Seja Bem Vindo!


Sua visita me deixou muito feliz...

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Amor & Emoção x Razão


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Gata Borralheira...Versão Esportiva


O Volley é fascinante, quando bem jogado, opera milagres, como o dissipar de algumas nuvens negras carregadas que o dia a dia coloca no horizonte, transformando a energia negativa que aprisiona o ser numa energia maravilhosa libertadora, até vira um conto de fadas, "a gata borralheira versão esportiva". Já há muito que não experimentava essa sensação e o melhor disso é que não foi planejado, embora desejado e quando tudo apontava no sentido de não voltar a experimentar, mas aconteceu, por momentos parecia que houve recuo do tempo aos "anos dourados do Volley", como que as pessoas do presente fizessem parte do passado, quer pelo gesto de algumas pessoas relembrando que num jogo é fundamental a coesão, a união, o espírito de equipe, a comunicação não verbal expressa e entendida pelos integrantes, o esforço de cada um em salvar ou corrigir alguma falha que fora cometida (um dos colegas foi chamada por outra colega para o aquecimento a dois, mas ele me chamou para juntar a eles, mas não foi possível porque uma colega ficaria sozinha, infelizmente porque o aquecimento com esse colega é ótimo, ele remata com força não suaviza, exatamente como o esquerdino dono da bola limão. No jogo esse colega combinou jogadas e trocas como outrora ocorria, e sempre nas boas jogadas ou jogadas esforçadas o toque das mãos); pelos elogios quando houve boas jogadas, inclusive fazer alusão a ser de profissional (um terceiro toque  no fundo por cima do bloqueio, surpreendendo os adversários e conseguindo fazer o ponto, o colega vibrando exclamou "profissional"); Pela atitude em quadra, fruto de ter feito "o dever de casa" imaginando as possíveis situações e os respectivos posicionamentos na recepção principalmente no contra ataque do adversário, gerando maior concentração, acompanhamento da bola fazendo com que estivesse na posição correta em todas as situações, totalmente abstraída dos problemas que momentos antes existiam, apesar do aquecimento não ter sido muito intenso como deveria ter sido, pois é importante para que haja um bom desempenho no jogo e lembranças de várias "verdades": "o jogo decorre conforme o treino" (um mau treino ou aquecimento prévio ineficaz levará a um mau desempenho no jogo); "Aonde chega os pés chegam as mãos" (ao invés de tentar pegar com os pés, embora isso seja um gesto mecânico, reflexo, há os recursos: rolamentos ou mergulho); "dá abacaxi recebe abacaxi" ( se o receptor defende uma bola má para o levantador, este só com muito esforço conseguirá levantar um bola boa para o atacante rematar); "Deixa que eu deixo não pode ocorrer" (é o que acontece quando alguém vai na bola o outro diz que é dele, mas não chega e o outro que até está mais próximo deixa de executar porque alguém disse para deixar e a bola escorre entre os dois); "ameaçou vai" (se não tem intenção ou não consegue chegar até a bola, não deve se movimentar porque o outro já não vai com a confiança necessária, por receio de chocar com colega); "a segunda é minha em qualquer lugar e eu vou com tudo" (na posição de levantador avisando a todos para não interferir e para que tenham confiança que ele, levantador está concentrado na sua posição e função); "quem está na chuva é para se molhar" (quando no "ataque e defesa" alguém amortece o remate por considerar ser mais frágil ou quando se recebe uma bolada em cheio ou com força e quando perguntam se se machucou ou pedem desculpa essa é a resposta).
Depois do banho, por coincidência  ao aproximar do vestiário masculino saiu o colega do elogio, e ficou segurando a porta esperando que passasse, ao correr para não fazê-lo esperar, o relógio caiu do pulso, só percebendo posteriormente, inicialmente de forma contrariada, mas o astral estava tão alto que logo a fantasia se manifestou, lembrando do filme "Cinderela" uma versão moderna onde ela ao sair correndo, perto da meia noite, perdeu o celular, neste caso a hora era a mesma, faltava cerca de 3 minutos para Meia Noite, tinha um "príncipe" (do Volley) esperando, teve a corrida e a perda não do sapatinho de cristal, não do telemóvel, mas do relógio, só com uma pequena diferença a Cinderela era linda...
Que sensação maravilhosa ocorre após um jogo de Volley bem disputado, com boas ou excelentes jogadas, espírito de equipe, confiança e respeito pela posições de cada um. Tão forte e poderosa que dissipa qualquer nuvem negra que paire no horizonte dando lugar a um céu claro e límpido, com estrelas cintilantes e uma lua brilhante ou com um sol radiante.
Abençoado Volley!

sábado, 17 de janeiro de 2015

Faxina mental...visão ampliada!


A poderosa energia que o mar transmite  quando  o contemplamos, nos faz entrar em sintonia com o nosso eu interior e através dele com o Universo, a partir daí surgem as respostas as nossas perguntas, dúvidas, inquietações e questionamentos, bem como ensinamentos preciosos, um desses é que uma mente ocupada com "lixo" impede o nosso raciocínio, a nossa memória, a nossa concentração e até o nosso sistema de alerta dos perigos que nos ronda a todo instante, por isso deveríamos, de tempos em tempos, fazer uma "faxina mental", limpar todo o "lixo", pequenos nada que acumulamos  no dia-a-dia e não nos apercebemos, para temos uma visão ampliada da realidade que nos cerca e ficarmos vigilantes, alertas aos perigos que nos rondam e as armadilhas ou armações que montam, preparam para nós. Após seguir esse ensinamento, 2 dias depois do mar o ter "relembrado", ou seja ter feito uma "faxina mental", se bem que ligeira, a visão da realidade ficou ampliada, o sentido de alerta ficou de prontidão, conseguindo perceber alguns dos perigos que estão a espreita e algumas das ciladas que armaram e estão armando no novo serviço, a imagem que surge na mente é estar no centro rodeado por cascavéis, tentando desviar dos botes delas:


Diante desta imagem que alternativas? 
1- Ficar encolhido imóvel, inativo paralizado pelo medo, não só serviria para ser uma presa fácil
2- Partir para o ataque, "bater de frente", não, seria uma uma batalha inglória, que só serviria para desgastar e ter que redobrar a atenção, porque os botes seriam mais subtis, o que elevaria o nível de stress e tensão para níveis mais altos do que costuma a ser no dia-a-dia podendo trazer consequências nefastas para a saúde, porque o nível de stress de ligeiro a moderado é essencial para a vida, faz com que o instinto de sobrevivência esteja alerta  e o organismo preparado para literalmente correr do perigo, enfrentá-lo ou para superar obstáculos ou ultrapassar limites, vencer batalhas, mas de moderado a grave passa a ser prejudicial para a saúde pondo em risco a própria vida. 
3- Definir metas, manter-se fiel aos princípios e critérios organizacionais pré estabelecidos para o desempenho das atribuições e funções laborais, independente das pressões, intimidações, ameaças, armadilhas ou armações que estejam por trás de todas as situações conflituosas, é sem dúvida a  melhor alternativa, mantém o nível de stress dentro do necessário para encontrar as soluções ou estratégias para resolver, superar ou superar "os botes", sem por em risco a saúde, principalmente, a mental.
Aqui entra outro "ensinamento" do mar, que poderá ajudar, mas mais difícil ainda de ser aplicado "agir ao invés de reagir", quando reagimos enfraquecemos e aumentamos o problema ou fortalecemos quem está por trás da situação, quando agimos nos fortalecemos e enfraquecemos o problema ou quem está por  detrás da situação . 
E ainda outro "ensinamento" para ajudar "falar menos e ouvir mais" quanto mais falamos, mais vulneráveis ficamos porque damos espaço para que conheçam nossas intenções e antecipam-se às nossas ações, ao contrário quando ouvimos mais conseguimos antecipar as ações ou evitar as consequências das ações dos outros em cada situação.
Um outro "ensinamento" que também pode ajudar "viver o momento no momento" , que engloba  resolver os conflitos, mal- entendidos, ou os problemas (pelo menos equacioná-los) no momento e com isso os outros ensinamentos são aplicados simultâneamente.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Amor ...mais uma faceta desvendada!


Ahh o Amor...tão propagado através dos tempos, mas sempre um mistério!

Hoje mais uma faceta desse diamante foi "revelada" pelo mar: não é o "objeto" do amor o responsável pelas sensações que sentimos e sim justamente as sensações que esse "objeto" despertam. Por isso é que algumas pessoas passam pela vida proclamando que tiveram muitos amores em contra partida ouvem de outras pessoas que isso não é possível,  as promessas e juras de amor trocadas com alguém não  se repetem porque não existe alguém  igual a outro alguém, por desconhecerem que a "química" libertada quando o amor está no ar não é privilégio de uma pessoa em especial, essa "química" existe em cada um, mas nem sempre o outro está receptivo, aqui talvez possa entrar um pouco da mitologia, nem sempre o "cupido" atinge o coração das pessoas (Cupido, também conhecido como Amor, era o deus equivalente em Roma ao deus grego Eros. Filho de Vênus e de Marte, (o deus da guerra), andava sempre com seu arco, pronto para disparar sobre o coração de homens e deuses. Teve um romance muito famoso com a princesa Psiquê, a deusa da alma.
Cupido encarnava a paixão e o amor em todas as suas manifestações. Logo que nasceu, Júpiter (pai dos deuses), sabedor das perturbações que iria provocar, tentou obrigar Vénus a se desfazer dele. Para protegê-lo, a mãe o escondeu num bosque, onde ele se alimentou com leite de animais selvagens.
Cupido era geralmente representado como um menino alado que carregava um arco e um carcás com setas. Os ferimentos provocados pelas setas que atirava despertavam amor ou paixão em suas vítimas. Outras vezes representavam-no vestido com uma armadura semelhante à que usava Marte, talvez para assim sugerir paralelos irônicos entre a guerra e o romance ou para simbolizar a invencibilidade do amor. Embora fosse algumas vezes apresentado como insensível e descuidado, Cupido era, em geral, tido como benéfico em razão da felicidade que concedia aos casais, mortais ou imortais. No pior dos casos, era considerado malicioso pelas combinações que fazia, situações em que agia orientado por Vénus). Revendo essa parte da mitologia impossível não ficar perplexo com o conhecimento empírico, intuitivo, visionário, imaginativo, fruto de uma visão alargada e da sintonia com o Universo, existente no passado, que atravessou séculos, quiçá milênio, como revela a história, para se revestir do conhecimento científico ou pseudo científico, racional ou intelectual do presente, que entre outras pesquisas, tentam estabelecer a fisiologia do amor/paixão:

Os cientistas conhecem a feniletilamina (um dos mais simples neurotransmissores) há cerca de 100 anos, mas só recentemente começaram a associá-la à paixão. Ela é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos.

O “affair” da feniletilamina com a paixão teve início com uma teoria proposta pelos médicos Donald F. Klein e Michael Lebowitz, do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova Iorque. Eles sugeriram que o cérebro de uma pessoa apaixonada continha grandes quantidades de feniletilamina, e que esta substância poderia responder, em grande parte, pelas sensações e modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados.
Algumas substâncias responsáveis pelo amor-paixão: dopamina, feniletilamina e ocitocina. Estes produtos químicos são todos relativamente comuns no corpo humano, mas são encontrados juntos apenas durante as fases iniciais do flerte. Ainda assim, com o tempo, o organismo vai se tornando resistente aos seus efeitos - e toda a "loucura" da paixão desvanece gradualmente - a fase de atração não dura para sempre. O casal, então, se vê frente a uma dicotomia: ou se separa ou habitua-se a manifestações mais brandas de amor - companheirismo, afeto e tolerância, e permanece junto.

O amor não começa quando os olhares se encontram, mas sim um pouco mais embaixo, no nariz. "Há circuitos que vão do olfato até o cérebro e levam uma mensagem muito clara: sexo", explica Maria Rosa García Medina, especialista em sentidos químicos do Laboratório de Pesquisas Sensoriais do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), da Argentina. Atualmente, existem evidências intrigantes e controvertidas de que os seres humanos podem se comunicar com sinais bioquímicos inconscientes. Alguns pesquisadores afirmam que exalamos continuamente, pelos bilhões de poros na pele e até mesmo pelo hálito, produtos químicos voláteis chamados ferormônios. (http://www.afh.bio.br/especial/paixao.asp)
O cruzamento da razão e da emoção, da fantasia com a realidade, da intuição com a imaginação, mostra o quanto o amor é grandioso,  complexo,  poderoso, envolto em vários mistérios, que permite que  ao longo da vida possa se multiplicar e se diversificar não só em cada pessoa, individualmente, incluindo os amores platônicos, como dirigido, coletivamente, para várias pessoas, por mais diferentes que possam ser ou parecer que são, incluindo os amores unilaterais, não correspondidos e os abençoados amores "em mão dupla", correspondidos. Até aqui apenas falando  no Amor Eros ou no Amor romântico, relacional que envolve a constituição da família, a luxúria e a preservação da espécie, mas o Amor  não é só essa vertente é muito mais é como um diamante multifacetado brilhante que irradia feixes de luz para o Universo refletindo a Luz Divina que existe por trás do amor, em cada ser humano.


domingo, 4 de janeiro de 2015

Primeiros dias de 2015...Equilíbrio da Energia


O 2º dia do ano de 2015 começou com o céu claro alaranjado ótimo para ir repor a energia e redirecioná-la  para aqueles que amo junto ao mar, entretanto o céu modificou de laranja passou a prateado, mas nem por isso os planos se alteraram, os efeitos necessitados, desejados e esperados logo foram sentidos, pelo menos no que tange ao equilíbrio interior, a paz de espírito, a energia renovada, a serenidade e força  tão essencial para começar um novo ano, deixando para trás junto com o ano de 2014 tudo de ruim, as tensões, as preocupações, o péssimo ambiente do trabalho causado pela  falta de respeito dos princípios éticos e morais dos colegas de trabalho, principalmente por parte dos superiores. E fica a esperança de que a energia redirecionada  para aqueles que amo os atinja e desperte neles a mesma sensação de equilíbrio interior, a paz de espírito , serenidade, energia renovada para que possam começar o Ano Novo fortalecidos, renovados, para que os seus caminhos  sejam repletos de luz, paz, amor, saúde, sucesso em tudo que realizem e deixem para trás tudo, erros, mágoas, decepções, frustrações, tristezas, complexos, incompreensões, injustiças raiva, preocupações, que possa impedir de alcançarem suas metas, de lutarem por transformar  seus sonhos em realidade ou  concretizarem os planos delineados.
Que  em 2015 a Luz penetre nos corações de todos, que o Amor floresça e assim tudo de bom acontecerá no planeta.
Que assim seja e assim será com a Graça de Deus!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Depois do Natal, penúltimo dia de 2014...momento de balanço!


O ano passou voando...a sensação de que  nada nada foi feito... que os dias foram passando sem perceber, um dia igual atrás do outro...mas os dias foram diferentes, alguns trouxeram emoções  e energia positivas: Retorno ao Volley (embora num clima muito diferente do que fora até então, mas Volley é Volley não importa em que clima, se bem que nos últimos 3 treinos o clima parecia ao de antes, porque surgiu um colega que reuniu as características  que fizeram o clima voltar a ser como fora no passado); edição de  mais um livro com sessão de destaque; o Batizado do filho da afilhada; o design de uma Mandala (antes o aprendizado) que fez parte do projeto de Natal (um imã com a Mandala Golfinho com o nome da pessoa e esccrito "bom dia" pirogravada em madeira, dentro de uma caixa de madeira com o nome da pessoa também pirogravada + jogo da memória com Mandalas Golfinho coladas em cortiça+ bolas imâs (era para ser bolas chinesas de relaxamento, não foi encontrado) dentro de um saco de Natal com pistas para encontrar advinhas e descobrir a quem entregar junto um   gorro de Papai Noel-um amigo oculto- onde ninguém sabia de quem receberia ou a quem entregaria um presente); Convite para ser mais uma vez madrinha de casamento da  Afilhada (será tri Afilhada: Batismo, Crisma e Casamento, assim como a irmã já o é); Mas outros dias trouxeram emoções e energia negativas: A morte da mãe de um amigo muito querido, especial, vizinhos do tempo de infância e adolescência; O desemprego de um ente querido provocado por um chefe que não renovou o contrato de trabalho para colocar uma amiga no lugar; Comunicação de mudança de local de trabalho, primeiro por fecho do local e todos mudariam para outro local, quinze dias depois já será por outro local, onde a pessoa que trabalhava lá teve o carro incendiado porque intimidação ou represália por não conseguir o que queria do profissional, essa comunicação foi feita verbalmente no último dia antes de ir para mini férias no Natal, para começar no dia 5/1/2015; Os desastres com queda de aviões provocando centenas de mortos que Deus os direcionem para a luz eterna; Os atos terroristas que ceifaram muitas vidas inclusive de crianças, inclusive em vídeo mostrando a decapitação de profissionais da comunicação social transmitido para todo o mundo; As catástrofes naturais com inundações que  fizeram muitas vítimas que perderam tudo o que construíram, muitos com grande sacrifício;
Enfim o ano de 2014 foi um ano "pesado" em termos globais, embora para muitos essa afirmação não está correta porque pessoalmente não foram afetados, para esses os votos de que louvem e agradeçam a Deus pelas bênçãos que receberam, como fiz. Para os que concordam com essa afirmação votos para que mantenham acesa a chama da fé e da esperança que Deus permitirá que o ano de 2015 seja melhor, menos "pesado"e que traga tudo aquilo que for necessário, desejado, para que possam viver em harmonia, paz e amor e ter suas necessidades básicas (alimentação, teto, agasalho, proteção, carinho meios de subsistência, etc..) atendidas.
Feliz e Próspero Ano Novo para todos!

domingo, 16 de novembro de 2014

Lapsos de memória na menopausa...uma questão hormonal

O dito popular "quem procura acha", como todos os ditados populares encerra ma verdade, este até encerra duas:  quando perde alguma coisa e se procura acaba encontrando e de tanto procurar acaba se encontrando o que não está a espera, este último foi o que aconteceu, procurando sobre a memória e lapsos de memória encontrou-se lapsos de memória na menopausa:




Em termos psicológicos, um dos sintomas mais preocupantes para as mulheres menopáusicas são os lapsos de memória, não só porque se manifestam no período perimenopausa, mas porque põem em questão tudo aquilo que pensavam ser e saber até esse momento. Influenciados pelo desequilíbrio hormonal e outros sintomas da menopausa, o importante é não permitir que os lapsos de memória a façam perder a cabeça. Uma mulher menopáusica está obviamente a envelhecer, não é esse o culpado dos lapsos de memória, mas sim o desequilíbrio hormonal que resulta da quebra acentuada da produção de estrogênio, hormônio  responsável por várias funcionalidades cerebrais. Tal como muitos outros indícios da menopausa, também os lapsos de memória têm noutros sintomas parte da sua origem. A junção de dois ou mais dos seguintes efeitos menopáusicos podem contribuir para o agravamento deste tipo de episódio: afrontamentos, suores nocturnos, insónias, depressão, ansiedade,stress e alterações de humor. No entanto, existem ainda outros factores de risco aos quais deve estar atenta se tem verificado problemas de memória, nomeadamente: o consumo excessivo de álcool, deficiências alimentares e nutritivas, sono/descanso insuficiente, carga de trabalho excessiva, alguns medicamentos (antidepressivos, tranquilizantes, ansiolíticos, fármacos para a pressão arterial, coração e dores). Cada caso é um caso, por isso, as mulheres devem considerar todos os sinais. A chegada do estrogênio ao cérebro activa diferentes regiões do mesmo, incluindo o hipocampo, ou seja, a área responsável pela memória – onde o estrogênio estimula os níveis de acetilcolina, um neurotransmissor que influencia a nossa capacidade de reter e recuperar factos, eventos, impressões e experiências. Para além disso, o estrogênio actua ainda a outro nível: relaxa e abre os vasos sanguíneos cerebrais, o que permite transportar mais sangue e oxigénio ao cérebro – ambos extremamente importantes para a memorização, entre outras funções cerebrais, caso do estado de espírito e da linguagem. Curiosamente, o estrogênio está directamente ligado à nossa habilidade de recordar nomes e palavras, por isso, não é de estranhar que diminuída a produção desta hormona, uma mulher menopáusica sofra lapsos de memória ou outras dificuldades de memorização."Não sei onde deixei os óculos". Afectando cerca de 95% da população menopáusica, os lapsos de memória são momentos fugazes em que a mulher perde a capacidade mental de reter ou reaver determinado dado ou informação; e são duas as memórias que podem ser afectadas com um episódio desta natureza: memória de curto prazo (a capacidade de recordar informação durante breves instantes, caso de um número telefone que quer marcar naquele momento) e memória de longo prazo (também conhecida como memória remota, está ligada ao passado distante). Para além dos lapsos de memória, a mulher menopáusica pode também sentir problemas de concentração, pensamento difuso/vago e esquecer um evento recente só para o recordar mais tarde.
O que fazer para não esquecer?
Rever o regime alimentar e assegurar que esteja repleto de ómega 3 (peixe) que melhora os níveis de consciência e concentração; fruta e legumes (os antioxidantes e vitaminas B, C, D e E presentes nestes alimentos potenciam a memória). Aumentar o consumo de água e diminuir a ingestão de álcool e cafeína.
Assegurar que tem tempo de qualidade para si, para aliviar o stress (através de exercício físico, por exemplo) e relaxar (através de actividades como a meditação, pilates ou ioga); sem esquecer uma noite de sono tranquilo de pelo menos 7 ou 8 horas.
Manter o cérebro activo através de jogos e exercícios mentais diversos (palavras cruzadas, sudoku, jogos de tabuleiro e de estratégia…).
A toma de suplementos de plantas medicinais ou outras terapias alternativas como a acupunctura, biofeedback, aromaterapia ou hipnoterapia já provaram ser extremamente eficazes em muitos casos.
 Se a mudança de alguns destes hábitos não produzir os efeitos desejados, é importante consultar o seu médico que lhe pode receitar a terapia de substituição hormonal, ou seja, o tratamento base para uma mulher menopáusica.
http://vivermenopausa.com/artigos/como-lidar-com-lapsos-memoria-menopausa

Memória...stress pode originar lapsos de memória


A memória é um tema  fascinante, aliás o cérebro é fantástico, cada vez que paramos para observá-lo em ação logo ficamos perplexos com o seu funcionamento, como intrigante pela sua complexidade:
Os tipos de memória
Existem diferentes categorias de memória que vão nos mostrar que memorizar datas, nomes e lugares não é o mesmo que aprender a andar de bicicleta. Aquilo que aprendemos e lembramos são processados por diferentes áreas do cérebro. De acordo com essas áreas cada memória realiza um tipo diferente de função no cérebro humano. As memórias que funcionam de acordo com a duração da informação:

  1. A memória ultra-rápida - a retenção não dura mais que segundos. Por exemplo, ouvir alguém ditando um número de telefone, na hora você lembra, mas quando passa uns segundos é incapaz de recordar.
  2. A memória de curta duração (ou memória de trabalho e de curto prazo) - tem acesso rápido e limitado, nesta área a informação não dura mais que segundos. Nesta memória temos a memória operacional que servirá para organizar a realidade percebida pelo cérebro. Através dela, armazenamos informações essenciais para a resolução de problemas, para uso do raciocínio rápido ou elaboração de comportamentos (que podem ser esquecidos a seguir). Ex.: Lugar onde estacionamos o carro.
  3. A memória de longa duração (ou permanente) - é responsável por armazenar todo o conhecimento de uma pessoa. O tempo de acesso para recuperação de informações em comparação aos outros tipos de memória é muito maior. Podendo durar dias, semanas ou até mesmo anos. Consolidação é o processo de armazenar novas informações nessa memória.
O computador também tem memória.  pode ser dividida em duas categorias:
  1. Principal: de acesso mais rápido, mas de capacidade mais restrita. Armazena informações temporariamente durante um processamento realizado pela UCP. (O computador só pode identificar a informação através de sua restrita capacidade de destinguir entre dois estados, por exemplo, algo está imantado num sentido ou está imantado no sentido oposto. A uma dessas opções o computador associa o valor 1, e ao outro estado, o valor 0.
    Os dígitos 0 e 1 são os únicos elementos do sistema de numeração de base 2, sendo então chamados de dígitos binários, ou abreviadamente, bit. Entenda-se por bit a unidade básica de memória, ou seja, a menor unidade de informação que pode ser armazenada num computador).
  2. Secundária: de acesso mais lento, mas de capacidade bem maior. Armazena grande conjunto de dados que a memória principal não suporta.
Assim, o nosso cérebro é capaz de armazenar diversas informações diferentes  ele usa várias partes para executar o processo de memorização. Uma das estratégias é utilizar outros tipos de memórias que de acordo com os conteúdos podem ser:
  • Memória declarativa (ou explícita) - faz parte da memória permanente e é aquela que pode ser declarada, como fatos, nomes, acontecimentos e pode ser episódica (eventos com data) ou semântica (significado de palavras).
  • Memória não declarativa (ou implícita) - é aquela que evoca habilidades, dicas de palavras, objetos, associações, a aprendizagem baseada em não-associações e as aprendidas de modo mecânico. Aprender a dirigir é um bom exemplo do uso dessa memória.
  • Memória adquirida por dicas (Priming ou memória de representação perceptual), catracterizada por uma imagem que relembra eventos, ao ver a imagem já identificamos antes da compreensão do evento o que ela significa.
  • Memória de procedimentos - é a memória de habilidades e hábitos. (Aprender a dar nó em gravata ou andar de moto). 
  • Memória associativa e Memória não associativa - estão ligadas a alguma resposta ou comportamento. A associativa é usada, por exemplo, quando ao olharmos para um alimento saboroso começamos a salivar associado a lembrança do cheiro, sabor ou aspecto do alimento. Já a memória não associativa aprendemos sem perceber. Ex.: O latido de um cão não traz riscos, fato que nos faz ignorá-lo.
Para que possamos fixar e guardar uma informação importante precisaremos decorar ou aguçar os nossos sentidos. Um exemplo disso acontece quando repetimos um texto várias vezes. Esta informação que estava na memória de curta duração passa para a memória de trabalho e em seguida para a memória de longa duração.
Com o volume de dados que recebemos de todos os meios de comunicação é necessário que a memória possua um recurso que identifique o que precisaremos (ou seja, personalizar algo de acordo com as necessidades). Este recurso é chamado de customização.
Os mecanismos que cercam a memória são um conjunto de vários outros que juntos são ativados no processo de memorização ou na busca de informação em nossa memória:

  •  O lobo temporal – esta área possui uma ligação com a memória. Localizado abaixo do osso temporal que se encontra acima das orelhas, ele é responsável por armazenar os eventos passados. É nessa região que os cabelos tendem a envelhecer primeiro. Nele está localizado o neocórtex temporal, uma região potencialmente envolvida com memória a longo prazo. Aqui também, encontram-se estruturas relacionadas a memória declarativa, ou seja, aquela onde guardamos fatos e eventos.
  • Hipocampo – é o responsável por selecionar e armazenar fatos, eventos importantes, questões espaciais (o caminho de uma rua, estrada etc.) e ainda reconhecer novidades.
  • Amígdala – se comunica com o tálamo e todos os sistemas sensoriais do córtex. Os estímulos sensoriais provindos do meio externo (sons cheiros, sabor) são codificados em sinais elétricos e estes ativam um circuito da amígdala relacionado a memória. Para isso é necessário uma conexão entre a amígdala e o tálamo. As conexões entre a amígdala e o hipotálamo (origem das respostas emocionais) permite uma forte ligação entre as emoções e a aprendizagem, sendo um fator que influencia bastante nesse processo.
  • Córtex pré-frontal – realiza um papel importante no planejamento de um comportamento e na resolução de problemas. Estabelecendo conexões com o lobo temporal e o tálamo encontramos uma das razões para acreditar que ele está ligado a memória.
MEMÓRIA/ESQUECIMENTO (Diálogo entre o Dr. Wilson Jacob Filho, médico, diretor do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo- Drauzio Varella)
   "Não conheço ninguém que esteja satisfeito com a própria memória. Embora o esquecimento faça parte do processo de aprendizagem, todos nos revoltamos contra essa traição do cérebro, às vezes, nas horas mais inconvenientes. É o menino que esqueceu quanto é nove vezes oito bem na hora da prova de matemática, o adolescente que não se lembrou de levar o material para o trabalho de grupo, o marido que deixou passar a data do aniversário de casamento, o adulto que largou a chave do carro e a carteira não sabe onde ou do horário da reunião.Quando essas coisas acontecem com os mais jovens, a explicação parece pronta. “Ah, ele é desligado, não presta atenção em nada. Só não esquece a cabeça porque está grudada no pescoço.” No entanto, diante do esquecimento dos mais velhos, a reação dos outros e deles mesmos é diferente. “Eu tinha boa memória, mas vira e mexe estou me esquecendo das coisas. Será que estou ficando velho? Ou, então, é o filho que repara: “Mamãe está ficando esquecida, já fez três vezes essa pergunta enquanto esperava a água do café esquentar e parece que nem sequer ouviu a resposta”.
Lapsos de memória podem ocorrer provocados pela sobrecarga de atividades comum nos dias de hoje. Se não houver, porém, nenhuma doença que justifique essa perda, com exercício e atenção é possível manter o bom funcionamento da memória. Tanto a aquisição da informação quanto sua disponibilização dependem de todos os processos cerebrais que envolvem o indivíduo em determinado momento. Portanto, a atenção para aquisição e condicionamento da informação e a atenção na busca dessa informação são fundamentais para que a memória se torne plena, ou seja, para que o fato ou dado de que precisamos num momento seja disponibilizado da maneira correta e no tempo correto. Esquecer faz parte do processo, é intrínseco ao processo de memorização. Se armazenássemos todas as minúcias do cotidiano na memória de curto prazo, o cérebro precisaria ser muitíssimo maior. Além disso, é bom considerar que estaríamos acumulando uma série totalmente desnecessária de dados, porque eles mudam com o tempo. Esse caráter seletivo da memória é muito importante. Ao que parece, ele mantém um processo interativo com determinadas fases do sono, nas quais as informações são reorganizadas e distribuídas em diferentes patamares de acordo com a necessidade, o que mostra relação muito próxima entre os processos biológicos e a memória.
Considerando esse sistema interativo, pode-se dizer que a plasticidade é uma das características da memória, que tem de ser modificada a cada instante para que não sejam guardadas informações desnecessárias. Por isso, costumamos dizer aos pacientes que se queixam da memória que ela não é um fenômeno isolado dentro do organismo, mas faz parte de todo um sistema, razão pela qual é fácil influenciá-la negativamente, assim como é fácil beneficiá-la, uma vez que o bom funcionamento do organismo propicia a boa memória... Há neurônios que conduzem estímulos numa velocidade impressionante, às vezes, centenas de metros por segundo. Entretanto, os que vão arquivar os acontecimentos na memória são muito mais lentos. Em geral, funcionam com a repetição dos estímulos. Recebem um estímulo e o conduzem a determinado patamar. Se estímulo idêntico for repetido, é conduzido a patamar mais elevado. O exemplo clássico é decorar uma poesia. Quanto mais vezes ela for lida, mais ficará arquivada na memória. Nesse processo, a idade interfere com a velocidade de condução do estímulo para a memória e o arquivamento de dados... Ao que parece, a senescência, o envelhecimento contribuem para lentificar ou diminuir a aquisição da informação. Seguindo sua linha de raciocínio que é absolutamente correta, provavelmente o trabalho para adquirir nova informação tenha de ser mais prolongado ou mais detalhado... O modelo pedagógico indicado para o indivíduo numa fase mais avançada da vida precisa ser diferente. Embora a forma de adquirir conhecimento, de memorizar as coisas não seja a mesma das épocas precedentes, é perfeitamente possível guardar informações na memória numa fase mais avançada da vida, desde que não haja doenças que comprometam o funcionamento cerebral. De qualquer maneira, é essa repetição do estímulo sucessivas vezes que explica a memória maravilhosa dos mais idosos para fatos antigos. Provavelmente, eles serão capazes de repetir com mais fidelidade a poesia lida e relida na adolescência do que as pessoas que a tenham decorado há pouco tempo... Vamos pegar o exemplo de um homem de 50 anos que se queixa de não ter mais a memória dos 20 anos. Antes, não tinha a menor dificuldade para lembrar o nome das pessoas. Hoje, encontra gente que conhece, mas não consegue lembrar como se chamam. Se pensarmos, porém, no número de pessoas que conhecia aos vinte anos, chegaremos à conclusão que era insignificante comparado com o número que conhece aos 50... O indivíduo quer comparar o desempenho da memória nessas duas fases da vida, sem levar em conta o universo em que vive e a extensão das demandas a que está exposto aos 50 anos e que são muito diferentes das que enfrentava aos 20. Não só seu patrimônio de conhecimento é infinitamente maior, como sua atenção está dispersa e dividida entre inúmeros apelos. De maneira simplificada, vamos comparar com um equipamento eletrônico. A busca é sempre rápida e facilitada, se o número de arquivos for pequeno, mas ficará demorada e reclamaremos da lentidão do computador, se o volume de dados que possui superar a capacidade de trânsito da informação requisitada.Com o mecanismo da memória acontece mais ou menos a mesma coisa. Com a atenção voltada para cinco fenômenos diferentes ao mesmo tempo, com a sobrecarga grande de atividades, o indivíduo mais maduro que busca por informação pode achar que a memória está mais lenta e deficitária. Entretanto, se avaliar todo o contexto, certamente verá que a resposta está adequada ao momento específico que atravessa...Talvez seja o que acontece quando a pessoa chega a uma festa e é apresentada a diversos convidados. Alguns minutos depois, não se lembra do nome de nenhum deles e acha que sua memória está falhando. Na verdade, ela talvez tenha se distraído com o fato de estar sendo apresentada a um desconhecido e não prestou atenção aos nomes que foram ditos... Provavelmente o foco de atenção não estava voltado para o nome das pessoas, mas para qualquer outra coisa que tenha ocorrido naquele momento. Frequentemente, quando o indivíduo manifesta esse tipo de queixa, é capaz de reportar com precisão e detalhes outros fatos percebidos na mesma ocasião. Portanto, não é um problema de memória, mas de intenção subjetiva e involuntária de guardar ou não determinada informação...Há quem diga que a memória é como um músculo. A pessoa para de usar e ela atrofia. A comparação pode ser grosseira, mas encerra um fundo de verdade. Pessoas que não utilizam o mecanismo de memorização podem ter dificuldade de ativá-lo depois...Eu estenderia esse conceito a toda a atividade cerebral, quer dizer, não só à memória, mas à memória como exemplo da atividade cerebral. Essa queda de rendimento pode ser verificado facilmente nos indivíduos que mantinham intensa atividade intelectual durante o período de trabalho e que, uma vez aposentados, sofrem perdas ou lapsos expressivos na necessidade de raciocínio, em geral, distanciando-se abruptamente de tudo o que envolvia seu cotidiano: atualização, tomada de decisões, reuniões, debates. Eles mesmos percebem que, em pouco tempo, sua capacidade de raciocínio e de memorização ficou muito prejudicada e veem isso como sinal de envelhecimento, embora estejam apenas seis meses mais velhos do que no último dia de trabalho. No entanto, a capacidade intelectual que desenvolveram enquanto trabalhavam e o desuso dessa capacidade que a aposentadoria representou conferem-lhe duas condições absolutamente distintas, porém reversíveis. Frequentemente, quando readquirem demandas intelectuais, mostram a mesma performance de antes ou até superior, porque diminui a obrigatoriedade de realizar coisas desagradáveis...Nesse caso, eu poderia também dizer que os adolescentes que não exercitam a memória podem apresentar o mesmo tipo de problema...Alguns experimentos, inclusive com animais, mostram que a privação de uma informação, seja ela visual, tátil ou auditiva, nas fases iniciais da vida, tem como consequência o desenvolvimento cerebral comprometido especialmente se comparado aos pares que receberam a mesma informação.
Portanto, não se discute mais que existe um desenvolvimento não do número de células cerebrais, mas das ligações interneuronais compatível com a demanda de informações. A rede de ligações neuronais será mais densa no indivíduo que utiliza o cérebro mais intensamente e menos densa naquele que, em qualquer fase da vida, deixe de estimulá-lo...Posso dizer que para formar essa rede de neurônios quanto mais estimulada ela for, mais complexas serão suas interações...Mais conexões esses neurônios terão estabelecido. O número de neurônios é estável, mas as comunicações que eles estabelecem são estimuladas ou desestimuladas conforme o grau de atividade cerebral...Um dia, por exemplo, vou ligar para minha filha como faço habitualmente e vejo que esqueci o número do telefone dela. Isso é sinal de um problema sério com o qual devo me preocupar?..Acho que não é um problema sério com o qual deva preocupar-se. Como regra básica, é preciso entender que a memória é falível em qualquer fase da vida e que o uso de um instrumental mnemônico, de algum artifício que ajude a manter a informação disponível, deve ser encarado sem preconceito. Muitas pessoas reclamam que, a partir de determinado momento, foram obrigadas a usar uma agenda. Eu lhes mostro minha agenda aberta sobre a mesa. Nela estão registradas algumas palavras-chave, um recurso mnemônico que utilizo para organizar meus compromissos, hoje em muito maior número do que antigamente. No seu caso, o número de telefones que conhece no momento não chega nem perto do que conhecia no passado. Isso cria a expectativa de ter a informação sempre disponível. Na realidade, você não precisa saber de cor o número de telefone de sua filha e de ninguém mais, porque pode recorrer às anotações feitas numa agenda, ou no Palm.Talvez você não precise recorrer a anotações para lembrar um número de telefone que usa cotidianamente. Mas, basta desviar o foco da atenção ou estar atravessando um período de estresse incomum para a informação deixar de ser disponibilizada rapidamente. Se depende dela, use a agenda que serve exatamente para isso. O fato de ter nossos compromissos registrados nos tranquiliza e essa despreocupação ajuda a tornar a memória acessível a qualquer momento...Como você reconhece que o déficit de memória é patológico?..Considerar de quem parte a queixa de mau funcionamento da memória é uma regra que, como tudo em medicina ou biologia, deve ter peso relativo, mas é útil para avaliar a extensão do problema. Em geral, quando ela vem do próprio indivíduo, trata-se de uma questão funcional. Ele está descontente com a memória que, analisada por testes e critérios específicos, mostra-se de padrão normal para a idade ou perfil cultural. Toda a vez, porém, que a queixa parte dos familiares, o caso merece ser mais investigado. O que quero dizer é que quem tem um problema neuronal de memória não se dá conta do que está ocorrendo e quase sempre contraria as informações dos outros. Já aquele que reclama da própria memória, em geral, não é apoiado pelos parentes que não veem razão para tais queixas. Entretanto, não concordamos com a ideia de que isso não seja nada. Pode ser sinal de sobrecarga de atividades, de depressão ou ansiedade, causas que merecem ser investigadas. Alguma coisa motivou a queixa e fez com que a pessoa procurasse esclarecer o porquê. Todavia, na quase totalidade dos casos, não é indício de doença cerebral. Frequentemente, reflete uma desadaptação entre o indivíduo e o momento que está vivendo, seja do ponto de vista profissional ou afetivo, e o problema desaparece com o ajuste que se faz necessário. No outro extremo estão os casos da pessoa que não se queixa. No entanto, os familiares e colegas de trabalho relatam fatos reais que podem indicar a ponta de um iceberg para diagnóstico e tratamento que, na maior parte das vezes, surte bons resultados... Gostaria de que você falasse sobre o uso de tranquilizantes, de medicamentos para controlar a pressão arterial e de drogas recreativas que interferem no funcionamento da memória. Primeiro gostaria de dizer que não existe remédio para melhorar ou aumentar a capacidade da memória. Desde os fitoterápicos frequentemente utilizados até os apresentados na história recente da farmacologia, nenhum medicamento ou produto químico tem atividade comprovada para aumentar os coeficientes da memória. Remédio bom para a memória é o treino de memória. Por outro lado, certos medicamentos interferem no funcionamento cerebral e, consequentemente, interferem na memória. É impossível imaginar que um remédio tenha uma especificidade tão grande que funcione num grupo de neurônios e não funcione em outros. Sua ação pode até predominar nos neurônios motores, aqueles que produzem movimentos, e não nos neurônios cognitivos que produzem emoções, sentimentos e pensamentos, mas nunca será tão específica a ponto de não interferir no cérebro como um todo.
Portanto, medicamentos que induzem o sono, calmantes, analgésicos, antidepressivos, alguns anti-hipertensivos e os que controlam as crises de epilepsia obrigatoriamente atuam no cérebro e interferem no circuito da memória. Existe um hipnótico usado como medicação pré-anestésica que sabidamente provoca amnésia. Sob seu efeito a pessoa conversa, mas não se recordará absolutamente de nada do que disse ou ouviu. Por isso, quem se queixa da memória deve fazer com o médico uma revisão crítica dos medicamentos que utiliza...Como se realiza o treinamento de memória e que relação existe entre memória e atenção?..Nas oficinas de memória, como são mais conhecidas atualmente, fala-se muito da condição que o indivíduo adquire ou perde no transcorrer da vida que é prestar atenção aos detalhes para, com eles, aumentar a chance de memorizar determinado fato. Quer dizer, lembrarei de coisas adquiridas num determinado momento, quanto mais detalhes tiver observado. Vamos retomar o exemplo do indivíduo que não consegue lembrar os nomes das pessoas. Talvez não se lembre do prenome, mas se lembre do sobrenome. Talvez não se lembre de nenhum dos dois, mas é capaz de lembrar do som que produzia e isso pode remeter para a informação desejada. Além disso, existe uma relação direta da atenção como predisponente da memória. A atenção como fator fundamental para a aquisição de informação é facilmente verificada por meio de um teste bastante simples, descrito em 1975, e que consiste mais ou menos no seguinte: peço que a pessoa guarde três palavras porque vou perguntá-las posteriormente e são muito importantes para o resultado do teste. Quem tem memória guarda pelo menos duas das três palavras invariavelmente. Agora, se eu disser essas três palavras no meio de uma conversa sem chamar atenção para elas provavelmente não serão lembradas. A memória para determinado fato está relacionada com a importância que lhe atribuímos e isso pode ser chamado de atenção. Com o passar do tempo, a necessidade de atenção aumenta e a pessoa precisa utilizar mecanismos mnemônicos que vão permitir dispor de um dado adquirido quando necessário...Uma pessoa que não consegue lembrar-se à tarde do teor de um artigo de jornal que leu pela manhã tem um problema de memória ou não prestou atenção ao que leu?..Se ela não for portadora de uma doença, se tiver a memória adequada para a idade, provavelmente estava lendo o artigo e pensando em outra coisa. Seus olhos acompanhavam as linhas do texto e, se for interrompida, certamente se lembrará das últimas palavras que leu, mas não do que interessa para fazer um resumo. Se você lhe disser que precisa ler aquele artigo para fazer uma síntese, a capacidade de memória do indivíduo mais velho é igual à de seu colega muito mais jovem...Às vezes, estarmos lendo um assunto que nos interessa, mas preocupados com outra coisa, e perdemos o que estava escrito em dois ou três parágrafos. Quando se volta, prestando atenção ao texto, recupera-se o que foi perdido...Como disse, não há diferença no grau de eficácia nem na qualidade de aquisição das informações entre pessoas mais velhas e mais jovens. Isso é muito importante. A qualidade da memória, quando devidamente utilizada, não perde em nada do adulto normal para o idoso normal. Daí a ocorrência de produções artísticas e consagradas num octogenário ou nonagenário.
Com o avançar da idade, talvez se façam necessários mecanismos de aquisição despidos de preconceitos. Vemos isso atualmente em relação aos novos veículos de comunicação, ao computador e mesmo ao controle remoto. Quando apresentados de forma complicada, o idoso dificilmente se envolve no processo. Mas, essa fase de resistência será vencida se o caminho didático e pedagógico for adequado para a faixa etária, o que nos permite dizer que a aquisição da informação é a mesma nas diferentes idades".
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