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Sua visita me deixou muito feliz...

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Amor & Emoção x Razão


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Algumas gotas de óleo-Padre Marcelo Rossi

Acabei de receber esta MENSAGEM via correio eletrônico, achei muito interessante e como uma gota de óleo pode ter um efeito marcante e decisivo, mostrando que um pequeno detalhe, ou um simples gesto pode marcar a diferença em grandes situações (como a sugestão feita por um brasileiro, não ouvi o nome, para a remoção dos escombros da catástrofe: pagar por cada carrinho de mão de escombros que a população recolher, uma forma de limpar a cidade mais rapidamente ao mesmo tempo mobilizando a população a participar dando o seu contributo e ao mesmo tempo recebendo algum dinheiro):

Algumas gotas de óleo.
Num quarto modesto, um triste doente em grave situação pedia silêncio. Mas a velha porta rangia nas dobradiças cada vez que alguém a abria ou fechava. O momento solicitava quietude, mas não era oportuno para a reparação adequada. Com a passagem do médico, a porta rangia nas idas e vindas do enfermeiro, no trânsito dos familiares e amigos, eis a porta a chiar, estridente. Aquela circunstância trazia ao enfermo e a todos que lhe prestavam assistência e carinho, verdadeira guerra de nervos. Contudo, depois de várias horas de incomodo, chegou um vizinho e colocou algumas gotas de óleo lubrificante na antiga engrenagem e a porta silenciou tranqüila e obediente.

Amados é uma lição para nossa vida, não é verdade?Quantos barulhos nos relacionamentos, quantos problemas em nossos lares, tumultos, entretanto na maioria dos casos nós podemos apresentar a cooperação definitiva para a extinção das discórdias. Basta que lembremos do recurso infalível de algumas gotas de compreensão e a situação muda.

•Gotas de perdão acabam de imediato com o chiado das discussões mais calorosas.

•Gotas de paciência, no momento oportuno, podem evitar grandes dissabores.

•Poucas gotas de carinho penetram as barreiras mais sólidas e produzem efeitos duradouros e salutares.

•Algumas gotas de solidariedade e fraternidade podem conter uma guerra de muitos anos.
•É com algumas gotas de amor que as mães dedicadas abrem as portas mais emperradas dos corações confiados à sua guarda.
•São as gotas de puro afeto que penetram e dulcificam as almas ressecadas pela tristeza.Tristeza pelas relações de amizade, muitas vezes no trabalho ou muitas vezes sem explicação, mas lembre-se que você poderá silenciar qualquer discórdia lançando mão do óleo lubrificante do amor, basta agir com sabedoria e bom senso. Às vezes, são necessárias apenas algumas gotas de silêncio para conter o ruído desagradável de uma discussão infeliz.
E se você é daqueles que pensa que os pequenos gestos nada significam, lembre-se de que as grandes montanhas são constituídas de pequenos grãos de areia. Pense nisso!

Se quiser receber mensagens vá ao endereço: http://www.padremarcelorossi.com.br/ e cadastre-se.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Depois de uma catástrofe…gerir o caos instalado uma situação complexa

Gerir o caos provocado por uma catástrofe é uma das mais complexas situações em que o Homem se vê confrontado, requer uma capacidade de comando tático e estratégico semelhante ao que é necessário na frente de um campo de batalha numa guerra, de lidar com um grupo grande de pessoas, uma capacidade de tomada de decisão com rapidez e de gestão de prioridades, além de saber frenar suas próprias emoções, mantendo a “cabeça fria”, associado a ter uma capacidade de organização.
Quem for detentor dessa capacidade assume a liderança da situação, sabe que terá várias frentes que necessitam de intervenção imediata e em simultâneo:
*Feridos que necessitam de assistência médica;
*Desalojados que precisam de alimento, água, agasalho e acolhimento físico, psicológico e espiritual que estão em pânico, desesperados, desequilibrados emocionalmente, violentos e agressivos;
*Vítimas que estão debaixo dos escombros;
*Corpos sem vida, espalhados por toda parte, precisando ser identificados e enterrados, pois começam a entrar em decomposição;
*Escombros obstruindo a circulação, mas podendo ter vidas soterradas a espera de serem socorridas.
*Ausência de água potável, eletricidade;
* Escassez de recursos;
*Ausência de alojamento sólido, infra estrutura que ofereça segurança.
* Tumulto, pilhagem, falta de segurança

É difícil imaginar como iniciará a gestão do caos formado, aquele que está qualificado para assumir tal missão, será como um polvo com vários tentáculos, provavelmente começará por fazer um levantamento do número de profissionais e de pessoas com quem contará para ficar à frente das várias linhas de actuação:
*Uma pessoa para coordenar a assistência aos feridos;
* Outra para coordenar o atendimento aos desalojados;
* Mais uma para coordenar o resgate das vítimas sobre os escombros;
*Outra pessoa para coordenar a remoção dos escombros e manter as vias de acesso desimpedidas;
*Mais uma pessoa para coordenar a identificação dos cadáveres e providenciar o enterro dos mesmos.
*Mais outra para coordenar a segurança dos que estão ajudando.
Esses coordenadores por sua vez terão que delinear a sua atuação, desde improvisar o local aonde executarão a tarefa que lhe foi destinada, recrutar e orientar voluntários para a construção do local e para o atendimento, listar o material básico necessário para o desempenho da tarefa, entregar ao líder que tentará adquiri-lo, até a elaboração do método de funcionamento que será seguido. Por exemplo, se for o atendimento aos feridos, deverá ter circuito de entrada diferente da saída, identificar os feridos que chegam à entrada, encaminhá-los para o atendimento e depois se for necessário encaminhar para o local de observação, onde cada local estará numerado e corresponderá ao utente identificado. Se não for ficar em observação, encaminhar para a saída, dar “baixa” do nome e encaminhar para o setor dos desalojados, dando o destino na ficha de entrada.


Cada coordenador liderará o grupo de voluntários que recrutou, solucionando os problemas que forem surgindo mantendo o líder geral informado da evolução do funcionamento do setor que representa, este mantém comunicação com as instituições e governos da vizinhança para ir adquirindo o que for sendo necessário.
Muitos dirão que tudo isso em termos organizacionais é muito bonito, mas só em termos de teoria, sentado á frente de um computador e ainda dirão mais "olha essa... descobriu a pólvora sem fazer barulho" ou "só contaram para você", só que no terreno não é exequível. Concordo que pensar estando de fora é simples e que tudo se modifica quando estamos dentro da situação, porém todos concordarão que gerir o caos necessita de organização com definição de estratégias a partir do levantamento das necessidades, priorizando-as, levantamento dos recursos materiais e humanos disponíveis ou a disponibilizar, trabalho em equipe obedecendo a uma hierarquia (alguém tem que assumir a liderança, o comando quando se está num grupo e os outros aceitar esse comando em pró de todos cumprindo a respectiva função dentro do grupo) e condições de segurança, só assim a gestão do caos tornar-se-á possível.
Passado o caos, depois que a população foi atendida nas suas necessidades básicas imediatas (restauração da saúde, saciedade da fome e da sede, abrigo do relento), os mortos enterrados, surge a fase do luto e da reconstrução do local, mas isso já será elaborado com tranquilidade, será urgente, mas não emergente como foi o caos imediato pós catástrofe.
Louvor e honra ao mérito a todos aqueles que atuam no terreno do caos imediato a uma catástrofe, em especial, desta que presenciamos no Haiti, que Deus os protejam enquanto estiverem atuando, e os recompensem pela ação humanitária que desenvolveram, por vezes a custa de sacrifício pessoal e familiar.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Sonho tornado realidade ...por vezes uma frustração inesperada

O “sonho comanda a vida”, não me recordo aonde li ou ouvi essa frase, que concordo plenamente, principalmente porque durante muitos anos lutei para a realização de um sonho, mas que depois de realizá-lo a sensação não é de vitória e sim de frustração. Inevitavelmente surge uma pergunta: Qual é o pior: A frustração da materialização de um sonho numa realidade adversa não imaginada e não esperada ou a não realização de um sonho?
Não existe uma frustração maior ou menor, existe a frustração. Quando temos um sonho por realizar, há sempre a esperança de um dia vir a se tornar realidade, porém essa esperança muitas das vezes impede que a pessoa realize ou sonhe outros sonhos, perca oportunidades de se desenvolver ou desenvolver outras habilidades que estejam latentes, ou ainda de progredir na vida.
Porém quando se luta para realizar um sonho também se perde oportunidades de desenvolvimento e deixa-se de construir o futuro, em função da realização desse sonho, além do mais ele pode demorar a ser concretizado e quando o for já poderá ser tarde demais ou encontrar uma realidade totalmente adversa e contrária aquela sonhada e idealizada e ficarmos perdidos sem rumo na vida. Neste caso, em consequência surgira a sensação de fracasso ao invés de sucesso, uma vitória com o gosto amargo de uma derrota, porque a vida anda e tudo se transforma, inclusive o nosso interior vai se modificando ao longo do tempo, de tal forma que, quanto mais tarde o sonho tornar-se realidade, mais descaracterizado e despersonalizado ele se apresentará e trará consigo a sensação de tempo perdido, pois afinal nem vocação ou habilidade possuíamos para aquilo que sonháramos um dia, ou estará fora de contexto no presente atual, como uma nota desafinada dentro da harmonia de uma sinfonia.
Contudo, continuo acreditando que não devemos deixar morrer os nossos sonhos, ante os obstáculos da vida, porém não devemos transformá-lo no único objectivo na vida, porque a vida é curta, as oportunidades surgem e não se repetem e se estivermos olhando numa única direção, não as conseguiremos ver.
Devemos emprender os esforços necessários para realizarmos os nossos sonhos, mas sem deixarmos de viver o momento, porque o presente é o aqui e o agora. E se a realidade se encarregar de destruir a essência do nosso sonho, devemos reformular o sonho de outrora adaptando-o às condições existentes, resonhar o sonho agora realizado, partindo do real e aparando as arestas da utopia e do lirismo anteriormente imaginados ou fantasiados.

Homem um yocto grão de poeira no Universo

Olhando vária imagens do espaço e dependendo do ponto de referência da observação vimos que o nosso Planeta Terra que é gigante aos nossos olhos, torna-se um ponto em relação ao Planeta Saturno. Dentro dessa escala, nós os habitantes da Terra então não passaremos de yocto (10-24) grãos de poeira no Universo. Recordando que o yoctômetro é :ym=> 1 ym= 100^-24m (1.000.000.000.000.000.000.000.000 ym em 1 m).
Entretanto somos egocêntricos e egoístas, como se tudo girasse em torno de nós, queremos sempre ser o centro das atenções, achamos que só nós temos problemas ou que nossos problemas são maiores do que os dos outros; Que só nós sofremos ou ainda que só nós estamos doentes. Por vezes chegamos a ficar indiferentes à fome, à miséria, à dor e sofrimento daqueles que nos rodeiam. Felizmente nem todos somos assim, existem muitos que dedicam sua vida á ajudar os mais carenciados, como Madre Teresa de Calcutá, como a AMI, como os voluntários da Cruz Vermelha e outras instituições de ajuda humanitária, nas campanhas não só na recolha de donativos, como atuando no terreno, colocando seus conhecimentos profissionais ao serviço dos outros sem auferirem remuneração.
Voltando a observar a nossa pequenez em relação ao Universo e dando asas a imaginação surge um questionamento, aliás não é novo, há milhares de anos atrás, já foi formulado: Sendo o Planeta Terra um ponto no Universo, existindo outros planetas de maiores dimensões, será que não encontraremos habitantes noutros planetas? (daí as sondas, as naves espaciais lançadas para o espaço, os filmes de ficção científica que exploram justamente esse tema). Alargando mais o questionamento, será que os habitantes não estarão numa forma diferente de desenvolvimento de acordo com as condições de cada planeta, ou melhor, será que cada planeta não é um degrau ou estádio do desenvolvimento do Homem e de acordo com esse desenvolvimento, o próprio Homem acaba por causar danos que levam à destruição ou desintegração do próprio planeta, como estamos presenciando com essas alterações climáticas que fazem com que num extremo do Planeta hajam temperaturas de 50º positivos onde antes não passavam dos 40º e no outro temperaturas de 45º negativos, cujos valores não ultrapassavam os 30º negativos? ampliando mais um pouco, correndo o risco de ultrapassar a fronteira da normalidade e ser apontada como loucura, será que o espírito, sendo imortal, não seria conduzido para outros planetas para continuar o grau de evolução, saltando de um planeta a outro, de acordo com o estádio em que estivesse, até atingir a perfeição, onde se encontraria Deus? supondo que essa teoria/hipótese sem base racional plausível fosse verdadeira, então jamais iríamos encontrar os habitantes desses planetas, pelo menos não da forma que esperamos, isto é iguais aos habitantes do Planeta Terra, nem mesmo a vida como a conhecemos, a não ser que atingíssemos a mesma frequência de desenvolvimento espiritual desse planeta.
Upis! é melhor parar por aqui. Quando se está num terreno desconhecido, onde a fronteira entre o limiar da realidade e da fantasia por vezes pode ser facilmente transposto de forma unilateral e chegar ao limiar da loucura, não sabemos até que ponto nossas amarras da razão são bem sólidas e presas á realidade, de forma a podermos inverter esse sentido da fronteira que transpomos e permitir o nosso regresso à normalidade ou sanidade mental.

Pai Nosso...uma oração Universal

Hoje recebi duas versões do "Pai Nosso" via correio eletrônico, a primeira em Aramaico, um texto do Word. A outra na versão com ritmo Flamenco em PPT.
Por achar interessante transcrevo as duas, embora a 2ª ficasse mais bonita na versão original porque é cantada, mas se alguém estiver interessado basta escrever para mceuml@gmail.com, que será enviado conforme foi recebido.

1- Pai Nosso em aramaico
(transcrição)

Abwun d'bwashmaya
Nethqadash shmakh
Teytey malkuthakh
Nehwey tzevyanach aykanna d'bwashmaya aph b'arha
Hawylan lachma d'sunqanan yaomana.
Washboqlan khaubayn (wakhtahayn) aykana daph khnan shbwoqan l'khayyabayn.
Wela tahlan l'nesyuna
Ela patzan min bisha.
Metol kilakhie malkutha wahayla wateshbukta
L'ahlam almin.
Ameyn.


O PAI NOSSO (tradução/interpretação do aramaico)

Ó Fonte da Manifestação! Alento da vida!
Pai-Mãe do Cosmo!
Faz Tua Luz brilhar dentro de nós,
para que possamos torná-la útil.
Ajuda-nos a seguir nosso caminho
movidos apenas pelo sentimento que emana de Ti.
Que nosso eu possa estar em sintonia contigo,
para que caminhemos com realeza com todos
os outros seres criados.
Estabelece Teu Reino de unidade agora.
Que Teu desejo e os nossos sejam um só,
em toda a luz, assim como em todas as formas.
Dá-nos o que precisamos cada dia, em pão e compreensão.
Desfaz os laços dos erros que nos prendem,
assim como nós soltamos as amarras que mantemos da culpa dos outros.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iludam.
Mas liberta-nos de tudo que nos aprisiona.
E não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento
de que de ti nasce a vontade que tudo governa,
o poder e a força viva de todo movimento,
e a melodia que tudo embeleza
e de idade em idade tudo renova.
Amém.

2- Pai Nosso em ritmo Flamengo, recebido em PPT

PAI NOSSO,QUE ESTÁS NOS CÉUS
E na terra que está morrendo e nos olhos das crianças que não tem prá comer
SANTIFICADO SEJA TEU NOME
E que todo mundo saiba de Tua mão generosa, de Tua força e de Teu poder
VENHA A NÓS O TEU REINO
E que brilhe o mais limpo, o melhor, o
mais puro…o melhor de nosso ser
FAÇA-SE A TUA VONTADE
E se leve o lixo, a violência e a mentira até desaparecer
ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU
Protege-nos Senhor.
Ajuda-nos Senhor.
DÁ-NOS HOJE O NOSSO PÃO DE CADA DIA
E que a natureza se reparta entre o povo de maneira natural
E PERDOA NOSSAS OFENSAS
Como Tu nos ensinaste a querer a Teus irmãos e a saber perdoá-los
ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AQUELES QUE NOS OFENDEM
Nos ofendem a injustiça,
os tiranos, os covardes,
os racistas e a dor.
NÃO NOS DEIXA CAIR EM TENTAÇÃO
Nem permita que adoeça o bonito,
o cristão, nem o amor do coração
E LIVRA-NOS DO MAL
Bendiga-nos Senhor.
Escuta-nos Senhor.
AMÉM

PPS by: recebido em espanhol sem identificação do autor
Tradução do espanhol: Cleber Rodrigues
Sant’Ana do Livramento-RS-2007
clebernrodrigues@v-expressa.com.br

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Catástrofe...cenário desolador do sofrimento e vulnerablidade do Homem

Um comentário deixado no blog "cabeça brilhante" após ler o post "Haiti", onde tem uma imagem da catástrofe ocorrida há 2 dias atrás:
Imagem chocante da fúria da natureza! Um paraíso (em termos de cenário, não em termos econômicos, uma vez que é um dos países mais pobre do mundo) destruído em breves segundos, igual ao que aconteceu com as fortes chuvas que destruiu uma igreja do sec XVI em São Paulo e arrasou com outro paraíso, Angra dos Reis no Rio de Janeiro, os maremotos que recentemente atingiram a indonésia. Tudo isso mostrando toda a nossa vulnerabilidade frente a natureza que o Homem teima em não respeitar.

Esta catástrofe vem dar uma "sacudidela" na Humanidade não só em termos da vulnerabilidade do Homem , mas principalmente em termos de solidariedade, que alguns países prontamente se mobilizaram, como o Brasil, USA, França, que logo enviaram ajuda humanitária, não ficaram só nas promessas de envio, associaram ações às palavras.

Diante das cenas e dos relatos de toda a tragédia, de tanto sofrimento e dor, por um lado ficamos chocados, desolados e sensibilizados, as lágrimas rolam pelo nosso rosto, por outro lado olhamos para a nossa vida e vemos o quanto reclamamos injustamente, o quanto criticamos os outros quando nada fazemos pelos outros, se o fazemos é pensando em nós próprios; O quanto muitas vezes nos revoltamos, sem que o admitamos, até contra Deus, quando nos acontece alguma contrariedade. O quanto somos felizes e nem nos apercebemos disso ou nos lembramos de agradecer a Deus, por termos tudo que é necessário para viver (saúde, casa, comida, bebida, roupa, carro, trabalho, assistência médica e dinheiro), quando muitos nada têm e ainda estão sujeitos aos intempéries da natureza.
Tudo isso nos revela que a vida é muito tênue, que estamos sempre a um passo de um abismo, tragédia ou catástrofe, basta frações de segundo para que a vida cesse para sempre ou para uma fortaleza imponente, aparente indestrutível, ficar reduzida a escombros e poeira. Reforçando o quão fundamental é a solidariedade entre os Homens.

Que Deus ampare, conforte e console todos as vítimas dessa e de todas as tragédias e catástrofes que assolam a face da Terra!
Que os homens sejam solidários entre si!
Que todos se unam para dar continuidade a corrente humanitária de ajuda aos mais necessitados, como os representantes de alguns países, que se puseram de imediato a caminho e que já estão no terreno, não só nesta fase inicial, como estarão no pós catástrofe, na reconstrução do que foi destruído, para estes um voto de louvor e honra ao mérito por sua generosidade e altruísmo, trabalho, cansaço, suor, por abdicar do conforto, comodidade, de estar com seus entes queridos e da segurança dos seus lares em pró dos mais necessitados, em particular das vítimas desta catástrofe do Haiti.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Trabalho realização pessoal ou um fardo?

O ser humano tem necessidade de ter ou executar um trabalho, mesmo aqueles que já nasceram em “berço de ouro” em famílias milionárias. Quem não trabalha não produz, não deixa sua pegada nas areias da vida, sem contar que o não fazer nada, a ociosidade leva a adquirir vícios e conduz a marginalidade e a regressão no desenvolvimento. Normalmente trabalhamos para conseguirmos atender as nossas necessidades básicas de alimentação, agasalho, abrigo, deslocações, este é um trabalho voltado para a recompensa financeira e económica, em resumo para termos dinheiro no bolso. Quando estamos nos tempos das “vacas gordas” selecionamos o trabalho que gostamos, temos vocação ou estamos habilitados a executar. Porém em tempos de “vacas magras” nos sujeitamos a ter qualquer trabalho desde que tenhamos dinheiro para suprir nossas necessidade.

Algumas pessoas têm ambientes de trabalho péssimo, onde sentem-se sozinhas numa selva cercada de animais peçonhentos e traiçoeiros como cobras, preparadas para dar o "bote" e escorpiões, no meio de ciclones vindo de todas as direções como se fossem tiros ou dardos envenenados lançados de vários pontos estratégicos, de tal forma desgastante ter que estar em estado vigilante o tempo todo, que cada dia precisam de uma força interior extra para sair da cama e se preparar para ir enfrentar a “selva” do seu trabalho. Por mais que se mentalize que é um novo dia e que tudo será diferente nessa nova manhã, ao chegar ao local de trabalho novos venenos, ciclones lhe atingem, fazendo com que se pergunte se vale a pena esforçar por desempenhar um bom trabalho e torná-lo cada vez mais aperfeiçoado ou se faz o mínimo necessário para que possa no final do mês receber o seu salário, calando a sua ânsia de desenvolvimento, de conhecimento, de perfeição e de realização pessoal.

Se cada um cumprisse a sua parte na tarefa que lhe cabe dentro do seu ambiente de trabalho com dedicação e empenho em executá-la corretamente, não teria tempo para atraiçoar, invejar, caluniar e infernizar o outro que está tentando cumprir a sua parte da melhor forma que sabe ou pode. Se isso assim ocorresse então o trabalho com certeza seria uma realização pessoal que serviria de motivação para em cada manhã sair para o seu trabalho com ânimo para tentar aperfeiçoá-lo cada vez mais, motivo de orgulho e sensação de dever cumprido e não uma espécie de castigo ou fardo que a pessoa carregará grande parte da sua vida.