Seja Bem Vindo!


Sua visita me deixou muito feliz...

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Amor & Emoção x Razão


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Paradoxo do nosso tempo segundo George Carlin, corrijo, Dr:Bob Moorehead

Um paradoxo é um raciocínio aparentemente válido , ou uma explicação aparentemente plausível , cujos pontos de partida são premissas ou teses aparentemente inócuas e cujos pontos de chegada são conclusões ou resultados aparentemente absurdos , inaceitáveis, contra -intuitivos , ou mesmo intrinsecamente contraditórios. Nem sempre a noção de paradoxo é caracterizada desta maneira. A noção é muitas vezes usada de um modo menos liberal, para designar apenas aqueles raciocínios supostamente válidos que de premissas supostamente irresistíveis nos levam a contradições formais. Por outro lado, é hoje possível concluir que certos raciocínios contados como paradoxais pela tradição filosófica nada têm afinal de paradoxais.
Um texto interessante escrito por George Carlin, um comediante e crítico americano, recebido via correio eletrônico que mostra o paradoxo dos tempos em que vivemos, ao mesmo tempo que ressalta o que realmente devemos valorizar nesta vida.=> Segundo comentário deixado  e corroborado posteriormente por pesquisa na Internet, o autor deste texto é Dr:Bob Moorehead  (ex-pastor de Overlake de Seattle Igreja Cristã. Ele se aposentou em 1998 após 29 anos no cargo. O texto apareceu no "Words habilmente falada", coleção Dr. Moorehead, de 1995, de orações, homilias e monólogos usado em seus sermões e transmissões de rádio, segundo o site: http://www.ooutroladodamoeda.com/utilidades/275-um-convite-a-reflexao-o-texto-e-do-dr-bob-moorehead-e-nao-de-george-carlin), se assim for, deixo expreso o meu pedido de desculpas quer ao autor, quer aos leitores que foram induzidos em erro ao ler este texto-2/12/2012.
.Existe na internet várias versões do texto:
"Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais, perdemos tempo demais em relações virtuais, e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores;
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver;
Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito;
Escrevemos mais, mas aprendemos menos;
Planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
Do homem grande, de caráter pequeno;
Lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na alma.
Lembre-se de passar mais tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira( o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua família, seus amores, seus amigos, a pessoa que lhe ama, e, aquelas que estão sempre ao seu lado."
Porque amanhã pode ser tarde, um abraço repleto de amor e carinho para todos aqueles que amo, que me amam e que estão sempre comigo, mesmo que afastados fisicamente.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Genoma...alfabeto da vida!

Na natureza, com raras exceções, o que distingue as formas vivas das inanimadas, é a sua capacidade de transmitir as características da espécie à geração seguinte.Todos os seres vivos são caracterizados pela informação contida num número constante de cromossomos para cada espécie, exemplificando:

Bactérias =1
Esquilo = 46
Rato = 38
Chimpanzé = 48
Homem = 46


Cada cromossoma está subdividido em genes. Cada gene é constituído por um fragmento de DNA. O DNA é composto por uma sequência de nucleotidos. Cada nucleotido contem uma base específica. A sucessão exacta destas bases é o código de onde se traduz a diversidade das espécies.

Os genes traduzem informação química herdada dos nossos pais no momento da concepção. Determinam a nossa constituição biológica. São eles que nos tornam similares aos nossos pais, controlam o nosso crescimento e a nossa aparência. Também determinam a nossa resistência a determinadas doenças ou predisposição a outras.
Cada indivíduo é portador de genes defeituosos. São vários mecanismos pelos quais os defeitos genéticos serão transmitidos de geração em geração:
1-Um único gene está alterado:
*Herança autossómica dominante, em que a característica é transmitida por um progenitor e da geração anterior;
*Herança recessiva, quando ambos os progenitores não foram afectados;
*Herança de ligação sexual ou ligado ao cromossoma X, em que o gene em causa é tido por relacionado com o cromossoma X.
2-Uma herança de padrão multifactorial. Vários genes ou vários cromossomas interagem entre si. Influências desconhecidas do meio envolvente poderão contribuir para a expressão ou características físicas do gene.
3-Reagrupamento de cromossomas, supressão ou duplicação.

Cada um de nós tem 46 cromossomas organizados em 23 pares, numerados de 1 a 22. O vigésimo terceiro par distingue homens e mulheres. O sexo feminino tem dois cromossomas X, e o sexo masculino tem um cromossoma X e um cromossoma Y.

Cada célula somática humana tem cerca de 6x109 pares de bases de DNA, o equivalente a cerca de 2 metros de DNA linear. A dupla hélice de DNA é enrolada em torno de histonas (proteínas básicas), formando nucleossomas

A estrutura principal é constituída por repetidos açúcares (desoxiribose no ADN e ribose no ARN) ligados a grupos fosfato. No ADN a parte variável determinante da informação genética, é constituída por uma sequência de 4 bases nitrogenadas azotadas:

*Adenina (A)

* Guanina (G)

*Citosina ( C)

*Timina (T).

No ARN (ácido ribonucleico) estas bases mantêm-se à excepção da Timina que é substituída pelo Uracilo (U).

As proteínas sao os compostos cuja síntese está directamente dependente da informação genética. A informação inscrita no ADN não é directamente utilizada para a síntese proteica, deve ser previamente transcrita em ARN mensageiro (ARNm), que comanda a incorporação ordenada dos aminoácidos das proteínas.


Cada grupo de 3 nucleótidos (codon) dá origem a um aminoácido especifico

Cada gene codifica para uma cadeia polipeptídica específica, (dogma central da genética):

*Replicação: ou duplicação do ADN em ADN, necessária à conservação da informação genética. Ocorre antes da divisão, de forma a que as duas células filhas possam herdar esta informação (qualitativa e quantitativamente).
*Transcrição: permite a passagem da informação de ADN para ARN, por emparelhamento de bases complementares.

*Tradução: Permite a síntese de proteínas especificas, segundo a informação contida no ARNm.



A especificidade genética do indivíduo e da espécie reside na sequência de nucleotidos das cadeias de ácidos nucleicos, ao nível do genotipo e ao nível do fenotipo, na sequência dos aminoácidos das cadeias polipeptidicas que formam as proteínas. São as moléculas proteicas que condicionam as formas e as funções do organismo.

Outrora os cientistas revelaram a sequência do genoma humano.

O GENOMA (totalidade do DNA) é o conjunto de instruções que permite a "construção" de uma pessoa. O genoma humano é constituído por mais de 3 milhões de pares de bases nitrogenadas azotadas (alfabeto do DNA: C -G A -T/U)

Cada célula de um ser humano tem no seu núcleo um conjunto de moléculas de DNA que, de cada vez que a célula se divide, são copiadas e passadas para as células filhas. Isto significa que todas as células do nosso corpo têm um DNA idêntico, organizado fisicamente em 46 cromossomas; 23 herdados do pai e 23 da mãe.

Conhecem-se as letras do livro de instruções para fazer um ser humano. Agora, temos de aprender a ler as palavras, ou seja, encontrar os genes que codificam o fabrico das mais de 100 mil proteínas de que somos feitos.

A descoberta do genoma humano é a ponta de um iceberg, o que se vê é a menor parte do seu real tamanho que não se consegue visualizar na totalidade. Para muitos pesquisadores todas as doenças têm origem genética direta (as doenças genéticas propriamente ditas que ocorrem por predisposição para determinada doença e por erros ao nível da síntese proteica, mutação, deleção, duplicação ou ausência dos genes )ou indiretamente (resposta do organismo à agressão exterior , vírus, toxinas conjugada à predisposição interna), como é o caso de algumas doenças como diabetes, esquizofrenia, doença bipolar, que supostamente, alguns pesquisadores conseguiram identificar possíveis genes que estariam na sua origem.

Sendo o DNA a identificação do indivíduo a nível celular e o genoma o conjunto total do DNA, parece impossível que se consiga determinar com exatidão e confiança que determinado gene seja responsável por esta ou aquela doença e não apenas uma evidência de uma característica pessoal, um achado casual sem nenhuma implicação em termos de doença, isto é um falso positivo, induzindo ao erro, culpando um inocente, neste caso o gene diferente e deixando de encontrar o verdadeiro "criminoso".


Parece que em termos de ser humano quanto mais perto pensamos estar em termos de descobrí-lo, mais distante e desconhecido ele se revela, exatamente como quando somos analfabetos e aprendemos a ler, conhecemos as letras isoladamente, mas não conseguimos formar palavras, depois agrupamos conseguimos formar palavras, descobrimos que são milhares as palavras que se pode formar através do agrupamento das letras, mas não conseguimos saber o seu significado, aos poucos vamos conhecendo o seu significado, porém depois descobrimos que a palavra além de ter vários significados ainda depende do contexto na frase onde está inserida ou no tom com que é expressa na comunicação oral e que na realidade não conseguimos saber o significado de todas as palavras existentes, assim como não conseguimos compreender o significado daquilo que por vezes encontramos no ser humano, justamente pela sua ampla diversidade e variabilidade genética.

domingo, 28 de junho de 2009

Indústria farmacêutica e a Saúde

A indústria farmacêutica está sempre lançando novos fármacos. Os laboratórios proliferam, são tantos, principalmente genéricos, que nos leva a pensar que a população humana está doente. Tanto dinheiro é gasto em marketing para "catequizar" aos médicos a prescreverem o produto e ao público para adquirirem-no.
As pesquisas, os estudos de investigação feitos para a produção de um fármaco visam única e exclusivamente tratar uma doença e restaurar a saúde da população, os lucros seriam decorrentes do consumo, ou será que cada molécula estudada visa de imediato qual o lucro que daí resultará? Seria lirismo ou mercantilismo?

O consumo de fármacos está cada vez mais elevado, parte dessa responsabilidade cabe aos médicos que os prescrevem, alguns de acordo com a real necessidade apresentada pelo utente, outros porque estão "comprometidos" ou são pressionados pelos doentes que se não levam uma receita de um comprimido (porque necessitam de outro tipo de tratamento, pois existem várias modalidades de tratamento para além dos fármacos) acham que o médico não será um bom médico (embora alguns se lhe forem receitados muitos fármacos acham que o médico não sabe e está fazendo experiência, receitando mais do que um para ver se acerta ), porém a outra responsabilidade cabe à população que se auto medica com a cumplicidade dos atendentes das farmácias.

Algo não vai bem, quando temos drogarias que colocam à disposição em bancadas, os medicamentos de venda livre, como no mercado ou na feira aonde as pessoas enchem a mão e coloca no saco e dirige-se para pagar no caixa. Igualmente algo não está bem quando algumas farmácias ou drogarias vendem antibiótico sem receita médica ( o uso indiscriminado de antibióticos vai condicionando estirpes de microrganismos resistentes aos antibióticos e quando surgirem infecções mais graves o arsenal terapêutico ficará reduzido, como no caso do microrganismo staphylococos aureus: MRSA= Methicillin-resistant Staphylococcus aureus e mais recente VRSA=Vancomycin-resistant Staphylococcus aureus).

Está certo que "nós somos os médicos de nós mesmos" porque conhecemos o nosso organismo e sabemos quando algo não está bem e como diz o ditado popular:"de médico e de louco cada um tem um pouco", mas isso não dá o direito da pessoa achar que sabe, ou porque pesquisou na Internet de sair pela vida fora ingerindo este ou aquele medicamento sem ser observado por um médico, este é o único que detém (ou deveria ter) a habilitação necessária para a prescrição de medicamentos ao doente. O farmacêutico (aquele que cursou a faculdade de Farmácia e não o atendente na farmácia ou drogaria) tem habilitações necessárias para indicar um fármaco para determinada doença, porém não detém o conhecimento do historial do doente em relação às doenças que possuem e a medicação que toma, por vezes têm alguma patologia ou toma alguma medicação que não pode ser associado a determinados fármacos, por exemplo, se o doente tem Hipertensão Arterial não deve usar frequentemente AINE's, pois estes podem provocar aumento na tensão arterial, assim como os doentes hipocoagulados também não o devem fazer, porque há o risco de provocar hemorragias, principalmente digestivas.

Hoje em dia quando alguém se queixa de dor no estômago tem sempre alguém para aconselhar: "toma um comprimido de (...)" da mesma forma que nos meios de comunicação social existem anúncios comerciais de fármacos exatamente como os que são apresentados, por exemplo, para um shampoo, ou então incentivam a manter hábitos errados de alimentação e para prevenir suas consequências aconselham andar sempre com a "carteirinha de (...)" no bolso.

O consumo de medicamentos já está tão arraigado que passou a ser banalizado, só que as pessoas parecem esquecer que os fármacos são substâncias químicas que interagem e interferem com o normal funcionamento do organismo, que vão fazer bem aquela doença ou sintoma, mas vão prejudicar outra parte do organismo e que isso leva à poli medicação (por necessidade de associação quando há mais de um alvo a ser combatido, mas muitas vezes para combater o efeito colateral de uma medicação e depois outra e mais outra gerando uma cascata: um fármaco para uma doença, outro fármaco para combater o efeito indesejável daquele e depois outro para combater o deste e assim sucessivamente, por exemplo, determinado fármaco utilizado para a tosse causa "prisão de ventre" o que leva a tomar posteriormente um fármaco laxante e/ou regulador do intestino).

A super valorização do artificial em detrimento do natural tem que diminuir, as pessoas deverão se conscientizar que

* Prevenir é o melhor remédio;

* Uma alimentação equilibrada é a maior fonte de saúde. "Nós somos aquilo que comemos";

*A atividade física é o complemento da alimentação equilibrada para manter um organismo saudável;

* Uma simples vitamina é alimento (fornece os nutrientes necessários ao bom desenvolvimento e funcionamento do organismo), remédio (quando o organismo está carente dela) ou veneno/tóxico para o organismo (quando está em excesso no organismo, no caso de ter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes, que fornece as vitaminas necessárias ao organismo e ainda assim tomar vitaminas compradas na farmácia).

* Várias doenças têm sintomas em comum, porém cada uma delas requer tratamento diferentes, quem tem (ou deveria ter) o conhecimento para saber qual o tratamento específico para cada uma delas, é o médico;

* Cada organismo é diferente e tem reação diferente à agressão sofrida quer pela doença, quer pelo tratamento instituído, o medicamento que é bom para um pode não o ser para o outro, por exemplo um fármaco tranquilizante, pode em determinadas pessoas deixá-la mais excitada ao invés de tranquila;

* Todo o medicamento é uma substância química que interfere com o normal funcionamento do organismo.

Se houver essa tomada de consciência a cerca do consumo de medicamento , este passe a ser produzido de forma racional atendendo às reais necessidades relativas à saúde e não relativas à obtenção de lucros.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Livro...registro de uma emoção

Um livro por vezes é o registro de uma ou várias emoções sentidas, nele seu autor eterniza um momento particular de emoção vivida através de suas fantasias, seus sonhos ou da realidade vivida nem sempre sonhada ou imaginada.
Tem livros em que o autor discorre livremente sobre o que lhe vai na alma e no seu coração, sobre momentos fantásticos de encontros repletos de sintonia, magia, que deixam perplexa a sua razão por serem incrivelmente surpreendentes, precisos e inexplicável, como se fossem um conto de fadas criados por sua fantasia ou imaginação. Esses autores devem ter se beliscado várias vezes para ver se não estariam sonhando quando esses momentos aconteceram ou quando estavam a descrevê-los.

Viver um relacionamento onde existe uma forte ligação, uma sintonia perfeita que ultrapassa a dimensão física e a razão é no mínimo fascinante! São emoções ao rubro. Daí a necessidade de deixá-lo registrado num livro para que não se perca no vasto mundo do pensamento e do tempo, onde possa ser revivido sempre que o desejar, se bem que seja inesquecível, ficando para sempre gravado no coração e no espírito; como forma de homenagear e agradecer à pessoa que proporcionou essa sintonia ou simplesmente extravasar as emoções que parecem querer explodir dentro do peito.

Viver um momento de perfeita sintonia com alguém é maravilhoso, se for através da distância causa uma sensação de mistério, de algo que transcende a razão e escapa a compreensão lógica, a percepção da interação harmoniosa, porém invisível, com o Universo, consequentemente originará um estado sublime de êxtase e a necessidade de perpetuar esse momento tentando descrevê-lo nas páginas de um livro, ou no post de um Blog, que tornar-se-á o reflexo d'alma através da razão pela emoção.

Disse-me-disse... uma praga nas relações humanas

O disse-me-disse é como uma bola de neve vai vai crescendo a medida que vai rodando, por vezes assume uma magnitude de tal ordem que é capaz de derrubar ou destruir muitas pessoas, criar inimizades, por fim a uma amizade, desestruturar famílias, levar a separação e isolamento de elementos de uma família.

O disse-me-disse só prolifera porque as pessoas não usam de sinceridade, não são verdadeiras nas suas relações com os outros, não dizem o que pensam e não pensam antes de dizer, outras vezes porque não querem incomodar ou atrapalhar e por isso tomam decisões erradas, porém bem intencionadas e o outro pouco compreensivo e às vezes até egocêntrico, que só "olha para o seu umbigo" nem pensa que a tal atitude fora pensando no melhor para ele vai logo criticando, sentindo-se excluído, sentindo-se "coitadinho" a família deste "toma as sua dores" julga e condena aquele, que se sente magoado, ofendido por tamanha incompreensão, ingratidão, injustiça que recebeu quando na realidade, agiu por amor, pensando no outro e não em si mesmo como é acusado. Gerando revolta, esta provocará atrito nas relações, conflitos que vão se acumulando podendo mesmo chegar ao rompimento das relações entre os intervenientes.


Como evitar disse-me-disse:


1- dizer o que pensa no momento em que a situação está ocorrendo


2- Não tomar decisões pelo outro


3- Expor o problema com clareza e de forma concreta sem estar pensando em "poupar o outro", facilitar a sua decisão. Deixar que o outro decida mediante o problema apresentado


4- Se tem alguma dúvida a cerca do procedimento do outro expô-la com clareza, sem "dourar a pílula"


5-Se não concorda com uma atitude que alguém tenha deverá expressá-la no momento.


6- Se conhece bem a pessoa e tem um relacionamento muito próximo e se esta pessoa tem uma atitude que não condiz com o que se conhece dela, deve-se esclarecer no momento. Não tem que pensar "não quero melindrar".


7- Situações conflituosas tem que ser resolvida entre os que estão envolvido diretamente, cortando o "fulano disse que tu fizeste ou disseste isso..." por exemplo se surge um impasse a cerca de um convite e pede-se para deixar o recado com alguém, mas esse alguém não está e o recado é dado a outrem, este vem tomar satisfação com quem deixou o recado, gerando desentendimento, para evitar isso é que o recado deve ser dado diretamente, se não o for, não se deve aceitar que terceiros "entrem", deve ser logo cortado de imediato: "você não tem nada a ver com a história isso é comigo e com a pessoa, se quer participar, será com os 3 ao mesmo tempo.


8- Os recados devem ser dados diretamente a quem se destina, porque "quem conta um conto aumenta um ponto" e cada pessoa vai dando a sua interpretação e muitas vezes o recado chega ao destinatário deturpado gerando confusão, atritos, injustiças, mágoas, totalmente inevitáveis, o pior que muita vezes ficam por esclarecer, o emissor pensa que o receptor é o culpado e o receptor pensa que o emissor é o culpado. De primeiro existia uma brincadeira de gupo que se chamava "telefone sem fio" que consistia nas pessoas ficarem sentadas em círculo e alguém conta um segredo ao ouvido do outro, de forma rápida, que passa para quem está ao lado e assim até chegar ao ouvido de quem emitiu, só que chega totalmente deturpado, por vezes completamente diferente do original.


9- Checar sempre as impressões e interpretações, porque muitas vezes a nossa interpretação não corresponde à realidade ou a intenção com que foi realizada. Existiu outrora uma peça teatral, interpretada pelo Ari Fontoura e José Wilker, que se chamava "assim é se lhe parece" onde ocorre um crime e as personagens dão sua versão e o impressionante é que o público que acompanhou a cada versão aceita-a como verdadeira, porque todas acrescentam detalhes que faltava nas outras. Isso mostra que devemos checar todas as hipóteses antes de emitirmos um julgamento ou condenarmos alguém ou uma atitude.


10- Deve-se dizer a verdade mesmo que isso acarrete consequências, como tristeza, frustração, decepção,"é preferível uma verdade sincera do que uma mentira piedosa ". Com a verdade a pessoa pode se defender e se proteger, com uma mentira a pessoa fica vulnerável, indefesa, exposta aos "ataques" e envolvida em conflito sem que nem se quer saiba do porque. Uma vez que, infelizmente, existem pessoas que:


... São autênticas marionetes nas mãos de outras pessoas, principalmente das mais próximas e não se apercebem disso;


... São muito ardilosas conseguem influenciar e manipular os outros, principalmente aqueles que lhe devotam afeto ou um sentimento profundo, de tal forma que estes tomam atitudes, muitas vezes erradas, achando que foi por decisão própria, quando na verdade fora uma idéia "plantada".


... São mais de "pôr lenha na fogueira" do que de "por água na fervura", gostam de ver o "circo pegar fogo", são os "amigos da onça".


... São cínicas, falsas, sonsas, traiçoeiras que armam intrigas para ferir alguém, de forma indireta, sem que seja apontada como a responsável, aproveitando-se de que o outro, ligado afetivamente a elas e a quem pretendem ferir, "ferve em pouca água" e como tal não para para refletir e pensar, vai logo reagindo, tomando atitudes ou proferindo palavras que magoarão justamente aquele que a pessoa queria ferir ou atingir.


Devem existir mais formas de combater o disse-me-disse, de interromper o "telefone sem fio", mas estas dez serão as mais eficazes

domingo, 21 de junho de 2009

Festa Junina ...um marco da infância

Vésperas dos santos populares, já passou Santo Antônio casamenteiro, as vésperas de São João, festeiro e São Pedro, pescador. Surge a lembrança dos tempos de criança, quando dançava quadrilha, parte integrante da festa Junina realizada no Rio de Janeiro, não sei se semelhante por todo o país, bate uma saudade desses tempos idos, desse marco da infância de alegria, descontração, animação em grupo: Das ruas enfeitadas com bandeirinhas de papel colorido, lanterninhas de São João com velas acesas, iluminando as noites, por vezes com o céu iluminado pelos balões com os mais variados formatos e dizeres, das brincadeiras:

* "pescaria";

*"Torpedos";

* Lança argolas";

* "Derruba latas";

* Venda das rifas para ser coroado reis, rainhas, príncipes e princesas da festa e o principal:

*" Casamento na roça" seguido da "quadrilha" (caminho da roça, dança dos namorados, túnel do amor, caracol, são apenas os passos que ficaram na lembrança) e "pular a fogueira";

Das comidas: Cachorro quente com aquele molho que cheirava á distância assim como o salsichão e o churrasquinho na brasa com a farofinha, milho cozido, pé de moleque, amendoim torrado, passoca, canjica, bolo de aipim, quindim, maçã do amor.

Das músicas:

*"o balão vai subindo vai descendo a garoa, a noite é tão linda e a broa também, são João, São João acende a fogueira do meu coração";

*"com a filha de João, Antônio ia se casar, mas Pedro fugiu com a noiva na hora de ir para o altar, a fogueira já está queimando, o balão já está subindo... João consolava Antônio que caiu na bebedeira.

*" Cai cai balão, cai cai balão, aqui na minha mão não vou lá não vou lá tenho medo de apanhar"

Curiosamente revendo a festa Junina (caipira) onde os meninos usavam um chapéu de palha, a face pintada de negro imitando a barba, o bigode, as "costeletas", com calças com remendo, blusão quadriculado e a s meninas com a face com ruge e pintas pretas por cima e lábios pintados de vermelho, usando vestido quadriculado, chapéu com trancinhas, calça branca até a colcha por baixo do vestido ambos com renda ao fundo e recentemente observando a atuação de um rancho folclórico português, as semelhanças foram surgindo:

*É um grupo composto por pares

* Há um traje, embora na festa junina represente os "caipiras" e daí calça "pescando siri" ou corretamente falando "corsários", com remendos, porque trabalham na roça. No folclore português estão representado não só os camponeses com seus trajes de trabalho, como os trajes de festa ricamente adornados e com colares de ouro ao pescoço, mas tanto homens como mulheres usam chapéu, embora as mulheres usem mais lenço característico (tipicamente português) na cabeça (por vezes sob o chapéu) ou colocado sobre os ombros como se fosse um xale além de usarem "7 saias" e por baixo calças brancas , semelhantes as das meninas na quadrilha, até a 1/2 da coxa com rendas. a única diferença é que nas primeiras vêm-se com o rodar das "saias em balão " e nestas vêm-se porque os vestidos são curtos.

* Expressam alegria, libertam as tensões.

* Desenvolvem passos/tem coreografia

A diferença é que a festa junina é mais uma brincadeira de São João e o folclore é uma manifestação cultural de um povo ou de uma região

Proteção ou agresão?

As notícias se repetem a cada instante :

..."criança retirada dos pais por maus-tratos é violada dentro da instituição para onde foi levada", ..."um padre foi constituído arguido por pedofilia";


... "crime de abusos contra menores em instituições sócio-religiosas".

... "professor e membro da comissão de proteção de menores foi preso por abusar sexualmente de adolescente"


Como é possível acontecer esses lamentáveis, inaceitáveis acontecimentos, principalmente numa instituição religiosa ou de solidariedade? supostamente são instituições que têm como base o amor ao próximo, então, como é possível os funcionários, que nelas trabalham, por vezes com filhos, terem esse comportamento repudíavel com crianças, ainda mais indefesas e já muito traumatizadas?


Como religiosos que se dizem tementes a Deus, que pregam as virtudes, que ensinam a Doutrina de Deus com os seus mandamentos, cometem ou permitem que outros cometam essas barbaridades contra um ser humano, principalmente com uma criança? Talvez sigam o lema "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço" que por si só já é contrário aos ensinamentos de Jesus: "as palavras devem ser seguida de atos para não caírem no vazio"

Então as crianças são retiradas aos seus familiares para sua proteção, por eles lhe causam maus tratos e são colocadas em instituições onde são mal tratadas, abusadas, mas por estranhos?

É triste e doloroso constatar como o Homem está se tornando cada vez mais pervertido sobre vários aspectos, sem valores, sem princípios éticos e morais, afastando-se da Luz Divina e aproximando-se das trevas, perdendo a sua dignidade humana libertando o seu instinto primitivo animalesco, irracional, o que de pior possa existir dentro de si.

Tomara que na batalha entre a luz e as trevas, a luz triunfe sobre as trevas, que a dignidade humana prevaleça, que o amor seja o único vitorioso porque assim teremos esperança de que a sociedade ofereça proteção e não agressão ao seu cidadão, principalmente as crianças.