Seja Bem Vindo!


Sua visita me deixou muito feliz...

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Amor & Emoção x Razão


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O amor está no ar!

O amor está sempre na berlinda, porque, ora …
…Estamos vivendo-o no momento ;
…As lembranças do amor romântico e/ou acompanhado pelo Eros, que vivemos, experimentamos ou fantasiamos, povoam a nossa mente e nos enchem de emoções, fazendo o nosso coração bater num ritmo alucinado, como o ritmo da bateria de uma escola de samba no Carnaval e nos fazem ver imagens de corações nas nuvens no céu, nas ondas do mar ou para qualquer direção que olhemos.
…O dia consagrado ao amor, dia dos namorados aproxima-se, (não no Brasil, pois estes é no dia 12 de Junho, mas em outros países que o comemoram a 14/2, dia de São Valentim) e por isso há uma onda de amor no ar que se propaga nas asas do vento alcançando todos os corações, intensificando o amor para aqueles que o estão vivendo, despertando aquele que estava adormecido ou latente a espera de um “clik”, dando asas a imaginação e fantasia dos românticos sonhadores, criando uma atmosfera rodeada de energia positiva, colorida, alegre e festiva.
…Pensamos, refletimos, escrevemos sobre o amor, seja para responder a um comentário, seja porque interpretamos um texto onde figurava como tema central, seja porque reconhecemos no fundo de nós mesmos que Deus, sinônimo Amor, é o maior e melhor presente que recebemos na vida., quando estamos unidos a Ele o nosso horizonte torna-se amplo, tendo como limite o infinito.
Quando nos sentimos unidos a Deus parece que tudo se torna possível, nem bem formulamos uma pergunta logo de imediato obtemos a resposta, tudo se encaixa na perfeição, se for o momento certo de acontecer e se for da vontade Dele, até o que a primeira vista parece obstáculo, na verdade é uma porta que se abre a nosso favor e para o nosso bem, ou o que parece ser um porblema na verdade é a solução do problema que está mais adiante, mas que a nossa visão estreita não conseguia ver. Contudo, nem sempre nossa ligação com ele é assim tão forte, ou melhor nossa confiança não é total e absoluta, por vezes fraquejamos e deixamos que haja alguma interferência externa, como dúvidas, inquietações, medos, frustrações, abale essa confiança e a paz ou serenidade que sentimos outrora dá lugar às preocupações, tristezas e até mesmo revolta que acabam por gerar insônia ou transformar a vida momentaneamente num inferno onde nada dá certo, há muitas perguntas mas nenhuma resposta, muitos poblemas sem soluções a priori ou nada se encaixa na perfeição.

O amor está sempre no ar por isso é impossível que não esteja constantemente na berlinda!

(literalmente Berlinda é um pequeno coche de quatro rodas suspenso por dois varais, porém em termos figurados "o centro das atenções").

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Irmão Sol, Irmã Lua! a vida de São Francisco de Assis

No momento em que estava escrevendo sobre o comentário do Igor deixado no post "Universalidade do Amor" as palavras foram surgindo sem nenhum esforço, então percebi que estava se tornado longo de mais para um comentário, resolvi publicar num novo post .
O tema surgiu a partir da sugestão do livro deixado "o Irmão de Assis", uma transmissão de pensamento, porque ao escrever o texto "Universalidade do Amor", que originou o comentário, durante todo o tempo esteve presente em minha mente a história fascinante de São Francisco de Assis, que vi no filme muito antigo "Irmão Sol Irmã Lua" e que ouvi uma vez numa Homilia, momento preciso em que passei a admirá-lo, porque dizia que os animaizinhos faziam fila aonde ele vivia, buscando sua ajuda, seu conforto e amparo. Eu não sou devota dos santos (utilizo sempre DDD "discagem direta para Deus), porém o único que recorro é São Francisco de Assis, quando se trata justamente de animais, por exemplo quando vou dirigindo e vejo um cão na rua ou na estrada, fico aflita porque sei que será atropelado, imediatamente faço uma oração a São Francisco de Assis pedindo que afaste o cão da estrada, impedindo-o de ser atropelado ou quando sinto que um cão se aproxima pedindo comida e eu não tenho no momento nada para lhe dar, digo baixinho (de forma que só o cão ouça"):"São francisco de Assis vai te dar o que comer", mostrando-lhe as mãos vazias e ao mesmo tempo dirijo uma prece a pedir que lhe dê o que comer.


A vida de São Francisco de Assis, retratada no filme referido, teve muitas passagens interessantes que ficaram registradas no meu ser:


1- O tratar tudo e todos como irmãos: Irmão sol, irmã lua, etc


2- A humildade- No filme tem a cena que São Francisco é recebido pelo Papa e quando se ajoelha diante dele, o Papa lhe diz que ele é que deveria se ajoelhar diante dele, que estava mais próximo de Jesus do que o Papa que vivia cercado de ouro e ostentação de riqueza.


3- O mostrar que há várias formas de amar e seguir a Deus, uma delas é o celibato, sua opção, outra é o casamento, ou seja amar a Deus através do amor ao outro


4- O trocar os seus bens materiais (ele era rico) pelos bens espirituais (fazendo o voto de pobreza, um dos votos que caracterizou os franciscanos através dos tempos).


5- Dele ter sido um homem que cometeu erros, como todos nós cometemos, antes de encontrar o caminho que o conduziu a santidade.


Além disso a sua oração muito conhecida que poderia se chamar a Oração do Amor, que gosto muito, sempre canto quando é tocada na igreja e até mesmo fora dela e por isso mesmo volto a escrevê-la:


Senhor Fazei-me um instrumento de vossa paz!


Onde houver ódio, que eu leve o amor!


Onde Houver ofensa, que eu leve o perdão!


Onde houver discórdia, que eu leve a união!


Onde houver dúvida, que eu leve a fé!


Onde houver erro, que eu leve a verdade!


onde houver desespero, que eu leve a esperança!


Onde houver trevas que eu leve a luz!


Oh Mestre! Fazei que eu procure mais...


Consolar, que ser consolado,


Compreender que ser compreendido,


Amar que ser amado,


Pois é dando, que se recebe,


É perdoando que se é perdoado,


E é morrendo que se vive para a vida eterna!


Essa oração deveria ser a norma orientadora da vida de todos nós seres humanos, para que pudéssemos construir um mundo melhor justo e fraterno, sem violência, guerra, terrorismo, miséria ou desigualdades sociais.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Universalidade do Amor

Ainda o amor… e na sequência das suas três expressões, em especial na sua característica Universal, recentemente recebi um mail contendo várias fotos envolvendo gestos de ternura e carinho entre filhotes de animais, nomeadamente cachorrinhos e gatinhos, por si só qualquer bebê humano ou não já é fofinho e desperta ternura dentro do nosso coração, porém junto vinha uma foto emocionante na sequência de um episódio de incêndio: Um fotógrafo presenciou a atuação de um bombeiro salvando uma cadela Doberman, grávida da casa em chamas e notou que a cadela observava o bombeiro, quando este parou para descansar ela se aproximou e manifestou seu agradecimento, conforme mostra a foto. Um gesto de amor trocado entre um animal tido com irracional e o Homem.
Recentemente no “Sinapse Moderna”, seu autor colocou um vídeo mostrando uma entrevista com o Padre Marcelo Rossi, onde dizia que diante de um cão desviava o olhar e elevava em forma de Prece a Deus e que o cão não atacava, porém algum tempo depois aparece com o olho tapado porque fora atacado pelo cão da família, por questão de comida. Essa imagem e outras chocantes contrastam com a imagem de ternura de uma cadela que demonstra gratidão por aquele que a salvou juntamente com a sua prole que ainda não nascera.
O ser humano tem a tendência de considerar os animais como irracionais, digo considerar, porque tenho dúvidas a cerca de alguns animais não serem capazes de raciocinar, isso a propósito de ter presenciado um momento em que uma gata, na sequência de uma brincadeira de ir apanhar um objeto, mostrou ter parado e raciocinado antes de agir, quando alterei o lugar do objeto que até então era sempre no mesmo sítio com a finalidade única de fazer exercícios saltando os obstáculos, porque ela havia sofrido uma fratura numa das patas, ao mudar de sítio, as dificuldades aumentaram, a gata parou olhou nas duas direções possíveis e depois optou por um caminho diferente daquele que fizera antes.
Os animais tido como irracionais também são considerados como incapazes de ter sentimentos, novamente, tenho dúvidas a cerca desse considerar, porque ao longo do caminho tenho presenciado cenas de carinho, lealdade, fidelidade, gratidão, amizade dos animais entre si e pelos Homens, independentemente de serem ou não seus donos, inclusive tivemos uma cadela, que por incrível que possa parecer, sorria para a minha mãe (só para ela, talvez porque fosse ela que lhe colocava a comida), também tenho presente a imagem de um cachorrinho que tinha uma expressão triste em que pela primeira vez apliquei Reiki em público (embora discretamente sem que ninguém percebesse) e quando terminei o cachorrinho lambeu a minha mão e a sua expressão já não era de tristeza, esse comportamento deixou comovida, emocionada, naquele momento existiu uma sintonia, que causou uma sensação tão maravilhosa, mas difícil de ser descrita.
Estes são alguns dos muitos exemplos, que provavelmente muitas pessoas já tenham presenciado ou vivenciado que mostram a grandeza, a Universalidade do amor, que transpõe a fronteira do racional ou o limiar da razão .

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

As três expressões do amor

A homilia no Domingo feita pelo padre versou sobre o amor, onde referiu as 3 expressões gregas que o caracterizam, Gerou a reflexão sobre essa o amor nas suas 3 vertentes físico, espiritual e comunitário ou universal:
Eros (amor sexual/conjugal/carnal) => é o amor de dois seres, manifestado através do corpo, são dois corpos que se unem num só, por isso existe os dois sexos diferentes, seus corpos apresentam semelhanças, ambos apresentam configuração anatómica idênticas, tanto é que até surgirem os caracteres sexuais secundários, na puberdade e adolescência, se rasparem os cabelos, ou cortarem bem curtinho não se consegue diferenciar o menino da menina se não for ver suas características sexuais, justamente o que os distinguem são os órgãos genitais, diferentes mas complementares, formam um conjunto tipo chave e fechadura, portanto homem e mulher foram concebidos como complementares, ambos com a mesma dignidade e no mesmo patamar da escala hierárquica., nenhum é superior ou inferior ao outro, não é o sexo que os distingue nessa escala e sim o grau de desenvolvimento cultural, técnico científico, social, religioso, económico e político. É a emoção que ultrapassa os limites da razão e da individualidade.

Platónico (amor amizade/ideal/espiritual) => É o amor vivido dentro de cada um despertado pela natureza, por toda a espécie de vida, por alguém, mas sem contacto físico com esse alguém, pelo menos não como expressão desse amor, é claro que contato físico poderá existir, um beijo é físico, mas neste caso, em princípio é uma manifestação de carinho, ternura, e não a expressão da libido no caso do Eros. É um amor idealizado, fantasiado, mas ao mesmo tempo vivido na realidade, é o amor espiritual, puro sentimento, emoção com razão. É a emoção sem ultrapassar os limites da razão, mantendo a individualidade. É o que confere o status de ser humano ao Homem.

Caridade (amor sublime/incondicional/Universal) => É o amor platónico que se estende ao Universo, é a expressão da essência divina que existe no ser humano, é o amor sem limites ou fronteiras, o amor altruísta, pouco seletivo, não faz distinção entre os seres, é a aplicação prática e seguimento do preceito deixado por Jesus “Amai-vos uns aos outros como irmãos”, daí hver a partilha dos bens, não como esmola, mas como justiça social: Dar de beber a quem tem sede, dar de comer a quem tem fome, dar de vestir a quem está nu, confortar os aflitos e aqueles que sofrem, dar um teto ou abrigo a quem está desabrigado, é a aplicação pratica da oração que o próprio Jesus nos ensinou: Pai Nosso…o pão nosso de cada dia nos dai hoje (se eu tenho um pedaço de pão porque Deus assim me deu, e ao meu lado existir alguém que não tenha será que Deus ao me dar o pão com fartura já não será justamente para repartir com quem não tem)…
Ouvi muitas vezes meus pais usarem a expressão “mãos que não dás porque esperais receber?” É o amor doação, não só em termos materiais, mas principalmente de nós próprios. É esse amor que está implícito quando fazemos algum tipo de sacrifício, não importando a sua dimensão em prol de alguém ou de uma vida., como o de Jesus morrer pregado na cruz, humilhado, injuriado, como se fosse um mal feitor, em expiação dos nossos pecados, conforme a crença de quem é católico e como diz na música que se ouve na altura da Páscoa: “…prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão…”

Cada uma das três vertentes por si só conduz ao estado sublime de êxtase, sua intensidade e duração vai variar em função de como o amor é sentido, expresso ou vivido no nosso dia-a-dia.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Dualidade do sentir...dissociação entre o corpo e a mente.

O funcionamento do nosso organismo é surpreendentemente fascinante. Desde a sua constituição orgânica, anatómica, passando pela fisiologia. Há uma perfeita comunicação entre os vários “departamentos” que o constitui. São 2 "departamentos" bem definido: corpo e mente, o primeiro bem estudado, o segundo pouco conhecido, embora muitas tentativas de o estudar.
Quanto mais conseguimos entender a linguagem do nosso corpo, mais temos condições de satisfazer as nossas necessidades de forma a fornecer as condições ideais para o seu funcionamento.

Se pararmos para refletir sobre o ditado popular “ de médico, de cientista e de louco todo mundo tem um pouco” vamos ver que encerra uma verdade, as duas primeiras vertentes estão relacionada com o nos “ouvirmos”, prestarmos atenção ao que o nosso corpo ou o nosso organismo nos diz a todo momento. Quando sentimos uma dor por exemplo, abdominal, estamos “ouvindo” o nosso abdómen, se pararmos e refletirmos sobre os nossos hábitos alimentares, poderemos deduzir que a dor provavelmente está relacionada com os frutos secos, os bolos, os refrigerantes, as batatas fritas, que comemos no dia anterior porque podem causar emissão de flatus, vulgarmente conhecido como “gases”, neste caso, estamos investigando as causas, estamos sendo cientistas de nós mesmos, depois de levantarmos essa hipótese, beberemos mais água, faremos uma caminhada e logo deixaremos de sentir a dor, neste caso estamos sendo médico de nós mesmos.

A 3ª vertente, o termos um pouco de louco, não existe loucura mais sã do que aquela que o prazer encerra. Mais louca ainda é a dissociação ou a dualidade do sentir, quando estamos diante de um amigo íntimo, com quem outrora atingimos o máximo do prazer, algumas palavras inocentes ou temas de bate-papo são suficientes para atiçar a chama do desejo, despertando a vontade de viver novamente momentos de máximo prazer, mas que a nossa consciência, acaba por ser ludibriada fazendo com que assumamos para nós mesmos que controlamos esse impulso e mantém-mo-nos na postura de amigo, continuando o bate-papo, aparentemente de forma natural, emocional e sexualmente neutro, como se realmente nosso corpo nada sentisse, porém o corpo estava sentindo e reagindo, a consciência é que se dissociou do corpo, sob o domínio da razão, prova disso é, após deixarmos o amigo, o nosso auto controle e razão desaparecerem e atônitos sentirmos o corpo mostrando que estivera sentindo e reagindo silenciosamente, mas que agora explode livremente de forma abrasadora, conduzindo sem nenhum esforço ou dificuldade ao prazer, seguido de êxtase.
Tudo isso ressalta que, se conseguirmos prestar mais atenção e compreendermos a linguagem do nosso corpo, então exclamaremos:

Quão fascinante, belo e perfeito, na sua essência, é o ser humano!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Buda da sorte... que deu sorte!

O correio eletrônico é uma das ferramentas fundamentais nas relações interpessoais, muitas vezes é passado de forma robotizada, fria e impessoal, outras vezes de forma íntima, pessoal e personalizada, outras vezes como forma de obter informações, outras vezes ainda de forma comercial ou laboral. Por vezes estabelece-se uma rede de solidariedade (embora muitas dessas mensagens seja apenas “blefes” para sobrecarregar a rede e em nada ajudam), outras vezes estabelece uma corrente de oração e de pensamento positivo que difunde a beleza, faz renascer a esperança quando esta já deixara de existir, leva a momentos de reflexão e interiorização ou extravasamento de emoções, encerra desejos e votos de felicidade, sucesso e bem estar, promove momentos de relaxamento e descontração.
Esta semana ocorreram duas situações que fizeram refletir um pouco mais a cerca dos anexos recebidos e enviados via mail:
1- Um amigo faz uma chamada de atenção dizendo não gostar de receber uma mensagem que lhe enviei, uma dessas que contém no fim uma ameaça do tipo “se não enviar algo de ruim vai lhe acontecer”, por conter a ameaça final. O envio não foi por conter ameaça e sim porque o conteúdo possuía algo que merecesse ser compartilhado, mas esse amigo esqueceu o conteúdo para somente se ligar ao final (a ameaça). Quando reenvio as mensagens desse gênero, não o faço por temer ameaças, e sim porque apresentam algo que me tocou e que eu compartilho para que aqueles de quem gosto possam também sentir.
2- No início da semana recebi o “Buda da sorte” e reenviei, não porque dizia que eu receberia dinheiro ou uma notícia em 4 dias e sim para dar oportunidade para quem enviei, uma forma de manter acesa a chama da esperança e o astral elevado. Não sei se porque estive mais atenta aos acontecimentos e pude fazer a ligação, recebi uma resposta que estava a espera há 1 mês e que já não contava receber, recebi um mail avisando de um curso à distância, que eu estava interessada, mas desistira por ser longe. Ontem ao falar a afilhada por telefone esta diz: “fique atenta à caixa de correio da sua casa que lhe enviei algo”, quando dificilmente envia mail que fará correio tradicional, hoje tinha na caixa de correio o DVD "o príncipe Caspian" (Crônicas de Narnia) ela sabia que eu gostava, e o interessante é que segundo ela, teve dificuldade em encontrar porque estava esgotado na altura do Natal. Antes de terminar o dia um amigo querido que estava ausente por algum tempo entrou em contacto e foi um papo delicioso de cerca de 3 horas seguidas.
Muitos dirão pura coincidência, será também coincidência a realização dos desejos algum tempo depois de fazer o pedido ao ver uma estrela cadente, (como ocorreu no ano passado no dia em que houve chuvas de estrela cadentes e dos 5 pedidos, foram 5 estrelas cadentes, 3 realizaram-se) correção 4 pedidos realizados (no dia3/2/2010 soube que mais um dos desejos tornara-se realizado)?
Cada vez mais acredito que não existem coincidências. Acredito que as coisas acontecem por uma razão, mas que desconhecemos qual seja, que são peças interligadas de uma engrenagem.
Cada vez mais acredito que as palavras têm muito poder, consoante a intenção com que são proferidas, principalmente se ditadas pelo coração e da aceitação, interiorização ou fé de quem as ouve.
Contudo há que haver a seleção do que ouvimos ou lemos, aquilo que “nos fala” ao coração, deixando-o aquecido, com esperança renovada, que fala de beleza ou de algo que nos faz refletir, em princípio só nos fará bem.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Hipnose tanto fascina como assusta!

Richard Bach, autor de vários livros, entre os quais: “Fernão Capelo Gaivota”, “ilusões”, excelentes livros, escreveu um novo livro “o Hipnotizador de Maria” que aborda o tema da hipnose, mas na óptica do hipnotizado, dando um enfoque de que ao longo da vida as pessoas são hipnotizadas por si mesmos e pelos outros ao mesmo tempo que são hipnotizadores.

Refletindo um pouco mais sobre o tema, o que está escrito nesse livro pode ter fundamento lógico, quem lida com marketing, constantemente vive hipnotizando, de forma consciente ou subconsciente, determinado público-alvo, de forma a conseguir sucesso de venda do seu produto. Outro exemplo são os estilistas, designer de modas e os modelos que na passarela da moda, “ditam” o que algumas mulheres e homens irão usar. Muitos exemplos mais poderiam ser utilizados como reforço de como somos diariamente e a todo instante hipnotizados pelos outros, mas também existem exemplos de como nós próprios nos hipnotizamos, quando fazemos meditação, exercícios de relaxamento e outros.


Além disso podemos recordar às vezes que fomos hipnotizadores de alguém (na maioria das vezes sem termos consciência disso), por exemplo quando encontramos alguém e dizemos “está pálido aconteceu alguma coisa?” e a pessoa vai se olhar no espelho e realmente se vê pálida, quando na verdade até nem estava, foi um reflexo ou má iluminação que gerou uma percepção errada, mas que a pessoa aceitou como sendo verdade.


A hipnose é um tema fascinante, mas ao mesmo tempo assustador, apesar de ser difundida pela comunicação social como um espetáculo teatral, onde os hipnotizados fazem figuras ridículas, na medicina ela tem uma vasta gama de aplicação: Crise de pânico, fobias, alguns casos de depressão, doenças psicossomáticas, desabituação tabágica. Há alguns anos atrás conheci um dentista que hipnotizava seus pacientes e não precisava de anestesia para poder executar o seu trabalho. Também tive oportunidade de presenciar um gago que sob transe hipnótico falava fluentemente.

Recordo um evento em que participei "Maratona da motivação" (parte integrante do programa do Seminário Internacional de Aprendizagem Acelerativa, realizado na UERJ), onde o grupo realizou várias técnicas de relaxamento, lidando com as emoções, guiados por um mestre na arte da meditação e relaxamento, na altura não percebi que na realidade houve hipnose em grupo, num dos exercícios, um elemento do grupo que era praticante de meditação, ao "voltar" queixou-se de dor numa perna, porque durante o exercício, imaginário, sofreu uma queda. O orientador fez com que ele repetisse o exercício, regressasse ao ponto aonde havia sofrido a queda, nessa altura sugeriu que ele saltasse o obstáculo evitando a queda , quando "voltou" já não sentia dor. No final do dia após tantos exercícios de interiorização, o grupo formou uma roda e todos ficaram de olhos fechados e mãos dadas, quando o ciclo se fechou, subitamente senti uma forte dor de cabeça como se tivesse sido atingida por uma descarga elétrica, que melhorou subitamente quando eu soltei as mãos. Nunca consegui saber o que aconteceu, isto é, o porquê da dor de cabeça súbita? excesso de energia talvez. Essa hipótese foi reforçada quando fui sintonizada no Nível I do Reiki, além de sentir uma forte dor de cabeça, acompanhou uma sensação de náuseas, um mal estar indefinido, que atenuou, quando saí do recinto aonde estava, ali havia muita energia concentrada, embora fosse positiva.
Todos estes exemplos onde direta ou indiretamente a hipnose esteve relacionada, reforça o quanto o tema é fascinante, mas ao mesmo tempo assustador, porque a hipnose significa um estado modificado da consciência, como tal, tanto pode ser benéfico, como maléfico para a pessoa dependendo da sua vulnerabilidade em termos mentais.