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Amor & Emoção x Razão


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Finitude do mundo

Circula na Internet uma mensagem que aponta para a data do fim do mundo em 2012, mensagem esta que apresenta argumentos eloquentes, supostamente documentados e demonstrando ser credível, porém questionável:
Quem é que pode afirmar com precisão que algo terminará com data marcada se não for o autor desse algo?
Será que o criador do Universo segredou no ouvido de alguém e este alguém não conseguiu guardar o segredo e "bateu com a língua nos dentes" espalhando o segredo aos 4 cantos do mundo?
Quando aproximou-se a passagem do século e do milénio (1999-2000) também houve especulação a cerca do fim do mundo e que chegaria exatamente com a viragem do milénio e nada ocorreu. Será que isso seja ditado por aquilo que o povo diz que supostamente teria sido dito por Deus "Ide mundo que de 2000 não passarás" e nessas expectativas vão formulando datas durante o ano de 2000, então se for assim isto só deveria acontecer em 2999, não passando para 3000.
Será que os cientistas com o avanço tecnológico existente já conseguem com precisão determinar que as catástrofes da natureza (tufões, abalos sísmicos, tempestades, queda de neve) que vêm ocorrendo por todo mundo e em lugares que nunca existiram, sejam o prenúncio do fim do planeta Terra?
Se for assim então como ficam as previsões do efeito estufa que se fariam sentir de forma acentuada daqui a cerca de 50 anos, falharam? porque alguns escritos dizem que aproxima-se uma nova era do gelo. Então, em que ficamos o mundo termina em brasa ou em gelo? ao longo do tempo ouviu-se dizer que o fim do mundo seria pelo fogo, mas se vem uma nova era do gelo, inclusive que a terra deixará de girar devido à interferência do campo magnético provocada por um cometa que se aproxima e que isso fará com que haja uma inversão da da rotação da terra ocasionado a inversão da polaridade, tudo isso está um pouco, para não dizer, muito confuso.
Contudo, foi divulgado recentemente que existe uma estufa gigantesca que abriga todas as espécimes de árvores e plantas que existem no planeta, lembrando a outrora, Arca de Noé, só que ao invés de guardar um casal de cada espécie do reino animal, guarda as espécies do reino vegetal, se os cientistas não estivessem pensando no fim, pelo menos de parte do planeta, não estariam se acautelando e preservando as espécies para repor a vegetação. Mas assim o planeta teria somente o reino vegetal, ou os cientistas também estão recolhendo e congelando embriões das espécies animais, incluindo o Homem, daí as experiências genéticas, inclusive dos clones? como é mais ou menos retratado no filme "a Ilha"?
Muito dos argumentos que apontam para o fim do mundo para breve, baseiam-se na interpretação de profecias (do Lat. prophetia= acção de predizer, prever o futuro, vaticínio) como as da civilização Maia:
No mês de Julho de 2006, telescópios e supercomputadores revelaram que o nosso Sistema Solar se encontra no cruzamento entre duas galáxias e se alinhará com o centro da Via Láctea em 2012 - quando receberá o fluxo máximo de energia das formações de plasma luminoso por onde transita actualmente. Esse acontecimento cósmico, jamais sonhado pelos astrônomos contemporâneos, foi calculado pelos antigos astrônomos do Egipto e da América Central, de que se destacava o povo Maia.
Com base em suas observações os Maias previram que a partir da data inicial de sua civilização, desde o 4° Ahua, 8° Cumku, isso é 3.113 a.C., totalizará 5.125 anos no futuro, ou seja ao ano de 2012 d.C., quando o sol ao receber um forte raio sincronizado proveniente do centro da galáxia, mudará sua polaridade e produzirá uma gigantesca labareda radiante. Coincidência ou não, o facto é que nossos astrónomos verificam grande actividade na superfície solar nos últimos anos, podendo intensificar-se extraordinariamente no ano 2012.http://www.novaera-alvorecer.net/as_7_profecias_maias.htm


Outra profecia que anuncia o fim do mundo para próximo é a profecia de São Malaquias:
São Malaquias teria tido uma visão durante uma viagem a Roma por volta de 1139 a respeito dos 112 papas que assumiriam o comando da Igreja antes do Julgamento Final, quando, segundo a Bíblia, Deus separará os bons dos maus.
O actual papa Bento XVI, de acordo com a profecia, constitui o penúltimo papa, é o número 111 da lista e é descrito no texto como sendo "gloria olivae — a glória da oliveira", . Em que sentido o actual papa será "a glória da oliveira"? Como o ramo de oliveira é melhor conhecido símbolo da paz, presumivelmente a glória da oliveira é a paz. Assim, a frase sugere que o actual papa será um homem comprometido com a promoção da paz.
O próximo papa será o de número 112 dessa lista e é descrito no texto como sendo o "Pedro o Romano". O último papa na lista das profecias papais de Malaquias é dado não por um mote, mas por um nome que não pode ser ambíguo, "Petrus Romanus — Pedro o Romano". O nome é seguido de uma breve descrição de seu pontificado que vai até o julgamento final e a destruição da Terra. "Na perseguição final da Igreja Católica reinará Pedro, o Romano, que alimentará seu rebanho em meio a muitas tribulações, depois das quais (Roma ) a cidade das sete colinas será então destruída e um terrível juiz julgará o povo. Fim."
Contudo, convém lembrar que "aonde há fumaça há fogo", esse burburinho que se faz sentir, algum significado deve ter, mas só os tempos dirão e aqueles que cá estiverem para contar, que conte, porque o fim do mundo, ou melhor da existência terrena nesta dimensão que conhecemos, chega trazido pelo crepúsculo da vida. Quando a ciência puder prever a data exata do fim de um planeta, também poderia prever a data do crepúsculo da vida.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Pensador...um observador ou simplesmente um teórico distanciado da realidade

Pensar todos os seres humanos pensam, porém existem Homens que desenvolvem e aprimoram mais o pensamento a cerca do mundo que os rodeia, tornando-o mais elaborado, com maior consistência, tentando transformá-los em termos concretos, lógicos e organizados, estes são chamados pensadores.
Os pensadores surgem em vários ramos do conhecimento e do saber, uns são filósofos, outros são cientistas de diferentes áreas da ciência.

Uns pensadores partem das observações que captam do exterior e processam-na no seu interior e devolvem o seu produto final ao exterior para que possa ser debatida em termos de viabilidade e depois comprovada através da experimentação, a isto chama-se conhecimento científico, parte-se do empirismo para a ciência.

Outros partem de observações do seu interior elaboram teorias e tentam comprová-las na prática para que se torne um postulado ou uma lei científica ou ainda que sirva de substrato para para desenvolvimento de estudos científicos. Tentam passar do abstrato (intuição ou sensibilidade) para o concreto.

Porém existem outros iludidos que se acham observadores do exterior, mas que na verdade, escondem-se por detrás de um muro, mas sem se aperceberem, alienados e distanciados da realidade, através da construção de pensamentos lógicos e racionais, muitas vezes partindo de premissas falsas, por estarem partindo dos seus próprios conceitos e teorias e não da observação real do exterior. Estes por serem excessivamente teóricos, são solitários e mesmo inadaptados ou desinseridos socialmente, são contestadores de tudo que vem do exterior que não vá de encontro aos seus pensamentos, acreditarem que são os "sabichões" ou os "donos da verdade", acham-se incompreendidos e injustiçados, por vezes até são mesmo, por isso estão sempre "brigando" com o exterior.

Este 3 grupos podem coexistir dentro de um mesmo ser humano e se destacar de acordo com o momento, com a situação, com a motivação e a inclinação ou aptidão de cada um. Contudo pode acontecer de que um deles sobressaia, se for o primeiro grupo, vamos encontrar os cientistas, se for o 2º grupo a sobressair, vamos encontrar os filósofos, os gênios da humanidade, se for o 3º grupo, vamos encontrar muitos professores, alguns catedráticos, mas também vamos encontrar, infelizmente, pessoas com distúrbios psicológicos, rebeldes, reacionários, fanáticos e até mesmo terroristas.

Um pensamento será uma teoria ou postulado se puder ser validado, aplicado ou reproduzido na prática.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Coma...Matar, deixar morrer ou esperar pelo crepúsculo?

Uma notícia recente: "Vítima de acidente em 1992, Eluana Englaro morreu em clínica em Udine, suícidio assistido", provoca polêmica sobre a Eutanásia na Itália e no mundo todo.
O nosso cérebro, medula espinhal e nervos periféricos compõem um sistema de controle e processamento integrado de informações. O estudo científico do cérebro e do sistema nervoso é chamado de neurociência ou neurobiologia.
Os cientistas acreditam que a consciência depende da constante transmissão de sinais químicos do tronco cerebral e tálamo para o cérebro. Estas áreas estão conectadas por caminhos neurais chamados Substância Reticular Ativada. Qualquer interrupção nestas mensagens pode colocar a pessoa em um estado alterado de consciência.
Estado de coma – Definido como estado de abolição de respostas ou respostas reduzidas e alteradas. O paciente tem perda completa da percepção do meio ambiente e de si próprio e do qual não pode ser despertado. É o estado mais grave de perda da consciência e geralmente se acompanha de algum comprometimento neurológico e/ou somático grave. A vida de relação, os reflexos e os automatismos costumam estar bastante alterados, variando de acordo com a intensidade do estado comatoso. Havendo alguma atividade psíquica presente, ainda que confusa, fala-se de coma vigil. No estado comatoso a consciência se acha profundamente alterada ou quase abolida, tanto assim que o doente não dispõe da capacidade de se manter atento ao mundo externo e, desse modo, ter consciência do que está sendo vivido. Podem ser determinados por lesões cerebrais, traumas cranianos, distúrbios metabólicos ou intoxicações exógenas, medicamentosas ou não. Ainda quantitativamente, a consciência pode estar aumentada, em estado de hipervigilância, onde os estímulos são percebidos com maior intensidade. O fluxo do pensamento é normalmente acelerado e, comumente, há uma exuberância psicomotora e das atividades em geral. Tal situação é mais comum nos estados de intoxicação por substâncias psicotrópicas estupefacientes. Quando esta hipervigilância está acompanhada de exaltação do humor estamos diante de um quadro de hipomania ou mania,
Tipos de coma
*Neurológico – Pode decorrer de patologias como: AVC, TCE, tumores cerebrais, etc.·
*Metabólico – Pode ser denominado de acordo com a patologia causadora ex: coma diabético, coma hepático, coma urêmico.
Classificação de coma:
*Grau I ou Vigil – O paciente mantém resposta à dor, reflexos e sinais vitais presentes;
*Grau II ou Leve – A resposta à dor está ausente, no entanto, os reflexos e sinais vitais estão presentes;
*Grau III ou Profundo - A resposta à dor e os reflexos estão ausentes, sinais vitais presentes;. *Grau IV ou Depassé – A resposta à dor, os reflexos e os sinais vitais estão ausentes.
Paciente é considerado comatoso quando não obedece às ordens, não emite palavras, não abre os olhos.
O estado vegetativo é um tipo de coma em que o paciente está acordado mas não reage aos estímulos. Geralmente, quem se encontra neste estado são pessoas que estavam em coma e depois de alguns dias ou semanas saem do coma e permanecem num estado inconsciente no qual seus olhos ficam abertos, dando a impressão de que estão acordados. Pacientes assim podem ter comportamentos que levam os membros da família a acreditarem que estão ficando acordados e comunicativos. Estes comportamentos podem incluir resmungos, bocejos e movimentos da cabeça e membros. Entretanto, eles não respondem a qualquer estímulo interno ou externo e as evidências de danos cerebrais extensivos ainda persistem. A evolução dos pacientes nos quais um estado vegetativo dura um mês ou mais é geralmente pequena, e os médicos usam o termo estado vegetativo persistente.
Existem vários casos de pessoas que estiveram em coma e que regressaram, motivo pelo qual reacendeu-se a chama da polêmica em torno da eutanásia (A palavra eutanásia é composta de duas palavras gregas ― "eu"= bom e "thanatos"=morte ― e significa, literalmente, "uma boa morte". Na actualidade, entende-se geralmente que "eutanásia" significa provocar uma boa morte ― "morte misericordiosa", em que uma pessoa acaba com a vida de outra pessoa para benefício desta. Este entendimento da palavra realça duas importantes características dos actos de eutanásia. Primeiro, que a eutanásia implica tirar deliberadamente a vida a uma pessoa; e, em segundo lugar, que a vida é tirada para benefício da pessoa a quem essa vida pertence ― normalmente porque ela ou ele sofre de uma doença terminal ou incurável. Isto distingue a eutanásia da maior parte das outras formas de retirar a vida.
Há 3 tipos de eutanásia:
1-Voluntária » Há uma relação estreita entre eutanásia voluntária e suicídio assistido, em que uma pessoa ajuda outra a acabar com a sua vida (por exemplo, quando uma pessoa obtém os medicamentos que irão permitir que o outro se suicide). Um exemplo é o caso de Ramón Sampedro:Ramón Sampedro era um espanhol, tetraplégico desde os 26 anos, que solicitou à justiça espanhola o direito de morrer, por não mais suportar viver. Ramón Sampedro permaneceu tetraplégico por 29 anos. A sua luta judicial demorou cinco anos. O direito à eutanásia activa voluntária não lhe foi concedido, pois a lei espanhola caracterizaria este tipo de acção como homicídio. Com o auxílio de amigos planejou a sua morte de maneira a não incriminar sua família ou seus amigos. Em Novembro de 1997, mudou-se de sua cidade, Porto do Son/Galícia-Espanha, para La Coruña, 30 km distante. Tinha a assistência diária de seus amigos, pois não era capaz de realizar qualquer actividade devido a tetraplegia. No dia 15 de Janeiro de 1998 foi encontrado morto, de manhã, por uma das amigas que o auxiliava. A autopsia indicou que a sua morte foi causada por ingestão de cianeto. Ele gravou em vídeo os seus últimos minutos de vida. Nesta fita fica evidente que os amigos colaboraram colocando o copo com um canudo ao alcance da sua boca, porém fica igualmente documentado que foi ele quem fez a acção de colocar o canudo na boca e sugar o conteúdo do copo. A repercussão do caso foi mundial, tendo tido destaque na imprensa como morte assistida.
A amiga de Ramón Sampedro foi incriminada pela polícia como sendo a responsável pelo homicídio. Um movimento internacional de pessoas enviou cartas "confessando o mesmo crime". A justiça, alegando impossibilidade de levantar todas as evidências, acabou por arquivar o processo.

2- Não voluntária » quando a pessoa a quem se retira a vida não pode escolher entre a vida e a morte para si ― porque é, por exemplo, um recém-nascido irremediavelmente doente ou incapacitado, ou porque a doença ou um acidente tornaram incapaz uma pessoa anteriormente capaz, sem que essa pessoa tenha previamente indicado se sob certas circunstâncias quereria ou não praticar a eutanásia.3- Involuntária quando é realizada numa pessoa que poderia ter consentido ou recusado a sua própria morte, mas não o fez ― seja porque não lhe perguntaram, seja porque lhe perguntaram mas não deu consentimento, querendo continuar a viver. Embora os casos claros de eutanásia involuntária possam ser relativamente raros, houve quem defendesse que algumas práticas médicas largamente aceites (como as de administrar doses cada vez maiores de medicamentos contra a dor que eventualmente causarão a morte do doente, ou a suspensão não consentida ― para retirar a vida ― do tratamento) equivalem a eutanásia involuntária.
Até agora, definimos "eutanásia" de forma vaga como "morte misericordiosa". Há, contudo, duas formas diferentes de provocar a morte de outro; pode-se matar administrando, por exemplo uma injecção letal, ou pode-se permitir a morte negando ou retirando tratamento de suporte à vida. Casos do primeiro género são vulgarmente referidos como eutanásia "activa" ou "positiva", enquanto casos do segundo género são frequentemente referidos como eutanásia "passiva" ou "negativa". Quaisquer dos três géneros de eutanásia indicados anteriormente ― eutanásia voluntária, não-voluntária e involuntária ― tanto podem ser passivos ou activos.
Ao contrário da eutanásia existe a distanásia (do grego “dis”, mal, algo mal feito, e “thánatos”, morte). Consiste em atrasar o mais possível o momento da morte usando todos os meios, proporcionados ou não, ainda que não haja esperança alguma de cura, e ainda que isso signifique infligir ao moribundo sofrimentos adicionais e que, obviamente, não conseguirão afastar a inevitável morte, mas apenas atrasá-la umas horas ou uns dias em condições deploráveis para o doente.
Tecnologias poderosas permitem aos médicos manter a vida de muitos pacientes que, apenas há uma década ou duas atrás, teriam morrido porque os meios para impedir a morte não existiam. Devido a isto, coloca-se ainda com mais urgência uma velha questão: devem os médicos fazer sempre tudo o que é possível para tentar salvar a vida de um doente? Devem eles fazer esforços "heróicos" para acrescentar mais umas quantas semanas, dias, ou horas à vida de um doente terminal sofrendo de cancro? Deve o tratamento activo de bebés que nasceram com tantas deficiências que a sua curta vida será preenchida com pouco mais do que sofrimento contínuo ser sempre instigado?
A polêmica a cerca da eutanásia é muito antiga:

"A discussão acerca dos valores sociais, culturais e religiosos envolvidos na questão da eutanásia apareceu, primeiramente, na Grécia antiga; Platão, Epicuro e Plínio foram os primeiros filósofos a abordarem o tema. Platão na República, expõe já conceitos solucionadores patrocinando o homicídio dos anciões, dos débeis e dos enfermos. Igualmente Sócrates defendia a ideia de que o sofrimento resultante de uma força dolorosa justificava o suicídio. Aristóteles, Pitágoras e Epicuro, ao contrário, condenavam tal prática. Hipócrates, por sua vez, declarou no seu Juramento: “eu não darei qualquer droga fatal a uma pessoa, se me for solicitado, nem sugerirei o uso de qualquer uma deste tipo”.
Os antigos praticavam a eutanásia, em larga escala, contra as crianças raquíticas, velhos, enfermos, incuráveis, aleijados, como confessa Platão: “estabelecerá em nossa República uma medicina e uma jurisprudência que se limitem ao cuidado dos que receberam da natureza corpo são e alma famosa; e pelo que toca aos que receberam corpo mal organizado, deixá-los morrer e que sejam castigados com pena de morte os de alma incorrigível”.
Tal prática aparece também associada a motivações e ritos religiosos; povos primitivos sacrificavam os enfermos, os velhos, os débeis, em benefício dos outros.
Na Índia antiga, os doentes incuráveis eram atirados publicamente ao Rio Ganges, depois de receberem na boca e no nariz um pouco de lama sagrada.
Os Brâmanes tinham por lei matar ou abandonar nas selvas os recém-nascidos que padeciam de má índole, sendo considerados inaproveitáveis para a sociedade.
Os Celtas, além de matarem as crianças deformadas ou monstruosas, eliminavam também os velhos, uma vez que os desnecessários à sociedade e não contribuíam para o enriquecimento da nação. É oportuno lembrar que este costume ainda é praticado, actualmente, por alguns povos como por exemplo, os batas e os neocaledónios.
Os Germanos matavam os enfermos. Na Birmânia, eram enterrados vivos os doentes incuráveis, enquanto que os Eslavos e Escandinavos, apressavam a morte de seus pais enfermos.
Os povos caçadores e errantes, matavam seus pares velhos, doentes, feridos, para que os mesmos não ficassem abandonados à sorte e às feras, nem tão pouco fossem trucidados pelos inimigos. Atitude esta, movida pelo carinho e atenção que dispensavam a seus etes queridos, sendo que tal atitude foi largamente imitada pelos Índios brasileiros.
Em Esparta, era prática comum e até mesmo obrigatória a precipitação de recém-nascidos com malformações do alto do monte Taijeto, por serem inúteis para a comunidade, a fim de evitar qualquer sofrimento ou virem a constituir-se carga para os familiares e para o Estado. Aqui o homicídio não era considerado crime, desde que praticado em hora dos deuses; e o assassinato dos velhos, pedido muitas vezes por eles mesmos, era uma obra de piedade filial.
Em Atenas, o senado tinha poderes de facultar a eliminação dos velhos e incuráveis, dando-lhes “conium maculatum” (bebida venenosa) em banquetes especiais.
Segundo Giuseppe Del Vecchio, os gestos dos Césares, voltando para baixo o polegar (“pollice verso”) nos circos romanos, equivalia à prática da eutanásia. Os infelizes gladiadores, mortalmente feridos nos combates viam, assim, abreviados os sofrimentos pela compaixão real.
Na tradição bíblica, o rei de Israel, Saúl, ferido no campo de batalha, e a fim de não cair prisioneiro, lançou-se sobre a sua espada e morreu. Teria sido a primeira eutanásia da história?
Na Idade Média, dava-se aos guerreiros feridos um punhal afiadíssimo, chamado “misericórdia”, que lhes servia para evitar o sofrimento e a desonra.
Napoleão Bonaparte, na campanha do Egipto, pediu ao médico que matasse os soldados atacados pela peste, tendo o cirurgião respondido que o médico não mata, a sua função é curar.
No século passado, o seu apogeu foi em 1895, na então Prússia, quando, durante a discussão do seu plano nacional de saúde, foi proposto que o Estado deveria prover os meios para a realização de eutanásia em pessoas que se tornaram incompetentes para solicitá-la.
No século XX, esta discussão teve um de seus momentos mais acalorados entre as décadas de 20 e 40. Foi enorme o número de exemplos de relatos de situações que foram caracterizadas como eutanásia, pela imprensa leiga, neste período. O Prof. Jiménez de Asúa catalogou mais de 34 casos. No Brasil, na Faculdade de Medicina da Bahia, mas também no Rio de Janeiro e em São Paulo, inúmeras teses foram desenvolvidas neste assunto entre 1914 e 1935.
Em 1931, na Inglaterra, o Dr. Millard, propôs uma Lei para Legalização da Eutanásia Voluntária, que foi discutida até 1936, quando a Câmara dos Lordes a rejeitou. Esta sua proposta serviu, posteriormente, de base para o modelo holandês. Durante os debates, em 1936, o médico real, Lord Dawson, revelou que tinha "facilitado" a morte do Rei George V, utilizando morfina e cocaína.
O Uruguai, em 1934, incluiu a possibilidade da eutanásia no seu Código Penal, através da possibilidade do "homicídio piedoso". Esta legislação uruguaia possivelmente seja a primeira regulamentação nacional sobre o tema. Vale salientar que esta legislação continua em vigor até o presente. A doutrina do Prof. Jiménez de Asúa, penalista espanhol, proposta em 1925, serviu de base para a legislação uruguaia.
Em outubro de 1939 foi iniciado o programa nazista de eutanásia, sob o código "Aktion T 4". O objetivo inicial era eliminar as pessoa que tinham uma "vida que não merecia ser vivida". Este programa materializou a proposta teórica da "higienização social".
Em 1954, o teólogo episcopal Joseph Fletcher, publicou um livro denominado "Morals and Medicine", onde havia um capítulo com título "Euthanasia: our rigth to die". A Igreja Católica, em 1956, posicionou-se de forma contrária a eutanásia por ser contra a "lei de Deus". O Papa Pio XII, numa alocução a médicos, em 1957, aceitou, contudo, a possibilidade de que a vida possa ser encurtada como efeito secundário a utilização de drogas para diminuir o sofrimento de pacientes com dores insuportáveis, por exemplo. Desta forma, utilizando o princípio do duplo efeito, a intenção é diminuir a dor, porém o efeito, sem vínculo causal, pode ser a morte do paciente.
Em 1968, a Associação Mundial de Medicina adotou uma resolução contrária a eutanásia.
Em 1973, na Holanda, uma médica geral, Dra. Geertruida Postma, foi julgada por eutanásia, praticada em sua mãe, com uma dose letal de morfina. A mãe havia feito reiterados pedidos para morrer. Foi processada e condenada por homicídio, com uma pena de prisão de uma semana (suspensa), e liberdade condicional por um ano. Neste julgamento foram estabelecidos os critérios para ação do médico.
Em 1980, o Vaticano divulgou uma Declaração sobre Eutanásia, onde existe a proposta do duplo efeito e a da descontinuação de tratamento considerado fútil.
Em 1981, a Corte de Rotterdam revisou e estabeleceu os critérios para o auxílio à morte. Em 1990, a Real Sociedade Médica dos Países Baixos e o Ministério da Justiça estabeleceram uma rotina de notificação para os casos de eutanásia, sem torná-la legal, apenas isentando o profissional de procedimentos criminais.
Em 1991, houve uma tentativa frustrada de introduzir a eutanásia no Código Civil da Califórnia/EEUU. Neste mesmo ano a Igreja Católica, através de uma Carta do Papa João Paulo II aos bispos, reiterou a sua posição contrária ao aborto e a eutanásia, destacando a vigilância que as escolas e hospitais católicos deveriam exercer na discussão destes temas.
Os Territórios do Norte da Austrália, em 1996, aprovaram uma lei que possibilita formalmente a eutanásia. Meses após esta lei foi revogada, impossibilitando a realização da eutanásia na Austrália.
Em 1996, foi proposto um projeto de lei no Senado Federal (projeto de lei 125/96), instituíndo a possibilidade de realização de procedimentos de eutanásia no Brasil. A sua avaliação nas comissões especializadas não properou.
Em maio de 1997 a Corte Constitucional da Colombia estabeleceu que "ninguém pode ser responsabilizado criminalmente por tirar a vida de um paciente terminal que tenha dado seu claro consentimento". Esta posição estabeleceu um grande debate nacional entre as correntes favoráveis e contrárias. Vale destacar que a Colombia foi o primeiro país sul-americano a constituir um Movimento de Direito à Morte, criado em 1979.
Em outubro de 1997 o estado do Oregon, nos Estados Unidos, legalizou o suicídio assistido, que foi interpretado erroneamente, por muitas pessoas e meios de comunicação, como tendo sido autorizada a prática da eutanásia.
Em novembro de 2000 a Câmara de Representantes dos Países Baixos aprovou, com uma parte do plenário se manifestando contra, uma legislação sobre morte assistida. Esta lei permitirá inclusive que menores de idade possam solicitar este procedimento. Falta ainda a aprovação pelo Senado, mas a aprovação é dada como certa. Esta lei apenas torna legal um procedimento que já era consentido pelo Poder Judiciário holandês. A repercussão mundial foi muito grande com forte posicionamento do Vaticano afirmando que esta lei atenta contra a dignidade humana. Em 1974, três cientistas prémios Nobel, Linus Pauling, Gerog Thomson e Jacques Monod foram os primeiros subscritores do “Manifesto em favor da eutanásia humanitária”, publicado na revista “The Humanist” de Julho/Agosto de 1974.Relativamente aos médicos e á medicina é sentir comum que nunca se pode ter total certeza de que determinada doença é incurável".


Alguns relatos de casos de pessoas em coma que reverteram:
1- Um ferroviário polaco que ficou em coma em 1988 devido a um acidente despertou ao fim de 19 anos, anunciou hoje a cadeia de televisão privada Polsat.
Vítima de um choque contra um vagão, Jan Grzebski desenvolveu um tumor cerebral, que lhe afectou os movimentos e a fala até o imobilizar completamente.
«Vi tudo, ouvi os médicos dizerem que eu teria um mês ou dois de vida mas não podia reagir», relatou à estação televisiva, acrescentando que deve a sua via à mulher, Gertruda: «Foi ela que cuidou sempre de mim, foi ela que me salvou a vida».
Pai de quatro filhos na altura do acidente, Grzebski tem hoje onze netos. Quando ficou em coma, a Polónia ainda era um país comunista mas hoje faz parte da União Europeia e da NATO.
«O que hoje me espanta são estas pessoas todas que se passeiam a falar ao telemóvel e não páram de se queixar. Por mim, não tenho nada a lamentar», argumentou.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=279147
2-Despertou de estado próximo do coma
Terapia experimental foi bem sucedidaUm homem de 38 anos que ficou com graves lesões cerebrais, depois de ter sofrido um traumatismo craniano, e que durante seis anos se manteve num estado de consciência mínima, incapaz de falar ou de se alimentar, recuperou a fala e recomeçou a comer depois de ter sido sujeito a uma estimulação eléctrica numa zona cerebral profunda. Este é um caso inédito de aplicação deste tipo de tratamento, e consequente recuperação, a uma lesão cerebral ocorrida na sequência de um acidente, e vem relatado hoje na revista Nature. A equipa que procedeu à terapia experimental, liderada pelo neurologista Josef Fins, da Weil Cornell Medical College, de Nova Iorque, acredita que este sucesso é uma esperança para outros casos semelhantes e "abre caminho a novos tratamentos para pessoas em estado de consciência
mínima".http://dn.sapo.pt/2007/08/02/ciencia/despertou_estado_proximo_coma.html
3-Mulher inglesa despertou de profundo coma com um beijo de seu marido
LONDRES, 28 Jan. 09 / 09:58 am (ACI).- A imprensa inglesa difundiu a história da Emma Ray, uma jovem mãe de família conhecida agora como a “Bela Adormecida” de Shropshire. Embora os médicos davam seu caso por perdido, Emma despertou de um estado de vírgula profundo com um beijo. Faz dois anos, Emma Ray deu a luz a seu segundo filho Alexander, por cesariana. Dez dias depois sofreu um ataque cardíaco e ficou em estado de coma. Os médicos advertiram a seu marido Andrew que não podiam fazer mais por ela e que tinha as mesmas possibilidades de recuperar a consciência em algum momento, como de ficar em estado de coma de por
vida.Andrew não se deixou abater. Acompanhava-a todo o tempo possível e começou a levar gravações com o pranto do recém-nascido e a voz de sua filha maior, Ela, gritando “acordada mamãe”.“Punha-lhe as canções que dançamos em nosso matrimônio, falava-lhe com muita suavidade, tomava sua mão, tocava seus dedos, o tempo todo lhe dizia que a amava e lhe rogava que acordasse”, lembra.Emma permanecia imóvel e silente. Mas duas semanas depois ocorreu o que eles chamam “um milagre”.Andrew, um perito em tecnologia informática, inclinou-se para sua esposa e lhe fez um amoroso pedido: “Emma, se me pode escutar, por favor só me dê um beijo”.A mulher volteou ligeiramente a cabeça e o beijou. Andrew sentiu que seu coração “se sairia de meu peito” e os médicos contemplaram a cena sem sair de seu assombro.Desde esse dia, Emma começou a recuperar e perder a consciência com freqüência. Seu cérebro tinha sofrido danos pela falta de oxigênio. junto a seu marido começou um intenso caminho de reabilitação e o casal se converteu em um modelo para os habitantes de Shropshire.A dois anos do acontecido, Emma padece de perda da memória a curto prazo, necessita ajuda para caminhar e alguém que vele por ela em todo momento. Sua recuperação exige perseverança e muitos sacrifícios.Entretanto, para sua família não há major alegria que tê-la com eles.http://www.acidigital.com/noticia.php?id=15190
4-Tinha 19 anos quando sofreu um grave acidente de viação que o deixou em coma. E Terry Wallis permaneceu nesse estado durante muito tempo. Demasiado tempo para que houvesse esperanças de que voltasse a despertar. Mas, 19 anos depois, Wallis acordou. E após quase duas décadas em estado vegetativo, o paciente tem feito progressos surpreendentes para a comunidade científica.As análises ao cérebro de Terry Wallis sugerem que houve um crescimento do tecido cerebral, e esta descoberta pode representar uma maior compreensão não só do cérebro como da forma como ele pode recuperar de graves lesões.Foi há três anos que Wallis pronunciou a sua primeira palavra. Depois de dizer "mãe" continuou a registar evoluções, apesar de limitadas. Já diz mais palavras, o seu discurso tem melhorado substancialmente e recuperou alguma mobilidade nas pernas. Porém, a sua memória é curta e muito pobre. Wallis continua sem compreender o que lhe aconteceu.http://www.helenacasanova.publinetportugal.com/noticia_dn.php
5-Recuperação do EVP (estado vegetativo persistente)
Pesquisadores médicos têm realizado numerosos estudos para determinar quantas pessoas no denominado «coma irreversível», de facto, voltaram desse estado.
Um estudo de 84 pessoas a quem os médicos consideraram estar em «estado vegetativo persistente» mostrou que 41% recuperaram a consciência dentro de seis meses, e 58% recuperaram a consciência dentro de três anos. Um segundo estudo de 26 crianças em coma que durava mais de doze anos, constatou que três quartos eventualmente, recuperaram a consciência. Um outro estudo constatou que um terço dos 370 pacientes em «EVP» por até um ano teve recuperação suficiente para voltar a trabalhar
.
6-Num caso dramático, os médicos atestaram a «morte cerebral comatosa» de um avô de 79 anos de idade, Harold Cybulski, de Barry's Bay, Ontário. Estavam prontos para desligar os sistemas que o mantinham vivo enquanto a família dava seu último «adeus». Mas, quando o seu neto de dois anos de idade correu para dentro do quarto e gritou «Avô!», Cybulski acordou, sentou-se e pegou o netinho no colo!
Seis meses depois, levava uma vida completamente normal, inclusive conduzindo o novo carro que planeara comprar antes de ter entrado em coma.
http://eutanasia.aaldeia.net/estadovegetativo.htm
7-Relato de Luciana Scotti , que esteve em estado de coma: "Eu estive quase dois meses em coma, e lembro-me muita coisa, visitas de amigos e familiares, palavras encorajadoras e também algumas atitudes frias e até desleixadas da equipe de enfermagem e médica.Não é nada agradável ouvir, estando em coma, algum médico dizendo, à um parente seu, que voce irá morrer. Eu ouvi, mas naquele momento, ouvir era o máximo que eu fazia…Impossibilitada de me expressar, a sensação de impotência e desespero, nesses momentos, não é nada agradável!Essa fase incomunicável, acredito ser muito variável. Eu saí do coma e continuei, por mais um mês, ‘Presa dentro de mim’, ou com ‘Síndrome do homem encarcerado’,ou ainda Lock-in.Porém, nem em todo período que fiquei em coma, me manti lúcida. Não! É um período confuso, sem noção exata de onde voce está, o que está havendo, sem nenhuma noção de tempo e muitas, muitas horas desacordada.Nessas horas ‘dormindo’, me sentia dormindo mesmo, exatamente como fazemos toda noite, com sonhos, sensação restauradora, de paz… Como não se sabe se a pessoa em coma está ouvindo ou não, ressalto o cuidado com a forma de tratar essa pessoa, e nunca assumir que ela é um vegetal.Hoje estou tetraplégica e muda, maiores detalhes sobre minha vida voces podem encontrar nos meus livros SEM ASAS AO AMANHECER e A DOCE SINFONIA DE SEU SILÊNCIO e nos meus sites www.dialdata.com.br/lucianascotti/ e http://br.geocities.com/scottibr . Espero que esse meu depoimento ajude elucidar o que é ESTAR EM COMALuciana Scotti."

8-Desde 2001, quando seu neto Ryan, de 24 anos, sofreu uma horrível queda e despencou três andares abaixo por uma abertura de luz no telhado do próprio apartamento, a família de Pat Boone tem enfrentado uma de suas provas mais difíceis. Ryan sofreu múltiplas lesões e entrou em coma. Pat Boone pediu às pessoas que orassem por seu neto e chegou a ir ao programa do Larry King para falar sobre o assunto. “Os médicos disseram que Ryan não sobreviveria, mas nós estávamos confiantes que não apenas ele iria viver, com também de que iria despertar do coma e se recuperar completamente. Dissemos aos médicos que se encarregassem da parte clínica que nós nos encarregaríamos da parte espiritual”.Ryan despertou do coma após 18 meses e continua fazendo progressos.
9-Há tempos, os jornais registraram que o chinês Yang Fuyi despertou miraculosamente do estado de coma em que estava havia seis meses devido a uma hemorragia cerebral. Mesmo não tendo recuperado a fala e inicialmente ser capaz apenas de sorrir ou de estender as mãos para expressar afeto, a terapia da fala e outros importantes cuidados foram providenciados por uma organização sem fins lucrativos, a Creation of Life Foundation (Fundação Criação da Vida), na esperança de que, um dia, ele pudesse recuperar o pleno uso de suas faculdades.
10- No Natal de 1999, uma senhora de sobrenome Bauer, residente no Novo México, recobrou a consciência depois de passar 16 anos em coma, devido a um choque sofrido ao dar à luz seu quarto filho. Sua recuperação não só trouxe enorme alegria a seus filhos, mas também a necessária esperança a famílias em situações similares.
11-Os médicos declararam a morte cerebral de Ethan Myers depois que um acidente de carro causou sério ferimento craniano ao menino de nove anos, em 2002. Quando ele miraculosamente despertou depois de um mês em coma, os médicos declararam que jamais conseguiria comer, andar ou falar sem ajuda.No entanto, em parte graças a um sistema de videogames, Myers conseguiu recuperar o atraso com relação a seus colegas na escola e até mesmo fazer um discurso diante de um grande grupo de alunos."Estou fazendo exatamente as mesmas coisas que eles. Tenho feito novos amigos e toda espécie de coisa", disse Myers, que teve de aprender a andar de novo e estava lendo em nível de segunda série quando sua terapia por videogame começou, em março de 2004."Não conseguia me lembrar onde colocava minhas coisas, e agora consigo. Lembro-me das aulas na escola e dos nomes das pessoas", disse ele em entrevista telefônica da casa de sua família no Colorado.Mais fundamentalmente, Myers agora consegue abrir completamente a sua mão direita, que estava paralisada e atrofiada em posição fechada. Seu irmão e irmã, que estavam com ele no carro durante o acidente e sofreram danos cerebrais leves, também registram melhora em suas memórias e outras funções.Ethan e seus pais atribuem o progresso mais recente ao treinamento de feedback neurológico com o sistema CyberLearning Technology, que já foi usado muitas vezes em jogos de corrida de carros. http://csgames.incubadora.fapesp.br/portal/noticias/brain
O estado de coma é uma fronteira silenciosa entre a vida e a morte, sobre a qual sabe-se muito pouco: é um mundo com mais perguntas do que respostas. O coração bate, o sangue circula, a respiração é mantida, mas o cérebro não responde a nada. Uma pessoa em estado de coma vive assim, sem consciência nem do que está acontecendo com ela, nem do que ocorre à sua volta. Enquanto alguns pacientes acordam sem lembrar de nada, há quem afirme ter passado por experiências que acabaram mudando o jeito de pensar a vida."No coma, tudo é relativo", afirma o neurologista Paulo Monzillo, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. "Não há respostas concretas para o que acontece no cérebro de uma pessoa em coma. Isso dá margem a fantasias e dúvidas sobre o grau de inconsciência e sobre quando e com quais seqüelas ela pode voltar."Há 11 anos, o ator Flávio Silvino, hoje com 33, sofreu um acidente de carro, teve traumatismo craniano e passou 18 dias em coma profundo e dois meses e meio em coma vígil, os estágios mais graves do coma. Ele faz parte do grupo de pessoas que acordou sem lembrar de nada. "Estou mais por fora do que você. Quando acordei, não sabia nem quanto tempo tinha passado em coma", avisa. Tudo o que ele sabe é de ouvir alguém contar."Às vezes apertava a mão das pessoas e não largava. Dizem que um dia mexi a cabeça, fazendo sinal de afirmativo. Acharam que eu estava respondendo "sim" a uma pergunta. Só que fiquei meia hora repetindo o movimento." Esse tipo de reação involuntária, comum durante o coma, é um dos motivos que despertam dúvidas sobre até que ponto a pessoa está ausente. "O desejo de ver o paciente recuperado leva muita gente a interpretar cada movimento como um sinal de volta, o que nem sempre é verdade", afirma Anita Taub, psicóloga do departamento de saúde mental do Hospital Albert Einstein.O humorista Paulo Silvino, pai de Flávio, sabe bem o que é viver essa situação. "No início, a gente tentava decifrar cada piscada dele. Depois vimos que ele estava como uma estrela do mar, que se mexe automaticamente." Saber disso não impediu que Flávio fosse mimado 24 horas por dia. Ao entrar no coma vígil -em que a pessoa pode abrir e fechar os olhos, mesmo inconsciente-, ele passou a ser tratado em casa. "Meu pai me dava banho, penteava meu cabelo, mal para caramba, mas penteava", brinca.O humor da família não se perdeu em meio ao drama. Não é à toa que Flávio despertou do coma rindo de uma piada do pai. "Um dia, uma menina bonitinha veio rezar por ele. Sentou na cama, e eu comentei: "Ele está mal mesmo, senão já teria voado em cima dela". Nessa hora, Flávio riu e, em seguida, chorou ao ouvir a voz da mãe. Foi assim que percebemos que ele tinha voltado", conta Paulo.
Os casos relatados mostram que "enquanto houver vida, há esperança" e que a vida não nos, pertence. Quando nascemos a vida foi-nos dada para ser administrada por um determinado período estabelecido, compreendido entre a aurora (nascimento) e o crepúsculo (morte). Ninguém pode determinar a data do crepúsculo, muito menos interferir com ele, de consciência tranquila, causando a sua antecipação (por homicío, suicídio ou ambos camuflados na eutanásia) ou seu prolongamento a todo custo (distanásia) como se tivéssemos o poder sobre a vida ou sobre morte, mas não temos, esse poder só a Deus pertence, que permite o milagre da vida e o mistério da morte acontecer quando chegar a hora.

Zen um estado de equílibrio ou filosofia de vida?

É digno de admiração as pessoas que transmitem serenidade, tranquilidade diante de qualquer situação, por mais complicada, difícil e exasperante que estas possam ser, ao invés de serem um "vulcão" prestes a explodir, de ferverem em pouca água ou serem pavio curto".
Geralmente as pessoas que transmitem serenidade também transmitem muita sabedoria.
Talvez essas pessoas consigam ter essa atitude porque tenham alcançado um estado de equilíbrio físico, psíquico, espiritual e estarem em equilíbrio com o Universo.
Será porque se dedicam a meditação? ou outras técnicas que promovam esse equilíbrio? será porque criaram uma maneira particular de estar na vida e de se relacionar com o universo? Será porque tem uma vivência espiritual grande? Que lema seguirão, "rir é o melhor remédio"? (riso interior, já que externamente não o fazem durante a situação ou acontecimento); Será porque seus canais energéticos estão desbloqueados e a energia cósmica flui livremente tornando harmoniosa a sua energia vital? Será que conseguiram desvendar os mistérios da mente e conseguem usar e usufruir de todo o seu poder ?
Pensando em equilíbrio, harmonia os orientais criaram os chamados Jardins Zen (origem no século XIII):

O principal objectivo de um jardim Zen, ou “jardim seco”, é ser um local de meditação e de contemplação. Uma das suas grandes vantagens é que não precisa de muito espaço para criar um – pode ser no exterior da sua casa ou até no interior – o mais importante não é o seu tamanho, mas sim os elementos que o compõem. Na criação do seu primeiro jardim Zen há três aspectos essenciais a considerar: o espaço, a fluidez e a simplicidade.
O primeiro passo é decidir o local e o tamanho do seu jardim Zen, considerando o espaço que tem disponível e o tempo que terá para se dedicar a esta pequena maravilha da natureza. Pode disponibilizar uma parte do seu quintal ou começar por um jardim Zen miniatura que possa colocar em cima da sua secretária, por exemplo. Não se esqueça que o jardim Zen é, acima de tudo, um lugar de paz, por isso, se tiver crianças ou animais de estimação, considere bem a sua localização. Os passos a seguir serão os mesmos, embora a escalas diferentes.
A maioria dos elementos necessários para criar um jardim Zen pode ser adquirida em lojas de jardinagem, de bricolage e de ferragens. O que vai precisar para começar: Madeira ou um recipiente grande Pregos, parafusos ou cola para madeira Ferramentas apropriadas Material de protecção contra as ervas daninhas Ancinho
Areia, gravilha, rochas, pedras e outros elementos decorativos Iluminação Paciência
Utilizando os tamanhos de madeira adequados, crie o molde desejada para conter a areia e os outros elementos que irão compor o seu jardim Zen. Utilize as placas de madeira compridas para construir uma caixa suficientemente funda para acolher cerca de dez centímetros de areia. Depois de construído o molde – que pode ser quadrado, rectangular ou octogonal – pode pintar ou envernizar a madeira para obter um acabamento mais perfeito. Se a ideia é ter um jardim Zen miniatura, pode construir o seu próprio molde em madeira ou escolher entre uma variedade de recipientes adequados. Se preferir um recipiente em vime, por exemplo, será necessário forrá-lo com um plástico para impedir que a areia se solte.
Cada um dos elementos encontrados num jardim Zen tem o seu próprio simbolismo, sendo que a areia e a gravilha representam a água que, por sua vez, simboliza a paz e a tranquilidade da mente e do espírito.
As rochas são peças fulcrais num jardim Zen e simbolizam as montanhas como elemento predominante da natureza. A estas juntam-se pedras decorativas de cores, tamanhos e texturas variadas; pequenos troncos, com ou sem musgo; um elemento verde como uma planta ou um bonsai; estátuas, lanternas, pontes ou elementos com água. As rochas e as pedras ficam melhor se as submergir, parcialmente, na areia. Não as coloque no centro do recipiente, mas sim, mais para os lados. Diz-se que para ter sorte, deve utilizar um número de pedras impar, posicionando-as assimetricamente. Os budistas acreditam que cada pedra tem uma “face feliz”, ou seja, examine-as de cada ângulo para determinar o seu “melhor lado”. Tradicionalmente, os arranjos Zens são compostos por cinco grupos de três pedras cada. Faça experiências para ver como gosta mais e não se esqueça que a ideia é manter o jardim o mais simples possível.
As luzes e as sombras emprestam um ar muito peculiar e até misterioso aos jardins Zen, tornando possível a usufruição do espaço à noite. Pode adicionar alguns pontos de luz eléctrica (as lâmpadas coloridas são uma opção interessante) ou velas, para um efeito visual espectacular, principalmente, debaixo das estrelas!
Com recurso ao ancinho “penteie” a areia, formando os mais diversos padrões: um desenho comprido e curvado representa águas agitadas, enquanto que as linhas rectas simbolizam águas calmas. Varie, criando efeitos diversos na areia para poder acentuar diferentes partes do jardim ou para renovar o seu aspecto geral. Altere o seu visual as vezes que quiser!
Agora é só desfrutar do seu jardim Zen – perca-se na sua beleza, enquanto relaxa e medita. O próprio trabalho de manutenção e de experimentação é um poderoso anti-stressante e deve ser divertido. Pesquise e conheça outros jardins para se inspirar e obter novas ideias: adicione ou retire elementos quando quiser, altere os desenhos na areia, adapte o jardim ao seu estado de espírito.
http://omeujardim.com/artigos/como-fazer-jardim-zen-10-passos

Uma dica, se quiser adquirir um Jarim Zen "portátil" nas lojas "natura" têm vários modelos a escolha.

Também vindo do oriente, a utilização do Feng Shui (em linhas gerais representa o vento captado pela água) para que haja harmonia e o aproveitamento da energia positiva da natureza nos espaços físicos, conduzindo à harmonia e equilíbrio da própria energia:

O Feng Shui atrai harmonia para a sua vida e para o espaço onde vive, respeitando o equilíbrio e o fluxo de energia positiva da Natureza. Se você dispõe de um pequeno espaço, como jardim ou varanda, no local onde habita, aproveite-o de forma a que o bom Feng Shui possa circular livremente.
Se vive num apartamento e não dispõe de espaço, crie um pequeno jardim zen. Adquira um recipiente plano, com pouca profundidade e de forma quadrada, e encha-o com areia fina. Este mini-jardim deverá estar na parte da sua casa que corresponde no Baguá à área da Espiritualidade. Dentro dele disponha cristais e pequenos seixos. Pode também adquirir um pequeno ancinho. Fazer desenhos na areia e cuidar da disposição dos seixos e cristais é um óptimo exercício para acalmar a sua mente e adquirir paz interior. Tudo o que representar mau Feng Shui será afastado e não o incomodará.
http://consultoriodeastrologia.blogs.sapo.pt/265912.html
Existem várias meditações (árvore do caminho dourado, meditação rápida, meditação em movimento=Tai CHi; Yoga, meditação das cores, entre outras)para quem tem dificuldade em utilizar uma técnica de meditação sozinho, existe um livro que se chama "meditação com o Dr Brian Weiss" que possui um CD, onde as pessoas são guiadas na meditação. Contudo tem pessoas que conseguem praticar a meditação, outras nem por isso. Contudo nem sempre as pessoas que fazem meditação, que nada mais é do que a pessoa entrar em sintonia com o seu eu interior, conseguem ser serenas ou transmitir serenidade, assim como nem todas as pessoas que transmitem serenidade passam muitas horas em meditação, embora até possam ser reflexivas.
Talvez a serenidade seja fruto de um profundo auto conhecimento, tendo presente as suas virtudes e os seus defeitos, sabem contornar estes e ampliar aquelas, além de estabelecer objectivos bem definidos tendo como base princípios, valores ou filosofia de vida, traçar metas, saber o que quer da vida, em resumo ser conhecedor do sentido da vida, em particular da sua própria vida e à medida que os objectivos delineados vão sendo alcançados, a serenidade, o equilíbrio ou o estado Zen vai sendo atingido ou reforçado.
Olhando por este prisma então, o estado Zen é um estado de equilíbrio alcançado por uma filosofia de vida que propicia o seu desenvolvimento. Talvez por isso que os monges, em especial os budistas transmitam tanta serenidade.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sexta-Feira 13 mito ou realidade?

Hoje é Sexta-Feira 13, considerado por muitos dia de azar. O número 13 por muitos é considerado de má sorte. Os seguidores da numerologia consideram o nº 13 como irregular, ao contrário do nº12 que consideram como um número de coisas completas como 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou os 12 signos do Zodíaco. A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerada um dia de azar. Talvez venha daí o fato de muitos considerarem a sexta-feira dia 13 um dia de azar. Ou talvez venha do dia 13 de Outubro de 1307, uma Sexta-Feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França, em que seus membros foram presos simultaneamente em todo o país, alguns torturados e mais tardes foram executados por heresia. Outra hipótese remonta ao fato de Jesus Cristo ter sido crucificado numa Sexta-Feira 13, visto que a Páscoa Judaica é celebrada no dia do mês de Nissan, no calendário hebraico (http://pt.wikipedia.org/wiki/Sexta_Feira_13).

Os que são apologistas de que o nº 13 dá azar contam versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa. Segundo outra história, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.

Também relembram que:

* Na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por execução na cruz e Judas provavelmente por suicídio.

*Cain matou Abel numa sexta feira 13
*13 de Dezembro de 1968: O governo militar do Brasil decreta o AI-5, que, entre outras coisas, suspendeu direitos e garantias políticas, decretou estado de sítio no Brasil e dava poderes aos militares de fechar o Congresso.

*Sexta-feira 13 de 1939 ocorreu um grande, o pior de outrora, incêndio de florestas na história da Austrália onde aproximadamente 20 mil quilómetros de terra foram queimados e 71 pessoas morreram.

*Sexta-Feira 13 de 1972 queda do avião que levava a equipe uruguaia de Reigby, nos Andes, que deu origem ao filme Alive de 1993 com direção de Frank Marshall (Resgate Abaixo de Zero).

Quando há um medo irracional em relação ao número 13 e à Sexta-Feira, são utilizado os termos:

Triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13. O medo específico da sexta-feira 13 (fobia) é chamado de Paraskavedekatriaphobia ou parascavedecatriafobia, ou ainda frigatriscaidecafobia. http://pt.wikipedia.org/wiki/Sexta_Feira_13
Esses fatos relembrados confirmam que as Sextas-Feiras 13 são dias de azar ou são apenas infelizes coincidências?
Hoje, particularmente, foi um dia de sorte, o trabalho correu tranquilamente, sem stress ou conflitos ( o que é raro isso acontecer) o sol brilhou depois de muitos dias de chuva, tornando o dia radiante, culminando com a noite, que ficou esplêndida com a presença, embora virtual, mas nem por isso desprovida de emoções, de um amigo querido, muito especial que sempre encontra uma brechinha no seu ocupado tempo para estar com os amigos e transmitir sua energia maravilhosa.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Consciência...essa juíza implacável

O sistema nervoso humano normalmente é capaz de desenvolver capacidades complexas: perceber, aprender, lembrar, planejar, decidir, realizar ações, assim como de estar acordado, adormecer, sonhar, prestar atenção e estar consciente. "Através da atitude reflexiva, o indivíduo tem contato direto com o seu mundo interno, mas apenas àquilo do seu mundo interno que está na consciência. Esse contato direto é sem intermediações e abre para o indivíduo todo o seu campo subjetivo consciente".

A consciência é o reconhecimento do eu, do mundo que o rodeia e da própria existência, como o filósofo René Descartes disse "penso logo existo".

A consciência está associada muitas vezes a juízo de valores, julgar o que é certo ou errado, discernir entre o bem e o mal, por isso também associado ao pecado e em consequência a culpa, gerando nestes casos ter a "consciência pesada". Neste contexto a consciência pode ser um carrasco implacável, dependendo do grau de importância que nós estabelecemos ou grau de exigência que nos imputamos, levando muitas vezes a nos punirmos e flagelarmos de forma injusta para connosco próprio, ou toldemos o nosso discernimento da realidade. Exemplicando, um aluno que estudou para o exame, realiza esse exame, mas por ter tido dúvida a cerca de alguma questão, acaba por apagar de sua mente toas as outras questões em que teve bom desempenho e se lhe for perguntado como correu op exame acaba por dizer desanimado, chateado, por vezes sofrendo por antecipação, que correu mal, mas, quando o resultado sai, revela, muito satisfeito, ter tido uma boa nota. Neste caso sofreu inutilmente.

Outro exemplo, ainda dentro da relação estudo-avaliação, é o aluno que faz o exame sem ter dificuldade em nenhuma questão ou quando muito alguma dúvida, quando sai do exame, afirma ter corrido bem, mas para seu deânimo, desalento e frustração a nota foi pior do que tinha consciência.

Ainda dentro dessa relação um outro exemplo do aluno que durante o estudo para o exame tem consciência de que aprendeu, mas na hora do exame sente dificuldade como se não tivesse estudado.

Estes 3 exemplos mostram como a consciência enquanto juíza de valores a cerca de nossas ações em relação ao mundo que nos cerca, pode ser ela própria a nos tornar inconscientes de nós mesmos em relação à realidade.


Ernest Hilgard (1977) forneceu suporte teórico e empírico à afirmação de que dentro de todos nós existe uma “multiplicidade de sistemas funcionais hierarquicamente organizados mas que podem ficar dissociados uns dos outros.” A dissociação se refere ao aparecimento de barreiras de comunicação transientes entre a meta-conciência e outros compartimentos mentais.Os psicólogos concordam, contudo, que a mente contém sistemas paralelos que podem conduzir tarefas simultaneamente, cada qual com suas próprias sensações e intenções. Muita coisa interessante ocorre fora da camada de auto-consciência, mas a consciência executiva geralmente só fica cônscia dos produtos dessas deliberações inconscientes, não dos processos em si. Se necessário for, ela pode desviar a atenção para algumas dessas operações paralelas, trazendo-as temporariamente à consciência.Qualquer coisa que interrompa os mecanismos cerebrais responsáveis pela auto-consciência, ou acesso à sua base informativa, nos fará sentir muito estranhos – a marca inconfundível de um EAC
Contudo, a consciência é muito mais do que juíza de valores, é principalmente a ponte de ligação entre o nosso meio interno e o meio exterior e, como tal, apresenta vário graus ou níveis, que são aferidos quando uma pessoa sofre, por exemplo, um traumatismo crâneo-encefálico, que vai definir o prognóstico desse traumatismo, no serviço de urgência e unidades de cuidados intensivos, é utilizada a escala de Glasgow , onde são avaliadas as respostas aos estímulos verbais e dolorosos, de forma quantitativa :
Abertura Ocular(varia de 4, se espontaneamente até 1, se ausente)

Melhor Resposta Motora (varia de 6, se normal, até 1, se ausente)

Melhor Resposta Verbal (varia de 5, se orientada, até 1, se ausente)

Os valores fornecidos pelo somatório dos três indicadores da escala variam de 3 a 15. O total de 15 pontos indica um indivíduo neurofisiologicamente normal no que se refere ao nível de consciência. Paciente é considerado comatoso quando não obedece às ordens, não emite palavras, não abre os olhos.

Os níveis de consciência são
*Estado de alerta – Ativo, responde apropriadamente aos mínimos estímulos, perceptível ao meio;

*Letárgico – Lento ao falar, responde aos estímulos tátil e verbal, podendo apresentar confusão mental;

*Estado de obnubilação – Resposta lenta aos estímulos sensoriais profundos (dolorosos). A resposta pode ser verbal, com poucas palavras que não fazem sentidos; se caracteriza pela diminuição da sensopercepção, lentidão da compreensão e da elaboração das impressões sensoriais. Há ainda lentificação no ritmo e alteração no curso do pensamento, prejuízo da fixação e da evocação da memória, algum grau de desorientação e sonolência mais ou menos acentuada. Devido ao prejuízo na fixação da memória, possivelmente devido também à alteração da atenção, a qual, embora possa ser despertada por estímulos sensoriais não representa um ponto inicial de alguma progressão psíquica, o paciente obnubilado não se lembra de quase nada do que se passa ou se passou consigo. Na consciência obnubilada nada de novo pode ser acrescentado. Há também deterioração do pensamento conceptual, que se torna incoerente e fragmentário. Com freqüência surgem formas alucinatórias, pseudo-alucinatórias ou delirantes. Embora o paciente não tenha condições de apresentar qualquer queixa somática, é possível verificar, pela expressão fisionômica, algum sentimento de sofrimento, inquietação, ansiedade, depressão, habilidade emocional ou irritabilidade. Em muitos casos, a obnubilação da consciência pode representar o primeiro grau da confusão mental ou pode constituir a fase inicial da instalação do coma.

*Estado de torpor – Não ocorre resposta verbal ao estímulo doloroso profundo, podendo apresentar movimentos inespecíficos;

*Estado de coma – Definido como estado de abolição de respostas ou respostas reduzidas e alteradas. O paciente tem perda completa da percepção do meio ambiente e de si próprio e do qual não pode ser despertado. É o estado mais grave de perda da consciência e geralmente se acompanha de algum comprometimento neurológico e/ou somático grave. A vida de relação, os reflexos e os automatismos costumam estar bastante alterados, variando de acordo com a intensidade do estado comatoso. Havendo alguma atividade psíquica presente, ainda que confusa, fala-se de coma vigil. No estado comatoso a consciência se acha profundamente alterada ou quase abolida, tanto assim que o doente não dispõe da capacidade de se manter atento ao mundo externo e, desse modo, ter consciência do que está sendo vivido.
Outra perspectiva sobre a consciência é dado por Susan Greenfield, pesquisadora da Universidade de Oxford, para ela a consciência não é um lampejo, mas um contínuo de conexões dos seus neurônios, que vão ocorrendo do momento em que você nasce até o fim da sua vida. A cada nova experiência, seu cérebro faz uma representação mental que é armazenada em sua memória. Ao comer uma comida diferente, por exemplo, surgiria uma mudança nas conexões do seu cérebro. Quanto mais o mundo passa a ter significado para você, mais conexões são feitas em seu cérebro, diz Greenfield. http://super.abril.com.br/revista/240a/materia_especial_261544.shtml?pagina=1

Para muitos a consciência foi "plantada" por Deus nos nossos cérebros como um canal de ligação, onde Ele fala connosco através dela, como num exemplo relatado por um médico: Um funcionário de um banco que o procurou em seu consultório apresentando sintomas de epilepsia. O paciente contou que se sentia inseguro, que suas pernas tremiam, que ele sempre tropeçava e que sentia muito medo de cair na rua. Os exames mostraram que ele era fisicamente saudável, mas o médico percebeu sintomas de agitação interior. Então disse francamente ao bancário que ele havia tirado dinheiro do caixa do banco. Apavorado, o funcionário concordou com a acusação. Mas disse que já havia reposto todo o dinheiro, porém continuava com muito medo de ver seu erro descoberto. Depois de um aconselhamento espiritual, onde ele confessou sua culpa e declarou-se disposto a assumir as conseqüências de seu ato, sentiu-se imediatamente aliviado e liberto de sua "epilepsia".


Deus colocou a consciência em nós fazendo-a funcionar como acusador e como canal através do qual Ele fala conosco. Mas a consciência pode ser manipulada e, em casos extremos, usada pelo próprio Diabo. Por isso é vitalmente importante sabermos a quem nossa consciência está sujeita e a quem ela é submissa. Existe a possibilidade de nossa consciência tornar-se insensível com o passar do tempo: "os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza" (Ef 4.19).


Muitos "bombardeiam" sua consciência, negam-se a ouvir sua voz porque ela incomoda, pois ela fica advertindo e alertando constantemente. Mas um dia a pessoa se vê confrontada com o resultado dessa atitude e percebe que tudo está perdido, que naufragou na fé por ter deixado de ouvir sua própria consciência http://www.chamada.com.br/mensagens/consciencia.html


A língua inglesa permite diferenciar dois tipos de consciência :

*Conscience - que é a consciência em seu sentido moral

*Consciousness, traduzindo seu sentido psiconeural.

O idioma português dispõe apenas de uma palavra para atender esses dois significados. Em neurociência é considerado o sentido psiconeural do vocábulo, o consciousness da lingua inglesa. Pelo conceito clássico, consciência é aquele estado em que a pessoa está ciente de suas ações físicas e mentais. O que só ocorreria, se ela estiver acordada e alerta ou não, se estivesse dormindo, em coma, ou sob anestesia geral.
A consciência em si, diz respeito à excitabilidade do sistema nervoso central aos estímulos externos e internos sob o ponto de vista quantitativo e, sob o ponto de vista qualitativo, à capacidade de integração harmoniosa destes estímulos internos-externos, passados e presentes. Portanto, em psiquiatria, perguntar se a pessoa está ou não consciente tem uma conotação muito diferente da mesma questão tratada neurologicamente. Na psiquiatria o que se quer saber é se o indivíduo tem capacidade de integrar dinamicamente e coerentemente suas vivências, na neurologia quer se saber se ele está vigil, desmaiado ou em coma.

Depois de muitos séculos tentando delimitar um sítio cerebral específico para a sede da consciência, tudo acabou indicando que esta não esteja circunscrita à nenhuma área cerebral específica, mas se espalha difusamente pelo cérebro, sendo, simultaneamente, uni-temporal e múlti-espacial. Essa visão global da consciência se alicerça na recente teoria das assembléias neuronais.
A teoria baseada nas assembléias neuronais representa um modelo muito convincente para a formulação de uma hipótese a respeito da consciência. Segundo essa teoria, o pensamento consciente é gerado quando vários neurônios de diversas colunas se unem funcionalmente e, atuando harmonicamente e em conjunto, constroem uma assembléia, iniciando assim a formação de um determinado estado consciente .
Essa teoria tem sido corroborada por constatações de que os neurônios são capazes de se associarem rapidamente, formando grupos (assembléias) funcionais para realizarem uma determinada tarefa. Uma vez que esta tarefa esteja terminada, o grupo se dissolve e os neurônios estão novamente aptos a se engajarem em outras assembléias, para cumprirem uma nova tarefa .

Ao dirigirmos um carro, por exemplo, nossa consciência pode estar focada em vários pensamentos (conscientes) e, ao mesmo tempo estamos cientes do trânsito e manobrando o veículo. Essas atitudes mentais seriam como que automáticas, das quais não estamos tomando ciência absoluta.
Pesquisas neurofisiológicas demonstraram que o Sistema Reticular Ativador é o principal mecanismo responsável pelo estado de vigília e de sono. Estando em conexão íntima com os centros hipotalâmicos da vigília e do sono, o Sistema Reticular Ativador é o responsável pela regulação do nível de vigilância. Nesse particular, as diferentes gradações da vigilância correspondem a diferentes graus de consciência, que podem ir, gradualmente, da completa lucidez da consciência à inconsciência.
Embora não se consiga definir a consciência facilmente em fisiologia, podemos afirmar que a tomada de consciência necessita, no mínimo, de dois mecanismos; um de análise, baseado na atividade cortical, possivelmente através da assembléia neuronal, e outro, o reticular, que é representado pelo grau de vigilância (atividade funcional) necessário à atividade do primeiro.
O simples eletroencefalograma já mostrava que em estado de completa relaxação, com ausência de estímulos exteriores, a atividade elétrica cortical se processa num ritmo de 8 a 92 ciclos por segundo, o que corresponde ao ritmo alfa. Esse ritmo de base tende a modificar-se no sentido de uma aceleração nos estados de grande tensão psíquica, como também pode tornar-se lento, com um registro de 2 a 3 ciclos por segundo, ou ainda mais lento nos estados de coma .
Pode ser chamada de vigilância um estado de reatividade da consciência à situação atual, podendo esta reatividade estar à um nível elevado, corresponde a uma atividade consciente crítica, ou estar num baixo nível de vigilância, correspondendo a uma reatividade automática de conservação.
Além da vigilância necessária à ativação da consciência há também processos de direcionamento da atividade consciente e, contrapondo-se à excitação do sistema nervoso central que origina o movimento incessante da consciência, há também uma certa inibição, cuja finalidade seria regular e dirigir em determinado sentido a atividade desta ou daquela função. Nesse particular, desempenha papel de grande significação a interdependência entre o córtex e a região subcortical. Desde Pavlov acredita-se que a tonicidade do córtex cerebral provém da região subcortical, que tem grande importância para a conservação do tônus geral e afetivo.
http://www.psiqweb.med.br/site/?


A consciência é uma das mais complexas actividades cerebrais que o ser humano desenvolve, tanto no seu aspecto moral, quanto no seu aspecto neuro-psico-fisiológico, há muita dificuldade em ser entendida, ainda mais por existir actividades cerebrais paralelas que não estão localizadas no campo consciente que pode influenciar todo o processo da tomada de consciência, representando uma ameaça invisível ou não perceptível, igual ao que fazem os pilotos de avião ao voarem em baixas atitudes de forma a não serem captados pelo radar por que estão se protegendo quando são procurados ou quando têm intenção de efetuar um ataque surpresa. Ou por exemplo quando se está de olhos vendados não percebemos os obstáculos e nem dos perigos que nos rodeiam, neste caso os ninjas e os detentores do conhecimento das artes marciais, em particular treinam para ampliarem campo da consciência, através do aprimoramento dos sentidos e da percepção de si mesmos.

Em termos morais, de acordo com o código de valores que cada um segue, a consciência pode ser uma juíza implacável que pode interfirir com o cotidiano da vida de cada um, por isso que as pessoas em paz com a sua consciência afirmam: "eu coloco a cabeça no travesseiro e durmo tranquilamente".

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sonho ...transformação da realidade

A palavra sonho invoca em nossa mente sensações agradáveis e recordações. A frase "os sonhos comandam a vida" encerra uma verdade incontestável. Ao longo da história observamos que o progresso, a evolução tecnológica e científica, as grandes descobertas da Humanidade, partiram de um sonho de alguém.
Quando se fala de sonhos associamos ao sono, quando estamos dormindo e que acontece de forma não consciente, ou à fantasia que é o sonhar de olhos abertos, acordado, de forma consciente.
Contudo existem vários tipos de sonhos: sonhos proféticos; sonhos premonitórios; sonhos de realização de desejos; sonhos de extravasamento do inconsciente (pontos de vistas diferentes dos mesmos problemas e dificuldades que enfrentamos acordados http://consciencia1.fortunecity.com/sonhos.html); sonhos criativos ( fontes de inspiração expressos através da pintura ou mesmo através de livros); Sonhos lúcidos (ocorre durante o sono, mas a pessoa sabe que está sonhando e consegue controlar o que está acontecendo como se estivesse dirigindo um filme, acabam por conseguir encontrar-se com outras pessoas e depois quando acordam, descobrem que a pessoa com quem sonharam tiveram o mesmo sonho com as mesmas pessoas e as mesmas coisas); Sonhos repetitivos ( a pessoa sonha com a mesma coisa mais de uma vez, isso quer dizer que alguma coisa está a preocupando na vida real); Sonhos sensuais (todos nós sonhamos sobre sexualidade, especialmente quando estamos passando pela fase da puberdade. http://www.mistico.com/p/sonhos/); Pesadelos (são sonhos que despertam sensações desagradáveis e muitas das vezes são expressão dos medos e receios que atormentam a pessoa no seu dia-a-dia, por vezes são tão assustadores que a pessoa acorda angustiada, com aumento do ritmo cardíaco, por vezes sudorese, em pânico).
A cerca dos sonhos que ocorrem durante o sono, muitas vezes desejamos "tenha sonhos cor de rosa" às pessoas que amamos, traduzindo o desejo que elas tenham sonhos agradáveis, entrem no reino da fantasia. Por outro lado as pessoas afirmam que seus sonhos são em tons cinzentos, não se apercebem das cores, essa é uma revelação no mínimo curiosa e surpreendente, já que os meus sonhos (quando consigo lembrar deles ao acordar) são sempre com cores exatamente como se fossem um filme da realidade.
E por falar em sono, este é composto de várias fases, existem estudos que revelam que, contrariamente ao que se pensa, a finalidade do sono não é o descanso do organismo:

O sono não é um estado que ocorre passivamente, mas sim, um estado que é ativamente gerado por regiões específicas do cérebro. Todas as funções do cérebro e do organismo em geral estão influenciadas pela alternância da vigília com o sono, sendo que este, restaura as condições que existiam no princípio da vigília precedente. O objetivo final do sono não é prover um período de repouso; ao contrário do que acontece durante a anestesia geral, no sono, aumenta-se de forma notável a freqüência de descargas dos neurônios, maiores do que os observados em vigília tranqüila. No decorrer de uma noite de sono, os sistemas e funções fisiológicas sofrem alterações acompanhando os ciclos circadianos. A cada momento do sono (REM e NREM) as respostas do organismo serão diferentes:
1-Funções Cardiovasculares A pressão arterial diminui durante o sono chegando a seu mínimo no sono NREM. Durante o sono pesado a pressão arterial sofre variações de até 40 mmHg, sendo que quando o indivíduo acorda o valor da pressão volta aos níveis normais. A freqüência cardíaca também diminui nesta fase de sono. 2-Funções Endócrinas A conexão hipotálamo-hipófise é responsável pela união entre processos endócrinos e o sono, uma vez que a secreção de muitos hormônios obedece ao ciclo sono-vigília e pode ocorrer em momentos específicos do sono:
A. hormônios secretados em momentos específicos do sono:O hormônio do crescimento (GH) é secretado principalmente no estágio 4 do sono NREM. Exercícios físicos podem estimular a secreção de GH diminuída por problemas neste período. A renina está associada ao ciclo REM e NREM.
B. hormônios influenciados pelo sono como um todo:A prolactina é secretada em grande quantidade tanto no sono noturno quanto no sono diurno.O TSH atinge seu pico no início do sono.O LH reduz sua secreção durante o sono REM C. hormônios que não são influenciados pelo sono:Testosterona, ACTH, cortisol. Mudanças Respiratórias O ritmo respiratório irá variar durante o sono NREM com hipo e hiper ventilação do adormecimento ao estágio 2. Nos estágios 3 e 4 a ventilação é regular. Durante o sono REM a respiração se torna mais rápida e irregular gerando os surtos apnéicos e hipoventilação. A apnéia em recém nascidos pode causar a morte súbita do lactente.
3-Funções Sexuais Durante o sono ocorrem ereções tanto na mulher (clitoridiana) como no homem (peniana) e para este a ausência ou presença de ereção pode ser indício de impotência orgânica e psicogênica. Estes fenômenos são observados durante o sono REM.
4-Temperatura Corporal No sono NREM estão presentes regulações automáticas da temperatura, no sono REM tanto o sistema hipotalâmico quanto o cortical estão inativados e isto faz com que a temperatura corporal nos últimos estágios do sono seja baixa.
O sono é dividido em duas categorias: sono REM ("Rapid Eye Movements") e sono não REM ("Non-Rapid Eye Movements") e este é classificado em 4 fases.Durante o período de sono, normalmente ocorrem de 4 a 6 ciclos bifásicos com duração de 90 a 100 minutos cada, sendo cada um dos ciclos composto pelas fases de NREM, com duração de 45 a 85 minutos, e pela fase de sono REM, que dura de 5 a 45 minutos.
São três os parâmetros fisiológicos básicos utilizados para definir os estágios do sono: o eletrencefalograma (EEG), o eletroculograma (EOG) e o eletromiograma (EMG). Vigília ou estágio 0 O registro eletrencefalográfico se caracteriza por ondas rápidas, de baixa amplitude que indicam alto grau de atividade dos neurônios corticais. Também fazem parte desse estágio, movimentos oculares aleatórios e um acentuado tônus muscular. Após 5 a 15 minutos no leito, o indivíduo alcança o primeiro estágio do sono. O período de tempo entre o ato de deitar-se e o de adormecer denomina-se latência de sono.
Estágio 1 É a transição entre o estado de vigília e o sono, quando a melatonina é liberada, induzindo-o. Corresponde a 2-5% do tempo total deste. O traçado do eletromiograma apresenta redução do tônus muscular.
Estágio 2 Corresponde a 45-55% do sono total de sono. Ocorre a sincronização da atividade elétrica cerebral, que refletre a redução do grau de atividade dos neurônios corticais. Com isto, diminuem os ritmos cardíaco e respiratório, (sono leve) relaxam-se os músculos e cai a temperatura corporal.
Estágio 3 Comumente observa-se combinado ao estágio 4. Os movimentos oculares são raros e o tônus muscular diminui progressivamente. Corresponde a 3-8% do sono total.
Estágio 4 Corresponde a 10-15% do sono total. As ondas delta correspondem a mais de 50% da época, podendo até domina-la completamente. Ocorre pico de liberação do GH (hormônio do crescimento) e da leptina; o cortisol começa (sono profundo) a ser liberado até atingir seu pico, no início da manhã.
Sono REMO EEG apresenta ondas de baixa amplitude e freqüência mista que se assemelham às encontradas no estágio 1, além de ondas em dente de serra. O indivíduo apresenta máxima hipotonia da musculatura esquelética, exceto pelas oscilações da posição dos olhos, dos membros, dos lábios, da língua, da cabeça e dos músculos timpânicos. É neste período que ocorre a maioria dos sonhos e corresponde a 20-25% do sono total( http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab2003/g3/fisiologia.html)
Antes que tanta ciência acabe por fazer cair nos braços de Morpheu, antecipadamente, deixando inacabado o que foi começado ou que se "perca o fio a meada", será melhor continuar na rota do sonho, que ao longo dos tempos, os seres humanos sempre tentaram compreender o seu significado:
"Os egípcios acreditavam que eles possuíam poderes oraculares - na Bíblia, por exemplo, a interpretação que José dá ao sonho do faraó evita sete anos de fome. Noutras culturas, os sonhos serviam como inspiração, terapia ou realidade alternativa. Durante o século passado, os sonhos receberam explicações psicológicas e neurocientíficas conflitantes dos cientistas. Em 1900, com a publicação de A Interpretação dos Sonhos, Sigmund Freud propôs que os sonhos seriam a "via privilegiada" para o inconsciente: revelariam, de forma disfarçada, os elementos mais profundos da vida interior do indivíduo. Mais recentemente, porém, os sonhos foram caracterizados como desprovidos de significado, resultado aleatório da atividade das células nervosas. Sonhar também foi considerado como o meio pelo qual o cérebro descarta informações desnecessárias: um processo de "aprendizado invertido", ou de desaprendizado. Estudos sobre o hipocampo (estrutura cerebral crucial para a memória), sobre o movimento rápido dos olhos (REM) durante o sono, e sobre ondas cerebrais denominadas ritmo teta, sugerem que sonhar reflete um aspecto essencial do processamento da memória. Em particular, estudos do ritmo teta feitos em animais subprimatas fornecem uma chave evolutiva para o significado dos sonhos. Parecem ser o registro noturno de um processo mnemônico básico dos mamíferos: e o meio pelo qual os animais formam estratégias de sobrevivência e avaliam a experiência atual à luz dessas estratégias. Descobriu-se que, nos humanos, o sono se inicia pelo estado hipnagógico, período de vários minutos durante os quais os pensamentos consistem em imagens fragmentadas ou pequenas cenas. O estado hipnagógico é seguido pelo sono de ondas lentas, assim chamado porque, durante esse periodo, as ondas cerebrais do neocórtex (a camada circunvoluta mais externa do cérebro) apresentam frequências baixas e de grande amplitude".
Contudo, parece que em relação ao significado dos sonhos tidos durante o sono, Baker está certo ao afirmar "mais seguro guia para o significado do sonho é o sentimento e julgamento de quem o sonha, que, bem no fundo de si, conhece o seu real significado".
Todos os estudos, tudo o que é dito, especulativo ou não, não conseguem clarificar ou responder a simples perguntas: Como são constituídos os sonhos? são resultantes de um processo químico? Os sonhos durante o sono ou durante a vigília são processados na mesma região do cérebro?
Essas perguntas ainda ficarão sem respostas, mas fica uma certeza os sonhos, de olhos abertos ou de olhos fechados, são transformadores da realidade, embora sejam originados e modificados por esta.
Hummm! Que delícia... são os sonhos!