Seja Bem Vindo!


Sua visita me deixou muito feliz...

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Amor & Emoção x Razão


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Consulta e prescrição de tratamento pelo Mestre dos médicos

A propósito de auto ajuda, por coincidência no dia seguinte a ter comentado a cerca do tema, li uma mensagem, que havia sido enviada por correio eletrônico alguns dias antes, mas que ainda não tinha lido. Achei que se inseria dentro do contexto e por isso a transcrevo,não veio com o nome do autor, gostaria de a colocar no formato recebido (PPT), que tem imagens belas e um som musical que transmite serenidade, porém, infelizmente, não sei como inserí-lo aqui, caso suscite algum interesse, posso enviar por correio eletrônico, basta que envie um mail para: barbara.aslan@gmail.com
O título é "consulta":
"Fui à clínica do Senhor para fazer uma consulta de rotina. E constatei que estava enfermo.
Quando Jesus me tomou a pressão, viu que estava baixa de ternura.
Ao medir-me a temperatura, o termômetro registrou 40º C de ansiedade.

Me fez um eletrocardiograma e o diagnóstico foi que necessitava bombear mais amor, pois as minhas artérias estavam bloqueadas de solidão e saudade, e não abasteciam meu coração vazio.

Passei pela ortopedia, já que não podia caminhar ao lado do meu irmão, e tampouco dar um abraço fraternal, porque havia me machucado ao tropeçar nos problemas.

Também me diagnosticou miopia, já que não podia ver mais nada além das coisas negativas do meu próximo.

Quando me queixei de surdez, Jesus disse que eu havia deixado de escutar Sua voz a cada dia.

É claro que Jesus me deu uma consulta gratuita e, graças à Sua misericórdia, prometo que ao sair desta clínica, tomarei somente os medicamentos naturais que me receitou através da Sua verdade

Ao levantar-me, beber um copo de agradecimento.

Ao chegar ao trabalho, tomar uma
xícara de paz.

A cada hora, ingerir um comprimido de paciência e uma cápsula de humanidade.

Ao chegar em casa, injetar uma dose de amor.

E, antes de dormir, tomar duas doses de
consciência tranquila

Não se deprima nem se desespere pelo que está vivendo hoje. Deus sabe o que você sente. Ele sabe perfeitamente o seu limite e não deixará passar deste ponto.
O propósito de Deus para você é admiravelmente perfeito. Ele deseja lhe mostrar muitas coisas que somente compreenderia estando exatamente no lugar onde está e na exata condição que vive agora neste lugar".

Que esta mensagem possa servir de alento, conforto, inspiração e luz para quem esteja precisando neste momento.

domingo, 26 de abril de 2009

Inteligência emocional resultado da educação do cérebro

Uma pergunta lançada num comentário sobre auto ajuda, ficou martelando, "como educar o cérebro? e a resposta mais próxima é através da inteligência emocional, que acaba sendo o resultado do educar do cérebro, um gera o outro, num circuito reverberativo.

A inteligência emocional, segundo Daniel Goleman, possui cinco áreas de habilidades, (embora numa perspectiva de marketing, possa ser adapatada aos relacionamentos de uma forma geral):
1-Auto-Conhecimento Emocional - reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre é a chave da inteligência emocional . A falta de habilidade em reconhecer nossos verdadeiros sentimentos deixa-nos a merce de nossas emoções. Pessoas com esta habilidade são melhores pilotos de suas vidas.
2-Controle Emocional, a habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação. Pessoas pobres nesta habilidade afundam constantemente em sentimentos de incerteza, enquanto aquelas com melhor controle emocional tendem a recuperar-se mais rapidamente dos reveses e contratempos da vida.
3-Auto-Motivação. Dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca, para a automotivação, para manter-se sempre no controle e para manter a mente criativa na busca de soluções. Auto-controle emocional, sabendo praticar gratificação prorrogada e contorlando impulsos, favorece aperfeiçoamento de todos os tipos. Pessoas que tem esta habilidade tendem a ser mais produtivas e eficazes, qualquer que seja seu empreendimento.
4-Reconhecimento de emoções em outras pessoas. Empatia, outra habilidade que constrói auto-conhecimento emocional. Esta habilidade permite as pessoas reconhecer necessidades e desejos de outros, permitindo-lhes relacionamentos mais eficazes.
5-Habilidade em relacionamentos inter-pessoais. A arte do relacionamento é, em grande parte, a habilidade de gerenciar sentimentos em outros. Esta habilidade é a base de sustentação de popularidade, liderança e eficiência interpessoal . Pessoas com esta habilidade são mais eficazes em tudo que é baseado na interação entre pessoas. São estrelas sociais.
As três primeiras acima referem-se a Inteligência Intra-Pessoal (É a capacidade de formar um modelo verdadeiro e preciso de si mesmo e usá-lo de forma efetiva e construtiva.. As duas últimas, a Inteligência Inter-Pessoal (é a habilidade de entender outras pessoas: o que as motiva, como trabalham, como trabalhar cooperativamente com elas).

Em síntese, a inteligência emocional é:
*Auto consciência;
*Administração de sentimentos aflitivos;
*Manutenção do otimismo;
*Perseverança, apesar das frustrações;
*Aumento da empatia;
*Cooperação, envolvimento e
*Capacidade de motivar a si mesmo.

As emoções possuem significados próprios:
*Ira - sensação de perigo, de injustiça, de humilhação, de ameaça à autoestima, à dignidade
*Medo - os centros emocionais disparam hormônios, o sangue vai para os músculos do esqueleto, impulsionando-o a correr, fugir
*Felicidade - a pessoa experimenta a tranqüilidade, o repouso, o entusiasmo e mostra disposição para tarefas imediatas, para marchar rumo às metas
*Paixão - uma sensação de descontrole total, não somos donos de nossos atos, entorpecimento.
*Amor - sentimentos afetuosos, de relaxamento, calma e satisfação, facilitando especialmente a cooperação
*Surpresa - que permite ver mais, aumentando a quantidade de luz na retina
*Tristeza - faz fixar a atenção no que se perdeu, mina a energia para começar coisas novas
*Depressão - gera um senso de inutilidade, a ausência de alegria, confusão, falta de memória, incapacidade de dormir, desalento, apatia


As lições aprendidas na infância vão modelar os circuitos emocionais, porém estes podem ser moldadados, através da educação do cérebro, de forma a transformar uma emoção negativa em positiva, ou equilibrá-la, porque a emoção negativa interfere com a atenção, concentração, afeta a capacidade de aprender, afeta a compreensão (pessoas ansiosas, zangadas ou deprimidas não refletem) e baixa o rendimento, como a preocupação faz.
As emoções negativas geram alterações no organismo, segundo alguns pesquisadores:
*O pânico e a ansiedade aumentam a pressão sanguínea
*Tristeza, pessimismo, hostilidade, ceticismo e desconfiança aumentam o risco de doenças como artrite, asma, úlcera, dor de cabeça. *A hostilidade faz aumentar a propensão à doença cardíaca.
Para combater estes danos, por exemplo a hostilidade deve-se aprender a amaciar a atitude, regulando a raiva no começo, a ira através da empatia, o sorriso é o maior e mais barato remédio que existe.(compilado e adaptado de http://www.veiga.net/aulas/emocional.htm)


O cérebro humano é composto por 2 hemisférios:

1- Esquerdo=> Racional, lógico, dá ênfase a Linguagem, a lógica, aos números, a Matemática, sequência, as plalavras.

2- Direito => Emocional, pouco lógico, enfatiza a rima, o ritmo, a pintura, imaginação, modelos
A teoria da dominância dos hemisférios cerebrais pressupõe que umas pessoas desenvolvem mais o esquerdo, outras o direito, mas o ideal é que não haja um predomínio, que ambos os hemisférios sejam estimulados e desenvolvidos, daí a educação emocional, através do reconhecimento dos sentimentos, da empatia, do autocontrole das emoções, da reparação dos danos emocionais (conflito) e da integração emocional e interatividade. a propósito disso há alguns anos atrás a UERJ ministrava um curso de inglês baseado no método de aprendizagem acelerativa, através da motivação, num simpósio internacional que sediou, proporcionou um evento, Maratona de Motivação, onde os interessados tiveram um dia com vários exercícios de relaxamento, alguns tiveram facilidade em entrar em transe (estado modificado da consciência) um dos participantes viveu com tamanho realismo, que no percurso induzido mentalmente, escorregou e quando "regressou" sentiu dor sobre o braço que havia sofrido traumatismo na queda, sendo reconduzido pelo orientador ao percurso, que o orientou para que voltasse até antes da queda e imaginasse que saltou por cima do obstáculo, quando foi "trazido de volta", já não sentia nenhuma dor. Também proporcionou uma sessão de Musicoterapia, onde os participantes apresentavam os respectivos nomes num ritmo musical de sua preferência, que traduzisse instantaneamente suas características, depois o orientador dizia as características de cada nome pronunciado, acertando em todos. Nessa sessão houve relatos de como pessoas haviam combatido doenças, inclusive de câncer, com sessões de musicoterapia.

Foi uma experiência fascinante!

Tudo isso reforça que as emoções tanto podem gerar saúde como doença, da mesma forma que a razão pode gerar saúde quando em comunhão com as emoções, porém igualmente pode gerar doenças se sufocar as emoções. Assim a inteligência emocional é o resultado de uma educação do cérebro, sendo ela fonte geradora dessa mesma educação.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Alterações climáticas ...interferência direta no ciclo da água

Palavra puxa palavra, ao fazer referência ao ciclo da água, o interesse voltou-se justamente para esse fenômeno que ocorre na natureza onde a pesquisa levou ao encontro deste site http://web.educom.pt/pr1305/agua_ciclo.htm (escrito numa linguagem simples para as crianças), onde encontra-se uma apresentação em powerpoint que mostra esse ciclo (http://web.educom.pt/pr1305/agua_ciclo.ppt ), trazendo para o presente recordação do passado, também nele encontra-se um resumo, para "refrescar" a memória de um conhecimento remoto:
"A água circula continuamente na Natureza, podendo passar pelos diferentes estados - sólido líquido e gasoso. Devido ao calor do sol a água dos oceanos mares, rios e lagos passa lentamente do estado gasoso, isto é evapora-se e vai para a atmosfera. O vapor de água ma atmosfera arrefece e condensa-se, isto é, transforma-se em pequenas gotas de água, formando as nuvens. Depois a água volta novamente à superfície terrestre sob a forma de precipitação - chuva, neve ou granizo. Uma parte cai directamente nos oceanos, mares rios e lagos, outra escorre à superfície terrestre e outra infiltra-se no solo, formando lençóis de água subterrâneos. A água absorvida pelo solo passa para as plantas, que a absorvem pelas raízes. Os animais obtêm a água consumindo as plantas ou bebendo nos rios, riachos e fontes. Pela respiração e transpiração dos organismos, a água regressa de novo à atmosfera. Assim, o ciclo repete-se continuamente, mantendo-se mais ou menos contante a quantidade de água no nosso planeta. Existe uma circulação de água da superfície terrestre para a atmosfera e desta para a superfície da Terra. Isto significa que grande parte da água que a Terra perde por evaporação, volta à Terra com a chuva, a neve e o granizo".


O trazer à memória esse conhecimento básico sobre água leva a que se reflita sobre o que está acontecendo no nosso Planeta Terra, este relato encontrado, correlaciona os atos realizados pelo Homem e alteração do ciclo da água, com consequências nefastas para o Planeta.


"Desde o final dos anos 1980, não resta dúvida de que a poluição lançada na atmosfera principalmente pelos países ricos está contribuindo para o aquecimento do planeta. Também já se tem certeza do aumento da frequência de eventos climáticos extremos para as próximas décadas. Outro ponto pacífico é o de que o desmatamento nos países pobres também contribui de forma significativa para as emissões de carbono, um dos principais responsáveis pelo efeito-estufa. Com base nas evidências de que as florestas tropicais também têm papel importante na estabilidade do clima, o governo brasileiro apresentou uma proposta de redução do desmatamento a ser compensada com recursos dos países ricos, durante a 12ª Conferências das Partes sobre a Convenção de Clima, que está acontecendo neste mês de Novembro, no Quênia. É consenso na comunidade internacional de que há indícios suficientes para afirmar que já estaríamos vivendo os efeitos das mudanças climáticas.
Apesar de tudo disso, um dos argumentos usados pelo governo dos Estados Unidos para ficar de fora do Protocolo de Kyoto, tratado internacional sobre o tema, é de que não se tem certeza científica sobre a contribuição do aumento da temperatura da Terra para vários dos desastres “naturais” ocorridos nos últimos anos em locais inesperados, como as seguidas ondas de calor na Europa, a seca prolongada na Amazônia e a sequência de furacões na costa do Caribe, entre outros. O discurso leva em conta que os modelos matemáticos usados pelos meteorologistas são elaborados com base em séries históricas sobre o comportamento médio da atmosfera no passado e não são capazes de prever episódios climáticos específicos. Na verdade, o governo de George W. Bush já chegou a defender em alguns debates que não haveria certeza nem mesmo da contribuição da poluição para as alterações no clima.

Nobre: o clima está em mudança de maneira acelerada. O desmatamento tinha de ser zero pelo menos já há dez anos. De fato, ainda não é possível relacionar diretamente eventos específicos, como inundações e tornados, com as grandes alterações pelas quais passa o clima. Apesar disso, vários especialistas começam a assumir uma postura mais ativa no debate sobre o assunto tendo em vista as possíveis conseqüências catastróficas do aquecimento planetário. No Brasil, o pesquisador Antônio Nobre é um dos que acredita que não há mais tempo para esperar por comprovações inequívocas sobre as causas de certos fenômenos e cobra dos cientistas a obrigação de alertar a sociedade sobre os problemas ambientais. Representante do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Nobre é autor de um trabalho que demonstra que a Amazônia é um sistema auto-regulado capaz de capturar humidade do Oceano Atlântico para manter a estabilidade do clima e do regime de chuvas da América do Sul a leste dos Andes. Doutor em Biogeoquímica, ele acredita que é necessário não apenas suspender o desmatamento na floresta amazônica, mas começar a recuperá-la imediatamente sob pena de incorrermos no que considera um “custo impagável” para as populações do continente
.
Diante deste relato não há mais nada a dizer, apenas refletir sobre os nossos atos em relação ao Planeta em que vivemos.

Auto-ajuda uma forma de ajuda ou de obtenção de lucro?

Uma tema surgido após ler o post no blog dalailam e enquanto escrevia o comentário, isto gerou a necessidade de escrever, jamais como uma crítica e sim como um momento reflexivo, salientando os pontos concordantes e discordantes, que aliás foi deixado sob a forma de comentário ao post.
Os pontos concordantes são relativos aos livros de auto ajuda serem antes de tudo fonte de obtenção de lucros e não propriamente de real interesse pelo bem estar daqueles que muitas vezes buscam, obsessivamente, este tipo de literatura para aliviar um sofrimento profundo, embora não podemos generalizar ou nivelar tudo pela mesma medida, para não sermos injustos, porque nem todos os autores desse tipo de livro o fazem visando o lucro e sim, imbuídos do amor ao próximo, procuram dar o seu contributo para tentar aliviar o sofrimento de quem está precisando de ajuda, como também foi ressaltado nesse mesmo post. Também houve concordância de que há um crescimento quase que exponencial de livros de auto ajuda, bem como do número de antidepressivos vendidos, bem como em relação aos autores que vendem fórmulas mágicas de auto ajuda, mas que não as aplicam a si mesmos.

Existe um ditado popular: "se conselho fosse bom não se dava, vendia-se", pessoalmente alterei-o, se conselho fosse bom não se dava, seguia-se, visto que normalmente quem aconselha nem sempre segue. Portanto sempre que procuro ajudar alguém convido-o a refletirmos juntos ao invés de dar conselhos, para que o próprio interiorize e seja seu próprio conselheiro.

Isso faz recordar outro ditado atribuído aos padres "olha para o que eu digo não olhes para o que eu faço". Passível de contestação, pessoalmente, acredito que as ações devam ser coerentes com as palavras, que força podem ter as palavras, por exemplo, de um médico que diz ao seu paciente para não fumar por causa dos malefícios para a saúde, quando este fuma, o que é inconcebível, mais ainda quando muitas vezes, até na presença do paciente.

Os pontos discordantes são relativos a considerar que a auto ajuda não ajuda, porque existem situações em que ela é fundamental, principalmente, quando a causa do problema reside numa falta de auto estima ou numa baixa da mesma que pode gerar quadros depressivos, não que os livros de auto ajuda tenham um fórmula mágica para que a pessoa resolva essa situação, não porque o que é verdade para uns não o é para outros, mas dão pistas para que através da reflexão em cima do que foi lido possa encontrar a sua fórmula mágica pessoal. Uns conseguem esta fórmula através de meditação, portanto dentro de si mesmos, outros precisam buscar fora através de livros ou meditação orientada ou por hipnose, porque não o conseguem sozinhos.
Contudo, o consumo de antidepressivos passou a ser abusivo, parece que é o sinal dos tempos em que vivemos, a culpa recai maioritariamente sobre aqueles que o prescrevem, porém muitas das vezes isso se dá pela forte pressão do doente que não quer outro tratamento que não o comprimidinho, aliás, hoje em dia as pessoas parecem que se alimentam de "comprimidinhos" ao invés dos nutrientes necessários à manutenção da saúde. Querem vitaminas em comprimidos, por exemplo, mas não as querem através da fruta (é mais pratico ingerir um comprimido, do que descascar e mastigar uma peça de fruta); meditar, refletir? não há tempo, há que ter fórmulas mágicas pronta a seguir "ter a papinha feita" sem muito trabalho, daí a busca nos livros de auto ajuda, mas esquecem de que os "comprimidinhos" e os livros, são acessórios, o fundamental depende de cada um, do trabalho e empenho pessoal, porque, segundo penso, sem esforço, só a chuva que cai do céu, mas mesmo assim precisa das nuvens, do mar e todo o fenômeno físico envolvido no chamado ciclo da água.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Perfeição...uma escalada para o infinito!

Refletindo sobre um comentário deixado pela Lola no post "comentários no blog...", onde mencionou a perfeição ser "algo ilusório", surgiu a recordação sobre a reflexão relativa à perfeição:
A perfeição pode ser comparada como uma escada infinita, quando estamos num degrau visualizamos aquilo que seria o patamar ou o fim da escada, traçamos metas e definimos objetivos, superamos os obstáculos e quando atingimos esse patamar, mas ao alcançá-lo, vislumbramos mais uma série de degraus degrau e outro patamar a ser alcançado e assim sucessivamente. Exatamente quando avistamos um monte, pico ou cume elevado, temos a falsa noção de que se o escalarmos até o seu pico máximo conseguiríamos ver todo o horizonte ao redor, "ter o mundo aos pés", porém não é assim, porque logo avistamos um outro pico mais elevado que não nos deixa ver através dele. Poderemos ir de um em um escalando um pico que ao atingirmos seu cume visualizamos outro e mais outro e assim sucessivamente.
Tudo isso demonstra que a perfeição não é algo atingível, porque é um equilíbrio dinâmico, quando conseguimos nos aproximar, logo afasta-se para mais longe de nós, fazendo com que retomemos o caminho para tentar alcançá-la, quanto mais nos aproximamos, mais percebemos a distância que nos separa dela.
Exatamente como o auto-conhecimento, quando mais nos conhecemos, mais nos distanciamos de nós próprios, menos nos reconhecemos, por vezes isso pode traduzir que estamos subindo os degraus e nos aproximando da perfeição ou pode significar que estamos descendo os degraus para nos tornamrmos mais imperfeitos ainda.
Contudo, não significa que devemos deixar de buscar a perfeição naquilo que fazemos, pelo contrário devemos tentar o mais próximos possível, tendo-a sempre na linha do nosso horizonte, se não a tivermos no nosso ângulo de visão, significa que não demos o nosso melhor, ficamos aquém daquilo que poderíamos ter realizado ou ter sido.

Por do Sol...momento de mágica beleza

Há dias comentando sobre o Por do Sol, com surpresa reparei que nunca havia escrito sobre esse fenômeno que sempre me atraiu, desde o inicio da adolescência, talvez por ser difícil de traduzir por palavras aquilo que se sente no mais fundo de nós.
O Por do Sol é um espetáculo único que reúne beleza, cor, magia, magnetismo, poder, inspiração, romantismo, quando parece confundir-se com o mar na linha do horizonte.
Até algum tempo atrás, as férias eram passadas onde houvesse mar, sol, calor, extensão de areia em praias pouco frequentadas, (por ter passado a época alta) para poder interagir com esses entes da natureza, ouvindo os seus sons no silêncio e assim poder ouvir o som do próprio interior.
Em cada lugar visitado: Ilha de Paquetá (Rio de Janeiro), Ilha de Itaparica (Bahia), Costa da Caparica (Portugal, imagem apresentada) Palma de Maiorca, Ibiza, Tenerife, Gran Canária, Lanzarote, Fuerte Ventura (ilhas balneares de Espanha) o Por do Sol revelou-se único, porém muitas vezes desperdiçado na tentativa de o reter para sempre através da fotografia, que tolo engano, a fotografia só revela a parte da beleza pela tonalidade que adquire e os contrastes que apresentam, porém não consegue transmitir aquilo que se sente, ficamos como que hipnotizados, encantados, fascinados, que nem a nossa razão consegue objetivar, sensação semelhante aquela que o amor proporciona.
O Por do Sol seja ele no mar ou por detrás de um monte empresta um tom dourado a tudo que está sob seu domínio, como se tudo fosse coberto de ouro, sendo inspirador para traçar planos e desenhar sonhos, com a convicção de que não existem limites ou barreiras, tal é o poder e a energia positiva emanadas em tão magnífico espetáculo, como se o Universo apontasse o rumo.

domingo, 19 de abril de 2009

Comentários no Blog expressão da interação leitor-autor

Um comentário é a expressão de uma interpretação pessoal da realidade apresentada, seja ela por imagens ou palavras.
No caso do comentário a um post num blog é a expressão da interação do leitor com o autor do mesmo, às vezes para:
...expor uma opinião contrária àquela emitida e assim fomentar ao debate de ideias e opiniões, ou
...mostrar concordância com o que foi exposto;

... reconhecimento do mérito do autor pela forma de transmitir ideias diferentes ou iguais a que já existia, só que de uma forma muito própria;

...expor o resultado da reflexão que o tema ou conteúdo desencadeou dentro do leitor;

... pedir esclarecimento, quando suscitou alguma dúvida ou porque o tema vem de encontro as suas dúvidas pessoais e esse interagir seja facilitador de encontrar as respostas, supostamente porque o autor parece deter um conhecimento mais aprofundado;

... corrigir alguma incorreção em termos de conceitos ou postulados, se foi detectado, alertando ao autor para o fato, porque, ele, autor pode desconhecer ou ter se enganado, dando hipótese dele o corrigir;

...para agradecer a visita, o comentário deixado ou a ajuda alcançada.

Em muitos blogs os comentários são submetidos a avaliação prévia do administrador do mesmo, até certo ponto é compreensível, para filtrar comentários que possam ferir sensibilidades, não serem socialmente aceites, pelo uso de termos inapropriados, até mesmo de baixo calão, porém, quando isso acontecer o administrador deveria informar ao autor do comentário o motivo porque o mesmo foi rejeitado, até por uma questão de educar e formar, a não ser que o motivo de não aceitação seja apenas porque é o "dono" e se não lhe agrada não aceita, se for isso significa que o administrador do blog não está aberto ao diálogo, fecha-se em si mesmo não trocando experiências e se assim for, pode ser até um ser muito evoluído ou detentor de um conhecimento profundo, mas se não houver troca, este acabará por estagnar ou ficar perdido no tempo.

O post por si veicula informações e possibilita intercâmbio das mesmas, através dos comentários, que são deixados a seguir a sua leitura, fornecendo um feedback ao autor ou contribuindo para que o mesmo reformule seus pontos de vistas, uma vez que possa ter surgido uma perspectiva diferente e assim o conhecimento vai sendo aprofundado e difundido, graças a essa interação leitor-autor, que não é encontrada quando lemos um livro.