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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Algumas nuances da Memória


O cérebro é uma estrutura nobre fascinante! É um complexo laboratório onde as várias vertentes do conhecimento acontecem, desde reações químicas simples ou elaboradas (neurotransmissores), rede  de comunicação (recepção da informação trazidas pelas vias aferentes captada pelos receptores,  processamento nos núcleos específicos, transmissão através das vias eferentes para os receptores que cumpriram o que foi processado) rede elétrica (tudo desenvolve-se a partir de impulsos elétricos a pela troca de íons na membrana das células nervosas), circuito de armazenamento de dados em  arquivos mortos e vivos (memória recente, memória passada) táticas e métodos próprios de funcionamento (raciocínio, lógica, imaginação, alucinação, delírio, fantasia).
Neste momento o que mais incomoda é perceber lapsos  de memória, que estão se tornando mais frequentes, embora com atenuantes que possam justificar alguns, como a preocupação em termos do momento profissional que se apresenta difícil e desgastantes: Pelos "braços de ferro" inter profissionais, para conseguir fazer o que é certo e cumprir com a função, com a parte que me compete, pelas "armações" e "armadilhas" colocadas a todo instante que requer um estado permanente de alerta e vigia para conseguir ultrapassar, superar, resolver sem cometer erros, falhas ou causar danos a ninguém e nem a mim mesmo. Quando fazemos o que é certo, apontamos erros, incomodamos a quem não faz as coisas corretas, que estão sempre prontos a "puxar o  tapete" ou estão sempre a espreita para ver se cometemos algum erro para nos derrubar; Como ter várias preocupações em  simultâneo; Como a ausência (se bem que temporária, assim espero) da prática do esporte favorito, etc.. No passado, de concreto, no início da transferência de cidade, quando houve a primeira "morte" interior que levou ao insucesso nos estudos, situação que nunca acontecera durante os anos de estudo anteriores (desde a primeira série às duas Pós graduações), os insucessos ocorreram porque por mais que estudasse, no momento de realizar os exames era como se não tivesse estudado, conseguia lembrar aonde tinha estudado, só que não conseguia lembrar do conteúdo. Depois houve a recuperação lenta e gradualmente. Agora volta a acontecer só que de forma agravada, não só com os estudos, mas  em todos os níveis, como ir pegar  alguma coisa, chegar no sítio e não saber o que fora buscar, etc... o que levou a esta reflexão  foi ter estado num lugar  onde tinha um grupo cujos rostos era familiar, mas não conseguir recordar de onde, está certo que é muito natural que aconteça esse lapso quando deixamos de estar com as pessoas por um período de tempo longo, ou quando estivemos em muitas cidades e convivemos por um tempo com as pessoas dessa região,se virmos rostos  familiares num lugar diferente de onde as conhecemos é natural que fiquemos com a sensação de conhecer, mas não conseguir lembrar de onde, se formos explorar ou se a a outra pessoa vier e disser "eu acho que conheço você" e poderemos acabar por lembrar, foi o que aconteceu ontem, mas não houve oportunidade de checar e o que aconteceu há cerca de 1 mês, só que foi checado por um elemento do grupo que mencionou "eu estou  conhecendo você" e a resposta foi "eu também" e a pessoa lembrou-se de onde, foram anos de convivência e passado alguns anos que não os via não consegui lembrar se não fosse o elemento do grupo a recordar.
Tipos de Memória
Memória sensorial
– Onde o processo de interação com o mundo começa, é a capacidade de os nossos sentidos visuais e auditivos perceberem a informação, de forma a existir continuidade à nossa percepção. Esta memoria é muito rápida (menos de segundo), escapando muitas vezes, à nossa consciência.
Memória a curto prazo – Também chamada memória de trabalho, refere-se à informação relevante unicamente para o momento atual, porem irrelevante a longo prazo. As ordens do chefe ou as tarefas que fogem à rotina. Esta pode durar entre segundo a horas.
Memórias semânticas – É a memória responsável por arquivar a nosso conhecimento da realidade traduzido em palavras. A maioria dos casos de amnésia não é afetada, visto isto, podemos esquecer quem somos, mas sabemos que a mesa chama-se “mesa” ou que o gato chama-se “gato”.
Memória episódica – Refere-se a onde guardamos toda a nossa experiência de vida. Lembrarmos de momentos passados deve-se à memória episódica. É a principal responsável por novas aprendizagens. Vendo ou vivendo algo uma vez, podemos ter acesso a ele as vezes que desejarmos.
Memória processual
– Onde guardamos, as aprendizagens mais ou menos automáticas, fugindo à consciência. Essencialmente aptidões e processos motores, como escrever ou andar de bicicleta. Ninguém pensa na sequência de movimentos que temos de executar, para que consigamos andar de bicicleta, nem se consegue descrever através de palavras como se faz. É algo automático, que foge à nossa consciência, por isso não precisamos de pensar para fazer. Alguns autores defendem ainda uma memória muscular, como a sequência de movimentos musculares na elaboração de determinada tarefa, como lançar uma bola, fazer uma drible, etc.
Memoria visual/auditiva
– Capacidade de retermos imagens ou sons a longo prazo. Especialmente desenvolvida em artistas, pintores, desenhadores ou músicos e cantores. Não é difícil identificar uma imagem ou som conhecido, porém é essencial uma boa memoria visual/ auditiva para conseguir reproduzir.
Memória Priming – Também chamada de memória de representação perceptual. Descoberta à umas décadas, e utilizada essencialmente nas neurociências. A memória Priming refere-se à rede de conhecimento, que o nosso cérebro ativa perante um estímulo, seja ele palavra, som, imagem, etc. Representa tudo o que associa-mos a determinado estimulo captado pelos nossos sentidos.
http://psicologia-ro.blogspot.pt/2012/09/7-tipos-de-memoria-do-ser-humano.html
Este é um tema para aprofundar...

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