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Sua visita me deixou muito feliz...

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Amor & Emoção x Razão


domingo, 15 de fevereiro de 2009

Zen um estado de equílibrio ou filosofia de vida?

É digno de admiração as pessoas que transmitem serenidade, tranquilidade diante de qualquer situação, por mais complicada, difícil e exasperante que estas possam ser, ao invés de serem um "vulcão" prestes a explodir, de ferverem em pouca água ou serem pavio curto".
Geralmente as pessoas que transmitem serenidade também transmitem muita sabedoria.
Talvez essas pessoas consigam ter essa atitude porque tenham alcançado um estado de equilíbrio físico, psíquico, espiritual e estarem em equilíbrio com o Universo.
Será porque se dedicam a meditação? ou outras técnicas que promovam esse equilíbrio? será porque criaram uma maneira particular de estar na vida e de se relacionar com o universo? Será porque tem uma vivência espiritual grande? Que lema seguirão, "rir é o melhor remédio"? (riso interior, já que externamente não o fazem durante a situação ou acontecimento); Será porque seus canais energéticos estão desbloqueados e a energia cósmica flui livremente tornando harmoniosa a sua energia vital? Será que conseguiram desvendar os mistérios da mente e conseguem usar e usufruir de todo o seu poder ?
Pensando em equilíbrio, harmonia os orientais criaram os chamados Jardins Zen (origem no século XIII):

O principal objectivo de um jardim Zen, ou “jardim seco”, é ser um local de meditação e de contemplação. Uma das suas grandes vantagens é que não precisa de muito espaço para criar um – pode ser no exterior da sua casa ou até no interior – o mais importante não é o seu tamanho, mas sim os elementos que o compõem. Na criação do seu primeiro jardim Zen há três aspectos essenciais a considerar: o espaço, a fluidez e a simplicidade.
O primeiro passo é decidir o local e o tamanho do seu jardim Zen, considerando o espaço que tem disponível e o tempo que terá para se dedicar a esta pequena maravilha da natureza. Pode disponibilizar uma parte do seu quintal ou começar por um jardim Zen miniatura que possa colocar em cima da sua secretária, por exemplo. Não se esqueça que o jardim Zen é, acima de tudo, um lugar de paz, por isso, se tiver crianças ou animais de estimação, considere bem a sua localização. Os passos a seguir serão os mesmos, embora a escalas diferentes.
A maioria dos elementos necessários para criar um jardim Zen pode ser adquirida em lojas de jardinagem, de bricolage e de ferragens. O que vai precisar para começar: Madeira ou um recipiente grande Pregos, parafusos ou cola para madeira Ferramentas apropriadas Material de protecção contra as ervas daninhas Ancinho
Areia, gravilha, rochas, pedras e outros elementos decorativos Iluminação Paciência
Utilizando os tamanhos de madeira adequados, crie o molde desejada para conter a areia e os outros elementos que irão compor o seu jardim Zen. Utilize as placas de madeira compridas para construir uma caixa suficientemente funda para acolher cerca de dez centímetros de areia. Depois de construído o molde – que pode ser quadrado, rectangular ou octogonal – pode pintar ou envernizar a madeira para obter um acabamento mais perfeito. Se a ideia é ter um jardim Zen miniatura, pode construir o seu próprio molde em madeira ou escolher entre uma variedade de recipientes adequados. Se preferir um recipiente em vime, por exemplo, será necessário forrá-lo com um plástico para impedir que a areia se solte.
Cada um dos elementos encontrados num jardim Zen tem o seu próprio simbolismo, sendo que a areia e a gravilha representam a água que, por sua vez, simboliza a paz e a tranquilidade da mente e do espírito.
As rochas são peças fulcrais num jardim Zen e simbolizam as montanhas como elemento predominante da natureza. A estas juntam-se pedras decorativas de cores, tamanhos e texturas variadas; pequenos troncos, com ou sem musgo; um elemento verde como uma planta ou um bonsai; estátuas, lanternas, pontes ou elementos com água. As rochas e as pedras ficam melhor se as submergir, parcialmente, na areia. Não as coloque no centro do recipiente, mas sim, mais para os lados. Diz-se que para ter sorte, deve utilizar um número de pedras impar, posicionando-as assimetricamente. Os budistas acreditam que cada pedra tem uma “face feliz”, ou seja, examine-as de cada ângulo para determinar o seu “melhor lado”. Tradicionalmente, os arranjos Zens são compostos por cinco grupos de três pedras cada. Faça experiências para ver como gosta mais e não se esqueça que a ideia é manter o jardim o mais simples possível.
As luzes e as sombras emprestam um ar muito peculiar e até misterioso aos jardins Zen, tornando possível a usufruição do espaço à noite. Pode adicionar alguns pontos de luz eléctrica (as lâmpadas coloridas são uma opção interessante) ou velas, para um efeito visual espectacular, principalmente, debaixo das estrelas!
Com recurso ao ancinho “penteie” a areia, formando os mais diversos padrões: um desenho comprido e curvado representa águas agitadas, enquanto que as linhas rectas simbolizam águas calmas. Varie, criando efeitos diversos na areia para poder acentuar diferentes partes do jardim ou para renovar o seu aspecto geral. Altere o seu visual as vezes que quiser!
Agora é só desfrutar do seu jardim Zen – perca-se na sua beleza, enquanto relaxa e medita. O próprio trabalho de manutenção e de experimentação é um poderoso anti-stressante e deve ser divertido. Pesquise e conheça outros jardins para se inspirar e obter novas ideias: adicione ou retire elementos quando quiser, altere os desenhos na areia, adapte o jardim ao seu estado de espírito.
http://omeujardim.com/artigos/como-fazer-jardim-zen-10-passos

Uma dica, se quiser adquirir um Jarim Zen "portátil" nas lojas "natura" têm vários modelos a escolha.

Também vindo do oriente, a utilização do Feng Shui (em linhas gerais representa o vento captado pela água) para que haja harmonia e o aproveitamento da energia positiva da natureza nos espaços físicos, conduzindo à harmonia e equilíbrio da própria energia:

O Feng Shui atrai harmonia para a sua vida e para o espaço onde vive, respeitando o equilíbrio e o fluxo de energia positiva da Natureza. Se você dispõe de um pequeno espaço, como jardim ou varanda, no local onde habita, aproveite-o de forma a que o bom Feng Shui possa circular livremente.
Se vive num apartamento e não dispõe de espaço, crie um pequeno jardim zen. Adquira um recipiente plano, com pouca profundidade e de forma quadrada, e encha-o com areia fina. Este mini-jardim deverá estar na parte da sua casa que corresponde no Baguá à área da Espiritualidade. Dentro dele disponha cristais e pequenos seixos. Pode também adquirir um pequeno ancinho. Fazer desenhos na areia e cuidar da disposição dos seixos e cristais é um óptimo exercício para acalmar a sua mente e adquirir paz interior. Tudo o que representar mau Feng Shui será afastado e não o incomodará.
http://consultoriodeastrologia.blogs.sapo.pt/265912.html
Existem várias meditações (árvore do caminho dourado, meditação rápida, meditação em movimento=Tai CHi; Yoga, meditação das cores, entre outras)para quem tem dificuldade em utilizar uma técnica de meditação sozinho, existe um livro que se chama "meditação com o Dr Brian Weiss" que possui um CD, onde as pessoas são guiadas na meditação. Contudo tem pessoas que conseguem praticar a meditação, outras nem por isso. Contudo nem sempre as pessoas que fazem meditação, que nada mais é do que a pessoa entrar em sintonia com o seu eu interior, conseguem ser serenas ou transmitir serenidade, assim como nem todas as pessoas que transmitem serenidade passam muitas horas em meditação, embora até possam ser reflexivas.
Talvez a serenidade seja fruto de um profundo auto conhecimento, tendo presente as suas virtudes e os seus defeitos, sabem contornar estes e ampliar aquelas, além de estabelecer objectivos bem definidos tendo como base princípios, valores ou filosofia de vida, traçar metas, saber o que quer da vida, em resumo ser conhecedor do sentido da vida, em particular da sua própria vida e à medida que os objectivos delineados vão sendo alcançados, a serenidade, o equilíbrio ou o estado Zen vai sendo atingido ou reforçado.
Olhando por este prisma então, o estado Zen é um estado de equilíbrio alcançado por uma filosofia de vida que propicia o seu desenvolvimento. Talvez por isso que os monges, em especial os budistas transmitam tanta serenidade.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sexta-Feira 13 mito ou realidade?

Hoje é Sexta-Feira 13, considerado por muitos dia de azar. O número 13 por muitos é considerado de má sorte. Os seguidores da numerologia consideram o nº 13 como irregular, ao contrário do nº12 que consideram como um número de coisas completas como 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou os 12 signos do Zodíaco. A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerada um dia de azar. Talvez venha daí o fato de muitos considerarem a sexta-feira dia 13 um dia de azar. Ou talvez venha do dia 13 de Outubro de 1307, uma Sexta-Feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França, em que seus membros foram presos simultaneamente em todo o país, alguns torturados e mais tardes foram executados por heresia. Outra hipótese remonta ao fato de Jesus Cristo ter sido crucificado numa Sexta-Feira 13, visto que a Páscoa Judaica é celebrada no dia do mês de Nissan, no calendário hebraico (http://pt.wikipedia.org/wiki/Sexta_Feira_13).

Os que são apologistas de que o nº 13 dá azar contam versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa. Segundo outra história, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.

Também relembram que:

* Na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por execução na cruz e Judas provavelmente por suicídio.

*Cain matou Abel numa sexta feira 13
*13 de Dezembro de 1968: O governo militar do Brasil decreta o AI-5, que, entre outras coisas, suspendeu direitos e garantias políticas, decretou estado de sítio no Brasil e dava poderes aos militares de fechar o Congresso.

*Sexta-feira 13 de 1939 ocorreu um grande, o pior de outrora, incêndio de florestas na história da Austrália onde aproximadamente 20 mil quilómetros de terra foram queimados e 71 pessoas morreram.

*Sexta-Feira 13 de 1972 queda do avião que levava a equipe uruguaia de Reigby, nos Andes, que deu origem ao filme Alive de 1993 com direção de Frank Marshall (Resgate Abaixo de Zero).

Quando há um medo irracional em relação ao número 13 e à Sexta-Feira, são utilizado os termos:

Triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13. O medo específico da sexta-feira 13 (fobia) é chamado de Paraskavedekatriaphobia ou parascavedecatriafobia, ou ainda frigatriscaidecafobia. http://pt.wikipedia.org/wiki/Sexta_Feira_13
Esses fatos relembrados confirmam que as Sextas-Feiras 13 são dias de azar ou são apenas infelizes coincidências?
Hoje, particularmente, foi um dia de sorte, o trabalho correu tranquilamente, sem stress ou conflitos ( o que é raro isso acontecer) o sol brilhou depois de muitos dias de chuva, tornando o dia radiante, culminando com a noite, que ficou esplêndida com a presença, embora virtual, mas nem por isso desprovida de emoções, de um amigo querido, muito especial que sempre encontra uma brechinha no seu ocupado tempo para estar com os amigos e transmitir sua energia maravilhosa.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Consciência...essa juíza implacável

O sistema nervoso humano normalmente é capaz de desenvolver capacidades complexas: perceber, aprender, lembrar, planejar, decidir, realizar ações, assim como de estar acordado, adormecer, sonhar, prestar atenção e estar consciente. "Através da atitude reflexiva, o indivíduo tem contato direto com o seu mundo interno, mas apenas àquilo do seu mundo interno que está na consciência. Esse contato direto é sem intermediações e abre para o indivíduo todo o seu campo subjetivo consciente".

A consciência é o reconhecimento do eu, do mundo que o rodeia e da própria existência, como o filósofo René Descartes disse "penso logo existo".

A consciência está associada muitas vezes a juízo de valores, julgar o que é certo ou errado, discernir entre o bem e o mal, por isso também associado ao pecado e em consequência a culpa, gerando nestes casos ter a "consciência pesada". Neste contexto a consciência pode ser um carrasco implacável, dependendo do grau de importância que nós estabelecemos ou grau de exigência que nos imputamos, levando muitas vezes a nos punirmos e flagelarmos de forma injusta para connosco próprio, ou toldemos o nosso discernimento da realidade. Exemplicando, um aluno que estudou para o exame, realiza esse exame, mas por ter tido dúvida a cerca de alguma questão, acaba por apagar de sua mente toas as outras questões em que teve bom desempenho e se lhe for perguntado como correu op exame acaba por dizer desanimado, chateado, por vezes sofrendo por antecipação, que correu mal, mas, quando o resultado sai, revela, muito satisfeito, ter tido uma boa nota. Neste caso sofreu inutilmente.

Outro exemplo, ainda dentro da relação estudo-avaliação, é o aluno que faz o exame sem ter dificuldade em nenhuma questão ou quando muito alguma dúvida, quando sai do exame, afirma ter corrido bem, mas para seu deânimo, desalento e frustração a nota foi pior do que tinha consciência.

Ainda dentro dessa relação um outro exemplo do aluno que durante o estudo para o exame tem consciência de que aprendeu, mas na hora do exame sente dificuldade como se não tivesse estudado.

Estes 3 exemplos mostram como a consciência enquanto juíza de valores a cerca de nossas ações em relação ao mundo que nos cerca, pode ser ela própria a nos tornar inconscientes de nós mesmos em relação à realidade.


Ernest Hilgard (1977) forneceu suporte teórico e empírico à afirmação de que dentro de todos nós existe uma “multiplicidade de sistemas funcionais hierarquicamente organizados mas que podem ficar dissociados uns dos outros.” A dissociação se refere ao aparecimento de barreiras de comunicação transientes entre a meta-conciência e outros compartimentos mentais.Os psicólogos concordam, contudo, que a mente contém sistemas paralelos que podem conduzir tarefas simultaneamente, cada qual com suas próprias sensações e intenções. Muita coisa interessante ocorre fora da camada de auto-consciência, mas a consciência executiva geralmente só fica cônscia dos produtos dessas deliberações inconscientes, não dos processos em si. Se necessário for, ela pode desviar a atenção para algumas dessas operações paralelas, trazendo-as temporariamente à consciência.Qualquer coisa que interrompa os mecanismos cerebrais responsáveis pela auto-consciência, ou acesso à sua base informativa, nos fará sentir muito estranhos – a marca inconfundível de um EAC
Contudo, a consciência é muito mais do que juíza de valores, é principalmente a ponte de ligação entre o nosso meio interno e o meio exterior e, como tal, apresenta vário graus ou níveis, que são aferidos quando uma pessoa sofre, por exemplo, um traumatismo crâneo-encefálico, que vai definir o prognóstico desse traumatismo, no serviço de urgência e unidades de cuidados intensivos, é utilizada a escala de Glasgow , onde são avaliadas as respostas aos estímulos verbais e dolorosos, de forma quantitativa :
Abertura Ocular(varia de 4, se espontaneamente até 1, se ausente)

Melhor Resposta Motora (varia de 6, se normal, até 1, se ausente)

Melhor Resposta Verbal (varia de 5, se orientada, até 1, se ausente)

Os valores fornecidos pelo somatório dos três indicadores da escala variam de 3 a 15. O total de 15 pontos indica um indivíduo neurofisiologicamente normal no que se refere ao nível de consciência. Paciente é considerado comatoso quando não obedece às ordens, não emite palavras, não abre os olhos.

Os níveis de consciência são
*Estado de alerta – Ativo, responde apropriadamente aos mínimos estímulos, perceptível ao meio;

*Letárgico – Lento ao falar, responde aos estímulos tátil e verbal, podendo apresentar confusão mental;

*Estado de obnubilação – Resposta lenta aos estímulos sensoriais profundos (dolorosos). A resposta pode ser verbal, com poucas palavras que não fazem sentidos; se caracteriza pela diminuição da sensopercepção, lentidão da compreensão e da elaboração das impressões sensoriais. Há ainda lentificação no ritmo e alteração no curso do pensamento, prejuízo da fixação e da evocação da memória, algum grau de desorientação e sonolência mais ou menos acentuada. Devido ao prejuízo na fixação da memória, possivelmente devido também à alteração da atenção, a qual, embora possa ser despertada por estímulos sensoriais não representa um ponto inicial de alguma progressão psíquica, o paciente obnubilado não se lembra de quase nada do que se passa ou se passou consigo. Na consciência obnubilada nada de novo pode ser acrescentado. Há também deterioração do pensamento conceptual, que se torna incoerente e fragmentário. Com freqüência surgem formas alucinatórias, pseudo-alucinatórias ou delirantes. Embora o paciente não tenha condições de apresentar qualquer queixa somática, é possível verificar, pela expressão fisionômica, algum sentimento de sofrimento, inquietação, ansiedade, depressão, habilidade emocional ou irritabilidade. Em muitos casos, a obnubilação da consciência pode representar o primeiro grau da confusão mental ou pode constituir a fase inicial da instalação do coma.

*Estado de torpor – Não ocorre resposta verbal ao estímulo doloroso profundo, podendo apresentar movimentos inespecíficos;

*Estado de coma – Definido como estado de abolição de respostas ou respostas reduzidas e alteradas. O paciente tem perda completa da percepção do meio ambiente e de si próprio e do qual não pode ser despertado. É o estado mais grave de perda da consciência e geralmente se acompanha de algum comprometimento neurológico e/ou somático grave. A vida de relação, os reflexos e os automatismos costumam estar bastante alterados, variando de acordo com a intensidade do estado comatoso. Havendo alguma atividade psíquica presente, ainda que confusa, fala-se de coma vigil. No estado comatoso a consciência se acha profundamente alterada ou quase abolida, tanto assim que o doente não dispõe da capacidade de se manter atento ao mundo externo e, desse modo, ter consciência do que está sendo vivido.
Outra perspectiva sobre a consciência é dado por Susan Greenfield, pesquisadora da Universidade de Oxford, para ela a consciência não é um lampejo, mas um contínuo de conexões dos seus neurônios, que vão ocorrendo do momento em que você nasce até o fim da sua vida. A cada nova experiência, seu cérebro faz uma representação mental que é armazenada em sua memória. Ao comer uma comida diferente, por exemplo, surgiria uma mudança nas conexões do seu cérebro. Quanto mais o mundo passa a ter significado para você, mais conexões são feitas em seu cérebro, diz Greenfield. http://super.abril.com.br/revista/240a/materia_especial_261544.shtml?pagina=1

Para muitos a consciência foi "plantada" por Deus nos nossos cérebros como um canal de ligação, onde Ele fala connosco através dela, como num exemplo relatado por um médico: Um funcionário de um banco que o procurou em seu consultório apresentando sintomas de epilepsia. O paciente contou que se sentia inseguro, que suas pernas tremiam, que ele sempre tropeçava e que sentia muito medo de cair na rua. Os exames mostraram que ele era fisicamente saudável, mas o médico percebeu sintomas de agitação interior. Então disse francamente ao bancário que ele havia tirado dinheiro do caixa do banco. Apavorado, o funcionário concordou com a acusação. Mas disse que já havia reposto todo o dinheiro, porém continuava com muito medo de ver seu erro descoberto. Depois de um aconselhamento espiritual, onde ele confessou sua culpa e declarou-se disposto a assumir as conseqüências de seu ato, sentiu-se imediatamente aliviado e liberto de sua "epilepsia".


Deus colocou a consciência em nós fazendo-a funcionar como acusador e como canal através do qual Ele fala conosco. Mas a consciência pode ser manipulada e, em casos extremos, usada pelo próprio Diabo. Por isso é vitalmente importante sabermos a quem nossa consciência está sujeita e a quem ela é submissa. Existe a possibilidade de nossa consciência tornar-se insensível com o passar do tempo: "os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza" (Ef 4.19).


Muitos "bombardeiam" sua consciência, negam-se a ouvir sua voz porque ela incomoda, pois ela fica advertindo e alertando constantemente. Mas um dia a pessoa se vê confrontada com o resultado dessa atitude e percebe que tudo está perdido, que naufragou na fé por ter deixado de ouvir sua própria consciência http://www.chamada.com.br/mensagens/consciencia.html


A língua inglesa permite diferenciar dois tipos de consciência :

*Conscience - que é a consciência em seu sentido moral

*Consciousness, traduzindo seu sentido psiconeural.

O idioma português dispõe apenas de uma palavra para atender esses dois significados. Em neurociência é considerado o sentido psiconeural do vocábulo, o consciousness da lingua inglesa. Pelo conceito clássico, consciência é aquele estado em que a pessoa está ciente de suas ações físicas e mentais. O que só ocorreria, se ela estiver acordada e alerta ou não, se estivesse dormindo, em coma, ou sob anestesia geral.
A consciência em si, diz respeito à excitabilidade do sistema nervoso central aos estímulos externos e internos sob o ponto de vista quantitativo e, sob o ponto de vista qualitativo, à capacidade de integração harmoniosa destes estímulos internos-externos, passados e presentes. Portanto, em psiquiatria, perguntar se a pessoa está ou não consciente tem uma conotação muito diferente da mesma questão tratada neurologicamente. Na psiquiatria o que se quer saber é se o indivíduo tem capacidade de integrar dinamicamente e coerentemente suas vivências, na neurologia quer se saber se ele está vigil, desmaiado ou em coma.

Depois de muitos séculos tentando delimitar um sítio cerebral específico para a sede da consciência, tudo acabou indicando que esta não esteja circunscrita à nenhuma área cerebral específica, mas se espalha difusamente pelo cérebro, sendo, simultaneamente, uni-temporal e múlti-espacial. Essa visão global da consciência se alicerça na recente teoria das assembléias neuronais.
A teoria baseada nas assembléias neuronais representa um modelo muito convincente para a formulação de uma hipótese a respeito da consciência. Segundo essa teoria, o pensamento consciente é gerado quando vários neurônios de diversas colunas se unem funcionalmente e, atuando harmonicamente e em conjunto, constroem uma assembléia, iniciando assim a formação de um determinado estado consciente .
Essa teoria tem sido corroborada por constatações de que os neurônios são capazes de se associarem rapidamente, formando grupos (assembléias) funcionais para realizarem uma determinada tarefa. Uma vez que esta tarefa esteja terminada, o grupo se dissolve e os neurônios estão novamente aptos a se engajarem em outras assembléias, para cumprirem uma nova tarefa .

Ao dirigirmos um carro, por exemplo, nossa consciência pode estar focada em vários pensamentos (conscientes) e, ao mesmo tempo estamos cientes do trânsito e manobrando o veículo. Essas atitudes mentais seriam como que automáticas, das quais não estamos tomando ciência absoluta.
Pesquisas neurofisiológicas demonstraram que o Sistema Reticular Ativador é o principal mecanismo responsável pelo estado de vigília e de sono. Estando em conexão íntima com os centros hipotalâmicos da vigília e do sono, o Sistema Reticular Ativador é o responsável pela regulação do nível de vigilância. Nesse particular, as diferentes gradações da vigilância correspondem a diferentes graus de consciência, que podem ir, gradualmente, da completa lucidez da consciência à inconsciência.
Embora não se consiga definir a consciência facilmente em fisiologia, podemos afirmar que a tomada de consciência necessita, no mínimo, de dois mecanismos; um de análise, baseado na atividade cortical, possivelmente através da assembléia neuronal, e outro, o reticular, que é representado pelo grau de vigilância (atividade funcional) necessário à atividade do primeiro.
O simples eletroencefalograma já mostrava que em estado de completa relaxação, com ausência de estímulos exteriores, a atividade elétrica cortical se processa num ritmo de 8 a 92 ciclos por segundo, o que corresponde ao ritmo alfa. Esse ritmo de base tende a modificar-se no sentido de uma aceleração nos estados de grande tensão psíquica, como também pode tornar-se lento, com um registro de 2 a 3 ciclos por segundo, ou ainda mais lento nos estados de coma .
Pode ser chamada de vigilância um estado de reatividade da consciência à situação atual, podendo esta reatividade estar à um nível elevado, corresponde a uma atividade consciente crítica, ou estar num baixo nível de vigilância, correspondendo a uma reatividade automática de conservação.
Além da vigilância necessária à ativação da consciência há também processos de direcionamento da atividade consciente e, contrapondo-se à excitação do sistema nervoso central que origina o movimento incessante da consciência, há também uma certa inibição, cuja finalidade seria regular e dirigir em determinado sentido a atividade desta ou daquela função. Nesse particular, desempenha papel de grande significação a interdependência entre o córtex e a região subcortical. Desde Pavlov acredita-se que a tonicidade do córtex cerebral provém da região subcortical, que tem grande importância para a conservação do tônus geral e afetivo.
http://www.psiqweb.med.br/site/?


A consciência é uma das mais complexas actividades cerebrais que o ser humano desenvolve, tanto no seu aspecto moral, quanto no seu aspecto neuro-psico-fisiológico, há muita dificuldade em ser entendida, ainda mais por existir actividades cerebrais paralelas que não estão localizadas no campo consciente que pode influenciar todo o processo da tomada de consciência, representando uma ameaça invisível ou não perceptível, igual ao que fazem os pilotos de avião ao voarem em baixas atitudes de forma a não serem captados pelo radar por que estão se protegendo quando são procurados ou quando têm intenção de efetuar um ataque surpresa. Ou por exemplo quando se está de olhos vendados não percebemos os obstáculos e nem dos perigos que nos rodeiam, neste caso os ninjas e os detentores do conhecimento das artes marciais, em particular treinam para ampliarem campo da consciência, através do aprimoramento dos sentidos e da percepção de si mesmos.

Em termos morais, de acordo com o código de valores que cada um segue, a consciência pode ser uma juíza implacável que pode interfirir com o cotidiano da vida de cada um, por isso que as pessoas em paz com a sua consciência afirmam: "eu coloco a cabeça no travesseiro e durmo tranquilamente".

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sonho ...transformação da realidade

A palavra sonho invoca em nossa mente sensações agradáveis e recordações. A frase "os sonhos comandam a vida" encerra uma verdade incontestável. Ao longo da história observamos que o progresso, a evolução tecnológica e científica, as grandes descobertas da Humanidade, partiram de um sonho de alguém.
Quando se fala de sonhos associamos ao sono, quando estamos dormindo e que acontece de forma não consciente, ou à fantasia que é o sonhar de olhos abertos, acordado, de forma consciente.
Contudo existem vários tipos de sonhos: sonhos proféticos; sonhos premonitórios; sonhos de realização de desejos; sonhos de extravasamento do inconsciente (pontos de vistas diferentes dos mesmos problemas e dificuldades que enfrentamos acordados http://consciencia1.fortunecity.com/sonhos.html); sonhos criativos ( fontes de inspiração expressos através da pintura ou mesmo através de livros); Sonhos lúcidos (ocorre durante o sono, mas a pessoa sabe que está sonhando e consegue controlar o que está acontecendo como se estivesse dirigindo um filme, acabam por conseguir encontrar-se com outras pessoas e depois quando acordam, descobrem que a pessoa com quem sonharam tiveram o mesmo sonho com as mesmas pessoas e as mesmas coisas); Sonhos repetitivos ( a pessoa sonha com a mesma coisa mais de uma vez, isso quer dizer que alguma coisa está a preocupando na vida real); Sonhos sensuais (todos nós sonhamos sobre sexualidade, especialmente quando estamos passando pela fase da puberdade. http://www.mistico.com/p/sonhos/); Pesadelos (são sonhos que despertam sensações desagradáveis e muitas das vezes são expressão dos medos e receios que atormentam a pessoa no seu dia-a-dia, por vezes são tão assustadores que a pessoa acorda angustiada, com aumento do ritmo cardíaco, por vezes sudorese, em pânico).
A cerca dos sonhos que ocorrem durante o sono, muitas vezes desejamos "tenha sonhos cor de rosa" às pessoas que amamos, traduzindo o desejo que elas tenham sonhos agradáveis, entrem no reino da fantasia. Por outro lado as pessoas afirmam que seus sonhos são em tons cinzentos, não se apercebem das cores, essa é uma revelação no mínimo curiosa e surpreendente, já que os meus sonhos (quando consigo lembrar deles ao acordar) são sempre com cores exatamente como se fossem um filme da realidade.
E por falar em sono, este é composto de várias fases, existem estudos que revelam que, contrariamente ao que se pensa, a finalidade do sono não é o descanso do organismo:

O sono não é um estado que ocorre passivamente, mas sim, um estado que é ativamente gerado por regiões específicas do cérebro. Todas as funções do cérebro e do organismo em geral estão influenciadas pela alternância da vigília com o sono, sendo que este, restaura as condições que existiam no princípio da vigília precedente. O objetivo final do sono não é prover um período de repouso; ao contrário do que acontece durante a anestesia geral, no sono, aumenta-se de forma notável a freqüência de descargas dos neurônios, maiores do que os observados em vigília tranqüila. No decorrer de uma noite de sono, os sistemas e funções fisiológicas sofrem alterações acompanhando os ciclos circadianos. A cada momento do sono (REM e NREM) as respostas do organismo serão diferentes:
1-Funções Cardiovasculares A pressão arterial diminui durante o sono chegando a seu mínimo no sono NREM. Durante o sono pesado a pressão arterial sofre variações de até 40 mmHg, sendo que quando o indivíduo acorda o valor da pressão volta aos níveis normais. A freqüência cardíaca também diminui nesta fase de sono. 2-Funções Endócrinas A conexão hipotálamo-hipófise é responsável pela união entre processos endócrinos e o sono, uma vez que a secreção de muitos hormônios obedece ao ciclo sono-vigília e pode ocorrer em momentos específicos do sono:
A. hormônios secretados em momentos específicos do sono:O hormônio do crescimento (GH) é secretado principalmente no estágio 4 do sono NREM. Exercícios físicos podem estimular a secreção de GH diminuída por problemas neste período. A renina está associada ao ciclo REM e NREM.
B. hormônios influenciados pelo sono como um todo:A prolactina é secretada em grande quantidade tanto no sono noturno quanto no sono diurno.O TSH atinge seu pico no início do sono.O LH reduz sua secreção durante o sono REM C. hormônios que não são influenciados pelo sono:Testosterona, ACTH, cortisol. Mudanças Respiratórias O ritmo respiratório irá variar durante o sono NREM com hipo e hiper ventilação do adormecimento ao estágio 2. Nos estágios 3 e 4 a ventilação é regular. Durante o sono REM a respiração se torna mais rápida e irregular gerando os surtos apnéicos e hipoventilação. A apnéia em recém nascidos pode causar a morte súbita do lactente.
3-Funções Sexuais Durante o sono ocorrem ereções tanto na mulher (clitoridiana) como no homem (peniana) e para este a ausência ou presença de ereção pode ser indício de impotência orgânica e psicogênica. Estes fenômenos são observados durante o sono REM.
4-Temperatura Corporal No sono NREM estão presentes regulações automáticas da temperatura, no sono REM tanto o sistema hipotalâmico quanto o cortical estão inativados e isto faz com que a temperatura corporal nos últimos estágios do sono seja baixa.
O sono é dividido em duas categorias: sono REM ("Rapid Eye Movements") e sono não REM ("Non-Rapid Eye Movements") e este é classificado em 4 fases.Durante o período de sono, normalmente ocorrem de 4 a 6 ciclos bifásicos com duração de 90 a 100 minutos cada, sendo cada um dos ciclos composto pelas fases de NREM, com duração de 45 a 85 minutos, e pela fase de sono REM, que dura de 5 a 45 minutos.
São três os parâmetros fisiológicos básicos utilizados para definir os estágios do sono: o eletrencefalograma (EEG), o eletroculograma (EOG) e o eletromiograma (EMG). Vigília ou estágio 0 O registro eletrencefalográfico se caracteriza por ondas rápidas, de baixa amplitude que indicam alto grau de atividade dos neurônios corticais. Também fazem parte desse estágio, movimentos oculares aleatórios e um acentuado tônus muscular. Após 5 a 15 minutos no leito, o indivíduo alcança o primeiro estágio do sono. O período de tempo entre o ato de deitar-se e o de adormecer denomina-se latência de sono.
Estágio 1 É a transição entre o estado de vigília e o sono, quando a melatonina é liberada, induzindo-o. Corresponde a 2-5% do tempo total deste. O traçado do eletromiograma apresenta redução do tônus muscular.
Estágio 2 Corresponde a 45-55% do sono total de sono. Ocorre a sincronização da atividade elétrica cerebral, que refletre a redução do grau de atividade dos neurônios corticais. Com isto, diminuem os ritmos cardíaco e respiratório, (sono leve) relaxam-se os músculos e cai a temperatura corporal.
Estágio 3 Comumente observa-se combinado ao estágio 4. Os movimentos oculares são raros e o tônus muscular diminui progressivamente. Corresponde a 3-8% do sono total.
Estágio 4 Corresponde a 10-15% do sono total. As ondas delta correspondem a mais de 50% da época, podendo até domina-la completamente. Ocorre pico de liberação do GH (hormônio do crescimento) e da leptina; o cortisol começa (sono profundo) a ser liberado até atingir seu pico, no início da manhã.
Sono REMO EEG apresenta ondas de baixa amplitude e freqüência mista que se assemelham às encontradas no estágio 1, além de ondas em dente de serra. O indivíduo apresenta máxima hipotonia da musculatura esquelética, exceto pelas oscilações da posição dos olhos, dos membros, dos lábios, da língua, da cabeça e dos músculos timpânicos. É neste período que ocorre a maioria dos sonhos e corresponde a 20-25% do sono total( http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab2003/g3/fisiologia.html)
Antes que tanta ciência acabe por fazer cair nos braços de Morpheu, antecipadamente, deixando inacabado o que foi começado ou que se "perca o fio a meada", será melhor continuar na rota do sonho, que ao longo dos tempos, os seres humanos sempre tentaram compreender o seu significado:
"Os egípcios acreditavam que eles possuíam poderes oraculares - na Bíblia, por exemplo, a interpretação que José dá ao sonho do faraó evita sete anos de fome. Noutras culturas, os sonhos serviam como inspiração, terapia ou realidade alternativa. Durante o século passado, os sonhos receberam explicações psicológicas e neurocientíficas conflitantes dos cientistas. Em 1900, com a publicação de A Interpretação dos Sonhos, Sigmund Freud propôs que os sonhos seriam a "via privilegiada" para o inconsciente: revelariam, de forma disfarçada, os elementos mais profundos da vida interior do indivíduo. Mais recentemente, porém, os sonhos foram caracterizados como desprovidos de significado, resultado aleatório da atividade das células nervosas. Sonhar também foi considerado como o meio pelo qual o cérebro descarta informações desnecessárias: um processo de "aprendizado invertido", ou de desaprendizado. Estudos sobre o hipocampo (estrutura cerebral crucial para a memória), sobre o movimento rápido dos olhos (REM) durante o sono, e sobre ondas cerebrais denominadas ritmo teta, sugerem que sonhar reflete um aspecto essencial do processamento da memória. Em particular, estudos do ritmo teta feitos em animais subprimatas fornecem uma chave evolutiva para o significado dos sonhos. Parecem ser o registro noturno de um processo mnemônico básico dos mamíferos: e o meio pelo qual os animais formam estratégias de sobrevivência e avaliam a experiência atual à luz dessas estratégias. Descobriu-se que, nos humanos, o sono se inicia pelo estado hipnagógico, período de vários minutos durante os quais os pensamentos consistem em imagens fragmentadas ou pequenas cenas. O estado hipnagógico é seguido pelo sono de ondas lentas, assim chamado porque, durante esse periodo, as ondas cerebrais do neocórtex (a camada circunvoluta mais externa do cérebro) apresentam frequências baixas e de grande amplitude".
Contudo, parece que em relação ao significado dos sonhos tidos durante o sono, Baker está certo ao afirmar "mais seguro guia para o significado do sonho é o sentimento e julgamento de quem o sonha, que, bem no fundo de si, conhece o seu real significado".
Todos os estudos, tudo o que é dito, especulativo ou não, não conseguem clarificar ou responder a simples perguntas: Como são constituídos os sonhos? são resultantes de um processo químico? Os sonhos durante o sono ou durante a vigília são processados na mesma região do cérebro?
Essas perguntas ainda ficarão sem respostas, mas fica uma certeza os sonhos, de olhos abertos ou de olhos fechados, são transformadores da realidade, embora sejam originados e modificados por esta.
Hummm! Que delícia... são os sonhos!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Riqueza interior ou beleza exterior o que prevalece?

Na natureza há uma diversidade de características conforme a espécie, porém dentro de uma mesma espécie essa diversidade não é muito pronunciada, ao contrário da espécie humana que têm uma variedade de características fenotípicas para além das genotípicas que ditam os traços de personalidade, o caráter e todas as características de cada indivíduo.
Todas as espécies da natureza vivem em grupo e seguem as regras do grupo a que pertencem, o ser humano pertence a vários grupos com regras e normas próprias e peculiares: Família (o 1º grupo de sua existência, igual as demais espécies, claro que guardando as devidas diferenças existentes); Amigos; Escola (dentro deste grupo forma subgrupos de colegas); Religião (alguns não pertencem a este grupo, outros formam subgrupos dentro do grupo, por exemplo na católica, pastoral da saúde, da comunhão, da liturgia, sócio-caritativa etc); Profissional (aqui também formando subgrupos, as especialidades dentro da mesma profissão e instituições laborais) Sócio-cultural (formando vários subgrupos: ativistas e sindicalistas, associações profissionais, caritativas ou filantrópicas, desportivas e artísticas) político-partidárias.
Os grupos são formados a partir de objectivos comuns, excepto o grupo de amigos, este além do objetivo comum é formado através das características individuais dos integrantes. Qual é o pólo de atração, a fascinante riqueza interior ou fascínio da beleza exterior?
Esta seleção é ditada pela própria pessoa de acordo cm o que considera ser fundamental e que acaba por ser sua marca pessoal.
Por isso alguns, principalmente mulheres, se bem que agora começa a existir os metrossexuais (homens que se dedicam a beleza exterior, inclusive depilação) que gastam muito tempo e dinheiro em cosméticos e outros tratamentos estéticos, para ter um corpo escultural, uma pele lisa, sem as marcas deixadas pelo envelhecimento e não tem tempo de cultivar e armazenar tesouros interiores, neste grupo alguns foram premiados pelo universo e não precisam fazer grandes esforços, porque naturalmente já possuem a beleza física , outros precisam de maiores esforços para conseguir. Neste grupo o pólo de atração é o fascínio do corpo e da beleza exterior.
Para outros o fundamental é a beleza que não salta aos olhos, os valores, os princípios éticos e morais, os tesouros internos como a nobreza dos sentimentos, a generosidade, a grandeza de espíritos, cultura e conhecimento. Nestes alguns já foram beneficiados pelo universo com grandes tesouros, apenas precisam mantê-los ou aprimorá-los. Mas outros são diamantes brutos que precisam de muito trabalho e esforço para serem lapidados e tornarem-se numa pedra preciosa. Neste grupo o pólo de atração é a fascinante riqueza interior, o espírito e o Universo.
Entre esses dois grupos extremos, há aqueles que não possuindo beleza física natural são fundamentalistas de que o importante é a riqueza interior e desdenham da beleza exterior, mas na verdade agem como a raposa e as uvas da fábula de La Fointaine, neste há uma certa dificuldade em definir o pólo de atração, porque estão entre a inveja ou desdém da beleza física e são pobres interiormente. Há também aqueles que por considerarem a beleza exterior como não fundamental não acreditam na sua própria beleza, por outro lado também não foram dotados de tesouros interiores, quando muito diamantes brutos e por isso passam pela vida tentando lapidá-los e tarde percebem que estão no mundo errado, onde tudo gira em torno da aparência, da superficialidade e da futilidade, onde o ter sobrepõem-se ao ser e sentem-se perdidos quando socialmente são requisitados, neste o pólo de atração é o mesmo do segundo grupo, fascinação e admiração pelo conhecimento, pelo espírito enfim, pela riqueza interior que alguns seres humanos exibem.
Seria interessante saber qual dos 4 grupos descritos prevalece na sociedade contemporânea, depois saber se a constituição desses grupos está relacionada com o Status social, com a cultura dos povos e por fim, saber como foi a sua evolução através dos tempos. Os resultados obtidos, no mínimo, seriam reveladores da própria evolução do ser humano e poderiam desvendar muito a cerca dos mistérios sobre a origem da Humanidade, quiçá sobre o maior dos mistérios, a vida e a morte.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Emoção...instabilidade temporal!

Emoção, emoção...mas o que é a emoção?
Uma instabilidade temporal do ser humano de acordo com a sua interação com o meio exterior e a sua reação interior a essa interação.
Porém, há que certificar se esta resposta ou tentativa de resposta pode ser uma hipótese viável ou não.
Etimologicamente, a palavra emoção provém do Latim emotionem, "movimento, comoção, acto de mover". É derivado tardio duma forma composta de duas palavras latinas: ex, "fora, para fora", e motio, "movimento, ação", "comoção" e "gesto". Esta formação latina será tomada como empréstimo por todas as línguas modernas européias. A primeira documentação do francês émotion é de 1538. A do inglês emotion é de 1579. O italiano emozione, o português emoção datam do começo do século XVII. Nas duas primeiras línguas, a acepção mais antiga é a de "agitação popular, desordem". Posteriormente, é documentada no sentido de "agitação da mente ou do espírito". http://pt.wikipedia.org/wiki
Como não haveria deixar de ser, visto que somos seres racionais, há que olhar para emoção com olhos da razão, buscando conhecimento fora de nós mesmos, daquilo que a nossa razão nos mostra, para não ficarmos girando em torno de um círculo vicioso, emoção levando a reflexão e esta gerando emoção, assim agindo, "navegando" por este vasto oceano de informações , a Internet, podemos encontrar alguns pontos interessantes, embora um pouco extenso, focados por aqueles que têm-se debruçado, de forma racional e objectiva, sobre a emoção:

"Emoção é um impulso neural que move um organismo para a ação. A emoção se diferencia do sentimento, é um estado neuropsicofisiológico. O sentimento, por outro lado, é a emoção filtrada através dos centros cognitivos do cérebro, especificamente o lobo frontal, produzindo uma mudança fisiológica em acréscimo à mudança psico-fisiológica. Daniel Goleman, em seu livro Inteligência Emocional, discute esta diferenciação por extenso:
- Emoção : É um estado temporário, marcado por modificações fisiológicas. Trata-se de uma reacção primitiva do organismo.
-Sentimento : É um estado mais durável que a emoção. As modificações fisiológicas são menos acentuadas e apresentam mais matize, mas as repercussões mentais são muito mais importantes. O sentimento apresenta-se como algo possuído uma significação muito forte para quem o experimenta, mas também como uma necessidade.
A palavra tem relação com o verbo latino emovere: deslocar-se, sair de. Uma pessoa emocionada, por exemplo, colérica ou em pânico é alguém que perdeu o domínio da situação, mas também de si próprio ("Está fora de si").
O psicólogos behavioristas distinguiram três fases no comportamento emocional:
- Reacção Imediata: A situação ou o estímulo desencadeia de imediato no individuo uma resposta global, de curta duração e acompanhada modificações orgânicas. Formas características destas reacções imediatas: surpresa, alegria, medo, cólera, vergonha, síncope, etc.
- Reacção Secundária: Nesta fase, o indivíduo prepara-se já para a adaptação às circunstâncias. Às reacções emotivas agradáveis, sucedem-se sentimentos de repouso, tranquilidade e satisfação; Às reacções desagradáveis, sucedem-se sentimentos de abatimento e depois de recuperação.
- Consequências permanentes: O organismo, nesta fase, perpetua apenas as emoções agradáveis sob a forma de sentimentos ou paixões anulando ou suprimindo as emoções desagradáveis.
Nesta perspectiva, a emoção aparece definida como uma resposta imediata a um estímulo inicial, do qual se acabam por originar posteriormente condutas estáveis, hábitos emocionais como sentimentos ou paixões.

As emoções produzem sempre modificações físicas como paragens ou aceleração da respiração, dos batimentos do coração, etc.
Nestas manifestações, em que indivíduo chora ou ri, por exemplo, liberta a tensão em que está a viver.

Ao longo da vida qualquer indivíduo aprende a lidar com uma enorme diversidade de situações emocionais, criando um conjunto de hábitos emocionais para as situações que se adapta melhor ou pior .Muitas reacções emotivas dependem da aprendizagem, da educação, do ambiente sócio-cultural e da idade de quem as experimenta.
A timidez desenvolve-se, por vezes, como resultado de uma conduta inadaptada que procura evitar os efeitos da ansiedade face a situações que o sujeito não sabe como reagir"
http://blog.kutova.com/2006/11/15/o-que-e-emocao/
"A emoção é uma reação neural provocada por estímulos psico-fisiológicos. A unidade responsável é chamada de sistema límbico que é constituída por neurônios e pelo lobo límbico. A emoção acontece quando o córtex cerebral recebe informações fisiológicas, ao término desses recebimentos, o organismo continua reagindo emocionalmente durante algum período fazendo com que se acredite no envolvimento de outros fatores relacionados à emoção. Há dois tipos de emoção: • Emoção-choque: caracterizada por um curto período, relacionada a um imprevisto. • Emoção-sentimento: caracterizada por períodos duradouros e intensos designados apenas por sentimentos. ". http://www.brasilescola.com/psicologia/emocao.htm

Depois de tanta objectividade, a sensação é que emoção fica reduzida a um processo neurofisiológico estudado e comprovado cientificamente, porém é conveniente ter sempre presente que a emoção é subjetiva e que cada ser humano apesar de ser constituído pela mesma matéria orgânica e das mesmas reações orgânicas, é único e como tal, o que é verdade científica para uns, não o será para outros, além do que, as emoções muitas vezes transcendem à própria razão, como alguém já disse um dia: "A emoção tem razões que a própria razão desconhece". Prova disso é o vulcão de emoções que o amor provoca, causando uma explosão de sensações permanentes, mesmo que não esteja presente fisicamente no momento, como reflexo das emoções, outrora ,vividas a dois.
Portanto, há somente que senti-la, não importando se é negativa ou positiva, se causa lágrimas ou sorrisos, o importante é encará-la como a música do Roberto Carlos: "...são momentos que eu não esqueci...Amigos eu ganhei, saudades eu senti partindo, ...não importa se chorei ou se sorri, O importante é que emoções eu vivi......"


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Encontro de dois corações...concentração de energia cósmica

Willian Shaekspeare estava certo ao afirmar : ...
*..."Há mais coisas entre o céu e a terra que a nossa vã filosofia pode alcançar"
Um bom exemplo é toda a mágica energia que provém do Universo quando dois corações se encontram, há uma modificação de todo o ambiente, mesmo antes deles se encontrarem, o sol surge com uma tonalidade mais viva e incandescente, o dia adquire uma luminosidade, um brilho radiante, os passarinhos chilream entoando um canto harmonioso de felicidade. Durante o encontro nada mais existe a não ser o bater descompassado ditado pela emoção de sentir o calor e a energia transmitida pelo outro. Após o encontro nova modificação surge, só que desta vez é interna, fazendo com que a pessoa sinta-se com uma vitalidade diferente, chegando mesmo a se surpreender com suas atitudes e reações, de levar na esportiva, inclusive até rir da situação, sem se deixar abater ou afetar pela mesma, mantendo o equilíbrio e a paz interior, que em outras ocasiões seriam motivos de stress, de irritação, de uma "trovoada" ou "tempestade furiosa" ou de perder a "estribeira".
O mais surpreendente de tudo isso, é que a pessoa está envolvida na sua rotina sem que haja nenhum tipo de lembrança ou pensamento que possa originar tal transformação, só quando se apercebe da mudança é que toma consciência da relação causa e efeito produzido pelo encontro de outrora e aí sim as lembranças afloram em sua mente, confirmando esse pressuposto, porque:

*..."Quando fala o amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia"

*..."O tempo é muito lento para os que esperam. Muito rápido para os que tem medo. Muito longo para os que lamentam. Muito curto para os que festejam. Mas, para os que amam, o tempo é eterno".
Realmente estas frases sintetizam bem a velocidade do tempo de acordo com a perspectiva utilizada...como o tempo demora a passar, quando se espera por alguém, parece que os ponteiros do relógio não andam, mas quando dois corações se encontram o tempo deixa de existir momentaneamente, para depois se tornar eterno, porque ficarão para sempre unidos por um fio invisível, mesmo quando estiverem afastados.
*..."Guarda teu amigo sob a chave de tua própria vida".
O amigo entra na nossa vida de forma inesperada, pouco a pouco passa a ser uma parte de nós mesmos, tem um cantinho reservado no nosso coração, por isso quando sorri nós sorrimos, quando chora, nós choramos, quando ele sofre, nós também sofremos, se o magoarmos ou ferirmos estamos ferindo a nós próprios.

Como explicar tudo isso a luz da razão?
Impossível faz parte dos mistérios que a vida encerra, aliás, a própria vida já é um mistério que a nossa razão não consegue desvendar.