O conhecimento científico auxiliado pelo desenvolvimento tecnológico está de tal forma avançado que o Homem vem desenvolvendo projetos de investigação na área da Genética, surgiu a Engenharia Genética, um dos seus príncipios baseia-se no pressuposto que todos os seres vivos utilizam os ácidos nucleicos para guardar e transmitir a informação genética. Justamente, através da recombinação do ADN, atua-se sobre o material genético, manipulando-o de forma a obter-se vantagens sobre os modelos iniciais. *Vacinas
*Reagentes de diagnóstico
*Agentes anti-tumorais
*Novas drogas
2-Agro-pecuária
*Animais e plantas resistentes a doenças
*Aumento do valor nutricional de animais e plantas
*Plantas resistentes a pragas
*Produção de espécies raras
3-Industria Alimentar:
*Novos ingredientes
*Novos processos de manufactura.
*Novas enzimas
*Eritropoetina =>Estimula a produção de glóbulos vermelhos, no tratamento da anemia
Sabe-se que os animais de espécies diferentes não se podem cruzar, mas existem excepções. A fecundação artificial rodeou este obstáculo, construindo puzzles zoológicos que agrupam num só corpo os traços de espécies diferentes. A técnica embryo transfer permitiu, por exemplo, a junção dos óvulos fecundados de uma cabra e uma ovelha, combinando-os entre si. O embrião daí resultante foi transferido para o útero de uma ovelha que levou a gravidez até ao fim, tendo um filho quimera (ovabra ou cabrelha)Esta técnica permitiu também a exploração comercial de óvulos e esperma de animais de raça; os óvulos depois de fecundados in vitro são congelados e vendidos para todo o mundo onde são implantados em vacas comuns que farão progredir a gravidez. O público indirectamente e os produtores pressionam os biólogos; querem novos modelos de animais, mais férteis, maiores, com carnes mais refinadas. Querem incrementar a produção de raças exóticas como o novilho charolês ou a ovelha angora. E assim nascem as galinhas resistentes a doenças, os super porcos ou os coelhos com genéticas especiais. Nem sempre as experiências são bem sucedidas ou bem fundamentadas e as imagens de animais transgénicos monstruosos, tornam-se do conhecimento público, alarmando-o. Existem outras potencialidades: animais em vias de extinção, como o tigre da Sibéria ou o panda, podem perpetuar-se no útero emprestado de outra espécie, que não rejeite o embrião.Os animais transgénicos também são úteis para que se compreenda como é que os genes funcionam no organismo, sendo estas informações fundamentais para a compreensão da dinâmica de certas doenças como o cancro ou a SIDA.
A introdução nas plantas um gene conferindo resistência a determinado herbicida, permite que, quando se espalha o herbicida, se extermine apenas a vegetação nociva e não a portadora do gene resistente. Podem criar-se plantas mais resistentes a certos tipos de insectos, introduzindo-lhes o gene de uma bactéria que produz uma proteína (protoxina) que em condições normais é inócua, mas uma vez digerida pelo insecto transforma-se num veneno mortal.A fixação do azoto necessária para o crescimento das plantas é aumentada por certas bactérias (Rhizobium) presentes nas raízes de leguminosas, capazes de fixar o azoto do ar. Espera-se que se incorpore, no genoma das plantas que têm necessidade de adubos azotados para o seu crescimento, os genes que lhes permitam fixar o azoto. Se estas experiências tiverem sucesso, a adição de adubos tornar-se-á desnecessário sendo este um grande contributo para a ecologia e para os problemas da fome (os custos da agricultura decrescerão significativamente, e a produção aumentará).O melhoramento genético das plantas permite-lhes adicionar características nutricionais, que de outra forma não seriam produzidas pela natureza.
3-Ambiente
Por vezes pretende-se fazer crer que a biotecnologia pode libertar para atmosfera microorganismos capazes de alterar o equilíbrio biológico. No entanto, esta pode ser usada para despoluir o ambiente: produzindo-se bactérias cujos enzimas são capazes de degradar produtos poluentes, como o tolueno e o tricloroetileno.





