Seja Bem Vindo!


Sua visita me deixou muito feliz...

Sua visita me deixou  muito feliz...

Amor & Emoção x Razão


terça-feira, 2 de março de 2010

Êxtase... carícia na alma

Sexo, um tema muito apreciado, experimentado e densamente explorado, quer em termos de literatura, cinema, música, quer na prática de cada um, mas nem por isso deixa de ser envolto por uma aura de mistério ou por nuances misteriosos, ora conduz
… Ao estado de Êxtase, mesmo sem termos a consciência de ter atingido o Clímax;.
…Ao Clímax sem atingir o estado de Êxtase;
…Ao Clímax seguido do estado de Êxtase;
…Ao estado de Êxtase sem haver contacto físico, apenas pelas lembranças de momentos de intenso prazer vividos;
…Ao Clímax de um prazer alucinante real, partindo do contacto virtual, seguido ou não do estado de Êxtase.
…Ao desejo incontrolável, seguido de excitação e culminando num Clímax avassalador, vindo do nada, sentindo-se a presença do ser amado, sem que este esteja presente ou que o nosso corpo tivesse sido tocado e muito menos tenhamos evocado lembranças de momentos vividos.
A pesquisa pra tentar desvendar essas nuances de mistérios que envolve o sexo, acabou por revelar alguns aspectos interessantes :


1- Prazer sexual é a interação do sistema nervoso no ato sexual. Durante o coito o cérebro através da sua terminações nervosas responde de forma táctil ao contato de pele e músculos provocando intensos espasmos e contrações
O mecanismo pelo qual esse processo ocorre somente no ato sexual é desconhecido e complexo. Sabe-se que não só o homem mas todos os mamíferos sentem resposta intensa durante o coito. Evolucionistas defendem a ideia que o prazer sexual é uma estratégia evolutiva - o prazer atuaria como um motivador do ato sexual estimulando a reprodução dando assim as espécies maior população e predominância sobre outras. Há vários indicios que confirmam essa teoria, como a presença do clitóris nas mulheres que tem somente função de dar prazer


2-Samvara Subaghi relata a cerca da massagem tântrica: Nossa experiência mostra que a maioria das pessoas conhece somente orgasmos psicogênicos ou psicológicos, onde o cérebro, através das fantasias sexuais (cheiros, imagens, sabores) e estímulos sensoriais (contatos), envia informações para área genital. O outro orgasmo vêem através do estímulo apropriado na Yoni (vagina) e no Lingam (pênis) e onde as pessoas experimentam estados superiores de consciência"


3-Existem 10 tipos de libido (do latim, significando "desejo" ou "anseio") segundo a terapeuta sexual australiana Sandra Pertot:


* Sensual: - Para este tipo, o sexo é parte importante do relacionamento. Ver que o parceiro está satisfeito na cama aumenta seu prazer, e o orgasmo não costuma ser o mais importante. O sexo é expressão do vinculo emocional e uma maneira de reforçar seus sentimentos pela pessoa amada.


*Erótica: Para eles, o sexo é quase um hobby. Este tipo gosta de leituras eroticas, brinquedinhos sexuais e adora novas experiências na cama. As transas intensas são importantes para a manutenção do relacionamento. Adoram se sentir desejados e costumam investir em praticas como o suing e o sexo a três.


* Dependente: Esse tipo não lida bem com a falta de sexo. Como as relações sexuais são uma forma de aliviar a ansiedade, podem colocar uma pressão desnecessária no parceiro, principalmente se este não tem um nivel de desejo compativel com o seu.


* Reativa: Quem se enquadra no tipo reativo não costuma pensar em sexo se não estiver em uma relação, e a vida sexual acaba sendo ditada pelo ritimo do outro. Valorizam mais o envolvimento emocional.


* “Por direito”: Consideram que a sua visão do sexo é a “correta” e não precisam de muita variedade para se setirem satisfeitos. Podem colocar uma pressão desnecessária no parceiro por terem ideias fantasiosas do que outros casais fazem na cama.


* Viciosa: Quem tem este tipo de libido precisa de novos parceiros para se sentir valorizado. Podem, inclusive, valorizar uma relação estável e “pular a cerca”de vez em quando. Costumam perder o interesse pelo outro depois da relação sexual.


* Stressada: Esse pode estar passando por um momento de falta de confiança em suas habilidades sexuais. Tem medo de não conseguir satisfazer o parceiro e se cobra quando passa por fazes de pouco desejo.


* Desinteressada: Caracteriza as pessoas que não sentem falta do sexo, mas têm dificuldades para assumir essas faceta. Costumam ter relações sexuais para agradar o parceiro. Geralmente, são pessoas que nascem com baixa libido.


* Desconectada: Neste tipo, o sexo deixa de ser prioridade. Em circunstâncias ideais, valorizam o sexo, mas basta aparecer cobranças excessivas para esquecer do prazer sexual.


* Compulsiva: Neste caso, o sexo não costuma estar ligado a sentimentos. As relações sexuais, em geral, são alimentadas por estados de ansiedade e tensão emocional. Costumam ter certos fetiches e sentem dificuldade de excitação se eles não forem satisfeitos.


Contudo a intuição revelou algo que a pesquisa não mostrou, (embora seu mecanismo permaneça desconhecido):


O prazer sexual que acaricia a alma, com ou sem envolvimento físico, conduz ao estado sublime de Êxtase.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Prever o futuro um dom ou uma condenação?

Durante muito tempo pensava nas pessoas que teriam ou lhe atribuíram dons de clarividência ou de prever o futuro. Por vezes pensava que seria bom ter esses dons, porém no momento, após refletir sobre o tema, a propósito do alerta prevenindo o Tsunami que se encaminharia para as ilhas do Pacífico, como consequência do terremoto no Chile, já não mantenho esse pensamento, se no caso de catástrofe iminente poder prever para alertar as pessoas para se precaverem é bom, chegando mesmo a ser imprescindível, no caso de prever o futuro já não será assim tão bom, porque nada se poderá fazer para evitar, a pessoa ficará angustiada por ver o que acontecerá e que nada poderá fazer para impedir ou modificar o rumo dos acontecimentos. Como no caso de Jesus que pede ao “Pai se puder afasta de mim este cálice…”, como no caso de Jesus ter dito a Pedro que ele o negaria 3 vezes, mesmo sabendo e afirmando que não o faria, Pedro negou a Cristo por 3 vezes. Assisti a um filme em que a protagonista tinha flashes de cenas futuras, incluindo a morte do marido e porque havia descoberto que o marido estaria prestes a traí-la ficou no dilema entre deixar que acontecesse ou tentar impedir, por fim decide tentar impedir e telefona para o marido dar meia volta (no local da estrada onde ocorreria o desastre que o vitimaria) ele assim fez, porém o carro para e aproxima-se um caminhão, o desastre acontece igual como nas "visões" aqui caberia duas interpretações:
1- O que deverá acontecer, acontecerá independentemente do que se faça para tentar impedir


2-Ao tentar impedir um acontecimento a própria pessoa desencadeará o acontecimento.


Então pergunto-me de que adiantaria descobrir a passagem ou umbral do tempo, se voltasse no passado nada poderia fazer porque o passado já ocorreu, seria viver angustiado visto que saberia exatamente qual seria o desfecho, assim como se fosse para o futuro nada poderia fazer porque no presente ainda não teria feito, logo não poderia existir, a não ser adquirir conhecimentos para não cometer os erros do passado, ou adquirir conhecimentos para utilizar no presente e poder acelerar o futuro, respectivamente.


Diante disso eu não consigo responder a questão se prever o futuro é um dom ou uma condenação, só sei que, se houver realmente essa capacidade de prever o futuro, a pessoa que a possuir tem que ter um elevado desenvolvimento espiritual, ser uma pessoa equilibrada, estar preparada para aceitar que o que estará destinadoa a contecer acontecerá e nada poderá fazer para impedí-lo, por conseguinte, conseguir ter um perfeito domínio das suas emoções, para que essa capacidade seja um dom e não a sua condenação.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A tecnologia tão avançada não consegue fazer frente à Natureza

Diante de calamidades como ocorreu nos últimos dias no arquipélago da Madeira ou das muitas catástrofes que ficaram no passado, a primeira reação é de choque, tristeza, seguida de compaixão e dó, ímpeto de solidariedade, mas depois nem nos lembramos de agradecer a Deus porque estamos à salvo na nossa casa, abrigados da chuva, vento e frio, temos agasalhos, o que comer, o que vestir, todo o conforto e condições que as vítimas não têm.
Outros pontos de reflexão são:
*Tantas notícias seguidas das intempéries da Natureza? Será a resposta da Natureza à agressão sofrida pelo homem, ou o número aumentou justamente porque antes não havia tanta divulgação, mas que sempre existiram?
*A tecnologia tão avançada não consegue fazer frente à Natureza?
*Será que a magnitude das repercussões das catástrofes naturais não é tão chocante devido justamente a falta de infra estrutura como são realizadas as urbanizações, a construção das cidades, sem levar em consideração às consequências da força da Natureza, por exemplo, a urbanização planejada junto ao mar, será que foi feita uma projeção no futuro de como seria se houvesse um maremoto?
*Será que uma população ribeirinha foi planejada levando em consideração se houvesse chuva torrencial que elevariam o nível das águas dos rios e ribeiras para onde seria o escoamento da água? Ou são projetos mal elaborados que não contemplam as possibilidades de ocorrências adversas? Não há preocupação com a prevenção e nem com a manutenção, só com a “fotografia” e com os lucros que advirão dos mesmos?
Que Deus leve para junto de si os que morreram, dê conforto e consolo aos seus entes queridos que ficaram vivos, ajuda e força para a reconstrução e recuperação dos estragados físicos e psíquicos que muitos sofreram.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Adolecência e Meia Idade, crise ou momento de reflexão?

O ser humano passa por diversas crises durante as várias fases da vida, as mais referidas são:
1- Crise da adolescência
Até a 2ª infância, a criança vai descobrindo o mundo pela experimentação, através dos sentidos, nomeadamente do tato e do paladar, para ela o mundo gira em torno dela, tudo existe para servi-la, como se fosse o rei e o seu reinado. Quando entra para a escola, continua reinando, porém seu reino começa a ter limites, regras, seu mundo já não é o único, começa a ver que existe outros Reis com os seus reinados.
A adolescência é a fase de transição da infância para a vida adulta, é o passar de um horizonte amplo, sem limites para um horizonte restrito pelos limites imposto pelo mundo que outrora era seu. Por isso mesmo um momento de crise, existencial, porque ocorre mudanças no corpo, há um desequilíbrio hormonal que gerará alterações no seu organismo, a o despertar do sexo, da atracão física, por vezes a descoberta do amor, seu reino de outrora deixa de existir, começa o peso das responsabilidades sobre os ombros, antes era o centro das atenções, agora parece que é invisível, principalmente se houver irmãos menores. Antes brincava livremente, as interrupções eram para tomar banho, comer e dormir, depois foi acrescentada os estudos. Outrora não haviam dúvidas, questionamentos, agora nada faz sentido, aquilo em que acreditava como real na verdade era pura fantasia ou ilusão, o mundo deixou de ser um lugar mágico para ser uma selva cheia de armadilhas e perigos. Tudo isso gera um emaranhado de emoções, pensamentos e sentimentos, que resulta no comportamento característico: Rebeldia sem causa (rebelar-se contra todo o tipo de autoridade, agir sempre de forma contrária aquela imposta, a começar pelos pais), agressividade (culpa os pais, o mundo por estar privado da liberdade de outrora), formação de grupos, todos “estão no mesmo barco”, como se fossem órfãos passando as mesmas carências, onde existem “códigos”, vestuário peculiar, que permitem a seleção ou exclusão dos elementos, alguns grupos enveredam pela marginalidade (roubos, assaltos, drogas, vandalismo) muitos dos elementos fazem coisas que contrariam a formação que receberam e violentam o próprio ser, para fazer parte do grupo, para não se sentir excluído, como fumar, beber ou outros hábitos nocivos.
Apesar de ser um período de crise, também é o período de preparo do futuro, é o presente do amanhã, a ponte de ligação do passado ao futuro, na escala do tempo, pois é nessa fase que cada um traça o rumo que seguirá: Escolha da profissão, constituição da família, produtividade, ascensão económica, política, social, religiosa e espiritual.
Essa crise dificilmente será evitada, mas será mais fácil de ser superada e sem consequências nefastas para o futuro, se houver uma base familiar sólida de confiança, carinho, respeito, que forneça os elementos necessários para que a personalidade e o caráter sejam moldados por princípios éticos e morais bem estruturados que possibilite discernir entre o bem e o mal e agir com respeito pelo Homem, pela Natureza, pelo Universo e por si mesmo.

2- Crise da Meia Idade
É o período em que o Homem, já adulto, família constituída, profissão definida, ainda em fase produtiva, apercebe-se que a vida passou, começa a olhar para trás e ver que na sua trajetória pela vida, muitos sonhos ficaram por realizar, esquecidos no passado, muito daquilo que lhe dava prazer foi ficando ao longo do caminho, esteve num corre-corre, sem tempo para brincar com os filhos, sem acompanhar o seu desenvolvimento, sem tempo para namorar e dar atenção ao cônjuge, sem tempo de bater papo com os amigos, sem tempo de apoiar aos pais, sem tempo para si mesmo, para fazer aquilo que gosta, apenas correndo atrás dos bens materiais, de ter condições para ter um carro último modelo de causar inveja por onde passa , uma casa imponente e luxuosa, iate de luxo, num consumismo desenfreado, cada vez trabalhando mais para possuir mais, mas que acaba por não desfrutar dos mesmos, servindo apenas como exibição para os outros. Sem contar que começa a ser aperceber que a outra fase, a velhice se aproxima numa velocidade galopante e com ela o crepúsculo da vida.
É a nova crise existencial, onde se questiona sobre o real sentido da sua existência pela vida na dimensão terrena, onde há uma maior aproximação à espiritualidade, há um ouvir mais atento de si mesmo, do seu sentir, das suas emoções, há uma maior interiorização, introspecção, questionamentos dos valores e do que realmente é importante na vida. Também é o olhar para trás e pensar que se pudesse voltar no tempo talvez teria escolhido outra opção e tomado outro rumo na vida
É nessa fase também que as relações extra conjugais se evidenciam, pela tentativa de auto afirmação de que a idade não deixou marcas, não diminuiu a performance, daí procurar um parceiro (a) mais jovem, estabelecendo uma relação que dificilmente se tornará duradoura porque não existe interesses em comum de ambas as partes e principalmente, não existe amor unindo-os, de um lado um procura auto afirmar-se ou resgatar aquilo que perdeu com o passar do tempo, o outro procura obter ascensão econômico social, contudo convém lembrar que isso não é regra e mesmo que fosse, toda regra tem exceção.

A diferença maior entre as duas crises existenciais, é que na adolescência tem-se a cabeça povoada de sonhos, incertezas, medos e dúvidas, mas com esperança, força, energia e motivação para ir ao encontro do futuro. Na meia-idade tem-se a cabeça fervilhando de preocupações, frustrações e decepções acumuladas, os ombros vergados pelo peso das responsabilidades adquiridas durante o passar dos anos, sem ânimo, quando a realidade é muito adversa e causa muito stress que rouba a energia e a força de viver, a única motivação é a esperança ou a ilusão de quando estiver aposentado possa fazer tudo aquilo que deixou para trás que gostava ou lhe fazia bem, tentando não lembrar que terá o tempo livre, mas não terá o vigor e nem a saúde de outrora.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O amor está no ar!

O amor está sempre na berlinda, porque, ora …
…Estamos vivendo-o no momento ;
…As lembranças do amor romântico e/ou acompanhado pelo Eros, que vivemos, experimentamos ou fantasiamos, povoam a nossa mente e nos enchem de emoções, fazendo o nosso coração bater num ritmo alucinado, como o ritmo da bateria de uma escola de samba no Carnaval e nos fazem ver imagens de corações nas nuvens no céu, nas ondas do mar ou para qualquer direção que olhemos.
…O dia consagrado ao amor, dia dos namorados aproxima-se, (não no Brasil, pois estes é no dia 12 de Junho, mas em outros países que o comemoram a 14/2, dia de São Valentim) e por isso há uma onda de amor no ar que se propaga nas asas do vento alcançando todos os corações, intensificando o amor para aqueles que o estão vivendo, despertando aquele que estava adormecido ou latente a espera de um “clik”, dando asas a imaginação e fantasia dos românticos sonhadores, criando uma atmosfera rodeada de energia positiva, colorida, alegre e festiva.
…Pensamos, refletimos, escrevemos sobre o amor, seja para responder a um comentário, seja porque interpretamos um texto onde figurava como tema central, seja porque reconhecemos no fundo de nós mesmos que Deus, sinônimo Amor, é o maior e melhor presente que recebemos na vida., quando estamos unidos a Ele o nosso horizonte torna-se amplo, tendo como limite o infinito.
Quando nos sentimos unidos a Deus parece que tudo se torna possível, nem bem formulamos uma pergunta logo de imediato obtemos a resposta, tudo se encaixa na perfeição, se for o momento certo de acontecer e se for da vontade Dele, até o que a primeira vista parece obstáculo, na verdade é uma porta que se abre a nosso favor e para o nosso bem, ou o que parece ser um porblema na verdade é a solução do problema que está mais adiante, mas que a nossa visão estreita não conseguia ver. Contudo, nem sempre nossa ligação com ele é assim tão forte, ou melhor nossa confiança não é total e absoluta, por vezes fraquejamos e deixamos que haja alguma interferência externa, como dúvidas, inquietações, medos, frustrações, abale essa confiança e a paz ou serenidade que sentimos outrora dá lugar às preocupações, tristezas e até mesmo revolta que acabam por gerar insônia ou transformar a vida momentaneamente num inferno onde nada dá certo, há muitas perguntas mas nenhuma resposta, muitos poblemas sem soluções a priori ou nada se encaixa na perfeição.

O amor está sempre no ar por isso é impossível que não esteja constantemente na berlinda!

(literalmente Berlinda é um pequeno coche de quatro rodas suspenso por dois varais, porém em termos figurados "o centro das atenções").

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Irmão Sol, Irmã Lua! a vida de São Francisco de Assis

No momento em que estava escrevendo sobre o comentário do Igor deixado no post "Universalidade do Amor" as palavras foram surgindo sem nenhum esforço, então percebi que estava se tornado longo de mais para um comentário, resolvi publicar num novo post .
O tema surgiu a partir da sugestão do livro deixado "o Irmão de Assis", uma transmissão de pensamento, porque ao escrever o texto "Universalidade do Amor", que originou o comentário, durante todo o tempo esteve presente em minha mente a história fascinante de São Francisco de Assis, que vi no filme muito antigo "Irmão Sol Irmã Lua" e que ouvi uma vez numa Homilia, momento preciso em que passei a admirá-lo, porque dizia que os animaizinhos faziam fila aonde ele vivia, buscando sua ajuda, seu conforto e amparo. Eu não sou devota dos santos (utilizo sempre DDD "discagem direta para Deus), porém o único que recorro é São Francisco de Assis, quando se trata justamente de animais, por exemplo quando vou dirigindo e vejo um cão na rua ou na estrada, fico aflita porque sei que será atropelado, imediatamente faço uma oração a São Francisco de Assis pedindo que afaste o cão da estrada, impedindo-o de ser atropelado ou quando sinto que um cão se aproxima pedindo comida e eu não tenho no momento nada para lhe dar, digo baixinho (de forma que só o cão ouça"):"São francisco de Assis vai te dar o que comer", mostrando-lhe as mãos vazias e ao mesmo tempo dirijo uma prece a pedir que lhe dê o que comer.


A vida de São Francisco de Assis, retratada no filme referido, teve muitas passagens interessantes que ficaram registradas no meu ser:


1- O tratar tudo e todos como irmãos: Irmão sol, irmã lua, etc


2- A humildade- No filme tem a cena que São Francisco é recebido pelo Papa e quando se ajoelha diante dele, o Papa lhe diz que ele é que deveria se ajoelhar diante dele, que estava mais próximo de Jesus do que o Papa que vivia cercado de ouro e ostentação de riqueza.


3- O mostrar que há várias formas de amar e seguir a Deus, uma delas é o celibato, sua opção, outra é o casamento, ou seja amar a Deus através do amor ao outro


4- O trocar os seus bens materiais (ele era rico) pelos bens espirituais (fazendo o voto de pobreza, um dos votos que caracterizou os franciscanos através dos tempos).


5- Dele ter sido um homem que cometeu erros, como todos nós cometemos, antes de encontrar o caminho que o conduziu a santidade.


Além disso a sua oração muito conhecida que poderia se chamar a Oração do Amor, que gosto muito, sempre canto quando é tocada na igreja e até mesmo fora dela e por isso mesmo volto a escrevê-la:


Senhor Fazei-me um instrumento de vossa paz!


Onde houver ódio, que eu leve o amor!


Onde Houver ofensa, que eu leve o perdão!


Onde houver discórdia, que eu leve a união!


Onde houver dúvida, que eu leve a fé!


Onde houver erro, que eu leve a verdade!


onde houver desespero, que eu leve a esperança!


Onde houver trevas que eu leve a luz!


Oh Mestre! Fazei que eu procure mais...


Consolar, que ser consolado,


Compreender que ser compreendido,


Amar que ser amado,


Pois é dando, que se recebe,


É perdoando que se é perdoado,


E é morrendo que se vive para a vida eterna!


Essa oração deveria ser a norma orientadora da vida de todos nós seres humanos, para que pudéssemos construir um mundo melhor justo e fraterno, sem violência, guerra, terrorismo, miséria ou desigualdades sociais.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Universalidade do Amor

Ainda o amor… e na sequência das suas três expressões, em especial na sua característica Universal, recentemente recebi um mail contendo várias fotos envolvendo gestos de ternura e carinho entre filhotes de animais, nomeadamente cachorrinhos e gatinhos, por si só qualquer bebê humano ou não já é fofinho e desperta ternura dentro do nosso coração, porém junto vinha uma foto emocionante na sequência de um episódio de incêndio: Um fotógrafo presenciou a atuação de um bombeiro salvando uma cadela Doberman, grávida da casa em chamas e notou que a cadela observava o bombeiro, quando este parou para descansar ela se aproximou e manifestou seu agradecimento, conforme mostra a foto. Um gesto de amor trocado entre um animal tido com irracional e o Homem.
Recentemente no “Sinapse Moderna”, seu autor colocou um vídeo mostrando uma entrevista com o Padre Marcelo Rossi, onde dizia que diante de um cão desviava o olhar e elevava em forma de Prece a Deus e que o cão não atacava, porém algum tempo depois aparece com o olho tapado porque fora atacado pelo cão da família, por questão de comida. Essa imagem e outras chocantes contrastam com a imagem de ternura de uma cadela que demonstra gratidão por aquele que a salvou juntamente com a sua prole que ainda não nascera.
O ser humano tem a tendência de considerar os animais como irracionais, digo considerar, porque tenho dúvidas a cerca de alguns animais não serem capazes de raciocinar, isso a propósito de ter presenciado um momento em que uma gata, na sequência de uma brincadeira de ir apanhar um objeto, mostrou ter parado e raciocinado antes de agir, quando alterei o lugar do objeto que até então era sempre no mesmo sítio com a finalidade única de fazer exercícios saltando os obstáculos, porque ela havia sofrido uma fratura numa das patas, ao mudar de sítio, as dificuldades aumentaram, a gata parou olhou nas duas direções possíveis e depois optou por um caminho diferente daquele que fizera antes.
Os animais tido como irracionais também são considerados como incapazes de ter sentimentos, novamente, tenho dúvidas a cerca desse considerar, porque ao longo do caminho tenho presenciado cenas de carinho, lealdade, fidelidade, gratidão, amizade dos animais entre si e pelos Homens, independentemente de serem ou não seus donos, inclusive tivemos uma cadela, que por incrível que possa parecer, sorria para a minha mãe (só para ela, talvez porque fosse ela que lhe colocava a comida), também tenho presente a imagem de um cachorrinho que tinha uma expressão triste em que pela primeira vez apliquei Reiki em público (embora discretamente sem que ninguém percebesse) e quando terminei o cachorrinho lambeu a minha mão e a sua expressão já não era de tristeza, esse comportamento deixou comovida, emocionada, naquele momento existiu uma sintonia, que causou uma sensação tão maravilhosa, mas difícil de ser descrita.
Estes são alguns dos muitos exemplos, que provavelmente muitas pessoas já tenham presenciado ou vivenciado que mostram a grandeza, a Universalidade do amor, que transpõe a fronteira do racional ou o limiar da razão .