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sábado, 2 de abril de 2011

Sexo não é sinônimo de Luxúria

A Semana Santa aproxima-se, para os católicos é o momento de reflexão e expiação dos pecados, através da Confissão, arrependimento, penitência e a firme intenção de não voltar a pecar.

Um dos sete Pecados Capitais, é a Luxúria, tentação contra o sexto mandamento "não pecar contra a castidade", o que logo imediatamente nos reporta ao sexo ou a relação sexual, porém sexo não é sinônimo de Luxúria como é a interpretação dada por muitas pessoas, inclusive pelo padre que pergunta quer ao casado, quer ao solteiro se pecou contra a castidade, se fosse assim então todos estariam cometendo esse pecado permanentemente, principalmente aqueles que estão unidos pelos Sagrados Laços do Matrimônio, que segundo os preceitos morais e os bons costumes (embora muitas das vezes não passam de hipocrisias) da sociedade e da própria religião Católica, estes estão autorizados a praticar o sexo. Seria uma coerência ter autorização para pecar, se sexo fosse sinônimo de luxúria. A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”.

Senhor Krishna disse: "É a luxúria, nascida dentre a paixão, que se transforma em ira quando insatisfeita. A luxúria é insaciável, e é um grande demônio. Conheça-a como o inimigo." (3.37). O nome desse inimigo é Asmodeus,o demônio da luxuria =>Algumas fontes dizem que Asmodeus era um anjo caído, tendo a condição de Serafim ou Querubim, antes da sua queda. As antigas tradições apócrifas: Asmodeus seria filho de Adão (Adamah) o primeiro homem, e de Lilith, enquanto ela ainda era sua esposa (Lilith foi a primeira mulher de Adão, só depois Deus criou Eva) e ambos viviam no paraiso. Só depois, Lilith se revoltou e saiu do paraíso, passando a ser a terrível Deusa Negra. Ashmoedai seria o mais velho de 7 irmãos demónios: Mahawet, Sham'ha, Naam'ha, Shibbetha, Bahael et Rhu'há. Mais tarde Lúcifer, veio a possuir Eva, e desse segundo relacionamento sexual nasceu Caim. Assim, Caim e Asmodeus são por isso os primeiros primogénitos da história humana, ambos condenados aos domínios infernais.

Asmodeus é um demónio da mitologia do judaísmo (Livro de Tobias 3,8,17- 6,14 – 8,2), considerado o demónio bíblico da ira e da luxúria. É um demónio bíblico, foi ele quem matou os 7 maridos de Sara, filha de Raquel, no próprio dia do casamento. De acordo com o dicionário bíblico, Asmodeus é o demónio que assediava Sara, filha de Raquel, e que matou os seus sete primeiros maridos, no próprio dia do casamento, antes de eles terem relações sexuais. Sara, devido á vergonha que tal situação causava ao pai, pediu a Deus para morrer. Então Deus ouvindo as suas orações, enviou o Arcanjo Rafael para resolver o problema e guiar Tobias. Assim, o Arcanjo Rafael deu a receita do “medicamento de Deus”, que consistiu em queimar, num queimador de incenso, uma mistura de coração e fígado de um certo peixe. O terrível cheiro do peixe expulsou o demónio do corpo de Sara, e o Arcanjo Rafael o teria capturado e acorrentado de mãos e pés no deserto do alto egípto, permitindo desta forma a Sara casar-se com Tobias.


São três os níveis do sexo:


O primeiro nível de sexo é o grosseiro. Por exemplo, um homem que vai a uma prostituta. A experiência que ele obtém lá, não pode ser mais profunda do que a experiência física. Uma prostituta pode vender seu corpo, mas não seu coração e, certamente, não existe nenhum meio de se vender a alma. Nesse nível, os corpos se encontram – como num estupro. Num estupro, não há encontro de corações ou almas; o estupro acontece apenas no nível físico. Não existe jeito de violar uma alma; a experiência do estupro é unicamente física.



Outro nível é o psicológico – da mente, do coração. O casamento de pessoas que se apaixonam e então se casam vai um pouco mais adiante, é um pouco mais profundo do que os casamentos no nível físico. Eles chegam ao coração; chegam à profundidade psicológica, mas por causa da monotonia retrocedem para o nível físico a cada dia. A instituição do casamento que se desenvolveu no Ocidente nestes últimos duzentos anos está nesse nível. E devido a isso, suas sociedades são disjuntas e devassas.


O terceiro nível, o qual até agora, não foi compreendido no Oriente nem no Ocidente. Esse terceiro nível de sexo é o nível espiritual. Nosso ego usa o sexo para satisfazer seus desejos e impulsos. Visa ao prazer carnal e à reprodução somente. A alma utiliza a energia sexual quando está amando. Nosso ego controla nossos desejos e luxúria, extravasando a energia sexual apenas pelo chakra sexual, sem elevar a função do chakra cardíaco a um propósito divino, como faz nossa alma. É obcecado pela sexualidade mundana,olhando para todos como se fossem parceiros em potencial, sem intencionar a relação como uma experiência de cunho espiritual. Simplesmente, quer prazer. E pronto! Não consegue sentir felicidade, caso não possua parceiro sexual. Em carências de relação, torna-se irritadiço e mal-humorado. Nossa alma busca elevar a energia da kundalini para nossa conexão ao Alto e para chegar a orgasmos muito mais satisfatórios, plenos de espiritualidade, além da volúpia carnal, com emoção, responsabilidade, muito carinho. Quando a alma está presente na relação, o sexo não é mais a satisfação de nossas descargas hormonais, mais um ato puro e legítimo de verdadeiro amor! O nível de prazer é incomparável a este caso, podendo ser atingido o êxtase espiritual. "O êxtase do santo foi, um dia, mero impulso, como o diamante lapidado, gota celeste eleita para refletir a claridade divina, viveu na aluvião, ignorado entre seixos brutos. Claro está que, assim como se submete o diamante ao disco do lapidário, para atingir o pedestal da beleza, assim também o instinto sexual, para coroar-se com as glórias do êxtase, há que dobrar-se aos imperativos da responsabilidade, às exigências da disciplina, aos ditames da renúncia. André Luiz, Chico Xavier,"No Mundo Maior"


À Luz da Ciência, a alma e o corpo (a psique e o soma) vivem unidos um ao outro num único ser, determinados por uma relação mútua entre os impulsos internos e os externos para formar uma totalidade indissolúvel. A vida, portanto, conta com um processo energético, um impulso (pulsão) que tende a um determinado fim, que é a morte. E justamente por isso, esse impulso ou energia tem de ser antagonicamente contrária à essa desagregação para continuar existindo. A essa hipotética energia vital, Jung deu o nome de libido, pois ele considerava o processo psíquico como um processo vital. As forças motivadoras do processo psíquico que determinam o comportamento humano são os instintos. Quando os instintos são psiquificados, ou seja, quando eles se tornam perceptíveis pela psique, eles perdem aquela compulsividade característica e ganham alguma representação. Um primeiro exemplo desses 'estados de excitação' é a chamada fome. A fome pode ser traduzida metaforicamente manifestando-se como uma simples cobiça ou um desejo insaciável e incontrolável, como é a ambição pelo dinheiro e pelo poder sem limites.Outro importante instinto para a conservação da espécie é a sexualidade.


A terceira categoria de instintos é o impulso à ação. Nesse ponto, o organismo começa a funcionar quando seus instintos vitais básicos já estão satisfeitos. Entre essas ações estão incluídos, portanto, o impulso a viajar, o amor à mudança, o desassossego e o instinto lúdico.


Em ambos os sexos, há duas importantes reações fisiológicas quando se inicia o estímulo sexual: a vasocongestão e a miotonia. A vasocongestão nada mais é que o enchimento de sangue dentro dos órgãos. A miotonia é a contração regular ou em espasmos involuntários que se observa em alguns tecidos musculares.



O desejo é a 1ª Fase Sexual, onde os instintos são estimulados e os apetites crescem. O desejo e a sensualidade são experiências subjetivas que incitam a pessoa a buscar atividade sexual. Em termos cerebrais, há mensagens neurofisiológicas que motivam a busca por sexo. Esses sinais neurológicos ainda não foram bem explicados, mas já se fala em uma espécie de Centro de Desejo Sexual no Cérebro, que seria constituído principalmente por uma pequena região cerebral denominada Claustro (componente do sistema límbico, considerado o "ponto G do Homem" que apresenta muita atividade quando há estímulo sexual visual).


A reflexão retrata o processo de excitação e conduz o seu impulso para uma série de imagens que, se o estímulo for bastante forte, é reproduzida exteriormente em diferentes formas, como uma expressão verbal, a expressão de um pensamento abstrato, uma representação dramática, um comportamento ético, um feito científico ou uma obra de arte. Graças ao instinto de reflexão o processo de excitação se transforma, quase completamente, em conteúdos psíquicos e, neste processo natural, há a transformação de um impulso fisiológico em um conteúdo consciente, tornando-se uma experiência.


É possível distinguir cinco grupos principais de fatores instintivos: a fome, a sexualidade, a atividade, a reflexão e a criatividade. Em última análise, estes instintos são certamente determinantes extrapsíquicas.


Jung postula a existência de dois pólos fundamentais que se confrontam. De um lado estão as forças que alimentam o insaciável apetite dos instintos e, de outro, as forças que se opõe às primeiras, restringindo a impetuosidade dos instintos. A inter-relação dessas forças antagônicas é muito importante, pois promove a auto-regulação de todo o equilíbrio psíquico do indivíduo




O oposto da luxúria é a sublimação

Trata-se da transformação do instinto sexual inferior ou lunar, em superior ou solar. A sublimação provavelmente será a base empregue por aqueles que abraçam ao celibato, inclusive pelo próprio Jesus. Embora, a sublimação seja difícil de ser alcançada, nem sempre é conseguida pelos celibatários, haja vista a história de padres com filhos, padres que cometem pedofilia ou abusos sexuais).

Para quem deseja alcançar a sublimação, a prática indicada pelo Arcanjo Samael é o mantra HAM-SAH: Inala-se o ar com força, na prática através desta correta respiração iremos bombear a energia de baixo para cima. Imaginamos a energia subindo como se fosse um fio de luz dourado pela coluna até o cérebro. Ao inalar, mentalizamos ou pronunciamos a sílaba HAM, seguramos um pouco o ar: (RÃMMMMMMM) e exalamos o ar com força, de uma só vez, e ao mesmo tempo que soltamos o ar pronunciamos SAH (SÁ!). Ao soltar o ar, pronunciando ou mentalizando a sílaba SAH, imaginamos a energia descendo do cérebro ao coração se expandindo em luz. Esta prática deverá ser realizada por pelo menos 30 minutos, sempre que percebemos energia em nossos organismos, sendo que estamos sempre produzindo energia, o ideal é que seja realizada diariamente. HAM é masculino e SAH é feminino. SAH é lunar, e HAM é solar. Atualmente predomina o aspecto lunar negativo SAH, que provoca a perda das energias, com esta prática invertemos o processo de lunar (negativo), para solar (positivo), fazendo a energia subir para dentro e para cima.


Portanto sexo não é sinônimo de luxúria e como tal não é pecado, sexo só te torna sinônimo de luxúria quando é desvirtuado (prostiuição, pedofilia, abuso sexual de menores, imposto conta a vontade, ou praticado em grupo). A busca pelo prazer, pela satisfação dos desejos e instintos, não é pecado, depende da intenção, a base em que se apoia, da forma ou dos meios empregues para alcançar.


Entre 2 seres que se amam profundamente, cujas as almas são gêmeas complementares, o sexo atinge o terceiro nível, o espiritual, seus espíritos se unem e se elevam, o Universo aprova, é uma Benção Divina, tudo que acontece entre eles conduz ao prazer profundo, começando pelo físico, passando pelo mental e espiritual, terminando no êxtase, isento de culpas ou recriminações.

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