Seja Bem Vindo!


Sua visita me deixou muito feliz...

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Amor & Emoção x Razão


domingo, 1 de março de 2009

Certo ou errado uma questão de ponto de vista!

O ser humano tem opções ou decisões a tomar que envolvem sempre o binômio certo-errado, porém nem sempre consegue discernir o que é certo ou o que é errado, existem situações em que a pessoa percebe-se como agindo certo, mas que todos dizem que está errado, só que os argumentos utilazados por todos não são convincentes para fazer com que se aperceba de que não está certo. Nisso um questionamento surge: Se todos dizem que você está errado, mas você se acha certo, será que é possível você ser o único certo nessa situação? existem parâmetros que possam clarificar quem estará certo ou errado ou será apenas porque a maioria vence? e se a maioria diz que você está errado então é porque está errado?
Alguns pontos para tentar clarificar, em primeiro lugar nem sempre a maioria está certa ou tem razão, em segundo lugar a quantidade não significa necessariamente qualidade. Por outro lado, muitas das vezes as pessoas se identificam com a situação e em última instância estão emitindo juízo de valores, mas não em relação ao acontecimento em si. Outras vezes as pessoas transportam o que conhecem do passado da pessoa, que consideram estar errada, sem realmente conhecer o acontecimento presente, razando tudo pela mesma medida.
Disso tudo, o importante é que a pessoa tenha uma conduta única, de acordo com os princípios definidos previamente em conformidade com seus valores éticos ou morais e profissionais, que seja flexível desde que não tenha que abrir mãos dos princípios pelos quais se rege, que tenha sempre um argumento que justifique sua atitude´, "ter pau para bater e não para apanhar". Neste aspecto, se for a nível profissional, alguns dirão "o importante é no final do mês receber o teu salário, sem ter dor de cabeça", porém não é bem assim, há que tomar as devidas providências, agir com prudência e cautela, pensando nas consequências a longo prazo e não no imediato livrar dos aborrecimentos ou "dor de cabeça" do momento ou para que não viva "dando murro em ponta de faca", principalmente se a maioria detiver o poder. De que adianta não "esquentar a cabeça" no momento para depois ter uma bruta dor de cabeça e sem defesa?
Por outro lado quando pedimos opinião a outros e estes nos dizem que estamos errados nos fazem refletir sobre o que está sendo apontado e nessa reflexão é que encontramos o caminho correto, porque a decisão deve ser nossa, a responsabilidade das decisões é sempre nossa, se fizermos porque alguém sugeriu, sem olharmos todos os ângulos e depois escolhermos um, que consideremos o mais certo, se der para o torto, não é ao outro que será cobrada a responsabilidade e sim a nós mesmos, independente de ter sido sob influência de alguém.
Se tivermos que seguir um caminho não escolhido ou decidido por nós próprios que seja seguindo a orientação do Criador, que está sempre nos apontando o caminho e na maioria das vezes nós não conseguimos ver e somos renitentes em aceitar, porque não confiamos Nele que na verdade está dentro de nós. A nossa intuição ou o nosso sexto sentido nada mais é do que o próprio Deus falando connosco e nos apontando o caminho.
Ao longo da História observamos que alguns seres humanos estiveram nessa encruzilhada, por suas ideias, seus princípios, suas teorias e crenças, sozinhos, embora certos, contra a multidão errada: Um dos maiores exemplos disso é justamente o mais correto e justo dos homens, Jesus Cristo, embora inocente morreu pregado numa cruz como se fosse um criminoso, cujo o único crime, foi ter a coragem de ser autêntico, coerente e dizer a verdade, vítima da maledicência, intriga, daqueles que se sentiram ameaçados por ele, por medo de perderem o poder que até então detinham. Outros exemplos reportam para Galileu Galilei: Em 1632, Galileu publicou “Dialogo Sopra i Due Massimi Sistemi del Mondo”, onde produzia uma conversa entre três personagens: Salviati, Sagredo e Simplicius. Nesta obra, Galileu afirmou que a terra girava em torno do sol, o que contrariava a teoria aceite pela Igreja Católica. Os Diálogos foram proibidos e Galileu foi interrogado diversas vezes. Apesar das ameaças de tortura, Galileu manteve as suas convicções sobre a teoria heliocêntrica, que segundo o Santo Ofício de Roma, era incompatível com a Sagrada Escritura. Galileu foi obrigado a negar a publicamente a teoria copernicana e condenado a viver em prisão domiciliária em Arcetri, onde escreveu as obras "Discorsi" e dimonstrazioni matematiche intorno a due nuove scienze", "Aattinenti alla meccanica" e "I movimenti locali", que foram secretamente publicadas na Holanda em 1638.
Diz a lenda que, quando foi julgado por heresia, em 1633, e forçado a abjurar a sua crença de que a Terra se movia à volta do Sol, Galileu teria murmurado: "Eppur si muove" ("No entanto move-se").
Morreu em 8 de Janeiro de 1642 em Arcetri, completamente cego.
Em 1992 o Papa João Paulo II deu por encerrado o caso Galileu, reconhecendo que alguns elementos da Igreja haviam cometido erros neste processo.
www.e-escola.pt/personalidades.asp?nome=galilei-galileu
Em resumo, devemos ser fiel aos nossos princípios para que no futuro tenhamos sempre argumentos em nossa defesa, o que não teremos, se infringirmos as regras estabelecidas, em especial se isso implicar abrir mão dos nossos princípios ou tenhamos que calar a própria consciência, não importando que para isso, estejemos sozinhos na multidão.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Arte é a expressão do amor no cotidiano da vida

A arte não tem valor, o preço que se paga é a penas o ressarssir das despesas realizadas para que nova arte possa ser criada.
Arte não é somente uma pintura, uma escultura, podemos encontrar arte na pastelaria (cada bolo decorado é uma obra de arte), no designe de roupas criados pelos estilistas, de jóias pelos ourives (como a bolsa confeccionada com pedras preciosas, recentemente divulgada na televisão), no artesanato (como a confecção de miniaturas, réplicas de barcos, dentro de uma garrafa de vidro, como as que o Sr Ezequiel Adriano, de Vila do Conde, faz, digo fazia, vai deixar de fazer porque as muitas horas desprendidas para a realização do artesanato e a dose de paciência necessária para montar, no caso dos barcos, peça por peça com uma pinça dentro da garrafa, não são valorizadas e nem recompensadas). Estas são as artes que observamos no dia a dia, mas que não valorizamos, porque não foi submetida à critica dos "entendidos", embora alguns desses artistas recebam prêmios, condecorações porque conseguem expor à sua obra em concursos, feiras, exposiões populares.
A arte é a expressão visível do amor no cotidiano da vida, que fica incrustado na história, por isso que se ouve ou se usa a expressão "por amor a camisola" querendo significar que muitas vezes executa-se determinada tarefa, que não é recompensada ou valorizada, mas mesmo assim a realiza.

O artista quando está criando a sua arte está totalmente absorto, abstraído do mundo que o rodeia, só existe ele e a sua obra, há uma comunicação muda entre eles, uma interação, que só se percebe depois que a obra está concluída. E fica claro a expressão do amor, quando o artista fala da sua arte.

Arte, arte, mas qual é o conceito de arte:

Um Conceito de Arte
Do latim "ars, artis", termo que, no seu sentido etimológico, tinha uma acepção muito mais ampla do que aquela em que é hoje empregado. Falava-se em arte a respeito de qualquer atividade na qual se dava valor também ao modo pelo qual ela se explicitava. Desse sentido amplo participavam expressões e termos como: a arte de bem viver, ar artes mecânicas, a poesia, a pintura etc. Depois de uma longa elaboração milenar, hoje o conceito de arte se torna menos impreciso , referindo-se mais explicitamente a uma atividade espiritual criadora de beleza, não subordinada a modelos, resultante de uma visão intuitiva e não de um conhecimento racional e tendente a exprimir o espírito na forma sensível. A atividade espiritual que especificava a arte se caracteriza por uma exigência de perfeição que constitui a síntese de três exigências distintas: unidade, integridade e harmonia. Numa obra perfeita, não se pode tirar, nem acrescentar, nem modificar nada sem romper um equilíbrio, sem destruir uma unidade interior e uma proporcionalidade que despertam, em quem aprecia a obra de arte, o prazer estético. Trata-se de um prazer de ordem espiritual, determinado precisamente pela vivência do contato do espírito com a beleza. A verdadeira arte tem um caráter eminentemente desinteressado, enquanto é por essência uma busca espontânea e original do belo em si. Isso não significa que o artista não possa procurar viver a sua arte, vendendo, por exemplo, sua produção artística ou trabalhando mediante remuneração, para realizar a encomenda de um cliente. O que o caráter desinteressado da arte exige, porém, é que o artista não consinta nunca em aviltar para fins puramente mercantis. Isso supõe, não raro, um verdadeiro heroísmo de fidelidade à própria vocação artística. Por esse motivo, muitos artistas geniais viveram na miséria, como antecipadores do seu tempo, não foram compreendidos por uma sociedade que mal lhes pagava o necessário para sobreviver, mas que anos depois, revendia suas obras por preços milhões de vezes mais altos. A verdadeira arte tem, a seguir, um caráter de universalidade; ela atinge valores universais e permanentes, porque atinge a verdadeira essência do humano.
Duas grandes tendências se alternam na história da arte:
NATURALISMO, que parte da representação do mundo visível.
ABSTRACIONISMO, que não nos remete a objetos ou figuras conhecidas, preferindo as linhas, cores e planos.
Uma prova das oscilações dessas tendências pode ser dada pelo fato, por exemplo, de a arte abstrata estar presente tanto nas manifestações vanguardistas do Século 20, quanto entre as produções de homens primitivos.
A arte pode se utilizar de vários meios para sua manifestação. Nas artes visuais os mais conhecidos são a pintura, a escultura, o desenho, as artes gráficas (gravura, tipografia e demais técnicas de impressão, inclusive a fotografia) e a arquitetura.
Fonte: Enciclopédia Digital Master
.http://www.pitoresco.com.br/art_data/arte/
Com tudo isso, arte é tudo aquilo que o homem constrói ou cria, expressando beleza, espiritualidade, com originalidade, tornando o amor visível, pálpavel e transformando-o de con de forma a ser percebido não só pelos sentidos como pela razão.
Parabéns aos artistas anônimos! que no cotidiano da vida expressam e espalham, através de sua obra, a beleza e nela o reflexo do amor, sem esperar pelo reconhecimento ou valorização do seu trabalho.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Amor ...uma sensação sublime, porém frágil!

Que sublime sensação que é ditada pelo amor. Que gostoso acordar ouvindo o chilrear dos passarinhos como se a primavera estivesse chegando, mesmo que na realidade o inverno ainda nos fustigue com seus dias gélidos e sombrios.
Que maravilhosa sensação que nos torna fortes, mas que se torna frágil e vulnerável diante da realidade, esta, por vezes cruel e dilaceradora, que a faz sucumbir com os seus açoites, para dar lugar a sensações desagradáveis ditadas pelas injustiças, ofensas, calúnias, armadilhas, incompreensões, decepções, frustrações, mágoas e tristeza com que nos atinge, como se fossem dardos envenenados lançados contra o nosso coração, despedaçando-o aos pouquinhos. Esse despedaçar do coração torna-se violento quando nos pega completamente desprevenidos, desarmados porque minutos antes estávamos embalados pelas sensações ditadas pelo amor, em estado de êxtase, que só o amor é capaz de conseguir.
Curiosamente é essa mesma sensação, outrora sucumbida, que nos ajudará a reunir os "caquinhos" em que se transformou o nosso coração e o nosso ser, consequentes a determinados acontecimentos nefastos, que por vezes, somos confrontados na vida.Também nos ajudará a erguer todas as vezes que "capotarmos" na vida e nos dará força para levantar, sacudir a poeira e seguir em frente.
Cada curva da estrada da vida trás a possibilidade de "derraparmos" , porém, com certeza se o nosso coração estiver preenchido pelo amor, as "derrapagens" serão suaves e logo retomamos o caminho, só que bem mais fortalecidos .

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Linguagem... a complexidade por trás das palavras!

A linguagem escrita é muito complexa, porém de uma beleza fascinante se bem elaborada ou melhor se a gramática for aplicada adequada e corretamente, embora, muitas vezes possa sair do padrão e ainda bem, porque é o que marca a diferença entre os escritores, tornando-os únicos e célebres. Diferente da linguagem oral onde as palavras são levadas pelo vento e muitas vezes por um lado, os lábios transmitem o contrário daquilo que ocorre no pensamento ou o que o coração sente no momento, por outro lado, em dadas circunstâncias, as palavras saiem com mais velocidade do que gostaríamos ou tivéssemos tempo de refletir e uma vez ditas, as palavras não podem ser apagadas, como podemos fazer, se errarmos, quando estamos escrevendo.
A linguagem surgiu e se manteve ao longo da evolução porque constitui um meio de comunicação eficaz, sobretudo para conceitos abstratos. Ela nos auxilia a estruturar o mundo em conceitos e a reduzir a complexidade das estruturas abstratas a fim de apreendê-las: é a propriedade de "compreensão cognitiva".

Os Centros Cerebrais da Linguagem, no hemisfério esquerdo, comportam estruturas que processam as palavras e as frases, assim como estruturas que asseguram a mediação entre os elementos do léxico e a gramática. As estruturas neuronais que representam os conceitos são repartidas entre os hemisfério direito e esquerdo, em numerosas regiões sensoriais e motoras. A zona das palavras pensadas corresponde às áreas de Broca e de Wernicke.

COMPONENTES DE UMA LINGUAGEM ARTICULADA
FONEMAS - Elementos sonoros cujo encadeamento em uma ordem determinada forma os morfemas.
MORFEMAS - Unidades lingüísticas mínimas que têm um sentido ou cuja combinação forma as palavras (nas linguagens gestuais, os equivalentes dos morfemas são os signos visuais-motores).
SINTAXE (OU GRAMÁTICA) - Arranjo de palavras em frases segundo uma ordem que obedece regras precisas.
LÉXICO - Conjunto de palavras de uma língua. Cada elemento do léxico indica os morfemas e a sintaxe da palavra correspondente, mas não fornece seu sentido.
SEMÂNTICA - Sentido correspondente a cada elemento do léxico e a cada frase possível.PROSÓDIA - Entonação vocal suscetível de modificar o sentido literal das palavras e frases.
DISCURSO - Seqüência de frases que forma uma narração.

A gramática é um conjunto de regras que estabelecem um determinado uso da língua, denominado norma culta ou língua padrão. Acontece que as normas estabelecidas pela gramática normativa nem sempre são obedecidas pelo falante. Quando o falante se desvia do padrão para alcançar uma maior expressividade, ocorrem as figuras de linguagem, estas podem ser:
1- Figuras de Palavras (semântica)
As principais figuras de Palavras são:
*Alegoria =>Sucessão de metáforas e/ou comparações através das quais realidades abstractas são concretizadas. Por meio desta figura, uma realidade abstracta, e por isso de mais difícil apreensão, é substituída por, ou comparada com, uma realidade mais concreta e, portanto, mais compreensível é uma figura de estilo com uma dimensão textual invulgarmente extensa; por vezes abrange a totalidade de uma obra literária: é o que acontece, por exemplo, no Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente a passagem da vida terrena à vida depois da morte é alegoricamente representada pela passagem de um rio, para a qual estão disponíveis duas barcas, a barca do paraíso e a barca do inferno. As almas são metaforicamente representadas por passageiros; o interrogatório a que são submetidas representa o julgamento das almas subsequente à morte; o destino de cada uma das barcas prefigura a salvação ou a condenação eternas. Embarcar numa ou noutra depende do comportamento das almas na vida terrena, e esse comportamento determina, portanto, o destino das almas depois da morte

*Antífrase (pensamento) =>consiste em se utilizarem termos contrários para expressar a idéia que desejamos. Por exemplo: Chegou cedo, seu fulano! — para alguém que chegou atrasado. Bonito, hein! — para alguém que cometeu um ato questionável ou disparatado. Coisinha linda! — para referir-se a algo ou alguém muito feio.

*Antítese (pensamento) =>consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido. Aproximação de palavras com significados opostos. Duas ideias antagónicas são aproximadas. “Os jardins têm vida e morte.” Tanto de meu estado me acho incerto, Que em vivo ardor tremendo estou de frio; Sem causa, juntamente choro e rio; O mundo todo abarco e nada aperto. Camões (uma série de três antíteses: ardor/frio;choro/rio; mundo todo/nada) *Antonomásia ou perífrase (pensamento)=> consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique com facilidade, É a figura que consiste em exprimir por várias palavras aquilo que se diria em poucas ou em uma palavra. Torna-se, portanto, uma referência indireta. O país do futebol acredita em seus filhos." (a expressão país do futebol expressa o termo Brasil) astro rei (Sol) última flor do Lácio (língua portuguesa) Cidade-Luz (Paris) Rainha da Borborema (Campina Grande) Cidade Maravilhosa (Rio de Janeiro).: “...os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os Beatles)

*Apóstrofe (pensamento)=> consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada) na invocação de pessoas ausentes, coisas ou ideias: “Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus!”; Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal. (Fernando Pessoa) "Liberdade, Liberdade, Abre as asas sobre nós, Das lutas, na tempestade, Dá que ouçamos tua voz..." (Osório Duque Estrada)

*Catacrese=> é o emprego impróprio de uma palavra ou expressão, por esquecimento, ignorância do seu étimo ou por falta de um termo específico para designar um conceito, torna-se outro por empréstimo. Entretanto, devido ao uso contínuo, não mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado. Ex: O pé da mesa estava quebrado; embarcar num avião, enterrar a agulha no dedo

*Comparação por símile =>É a comparação entre dois elementos de universos diferentes.Ex: Meu pai é bravo como um leão; Aquela mulher tem a voz suave como a de um pássaro.

*Comparação simples=> É a comparação entre dois elementos de um mesmo universo. EX: Esse carro é tão veloz como aquele avião

*Disfemismo (pensamento) => uso de palavras ou expressões de carácter rude, repugnante, desagradável, agressivo ou horrível. O disfemismo, contrariamente ao eufemismo que suaviza e atenua o que é considerado obsceno ou de mau gosto, visa ferir determinados tabus de ordem religiosa, moral e social. Morrer: "comer capim pela raiz", "vestir o paletó de madeira", "ir para a terra dos pés-juntos", "bater as botas"; Urinar: "tirar água do joelho", "mudar a água às azeitonas", etc.

*Eufemismo (pensamento)=> Figura de retórica que procede à substituição de uma expressão rude ou desagradável por uma outra que amenize o discurso, embora sem alterar o sentido, em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável. Ex: "ir para outro mundo" ou “Tirar Inês ao mundo determina” (Camões, Os Lusíadas, III, 123) em vez de "morrer; Crepúsculo da vida (morte) Você faltou com a verdade. (Em lugar de mentiu); Ele enriqueceu por meios ilícitos. (em vez de ele roubou)

*Gradação(pensamento) =>Consiste em dispor um conjunto de ideias por ordem crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax). EX: “Um coração chagado de desejos. Latejando, batendo, restrugindo.”; "[O Amor] tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." Paulo de Tarso na Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo 13, versículo 7); “Toma Inácio o livro nas mãos, lê-o, a princípio com dissabor, pouco depois sem fastio, ultimamente com gosto e dali por diante com fome, com cuidado, com desengano, com devoção, com lágrimas (...)”. (P. António Vieira) *Hipérbole (pensamento) =>trata-se de exagerar uma idéia com finalidade enfática; Consiste numa expressão exagerada da realidade. Ex: "Rios te correrão dos olhos, se chorares!" (Olavo Bilac); Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita sede)

*Hipálage =>Consiste em atribuir uma característica de uma pessoa a uma coisa que com ela se relaciona. Ex: Ex: (...) e a Mãe Vilaça, abriu-lhe uns grandes braços amigos cheia de exclamações.(Eça de Queirós); ou atribuição, a um nome, de uma qualidade que logicamente pertence a outro nome da mesma frase. Ex.: "Fumando um pensativo cigarro", ou "Todos os dias de jejum come um peixe austero". (Eça de Queirós)

*Ironia (Pensamento)=> apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico. è a afirmação de algo diferente do que se deseja comunicar, geralmente o contrário, na qual o emissor deixa transparecer a contrariedade por meio do contexto do discurso, ou através da alguma diferenciação editorial, ou entoativa ou gestual“A ironia é uma forma elegante de ser mau.” (Berilo Neves).Ex:“A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”; Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor! (Mário de Andrade)

*Metáfora=> consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. A metáfora implica, pois, uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido; Associação de semelhança implícita entre dois elementos. De facto, e tendo como base o significado etimológico do termo, o processo levado a cabo para a formação da metáfora implica necessariamente um desvio do sentido literal da palavra para o seu sentido livre. Ex:“Meu pensamento é um rio subterrâneo.”; Aquela mulher é uma baleia”.

*Metalepse =>Figura de estilo que toma o antecedente pelo consequente, e vice-versa, ou seja, quando queremos dar a entender uma coisa por outra que a precede no discurso. Ex: "o suor do teu rosto" no lugar de "teu esforço"; "em sinal de respeito a teus cabelos brancos" em lugar de: "tua idade" ou "tua velhice".

*Metonímia ou Sinédoque =>como a metáfora, consiste numa transposição de significado, ou seja, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado. Todavia, a transposição de significados não é mais feita com base em traços de semelhança, como na metáfora. A metonímia explora sempre alguma relação lógica entre os termos. Ex: “Não tinha teto em que se abrigasse”. (teto em lugar de casa); Consiste em atribuir a uma coisa o nome de outra com base numa relação de contiguidade. O autor pela obra (“comprou um Van Gogh por um milhão de dólares).O continente pelo conteúdo (“bebeu um copo”); O local de fabrico pelo produto (bebemos um porto); O material de que é feito pelo objecto (“gosta de cristais”). O efeito pela causa (“respeitem os meus cabelos brancos”); O físico pelo moral (“ele é uma boa cabeça”); O sinal pelo significado (a cruz e a espada engrandeceram Portugal).

*Onomatopeia =>Significa imitar um som com um fonema ou palavra. Ruídos, gritos, canto de animais, sons da natureza, barulho de máquinas, o timbre da voz humana fazem parte do universo das onomatopéias. Por exemplo, para os índios tupis tak e tatak significam dar estalo ou bater e tek é o som de algo quebrando. As onomatopéias, em geral, são de entendimento universal. Ex.: triiim, chuá, bué, pingue-pongue, miau, tique-taque, zunzum

*Paradoxo(pensamento)=> exposição contraditória de ideias. As expressões assim formuladas tornam-se proposições falsas, à luz do senso comum, mas que podem encerrar verdades do ponto de vista psicológico/poético. na língua portuguesa, o paradoxo mais citado talvez seja o célebre soneto de Luís de Camões:"Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer;É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder;É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade.Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor?"

*Prosopopéia ou Personificação =>(pensamento)Consiste em atribuir linguagem, sentimentos e ações, predicativos de seres humanos (animados) a seres inanimados ou irracionais. Ex: “O jardim olhava as crianças sem dizer nada”; “O Morro dos Ventos Uivantes...” (Os ventos não uivam) O morte mostrou sua face mais sinistra O pão olhava para ele como se lhe dissesse, coma-me.

*Sinestesia =>trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentesórgãos do sentido. Ex: “A luz crua da madrugada invadia meu quarto”; Consiste numa associação de sensações diferentes na mesma expressão. Ex: “É noite: e, sob o azul morno e calado, Concebem os jasmins e os corações. (Gomes Leal)
2- Figura de Construção/sintaxe
As Principais figuras de Construção são:

*Aliteração (som) => consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais, de forma a obter um efeito expressivo. Ex:“Esperando, parada, pregada na pedra do porto.”; “Em horas inda louras, lindas Clorindas e Belindas,brandas Brincam nos tempos das Berlindas As vindas vendo das varandas”. (Fernando Pessoa)

*Anacoluto =>consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra. A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa; “O avião, não te disse, está atrasado.”

*Anadiplose =>É a repetição de termos no início de cada verso ou frases "Palavras não são más Palavras não são quentes Palavras são iguais Sendo diferentes" (Palavras - Titãs)

*Anáfora =>consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases consecutivas. É comuníssima nos quadrinhos populares, música e literatura em geral, especialmente na poesia. Ex: “ Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer” (Camões)

*Analepse (oposto de prolepse)=> é a interrupção de uma sequência cronológica narrativa pela interpolação de eventos ocorridos anteriormente. É, portanto, uma forma de anacronia ou seja, uma mudança de plano temporal. Ex: “Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disso.” Graciliano Ramos, Vidas Secas

*Assíndeto=> omissão de conjunções, normalmente coordenativas. Reforça o processo de encadeamento, pondo em evidência os seus elementos. Ex:”(...) por toda a câmara, reluziam, cintilavam, refulgiam os escudos de oiro (...)”(Eça de Queirós)

*Assonância (som) =>consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos, em situação de sílaba tónica. Ex: “Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral.”; Sou Ana, da cama da cana, fulana, bacana. Sou Ana de Amsterdam."(Chico Buarque)

*Diácope =>Repetição seguida de uma mesma palavra, podendo, de acordo com alguns teóricos, haver vocábulos entre elas. "Tu só tu, puro amor..." (Lus,3,119)

*Elipse =>É a omissão intencional de um termo facilmente identificável pelo contexto ou por elementos gramaticais presentes na frase. Essa omissão torna o texto conciso e elegante. Ex: “No mar, tanta tormenta e tanto dano." (Camões); “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)

*Epístrofe =>Repetição da mesma palavra ou expressões no final de cada oração ou verso. Ex: A vida era incerta. A emoção incerta. A culpa incerta. A morte certa. *Epizêuxis é uma figura de linguagem na qual a mesma palavra é repetida duas ou mais vezes seguidas sem outra de permeio. Ex: "Marília, Marília, és a estrela da manhã."; "Amigo, amigo, por favor não vá embora." *Inversão ou Hipérbato É a inversão da ordem natural e direta dos termos da oração. Ex: Dança, à noite, o casal de apaixonados no clube.(Ordem direta: O casal de apaixonados dança no clube à noite.)

*Paranomásia (som)=> consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos. Ex: “Eu que passo, penso e peço.”; Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias" (Padre António Vieira); "Exportar é o que importa"' (Delfim Netto); "Com os preços praticados em planos de saúde, uma simples fatura em decorrência de uma fratura pode acabar com a nossa fartura" (Max Nunes)

*Pleonasmo =>consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem. tem por objectivo reforçar uma ideia, repetindo-a, causando um efeito de eco semântico O pleonasmo torna-se, portanto, uma redundância (emprego de uma ou várias palavras que repetem uma ideia já contida em vocábulos anteriores). Ex: “E rir meu riso e derramar meu pranto.”;‘a tristeza mais triste’; ‘subir para cima’ Ele tem uma bela caligrafia."Cali", um radical grego, quer dizer "belo", "bonito". Assim, "caligrafia" significa "grafia bonita", o que torna a expressão "caligrafia bonita" um pleonasmo. Como, no entanto, praticamente se perdeu a noção de que caligrafia já tem a palavra "belo", escrever "bela caligrafia" não constitui um deslize e é aceito pelo padrão culto. *Polissíndeto consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período. É o emprego repetido e intencional de conjunções coordenativas que ligam uma série de palavras, sintagmas ou frases coordenadas. Ex: “(...) a violenta cólera de uma serra (...) que (...) só lhe oferecera doçura e sombra, e suaves céus, e quietas ramagens, e murmúrios discretos de ribeirinhos mansos (...)”Eça de Queiros

*Prolepse (oposto de analepse) =>consiste na antecipação gramatical de palavras pertencentes a um sintagma posterior da frase, de forma a realçá-lo. Ex: “E estas calças, veja em que estado deixou estas calças…” (José Saramago)

*Silepse=> consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser: De género (Vossa Excelência está preocupado); De número (Os lusíadas glorificou nossa literatura), De pessoa (“O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”)

*Zeugma =>omissão de um ou mais elementos de uma oração, já expressos anteriormente. A zeugma é uma forma de elipse. Ex: Ele gosta de lasanha; eu, de chocolate."

Quando o desvio se dá pelo não-conhecimento da norma culta, temos os chamados vícios de linguagem.

*barbarismo =>consiste em grafar ou pronunciar uma palavra em desacordo com a norma culta. Ex: Pesquiza (em vez de pesquisa); prototipo (em vez de protótipo) *solecismo: consiste em desviar-se da norma culta na construção sintática. Fazem dois meses que ele não aparece. (em vez de faz; desvio na sintaxe de concordância)

* Ambigüidade ou anfibologia => trata-se de construir a frase de um modo tal que ela apresente mais de um sentido. Ex: “O guarda deteve o suspeito em sua casa”. (na casa de quem: do guarda ou do suspeito?)

*Cacófono: consiste no mau som produzido pela junção de palavras. Ex: Paguei cinco mil reais por cada; Uma mão lava a outra

*Neologismo => é a criação desnecessária de palavras novas. Segundo Mário Prata, se adolescente é aquele que está entre a infância e a idade adulta, envelhescente é aquele que está entre a idade adulta e a velhice.

*Arcaísmo => consiste na utilização de palavras que já caíram em desuso. Ex: “Vossa Mercê me permite falar? “ (em vez de você)

*Eco => trata-se da repetição de palavras terminadas pelo mesmo som. O menino repetente mente alegremente.

A linguagem é muito mais complexa do que aquilo que se supõe ou imagina-se, porque é necessário uma interação de várias estruturas e elementos natos e adquiridos para que ela ocorra.
http://br.geocities.com/mitologica_2000/lin-simples.htm

http://www.brasilescola.com/portugues/figuras-linguagem.htm

http://www2.fcsh.unl.pt/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Prolepse

http://www.infoescola.com/redacao/tipos-de-textos-narrativos/

http://www.psiquiatriageral.com.br/cerebro/cerebro_e_a_linguagem.htm

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Sentimento de culpa...uma torura mental!

O Sentimento de culpa é uma tortura mental que nós próprios nos imputamos, resulta da dicotomia existente entre o eu real, humano, por isso passível de erro e o eu ideal, imaginário, perfeito, infalível, justamente este é o juiz que condena aquele.
A cerca do tema Antônio Roberto Soares escreveu o seguinte texto (aqui fragmentado):
CULPA A BUSCA DA PERFEIÇÃO: "Por detrás de nossas tristezas e frustrações, de nossas insatisfações na vida, de nossos tédios e angústias, está um sentimento, o mais arraigado em nosso comportamento e responsável por grandes sofrimentos psicológicos, que é o sentimento de culpa. O núcleo do sentimento de culpa são estas palavras: "Não deveria...". Na culpa, dividimos-nos em duas pessoas: uma real, má, errada, ruim, e uma ideal, boa, certa e que tortura a outra. Dentro de nós processa-se um julgamento em que o Eu ideal, imaginário, é o juiz e o Eu real, concreto, humano, é o réu. O Eu ideal sempre faz exigências impossíveis e perfeccionistas. Muitas pessoas dedicam a sua vida a tentar realizar a concepção do que elas devem ser, em vez de se realizarem a si mesmas. Quanto maior for a expectativa a nosso respeito, quanto maior for o modelo perfeccionista de como deve ser a nossa vida, maior será o nosso sentimento de culpa. A culpa é a tristeza por não sermos perfeitos, é a tristeza por não sermos Deus, por não sermos infalíveis; é uma incapacidade de lidar com o erro, com a imperfeição; é o contato direto com a realidade humana, em contraste com as suas intenções perfeccionistas, com os seus pensamentos megalomaníacos a respeito de si mesmo. Outra crença que nos leva à culpa, esta talvez mais sutil, mais encoberta e profunda, é acreditarmos que há uma relação necessária entre o erro e a culpa, é a vinculação automática entre erro e culpa.
A propósito do erro, há um texto interessantíssimo no livro "Buscando Ser o que Eu Sou", de Ilke Praha, que diz: "O perfeccionismo é uma morte lenta. Se tudo se cumprisse à risca, como eu gostaria, exatamente como planejara, jamais experimentaria algo novo, minha vida seria um repetição infinda de sucessos já vividos. Quando cometo um erro vivo algo inesperado. Algumas vezes reajo ao cometer erros como se tivesse traído a mim mesmo. O medo de cometer erros parece fundamentar-se na recôndita presunção de que sou potencialmente perfeito e de que, se for muito cuidadoso, não perderei o céu. Contudo, o erro é uma demonstração de como eu sou, é um solavanco no caminho que tracei, um lembrete de que não estou lidando com os fatos. Quando der ouvidos aos meus erros, ao invés de me lamentar por dentro, terei crescido". Só existe uma saída para o sentimento de culpa. Somente uma palavra teria essa magia. A palavra é: Perdão. Se a culpa é a vergonha da queda, o auto-perdão é o elo entre a queda e o levantar de novo. O auto-perdão é a capacidade de dizer adeus ao passado, é apenas saber perder o que já está perdido. Amigo, não fique aborrecido por seus erros. Alegre-se por eles, você teve a coragem de dar algo de si".
http://www.lunaeamigos.com.br/mensagens/culpa.htm

Dia após dia o sentimento de culpa vai se tornando dominante e atormentando sem dar trégua, por vezes, depois vai ficando imperceptível, mas fica latente, mal surge uma brechinha e ele logo volta com toda a força para assombrar a nossa existência. Outras vezes fica tão forte e dominador, como se tivesse vários dedos (os seus próprios e dos outros) apontados para si ,que a mente vai ficando enfraquecida, originando depressão que pode ser tão profunda e culminar com o extermínio da própria vida, ou neurose ou outro distúrbio mental.

É certo que o passado já passou, se cometemos algum erro, esse já ficou no passado, podemos e devemos tirar ensinamentos dele e tentarmos não cometer erros semelhantes no futuro, ou se passível de correção corrigi-lo no presente, porém há erros ou falhas que jamais poderemos corrigir, principalmente se foi contra terceiros, o auto-perdão, neste caso, não vai eliminar totalmente o sentimento de culpa, quando muito o atenuará de forma a que ele fica o mais tempo possível sem nos assombrar, ou que nos permita seguir na nossa caminhada pela vida, ainda que, por vezes, claudicando e até mesmo tenhamos que parar, mas que depois possamos recomeçar.

"Errar é humano, perdoar é divino" nós somos humanos, mas temos dentro de nós um espírito divino, que este seja nosso redentor e libertador e não o nosso carrasco e crucificador, diante de nossos erros, para que não nos torturemos mentalmente com o sentimento de culpa.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Carnaval...expressão da fantasia

Hoje começa uma das mais populares comemorações pelo qual o Brasil, nomeadamente o Rio de Janeiro, é conhecido mundialmente, o Carnaval, maior festa pagã de todos os tempos. São 5 dias de folia, onde tudo é esquecido, os problemas, mas infelizmente também os limites da decência e dos valores morais. Os excessos são cometidos, as orgias se propagam, ouve-se a seguinte expressão "ninguém é de ninguém nesses dias", claro é que ninguém é propriedade de ninguém e nem de si mesmo, porém essa expressão é utilizada no sentido dos casais "pularem à cerca" sem pudor ou peso na consciência, porque como diz a letra da música "...vou beijar-te agora, não me leva a mal, hoje é Carnaval..."
O Carnaval enquanto extravasamento da fantasia, alegria, diversão, é salutar porque dá liberdade ao espírito oprimido pelo cotidiano da vida, como alguns anos atrás, onde "pulava-se" ou brincava-se o Carnaval nos bailes carnavalescos em clubes ou nos foliões de rua, muitos vestiam fantasias (as mais tradicionais eram as de pierrot, columbina, piratas, palhaços, os "bate-bolas", havia muito confeti e serpentina, todos que ali estavam pulavam, cantavam (músicas que permanecem ao longo dos tempos com: "Se você pensa que cachaça é água, cachaça não é água não...", "se você fosse sincera, oooô, Aurora...", "...oh quanto riso! , oh quanta alegria, mais de mil palhaços no salão, alecrins está chorando pelo amor da columbina, no meio da multidão..." entre tantas outras, encerrando com o hino: "Cidade maravilhosa cheia de encantos mil, cidade maravilhosa, coração do meu Brasil...) divertiam-se imensamente...Ai que saudades desse tempo!
Contudo, o Carnaval enquanto, orgia, depravação e excessos tornam o ser humano indigno da sua condição humana, porque liberta o seu lado negro ou o seu instinto animal, que muitas das vezes é mais feroz do que os próprios animais selvagens irracionais, porque liberta uma espécie de "besta" (protegidos pela máscara ou fantasia, motivados pelo excesso de álcool ou drogas) que sai arrasando tudo e todos por onde passa, como acontecem em determinados bailes, que acabavam por gerar até tragédias.
O Carnaval no Brasil, dispensa qualquer apresentação pois é divulgado e conhecido por todo o mundo, por seu desfile carnavalesco no sambódromo, que virou um espectáculo cultural e turístico, onde os acontecimentos históricos são narrados através dos carros alegóricos, com muita criatividade, cor e brilho. Todos os preparativos, desde as fantasias dos integrantes de cada Escola de Samba até aos carros alegóricos, começam após o Carnaval, ocorrendo ao longo de todo ano. Essa festa é vivida tão intensamente por muitos, que os governantes em outros tempos, aproveitavam para aplicar os aumentos ou impostos nessa altura, em que o povo estava distraído, alguns vivem tão intensamente o Carnaval, que trabalham o ano inteiro só pensando nesses dias em que vão se "esbaldar"
O Carnaval não é produto dos nossos tempos, já há "dez mil anos antes de Cristo, homens, mulheres e crianças se reuniam no verão com os rostos mascarados e os corpos pintados para espantar os demónios da má colheita. As origens do Carnaval têm sido buscadas nas mais antigas celebrações da humanidade, tais como as Festas Egípcias que homenageavam a deusa Isis e ao Touro Apis. Os gregos festejavam com grandiosidade nas Festas Lupercais e Saturnais a celebração da volta da primavera, que simbolizava o Renascer da Natureza. Mas num ponto todos concordavam, as grandes festas como o carnaval estão associadas a fenómenos astronómicos e a ciclos naturais. O carnaval se caracteriza por festas, divertimentos públicos, bailes de máscaras e manifestações folclóricas. Na Europa, os mais famosos carnavais foram ou são: os de Paris, Veneza, Munique e Roma, seguidos de Nápoles, Florença e Nice.
A festa carnavalesca surge a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a idéia de "afastamento" dos prazeres da carne marcado pela expressão "carne vale", que, acabou por formar a palavra "carnaval". Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras), último dia antes da Quaresma. Nos Estados Unidos, o termo mardi gras é sinônimo de Carnaval. No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual. O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelos exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas sendo o Carnaval do Rio de Janeiro considerado o mais importante do mundo
."
O tempo de duração do Carnaval não é uniforme:
"O carnaval suíço começa com a quarta-feira de cinzas, na madrugada escura (inverno, norte dos Alpes). A iluminação pública é apagada e lanternas enormes ilustrando motivos políticos e sociais são iluminadas. Músicos com flautas piccolo e tambores passeiam pela cidade São "divididos", por estados (cantões), por línguas(Röstigraben(francês/alemão), Spaghettipass(italiano/alemão)) e por religiões (região católica na época da Reformação ou protestante). Basiléia é protestante. Na Suíça Central tudo se concentra mais antes da quarta-feira de cinzas e no fim de semana anterior. Bandas com percussão e instrumentos de sopro desfilam. carros alegóricos comentam motivos políticos e sociais. Como a agricultura era muito importante antigamente, o sino de vaca também está presente. Ou dois sinos ao lado do corpo, sendo carregados com um pau sobre os ombros; ou um sino nas costas seguro por cinto muito largo em volta da barriga. Em Nova Orleans acontece o maior carnaval norte-americano, o Mardi Gras. O termo Mardi Grass, termo que vem francês e significa terça-feira gorda, se iniciou quando negociantes fundaram o clube “The Mystick Krewe of Comus”, em 1857, na terça-feira de carnaval, e fizeram um desfile com monumentais carros alegóricos, tendo à frente negros com archotes . Na primeira década deste século formou-se o “Krewe of Rex” que desfilou para o Grão-Duque da Rússia. Durante o Mardi Grass, mais de 50 agremiações desfilam pelas ruas da cidade, os bares ficam o tempo todo abertos, e são tomados por multidões com os mais exóticos trajes, que bebem e saem as ruas fazendo a maior algazarra nas passagens das agremiações. O ponto de encontro do carnaval negro é a Av. Clair Borne, onde se espalham as mais exóticas tribos, com elaboradas e esquisitas fantasia. O monarca da festa é o Rei Zulu e há uma mistura de ritmos de origem negra. Os locais dos desfiles são amplamente divulgados pelos jornais. O mais importante se estende da ST. Charles Avenue até Canal Street. Uma das agremiações mais conhecidas é a Bacchus que se apresenta com gigantescos e originais carros alegóricos. Outra agremiação bastante conhecida é a Endymion. A própria origem do Carnaval é obscura. É possível que suas raízes se encontrem num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que suas primeiras manifestações ocorreram na Roma dos césares, ligadas às famosas saturnálias, de carácter orgíaco. Contudo, o rei Momo é uma das formas de Dionísio — o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, e isto faz recuar a origem do Carnaval para a Grécia arcaica, para os festejos que honravam a colheita. Sempre uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os actos de alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida.· Os dias exactos do início e fim da estação carnavalesca variam de acordo com as tradições nacionais e locais, e têm-se alterado no tempo. Assim, em Munique e na Baviera (Alemanha), ela começa na festa da Epifania, 6 de Janeiro (dia dos Reis Magos), enquanto em Colónia e na Renânia, também na Alemanha, o Carnaval começa às 11h11min do dia 11 de Novembro (undécimo mês do ano). Na França, a celebração se restringe à terça-feira gorda e à mi-carême, quinta-feira da terceira semana da Quaresma. Nos Estados Unidos, festeja-se o Carnaval principalmente de 6 de Janeiro à terça-feira gorda (mardi-gras em francês, idioma dos primeiros colonizadores de Nova Orleans, na Louisiana), enquanto na Espanha a quarta-feira de cinzas se inclui no período momesco, como lembrança de uma fase em que esse dia não fazia parte da Quaresma. No Brasil, até a década de 1940, sobretudo no Rio de Janeiro, as festas pré-carnavalescas se iniciavam em Outubro, na comemoração de N. Sra. da Penha, crescia durante a passagem de ano e atingia o auge nos quatro dias anteriores às Cinzas — sábado, domingo, segunda e terça-feira gorda. Hoje em dia, tanto em Recife (Pernambuco), quanto em Salvador (Baia), o Carnaval inclui a quarta-feira de cinzas e dias subsequentes, chegando, por vezes, a incluir o sábado de Aleluia. "
Eu já vesti a minha fantasia, muito simples, sem máscara, uma bata branca com estetoscópio ao pescoço, e você já vestiu a sua? está a espera de que para vestir a sua fantasia e cair na folia? Se esteve o tempo todo mascarado, então está na hora de mudar e tirar a máscara (Ihhihiihihihihih).
Bom Carnaval! folia sim, diversão e libertação da fantasia também, mas com moderação, nada de excessos, não transforme os risos de hoje em lágrimas de amanhã.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Escrita ..pensamentos e ensinamentos através do tempo

A linguagem escrita é uma forma de perpetuar os pensamentos e ensinamentos através dos tempos e tornar imortal os seus autores. Recordando ou pesquisando nos recônditos da linguagem escrita ou da literatura, existem 3 formas de redação: Descrição, narração e dissertação. Destes a narração é um dos gêneros literários mais fecundos. Entre os tipos de textos mais conhecidos, estão o Romance, a Novela, o Conto, a Crônica, a Fábula, a Parábola, o Apólogo,a Lenda, entre outros. O principal objetivo do texto narrativo é contar algum fato. E o segundo principal objetivo é que esse fato sirva como informação, aprendizado ou entretenimento. Se o texto narrativo não consegue atingir seus objetivos perde todo o seu valor. A narração, portanto, visa sempre um receptor.
Segundo Aristóteles a literatura é dividida em 3 categorias:
1- Lírica (apresentam um mundo interior, ou subjectivo (o mundo exterior é apresentado pelos olhos do poeta); centram-se em torno do "eu"; têm uma função emotiva). è muitas vezes descrita em Verso (é o nome dado a cada linha que compõe um poema ou uma composição poética. O conjunto de versos que constituem uma unidade gráfica recebe o nome de estrofe, sendo que um texto lírico pode ter um número muito variado tanto de estrofes como de versos por estrofe. Geralmente, uma estrofe apresenta uma ideia ou um sentido completo, mas esta regra pode ser quebrada para produzir efeitos estilísticos.). De acordo com o número de versos que as constituem, as estrofes podem ser: monóstico - um verso;dístico - dois versos; terceto - três versos; quadra - quatro versos quintilha - cinco versos; sextilha - seis versos; sétima - sete versos, oitava - oito versos; nona -nove versos; décima - dez versos.
Os gêneros líricos são: Balada (origem medieval, era um poema acompanhado por música, cantado durante os bailes e festas); Canção (origem medieval: destinado ao canto, era um poema de tom lírico e erudito na época trovadoresca. Na época Renascentista, adopta novas normas de versificação e é usada preferencialmente para temas amorosos. Depois do século XV, torna-se um poema simples, usado igualmente para temas morais e heróicos. Normalmente, a canção é composta por: introdução - apresenta o espaço e o tempo em torno do sujeito lírico texto -desenvolvimento do assunto cabo ou finda - conclusão e dedicação da canção a uma personalidade. De acordo com o assunto, pode ser chamada: canção amorosa (ou cantiga de amigo e cantiga de amor) canção filosófica canção patriótica canção satírica (ou cantiga de escárnio e mal-dizer) Cantata - quando a canção se debruça sobre um assunto elevado
Madrigal - quando a canção exprime um galanteio); Écloga (Poema sobre a vida dos pastores e sobre o campo, tendo como cenário uma Natureza idealizada. Género originário da Antiguidade Clássica);Elegia (Poema que exprime sentimentos tristes, normalmente causados por acontecimentos como a morte, a prisão, o exílio ou a guerra); Esparsa (pequeno poema medieval de tom melancólico e enigmático. Desenvolve directamente o assunto abordado); Hino (celebra uma divindade, uma nação, uma personalidade ou acontecimento extraordinários, ou um ideal relioso, cívico ou patriótico. Geralmente, é cantado, não recitado); Ode (oriunda da Grécia, começou por referir qualquer tipo de canto, alegre ou triste. Por volta do século VII a.C., passou a designar uma composição subjectiva, que cantava os sentimentos do sujeito lírico.
Píndaro, no século VI a.C., usou a Ode para cantar as vitórias atléticas dos festivais, as quais serviam de motivo para o verdadeiro objectivo: exaltar os valores morais, os valores da poesia, etc. Escrita em estilo elevado, é utilizada para temas como: louvor de cidadãos ou eventos públicos;prazeres da vida; Encantos da vida rústica; Reflexões morais e filosóficas
Tipicamente, é composta por: estrofe, antístrofe e epodo; Quadra Popular ( a forma lírica mais comum entre o povo; foi também utilizada por poetas de renome. Composta por 4 versos de sete sílabas (redondilha maior), a rima surge geralmente no 2º verso e 4º versos, sendo os outros dois versos brancos (sem rima). A quadra popular pode ser composta por uma única estrofe ou por várias); Sextina (de origem medieval (trovadoresca). Possui uma forma complexa de seis estrofes de seis versos e com a repetição de determinadas palavras de estrofe para estrofe); Soneto (de origem italiana, na época Renascentista, desenvolveu duas formas distintas: Soneto Italiano - composto por 14 versos (decassilábicos) distribuídos por duas quadras e dois tercetos.
Soneto Inglês - composto por 14 versos distribuídos por três quadras e um dístico); Vilancete (forma poética própria para canto. Constituído por: mote - dois ou mais versos que serviam de tema para a composição do poema,voltas - estrofes que constituem o corpo, ou desenvolvimento, do poema)

2- Épica/narrativa ( Os textos que... apresentam um mundo exterior e objectivo centram-se em torno de "ele", "ela", "eles" e "elas" têm uma função referencial ou informativa)
Há dois tipos de narrativa: a narrativa de ficção e a narrativa de factos
Os gêneros narrativos são
*Epopeia (A epopeia é, basicamente, uma narrativa em verso. O seu objectivo é exaltar a grandeza e a glória de actos, eventos e personagens, pelo que recorre a um estilo elevado, com recurso a abundantes figuras de estilo. Obedece ainda a um cânone (conjunto de regras) rígido, a que também se chamam poemas épicos, é talvez um dos mais antigos, tendo raízes anteriores à escrita. As mais famosas epopeias incluem: Ilíada - composta por Homero, narra o desfecho da Guerra de Tróia. Odisseia - composta por Homero, narra as aventuras do herói Ulisses no seu regresso a casa, depois da Guerra de Tróia. Eneida - composta por Virgílio, narra a fundação de Roma pelo herói Eneias. Os Lusíadas - composta por Luís Vaz de Camões, narra a história de Portugal e a primeira viagem à Índia.
*Ficção (novelas, romance, contos)
*Alegóricos (Fábulas, parábolas, Apólogo)=> é constituído por narrativas metafóricas com um objectivo moral e didáctico, podendo surgir em forma de prosa ou poesia.
* Crônicas=> A palavra "crónica" deriva do radical grego "chrónos", tempo, e, naturalmente, designa uma forma narrativa de natureza historiográfica
3-Drama (Os textos que... apresentam um mundo exterior e objectivo centram-se em torno do "tu"; têm uma função apelativa)
http://criarmundos.do.sapo.pt/Literatura/pesquisabasesliteratura025.html

Como a linguagem/literatura é complexa, porém de uma profunda beleza e riqueza, porque nas entrelinhas pode-se ler o que vai na alma de quem escreve.