No momento em que estava escrevendo sobre o comentário do Igor deixado no post "Universalidade do Amor" as palavras foram surgindo sem nenhum esforço, então percebi que estava se tornado longo de mais para um comentário, resolvi publicar num novo post . O tema surgiu a partir da sugestão do livro deixado "o Irmão de Assis", uma transmissão de pensamento, porque ao escrever o texto "Universalidade do Amor", que originou o comentário, durante todo o tempo esteve presente em minha mente a história fascinante de São Francisco de Assis, que vi no filme muito antigo "Irmão Sol Irmã Lua" e que ouvi uma vez numa Homilia, momento preciso em que passei a admirá-lo, porque dizia que os animaizinhos faziam fila aonde ele vivia, buscando sua ajuda, seu conforto e amparo. Eu não sou devota dos santos (utilizo sempre DDD "discagem direta para Deus), porém o único que recorro é São Francisco de Assis, quando se trata justamente de animais, por exemplo quando vou dirigindo e vejo um cão na rua ou na estrada, fico aflita porque sei que será atropelado, imediatamente faço uma oração a São Francisco de Assis pedindo que afaste o cão da estrada, impedindo-o de ser atropelado ou quando sinto que um cão se aproxima pedindo comida e eu não tenho no momento nada para lhe dar, digo baixinho (de forma que só o cão ouça"):"São francisco de Assis vai te dar o que comer", mostrando-lhe as mãos vazias e ao mesmo tempo dirijo uma prece a pedir que lhe dê o que comer.
A vida de São Francisco de Assis, retratada no filme referido, teve muitas passagens interessantes que ficaram registradas no meu ser:
1- O tratar tudo e todos como irmãos: Irmão sol, irmã lua, etc
2- A humildade- No filme tem a cena que São Francisco é recebido pelo Papa e quando se ajoelha diante dele, o Papa lhe diz que ele é que deveria se ajoelhar diante dele, que estava mais próximo de Jesus do que o Papa que vivia cercado de ouro e ostentação de riqueza.
3- O mostrar que há várias formas de amar e seguir a Deus, uma delas é o celibato, sua opção, outra é o casamento, ou seja amar a Deus através do amor ao outro
4- O trocar os seus bens materiais (ele era rico) pelos bens espirituais (fazendo o voto de pobreza, um dos votos que caracterizou os franciscanos através dos tempos).
5- Dele ter sido um homem que cometeu erros, como todos nós cometemos, antes de encontrar o caminho que o conduziu a santidade.
Além disso a sua oração muito conhecida que poderia se chamar a Oração do Amor, que gosto muito, sempre canto quando é tocada na igreja e até mesmo fora dela e por isso mesmo volto a escrevê-la:
Senhor Fazei-me um instrumento de vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor!
Onde Houver ofensa, que eu leve o perdão!
Onde houver discórdia, que eu leve a união!
Onde houver dúvida, que eu leve a fé!
Onde houver erro, que eu leve a verdade!
onde houver desespero, que eu leve a esperança!
Onde houver trevas que eu leve a luz!
Oh Mestre! Fazei que eu procure mais...
Consolar, que ser consolado,
Compreender que ser compreendido,
Amar que ser amado,
Pois é dando, que se recebe,
É perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se vive para a vida eterna!
Essa oração deveria ser a norma orientadora da vida de todos nós seres humanos, para que pudéssemos construir um mundo melhor justo e fraterno, sem violência, guerra, terrorismo, miséria ou desigualdades sociais.





