Palavra puxa palavra, ao fazer referência ao ciclo da água, o interesse voltou-se justamente para esse fenômeno que ocorre na natureza onde a pesquisa levou ao encontro deste site http://web.educom.pt/pr1305/agua_ciclo.htm (escrito numa linguagem simples para as crianças), onde encontra-se uma apresentação em powerpoint que mostra esse ciclo (http://web.educom.pt/pr1305/agua_ciclo.ppt ), trazendo para o presente recordação do passado, também nele encontra-se um resumo, para "refrescar" a memória de um conhecimento remoto:"A água circula continuamente na Natureza, podendo passar pelos diferentes estados - sólido líquido e gasoso. Devido ao calor do sol a água dos oceanos mares, rios e lagos passa lentamente do estado gasoso, isto é evapora-se e vai para a atmosfera. O vapor de água ma atmosfera arrefece e condensa-se, isto é, transforma-se em pequenas gotas de água, formando as nuvens. Depois a água volta novamente à superfície terrestre sob a forma de precipitação - chuva, neve ou granizo. Uma parte cai directamente nos oceanos, mares rios e lagos, outra escorre à superfície terrestre e outra infiltra-se no solo, formando lençóis de água subterrâneos. A água absorvida pelo solo passa para as plantas, que a absorvem pelas raízes. Os animais obtêm a água consumindo as plantas ou bebendo nos rios, riachos e fontes. Pela respiração e transpiração dos organismos, a água regressa de novo à atmosfera. Assim, o ciclo repete-se continuamente, mantendo-se mais ou menos contante a quantidade de água no nosso planeta. Existe uma circulação de água da superfície terrestre para a atmosfera e desta para a superfície da Terra. Isto significa que grande parte da água que a Terra perde por evaporação, volta à Terra com a chuva, a neve e o granizo".
O trazer à memória esse conhecimento básico sobre água leva a que se reflita sobre o que está acontecendo no nosso Planeta Terra, este relato encontrado, correlaciona os atos realizados pelo Homem e alteração do ciclo da água, com consequências nefastas para o Planeta.
"Desde o final dos anos 1980, não resta dúvida de que a poluição lançada na atmosfera principalmente pelos países ricos está contribuindo para o aquecimento do planeta. Também já se tem certeza do aumento da frequência de eventos climáticos extremos para as próximas décadas. Outro ponto pacífico é o de que o desmatamento nos países pobres também contribui de forma significativa para as emissões de carbono, um dos principais responsáveis pelo efeito-estufa. Com base nas evidências de que as florestas tropicais também têm papel importante na estabilidade do clima, o governo brasileiro apresentou uma proposta de redução do desmatamento a ser compensada com recursos dos países ricos, durante a 12ª Conferências das Partes sobre a Convenção de Clima, que está acontecendo neste mês de Novembro, no Quênia. É consenso na comunidade internacional de que há indícios suficientes para afirmar que já estaríamos vivendo os efeitos das mudanças climáticas.
Apesar de tudo disso, um dos argumentos usados pelo governo dos Estados Unidos para ficar de fora do Protocolo de Kyoto, tratado internacional sobre o tema, é de que não se tem certeza científica sobre a contribuição do aumento da temperatura da Terra para vários dos desastres “naturais” ocorridos nos últimos anos em locais inesperados, como as seguidas ondas de calor na Europa, a seca prolongada na Amazônia e a sequência de furacões na costa do Caribe, entre outros. O discurso leva em conta que os modelos matemáticos usados pelos meteorologistas são elaborados com base em séries históricas sobre o comportamento médio da atmosfera no passado e não são capazes de prever episódios climáticos específicos. Na verdade, o governo de George W. Bush já chegou a defender em alguns debates que não haveria certeza nem mesmo da contribuição da poluição para as alterações no clima.
Nobre: o clima está em mudança de maneira acelerada. O desmatamento tinha de ser zero pelo menos já há dez anos. De fato, ainda não é possível relacionar diretamente eventos específicos, como inundações e tornados, com as grandes alterações pelas quais passa o clima. Apesar disso, vários especialistas começam a assumir uma postura mais ativa no debate sobre o assunto tendo em vista as possíveis conseqüências catastróficas do aquecimento planetário. No Brasil, o pesquisador Antônio Nobre é um dos que acredita que não há mais tempo para esperar por comprovações inequívocas sobre as causas de certos fenômenos e cobra dos cientistas a obrigação de alertar a sociedade sobre os problemas ambientais. Representante do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Nobre é autor de um trabalho que demonstra que a Amazônia é um sistema auto-regulado capaz de capturar humidade do Oceano Atlântico para manter a estabilidade do clima e do regime de chuvas da América do Sul a leste dos Andes. Doutor em Biogeoquímica, ele acredita que é necessário não apenas suspender o desmatamento na floresta amazônica, mas começar a recuperá-la imediatamente sob pena de incorrermos no que considera um “custo impagável” para as populações do continente.
Apesar de tudo disso, um dos argumentos usados pelo governo dos Estados Unidos para ficar de fora do Protocolo de Kyoto, tratado internacional sobre o tema, é de que não se tem certeza científica sobre a contribuição do aumento da temperatura da Terra para vários dos desastres “naturais” ocorridos nos últimos anos em locais inesperados, como as seguidas ondas de calor na Europa, a seca prolongada na Amazônia e a sequência de furacões na costa do Caribe, entre outros. O discurso leva em conta que os modelos matemáticos usados pelos meteorologistas são elaborados com base em séries históricas sobre o comportamento médio da atmosfera no passado e não são capazes de prever episódios climáticos específicos. Na verdade, o governo de George W. Bush já chegou a defender em alguns debates que não haveria certeza nem mesmo da contribuição da poluição para as alterações no clima.
Nobre: o clima está em mudança de maneira acelerada. O desmatamento tinha de ser zero pelo menos já há dez anos. De fato, ainda não é possível relacionar diretamente eventos específicos, como inundações e tornados, com as grandes alterações pelas quais passa o clima. Apesar disso, vários especialistas começam a assumir uma postura mais ativa no debate sobre o assunto tendo em vista as possíveis conseqüências catastróficas do aquecimento planetário. No Brasil, o pesquisador Antônio Nobre é um dos que acredita que não há mais tempo para esperar por comprovações inequívocas sobre as causas de certos fenômenos e cobra dos cientistas a obrigação de alertar a sociedade sobre os problemas ambientais. Representante do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Nobre é autor de um trabalho que demonstra que a Amazônia é um sistema auto-regulado capaz de capturar humidade do Oceano Atlântico para manter a estabilidade do clima e do regime de chuvas da América do Sul a leste dos Andes. Doutor em Biogeoquímica, ele acredita que é necessário não apenas suspender o desmatamento na floresta amazônica, mas começar a recuperá-la imediatamente sob pena de incorrermos no que considera um “custo impagável” para as populações do continente.
Diante deste relato não há mais nada a dizer, apenas refletir sobre os nossos atos em relação ao Planeta em que vivemos.




