa percepção consciente do self corporal. Numa pessoa saudável, as duas identidades são congruentes. A imagem ajusta-se à realidade do corpo como uma luva à mão de seu dono. Quando existe falta de congruência entre a imagem do self e o self, ocorre então um distúrbio de personalidade. A seriedade desse distúrbio está em proporção direta ao grau de incongruência. A discrepância é extremamente marcada na esquizofrenia, onde a imagem quase não tem relação alguma com a realidade. “As instituições psiquiátricas abrigam muitas pessoas que se consideram Jesus Cristo, Napoleão ou alguma outra figura célebre". (Lowen, 1993, p. 39)http://www.ligare.psc.br/leituras/self_des_saudavel_pg7.htm
"O nosso eu interior ou a nossa identidade pofunda se esconde atrás de muitas máscaras que a vida nos impõe. Pois a vida é um teatro no qual desempenhamos muitos papéis.Mas há um momento em que tudo isso é relativizado e vira pura palha. Então deixamos o palco, tiramos as máscaras e nos perguntamos: Afinal, quem sou eu? Que sonhos me movem? Que anjos que habitam? Que demônios me atormentam? Qual é o meu lugar no desígnio do Mistério? Na medida em que tentamos, com temor e tremor, responder a estas indagações vem à lume o homem interior. A resposta nunca é conclusiva; perde-se para dentro do Inefável".http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=650&class=06

Na velhice existe somente o eu sozinho => o eu exterior passa a ter muitas limitações que também vão limitando o eu interior, tornando -se isolado, solitário, muitos são considerados inúteis para a sociedade, que acha que o velho não é produtivo; Estorvo ou um peso para algumas famílias. Todo o seu conhecimento, sua experiência ao longo da vida, cai no esquecimento, originando um mergulhar forçado no seu interior, ficando cada vez mais submerso e perdido nos seus pensamentos. Talvez por isso a demência se instale e daí que muitos associam a velhice com a demência.

Contudo, seria bom se pudéssemos encarar essa etapa assim:"A velhice é a última chance que a vida nos oferece para acabar de crescer, madurar e finalmente terminar de nascer. Neste contexto, é iluminadora a palavra de São Paulo: "na medida em que definha o homem exterior, nesta mesma medida rejuvenesce o homem interior"(2Cor 4,16). A velhice é uma exigência do homem interior. Que é o homem interior? É o nosso eu profundo, o nosso modo singular de ser e de agir, a nossa marca registrada, a nossa identidade mais radical. Esta identidade devemos encará-la face a face.

O importante é preparar o grande Encontro. A vida não é estruturada para terminar na morte, mas para se transfigurar através da morte. Morremos para viver mais e melhor, para mergulhar na eternidade e encontrar a Última Realidade, feita de amor e de misericórdia. Aí saberemos finalmente quem somos e qual é o nosso verdadeiro nome". - Leonardo Boff http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=650&class=06


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Esquecimento ... um mecanismo psicológico de defesa

O ser humano possui mecanismos de defesa para poder superar situações de angústia, estes, são :
Ações subconscientes ou inconscientes que são ativadas quando algum tipo de manifestação é tido como ameaça para o ego. São utilizados como fuga da realidade quando o indivíduo está frente a angústias.(http://www.brasilescola.com/psicologia/mecanismos-defesa.htm)
Os mecanismos de defesa podem ser considerados as ações que têm por finalidade, reduzir qualquer manifestação que possa colocar em perigo a integridade do indivíduo, ou seja, o Ego procura se proteger de situações ameaçadoras.http://www.tiosam.net/enciclopedia/index.asp?q=Mecanismos_de_defesa
Os mecanismos de defesa bem estudados são: Sublimação; Repressão; Racionalização; Projeção; Deslocamento; Identificação; Regressão; Isolamento; Formação Reativa; Substituição; Fantasia; Compensação; Expiação;Negação;Introjeção.http://fundamentosfreud.vilabol.uol.com.br/mecanismosdedefesa.html

O esquecimento, ou melhor o não lembrar de determinados fatos ou situações, também pode ser um mecanismo de defesa, em especial quando a vida ou a morte, nos afasta do nosso ente querido... primeiramente sofremos com a ausência, depois com a saudade e quando esta se torna sufocante e angustiante, para nossa perplexidade, deixamos de lembrar das cenas que envolviam esse ente querido, passamos a viver como se ele não tivesse se afastado ou então como se não fizesse parte da nossa vida e sim parte de um sonho ou de uma fantasia, de um mundo paralelo, acabamos por nos deixar envolver pela nossa realidade, porque independente da nossa vontade ou do nosso querer, a vida continua e segue o seu rumo.

Essa cisão da realidade em duas não é permanente, pelo contrário é muito inconstante, faz com que haja uma flutuação no sentir, ora estamos em equilíbrio, sufocamos a angústia, ora desmoronamos, sufocados pela angústia que ressurge na crista da onda de uma lembrança, como um castelo de cartas que recebe uma lufada de vento.
É curioso, intrigante e desconcertante, quando no meio do lufa-lufa do dia-a-dia, por segundos paramos e pensamos que estivemos vivendo, como se não tivéssemos sofrido a dor da separação, da perda, da saudade, da culpa, que eventualmente carregamos, que pensamos existir e, às vezes, não passa de uma deturpação da nossa própria mente. Nesse momento nos sentimos culpados como se nos tivéssemos tornado insensíveis a ponto de excluir da nossa mente as lembranças do ente querido que se foi, como se o nosso sentimento por ele tenha deixado de existir ou pior acabamos por achar que para agir assim é porque nunca tenha existido, originando uma nova sensação angustiante, porém a nossa mente vem em nosso auxílio, desviando o nosso pensamento focando a nossa atenção em algo diferente, cortando a nossa percepção dessa situação e aí nos envolvemos novamente na nossa realidade e tudo parece voltar ao normal, ao equilíbrio.
Outro acontecimento, embora não haja estudos a comprovar, que possa ser um mecanismo de defesa lançado pelo organismo é a perda da consciência após uma situação traumatizante e até o estado de coma em determinadas situações, neste caso é como se o organismo fizesse uma "retirada estratégica" ganhando tempo para lançar mão das vias alternativas e dos "sobressalentes" para se recompor e poder combater o trauma ou agressão a que foi submetido.
Contudo, quando falham os mecanismo de defesa ou de estabilização, quer por ausência ou por exagero dos mesmos, a angústia pode acabar por se transformar em neurose ou noutro distúrbio mental.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Ser humano esse complexo, contraditório, desconhecido ser da natureza!



O ser humano é complexo, desconhecido, porém fascinante, como o é a natureza!
A complexidade começa na sua própria constituição: Matéria orgânica (corpo+ mente) e material etéreo (espírito); Passa pela constituição estrutural (sua anatomia, um conjunto de estruturas formadas a partir de sua unidade básica a célula que se reúne formando os tecidos, que se agrupam e formam os órgãos, que por sua vez se organizam formando os aparelhos e sistemas: nervoso, endócrino, circulatório, respiratório, imunitário, digestivo, urinário e reprodutor) e funcional (sua fisiologia, um complexo mecanismo de reações químicas, interligadas e interrelacionadas sob o comando do sistema nervoso e endócrino, que lançam seus produtos no sistema de canais e canalículos, os vasos sanguíneos, que os levam a todo o organismo, como se fosse uma montagem em série de uma fábrica ou indústria.
Apesar de todo o avanço tecnológico e científico, o ser humano ainda continua sendo um desconhecido em si mesmo, se assim não fosse não existiriam uma infinidade de doenças, umas raras, como a distrofia muscular e outras doenças genéticas , outras mais vulgares, como a gripe (provocada por um vírus), sendo raras ou vulgares, não apresentam um padrão uniforme de manifestações, porque vai depender do estado nutricional, constitucional, imunitário, psíquico de cada indivíduo para responder a agressão quer do próprio interior, como do exterior, da intensidade da agressão sofrida e do tempo a que ficou submetido à agressão. Exemplificando, quando sofre uma agressão, principalmente de um microrganismo, o organismo envia seus "soldados", os glóbulos brancos, para combater o agressor, mas para isso acontecer é necessário que os "vigilantes" sinalizem para o sistema nervoso e deste para o sistema endócrino, imunitário, hematopoietico e depois surgir a ordem de "atacar", numa cascata de reações químicas. Conforme o agressor assim é ativada uma determinada cascata de reações. São várias as cascatas que ocorrem no organismo, existem as principais vias e as vias alternativas ou sobressalentes.
Por isso que se diz, com muita razão, que "cada caso é um caso", porque cada ser humano é único. Cada gravidez, para uma mesma mulher, é sempre única, embora siga um padrão comum: fecundação (fusão dos gâmetas masculino e feminino, formando o ovo)-nidação (ovo se fixa no útero)-aumento do útero-desenvolvimento embrionário-desenvolvimento fetal-parto-involução uterina;
Tudo isso mostra como o ser humano é fascinante em termos de estrutura, de função, desse equilíbrio corpo e mente (mens sana in corporeo sano), dessa "teia" de reações químicas interligadas que decorrem da interação com o meio ambiente e com o próprio meio interno, essa homeostasia.
Contudo em termos sociais ou do seu comportamento em sociedade, ou nas relações sociais, esse fascínio se desvanesce porque o que prevalece é o oposto da sua essência, ou seja o seu lado escuro ou das trevas, representado pela mentira, falsidade, inveja, cinismo, hipocrisia, intriga, ofensa. injúria, calúnia, falta de respeito pelo semelhante e por toda a natureza, traição, infidelidade, desonestidade, corrupção, luta desenfreada pelo poder não importando que métodos são utilizados, afastando-se assim, cada vez mais, da sua natureza divina, repleta de luz e de amor, em consequência, afastando-se daquilo que todos almejam, a felicidade, que nada mais é do que o amor em toda a sua plenitude e magnitude.